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23 de julho de 2026

Sustentabilidade

CEEMA/Unijuí: Redução da área plantada pode elevar preços do trigo na próxima safra – MAIS SOJA

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O trigo igualmente assistiu, em Chicago, um recuo em suas cotações nesta última semana de maio. O bushel do cereal, para o primeiro mês cotado, fechou a quinta-feira (28) em US$ 6,24, contra US$ 6,47 uma semana antes.

Dito isso, as condições das lavouras estadunidenses de trigo de inverno, até o dia 24/05, aparesentavam-se com 44% entre ruins a muito ruins, 30% regulares e apenas 26% entre boas a muito boas. Já o trigo de primavera, na mesma data, estava com 86% da área esperada semeada, contra 79% na média histórica. Do total semeado, 56% havia germinado, contra 51% na média.

E no Brasil, os preços voltaram a melhorar na média. As principais praças gaúchas se mantiveram entre R$ 65,00 e R$ 66,00/saco, porém, no Paraná o produto se consolidou em R$ 70,00/saco.

Os aumentos de preço estão ligados a falta de produto de qualidade superior, a preços mais elevados na importação, e a forte redução de área semeada que se cristaliza na medida em que o plantio avança neste momento.

No Paraná, no dia 25/05 o plantio do cereal atingia a 61% da área esperada. Já no Rio Grande do Sul o mesmo ainda está em sua fase inicial. Por outro lado, em 2025 o Brasil moeu 13,3 milhões de toneladas de trigo, com avanço de 0,6% sobre 2024. Foi o maior volume anual desde 2021. Houve maior ocupação da capacidade instalada, com a taxa média superando a 76%.

“O Paraná se manteve como o principal polo de moagem de trigo, com 3,9 milhões de toneladas, apesar de uma queda anual de 1%, seguido pelo Rio Grande do Sul (2 milhões de toneladas, +3%) e São Paulo (1,73 milhão de toneladas, -7,6%). Os Estados do Norte e Nordeste, que importam a maior parte da demanda de trigo, verificaram aumento de 4,7% na moagem de trigo, para 3,5 milhões de toneladas. Enquanto isso, o Brasil importou 6,88 milhões de toneladas de trigo em 2025, volume que respondeu por pouco mais da metade do total processado no país. A maior parte das importações veio da Argentina, com 5,4 milhões de toneladas, seguida do Uruguai (767.800 toneladas) e Paraguai (513.000 toneladas)” (cf. Abitrigo).

Enfim, “no Rio Grande do Sul os preços da safra velha continuam melhorando aos poucos. Os moinhos elevaram as indicações para R$ 1.430,00 a R$ 1.450,00 por tonelada CIF para trigo normal, sem característica branqueadora ou melhoradora. No mercado FOB, as referências estão em R$ 1.330,00 para junho, R$ 1.350,00 para julho e R$ 1.370,00 para agosto. A tendência de redução na área de trigo para a safra nova é considerada generalizada, diante da falta de sementes e do menor uso de tecnologia.

Caso esse movimento se confirme, os preços devem se elevar após a futura colheita. Ainda no estado gaúcho, o trigo melhorador segue difícil de ser encontrado, sendo que as coberturas de junho estão próximas de 100%, enquanto julho é estimado em 40%. Em Santa Catarina, o mercado avança de forma gradual, acompanhando os movimentos do Paraná e do Rio Grande do Sul.

Com preços relativamente estáveis nas demais origens, o frete segue como principal fator de diferença nos valores finais. O trigo catarinense passou para R$ 1.350,00 a R$ 1.400,00 por tonelada FOB, enquanto as ofertas do Paraná ficaram entre R$ 1.320,00 e R$ 1.350,00 no Sudoeste. E no Paraná a escassez de matéria-prima de boa qualidade mantém os preços elevados. Negócios recentes foram reportados a R$ 1.350,00 por tonelada na região central, R$ 1.400,00 FOB no norte e R$ 1.450,00 CIF na região de Curitiba. As ofertas seguem limitadas, com produtores buscando valores maiores e moinhos avaliando propostas, embora as alternativas mais baratas praticamente tenham desaparecido” (cf. TF Agronômica)

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


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FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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Sustentabilidade

Quais são as biotecnologias disponíveis na cultura da soja e como tem revolucionado a cultura. – MAIS SOJA

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A partir de 1996, surgiu a primeira biotecnologia para a cultura da soja, inicialmente as biotecnologias erão desenvolvidas focadas no controle de plantas daninhas, por esse motivo, atualmente, existe uma grande quantidade de biotecnologias aprovadas no Brasil com essa característica. Posteriormente, outras biotecnologias foram desenvolvidas transferindo a planta outras qualidades para auxiliar os produtores no controle de insetos, doenças e mitigação ao déficit hídrico. Hoje, as principais tecnologias disponíveis no mercado são:

  1. Roundup Ready® (RR): Confere tolerância ao herbicida glifosato por meio da inserção do gene CP4-EPSPS, permitindo o controle eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas e largas.
  2. Intacta RR2 PRO® (IPRO): Combina tolerância ao glifosato com resistência a lagartas por meio da proteína Cry1Ac.
  3. Intacta 2 Xtend® (Xtend): Apresenta resistência a um número maior de lagartas por meio das proteínas Cry1Ac, Cry1A.105 e Cry2Ab2, além de tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, ampliando as opções de manejo de plantas daninhas.
  4. Conkesta Enlist E3® (CE): Tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D sal colina, expressa as proteínas Cry1F e Cry1Ac.
  5. HB4®: Desenvolvida para aumentar a tolerância ao estresse hídrico (seca).
  6. Liberty Link® (LL): Confere tolerância ao herbicida glufosinato de amônio por meio do gene PAT.
  7. Cultivance® (CV): Proporciona tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, por meio do gene CSR1-2.
  8. STS (Sulfonylurea Tolerant Soybean): Confere maior tolerância aos herbicidas do grupo das sulfonilureias.
  9. BLOCK®: Tecnologia desenvolvida pela EMBRAPA voltada ao aumento da tolerância à ferrugem-asiática da soja.

A figura 1 apresenta um resumo geral das principais biotecnologias genéticas da soja no Brasil e suas respectivas resistências ou tolerâncias.

Figura 1. Perfil de tolerância a herbicidas, doenças, pragas e estresse hídrico das principais biotecnologias de soja disponíveis no mercado brasileiro.

De modo geral, é fundamental que produtores e técnicos compreendam a interação entre cultivar, ambiente e manejo, buscando informações confiáveis geradas por pesquisas, assistência técnica, empresas de sementes e experimentos em campo (on farm), avaliando na sua lavoura as principais cultivares de soja semeadas na região e os novos lançamentos, criando assim um banco de dados que servirá como base para uma escolha mais assertiva da cultivar ideal.

Referências bibliográficas.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 202


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Sustentabilidade

Crédito rural registra redução nas contratações ao final do Plano Safra 2025/26 – MAIS SOJA

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O encerramento do Plano Safra 2025/26 confirma um cenário de maior restrição ao crédito rural em Mato Grosso do Sul. O ciclo foi concluído com R$ 14,64 bilhões contratados, volume 22,3% inferior ao registrado na safra anterior.

Segundo levantamento da Aprosoja/MS, foram contratados R$ 943,8 milhões em junho de 2026 no Estado, resultado 22,3% inferior ao registrado em maio do mesmo ano e 40,1% menor em comparação com junho de 2025.

O ambiente financeiro mais restritivo observado no encerramento da safra é resultado da redução das operações de custeio, investimento e, principalmente, comercialização, refletindo uma maior seletividade na concessão de crédito rural.

O Plano Safra 2026/27 iniciou seu ciclo em 1º de julho, com crescimento de 1,7% no volume total de recursos em relação ao ciclo anterior, totalizando R$ 622,4 bilhões. No entanto, esse aumento não supera a inflação acumulada no período, o que resulta em redução do volume de crédito em termos reais.

Assim, apesar da redução das taxas de juros nas principais linhas oficiais, a ampliação do acesso ao crédito dependerá da disponibilidade de recursos subsidiados, da capacidade de equalização pelo Governo Federal e da situação financeira dos produtores. Esses fatores continuarão sendo determinantes para o ritmo das contratações ao longo da safra 2026/27.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

Estudo analisa os impactos da infraestrutura logística sobre a produção agrícola de Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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Mato Grosso do Sul representa aproximadamente 9% da produção nacional de soja, consolidando-se como o 5º maior produtor do grão no Brasil. Em relação ao milho segunda safra, o Estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional, sendo responsável por cerca de 8,1% da produção brasileira. Apesar da relevância da produção de soja e milho no cenário nacional, a infraestrutura logística ainda representa um dos principais desafios para o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso do Sul. Conforme análise apresentada pela Aprosoja/MS, o custo do frete pode representar até 60% do valor do milho e até 25% do valor da soja.

Atualmente, o Estado escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovias, 2% por ferrovias e o restante por hidrovias. De acordo com estudo elaborado por economistas da Aprosoja/MS, essa concentração no modal rodoviário eleva os custos logísticos, aumenta a demanda sobre a malha viária e reduz a competitividade da produção sul-mato-grossense.

A análise também indica que os modais ferroviário e hidroviário apresentam vantagens estruturais em relação ao modal rodoviário. Entretanto, a competitividade desses modais depende de fatores como a infraestrutura disponível, o estágio de desenvolvimento da malha logística, o processo de devolução de concessões e o nível de concorrência entre os diferentes modais de transporte.

Com investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2035, estão previstas a duplicação e as melhorias da BR-163, a implantação da Nova Ferroeste, ligando Maracaju (MS) ao Paraná, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e os projetos associados à Rota Bioceânica. Conforme estimativas apresentadas no estudo, essas iniciativas possuem potencial para reduzir em até 26% os custos de transporte.

Ainda conforme a análise apresentada no estudo, a execução desses projetos poderá contribuir para ampliar a eficiência do transporte de cargas, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul.

O estudo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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