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9 de setembro de 2026

Sustentabilidade

CEEMA/Unijuí: Redução da área plantada pode elevar preços do trigo na próxima safra – MAIS SOJA

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O trigo igualmente assistiu, em Chicago, um recuo em suas cotações nesta última semana de maio. O bushel do cereal, para o primeiro mês cotado, fechou a quinta-feira (28) em US$ 6,24, contra US$ 6,47 uma semana antes.

Dito isso, as condições das lavouras estadunidenses de trigo de inverno, até o dia 24/05, aparesentavam-se com 44% entre ruins a muito ruins, 30% regulares e apenas 26% entre boas a muito boas. Já o trigo de primavera, na mesma data, estava com 86% da área esperada semeada, contra 79% na média histórica. Do total semeado, 56% havia germinado, contra 51% na média.

E no Brasil, os preços voltaram a melhorar na média. As principais praças gaúchas se mantiveram entre R$ 65,00 e R$ 66,00/saco, porém, no Paraná o produto se consolidou em R$ 70,00/saco.

Os aumentos de preço estão ligados a falta de produto de qualidade superior, a preços mais elevados na importação, e a forte redução de área semeada que se cristaliza na medida em que o plantio avança neste momento.

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No Paraná, no dia 25/05 o plantio do cereal atingia a 61% da área esperada. Já no Rio Grande do Sul o mesmo ainda está em sua fase inicial. Por outro lado, em 2025 o Brasil moeu 13,3 milhões de toneladas de trigo, com avanço de 0,6% sobre 2024. Foi o maior volume anual desde 2021. Houve maior ocupação da capacidade instalada, com a taxa média superando a 76%.

“O Paraná se manteve como o principal polo de moagem de trigo, com 3,9 milhões de toneladas, apesar de uma queda anual de 1%, seguido pelo Rio Grande do Sul (2 milhões de toneladas, +3%) e São Paulo (1,73 milhão de toneladas, -7,6%). Os Estados do Norte e Nordeste, que importam a maior parte da demanda de trigo, verificaram aumento de 4,7% na moagem de trigo, para 3,5 milhões de toneladas. Enquanto isso, o Brasil importou 6,88 milhões de toneladas de trigo em 2025, volume que respondeu por pouco mais da metade do total processado no país. A maior parte das importações veio da Argentina, com 5,4 milhões de toneladas, seguida do Uruguai (767.800 toneladas) e Paraguai (513.000 toneladas)” (cf. Abitrigo).

Enfim, “no Rio Grande do Sul os preços da safra velha continuam melhorando aos poucos. Os moinhos elevaram as indicações para R$ 1.430,00 a R$ 1.450,00 por tonelada CIF para trigo normal, sem característica branqueadora ou melhoradora. No mercado FOB, as referências estão em R$ 1.330,00 para junho, R$ 1.350,00 para julho e R$ 1.370,00 para agosto. A tendência de redução na área de trigo para a safra nova é considerada generalizada, diante da falta de sementes e do menor uso de tecnologia.

Caso esse movimento se confirme, os preços devem se elevar após a futura colheita. Ainda no estado gaúcho, o trigo melhorador segue difícil de ser encontrado, sendo que as coberturas de junho estão próximas de 100%, enquanto julho é estimado em 40%. Em Santa Catarina, o mercado avança de forma gradual, acompanhando os movimentos do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Com preços relativamente estáveis nas demais origens, o frete segue como principal fator de diferença nos valores finais. O trigo catarinense passou para R$ 1.350,00 a R$ 1.400,00 por tonelada FOB, enquanto as ofertas do Paraná ficaram entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00 no Sudoeste. E no Paraná a escassez de matéria-prima de boa qualidade mantém os preços elevados. Negócios recentes foram reportados a R$ 1.350,00 por tonelada na região central, R$ 1.400,00 FOB no norte e R$ 1.450,00 CIF na região de Curitiba. As ofertas seguem limitadas, com produtores buscando valores maiores e moinhos avaliando propostas, embora as alternativas mais baratas praticamente tenham desaparecido” (cf. TF Agronômica)

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Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

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Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Planejamento e manejo fitossanitário são fundamentais para a sustentabilidade e o sucesso da produção agrícola – MAIS SOJA

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O planejamento e o manejo fitossanitário são fundamentais para conciliar produtividade, qualidade dos alimentos, sustentabilidade e viabilidade econômica da atividade agrícola. Esse é o tema do novo episódio da série Conversando com o Especialista, iniciativa do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

Disponível nas redes sociais da entidade, o episódio traz o professor da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Laércio Zambolim, responsável pelo “Módulo 8 – Manejo Fitossanitário”, disponível gratuitamente na Plataforma de Treinamentos on-line do Sindiveg.

Para o especialista, o planejamento deve fazer parte da atividade agrícola desde o início do empreendimento e considerar os diferentes fatores que influenciam seus resultados. A busca pelo retorno econômico, segundo ele, precisa estar associada a práticas que contribuam para a preservação dos recursos naturais e para a qualidade da produção.

“Ao empreender, quer seja no ramo da fruticultura, de hortaliças ou de grãos, o produtor tem que ter o estímulo do lado econômico. Mas também visamos, além do lucro, que ele siga as instruções da sustentabilidade ambiental. Não adianta produzir com qualidade sem pensar no meio ambiente em que nós vivemos”, explica Zambolim.

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A adoção de práticas responsáveis também pode contribuir para a diferenciação da produção no mercado. Na avaliação do professor, o cuidado com o meio ambiente e a preocupação com a oferta de alimentos saudáveis ajudam a construir uma relação de confiança e a fortalecer a reputação do produtor.

“O cultivo precisa ser diferenciado no mercado. O produtor deve conquistar a reputação de quem cuida do meio ambiente e produz alimentos saudáveis. Ele será distinguido por isso. Sempre haverá lugar para produtores que seguem essas regras”, afirma.

Além da sustentabilidade e da qualidade da produção, o especialista destaca que a consolidação de um empreendimento rural depende da capacidade de atender às demandas do mercado de forma consistente, conciliando qualidade, produtividade e escala.

Outro ponto abordado no episódio é a importância da atualização constante para o aprimoramento do manejo. Com a evolução das práticas de cultivo, adubação e controle de pragas e doenças, acompanhar novos conhecimentos é essencial para apoiar a tomada de decisões no campo. “O produtor precisa buscar conhecimento continuamente. Não pode se acomodar com o que já sabe, porque o mercado atual é dinâmico e as metodologias de cultivo, adubação e controle de pragas e doenças estão em constante evolução”, orienta o professor.

O módulo

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A proposta do módulo foi construída a partir da combinação entre conhecimento técnico e experiências práticas relacionadas à realidade agrícola. Para Zambolim, esse conjunto de referências permite oferecer ao produtor um conteúdo aplicável às diferentes etapas do empreendimento.

“O módulo foi elaborado com base na experiência de produtores e técnicos de extensão, na revisão de literatura e nas minhas observações em campo. Essas referências contribuíram para estruturar um conteúdo com orientações aplicáveis à rotina do produtor”, finaliza.

Módulo 8 – Manejo Fitossanitário está disponível gratuitamente para produtores, técnicos e estudantes clicando aqui.

Sobre o Sindiveg

Há mais de 85 anos, o Sindiveg – Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal atua no Brasil representando o mercado de defensivos agrícolas no País, com suas 22 associadas, e dando voz legalmente à indústria de produtos de defesa vegetal em todo o território nacional. O Sindicato tem como propósito a promoção da produção agrícola de forma consciente, com o uso correto dos defensivos, bem como o apoio ao setor no desenvolvimento de pesquisas e estudos científicos, na promoção do uso consciente de defensivos agrícolas, sempre respeitando as leis, a sociedade e o meio ambiente. Mais informações clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa

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Sustentabilidade

El Niño aumenta incertezas sobre safra 2026/27 e impulsiona preços da soja em setembro

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

As incertezas sobre os impactos do El Niño na safra 2026/27 estão entre os principais fatores que sustentam a valorização da soja neste início de setembro. Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento de alta, já observado em agosto, ganhou força nos primeiros dias deste mês.

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Além das preocupações climáticas, os preços encontram suporte na maior demanda asiática pela soja dos Estados Unidos e na intensificação dos conflitos no Oriente Médio.

No Brasil, as atenções se voltam especialmente para as condições climáticas necessárias para o avanço da nova temporada.

A possibilidade de impactos do El Niño aumenta as incertezas em torno do desenvolvimento da safra 2026/27. Ao mesmo tempo, produtores brasileiros aguardam volumes mais significativos de chuva para iniciar as atividades de campo.

De acordo com o Cepea, esse cenário tem afastado vendedores das negociações envolvendo grandes volumes de soja, contribuindo para dar sustentação às cotações no mercado doméstico.

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A evolução das condições climáticas, portanto, passa a ter peso importante sobre o comportamento dos produtores e do mercado à medida que os trabalhos da nova temporada se aproximam.

Demanda externa limita avanço dos preços

Apesar do cenário de valorização, o Cepea aponta que a alta no mercado brasileiro foi limitada pela redução da demanda internacional pela soja nacional.

O movimento é considerado comum neste período do ano, quando o mercado se aproxima da entrada da safra dos Estados Unidos e compradores passam a direcionar maior atenção para a oferta norte-americana.

Ainda assim, as exportações brasileiras acumulam desempenho recorde em 2026. Entre janeiro e agosto, o país embarcou 89,86 milhões de toneladas de soja em grão, o maior volume já registrado para o período.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Importações recuam; colheita avança no Brasil – MAIS SOJA

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As importações brasileiras de trigo recuaram em agosto, em meio ao avanço da colheita no País. Segundo o Cepea, apesar da redução das compras externas, a oferta doméstica de trigo de melhor qualidade segue limitada.

De acordo com pesquisadores do Cepea, as expectativas de menor produção, tanto em nível nacional quanto global, o avanço das cotações internacionais e a oferta limitada no mercado spot continuam sustentando os preços domésticos, tanto do trigo em grão quanto dos derivados.

No campo, o Centro de Pesquisas destaca que a colheita segue avançando no Brasil, com progresso registrado em diferentes estados produtores.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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