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23 de julho de 2026

Sustentabilidade

Produtividade da soja varia no RS após impactos do clima ao longo da safra – MAIS SOJA

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A colheita da soja se encontra em fase final no Estado, alcançando 99% da área cultivada. A predominância de tempo seco e de boa trafegabilidade favoreceram o avanço das operações e a conclusão da colheita na maior parte das regiões produtoras. Restam áreas de safrinha, implantadas após o milho precoce, e talhões tardios, implantados principalmente após o período de escassez hídrica no início do verão, que estão encerrando o ciclo fisiológico.

Nessas áreas, especialmente em ambientes de várzea e de drenagem mais limitada, observam-se perdas pontuais por debulha natural em função do atraso da colheita das lavouras já maduras.

As produtividades seguem bastante heterogêneas devido à época de semeadura, ao regime hídrico ao longo do ciclo e ao potencial das lavouras implantadas tardiamente. Em áreas submetidas a déficit hídrico mais intenso, especialmente em solos rasos ou arenosos, ocorreram perdas significativas.

Nas lavouras de segundo cultivo e safrinha, persiste a tendência de redução do potencial produtivo também em decorrência da menor disponibilidade hídrica, da redução do fotoperíodo e do menor porte das plantas. Houve incremento na incidência de doenças foliares, como oídio e ferrugem-asiática, nas áreas ainda em final de ciclo.

Os produtores realizam operações de manejo pós-safra, como aplicação de corretivos, reparos localizados em áreas com erosão e classificação de grãos destinados à armazenagem e à eventual utilização como semente própria.

Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Caxias do Sul, Erechim, Lajeado, Passo Fundo e Soledade, a colheita de soja foi concluída. Na de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita foi concluída em Maçambará, Itacurubi, Barra do Quaraí e Uruguaiana. Em Manoel Viana, 99% dos 58.000 hectares foram colhidos; restam apenas áreas implantadas após o milho. Em São Borja, há por colher lavouras de safrinha, que equivalem a cerca de 10% dos 105.000 hectares semeados.

Na Campanha, dos 378 mil hectares cultivados 93% foram colhidos, e restam aproximadamente 26.000 hectares, compostos principalmente por áreas implantadas em janeiro e por talhões replantados após as precipitações intensas do final de dezembro. Em Dom Pedrito, parte dos produtores postergou a colheita em períodos de maior nebulosidade para reduzir descontos por umidade dos grãos.

As produtividades apresentaram melhor desempenho nas semeaduras tardias. Contudo, a maioria dos municípios deverá encerrar a safra com resultados inferiores ao inicialmente projetado.

Na de Frederico Westphalen, a colheita alcança 99% dos 434.000 hectares cultivados. As áreas remanescentes se encontram em maturação e devem ser colhidas nos próximos dias devido às boas condições de tempo. Na de Ijuí, a colheita alcança 98%. A operação tem sido realizada apenas em lavouras de segundo cultivo, após a aplicação de produtos para a uniformização da maturação. A produtividade média regional está estimada em 3.024 kg/ha. Há relatos de redução do potencial produtivo nas áreas tardias, além de aumento da incidência de oídio e de ferrugemasiática.

Na de Pelotas, 97% foram colhidos. A produtividade média está estimada em 2.800 kg/ha. As precipitações de baixo volume no período não comprometeram as operações, mantendo adequadas as condições de acesso das máquinas às lavouras. Os 3% remanescentes se encontram em fase de maturação.

Na de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída. A produtividade média regional está estimada em 2.900 kg/ha. Na de Santa Rosa, restam 2% das lavouras em fase madura, e 98% foram colhidos. O avanço da colheita das áreas de safrinha foi favorecido pela adequada umidade do solo, que permitiu o acesso de máquinas em áreas de baixada e de drenagem deficiente. Em parte dessas áreas, houve perdas por debulha de legumes devido à permanência prolongada das plantas maduras no campo. As produtividades apresentam elevada variabilidade, entre 900 kg/ha e 4.200 kg/ha como reflexo de diferenças na disponibilidade hídrica, na época de implantação e na adaptação das áreas de segundo cultivo.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 114,96 para R$ 115,52, aumentando 0,49% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar

Fonte: Emater/RS


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Sustentabilidade

Estudo analisa os impactos da infraestrutura logística sobre a produção agrícola de Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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Mato Grosso do Sul representa aproximadamente 9% da produção nacional de soja, consolidando-se como o 5º maior produtor do grão no Brasil. Em relação ao milho segunda safra, o Estado ocupa a 4ª posição no ranking nacional, sendo responsável por cerca de 8,1% da produção brasileira. Apesar da relevância da produção de soja e milho no cenário nacional, a infraestrutura logística ainda representa um dos principais desafios para o escoamento da produção agrícola em Mato Grosso do Sul. Conforme análise apresentada pela Aprosoja/MS, o custo do frete pode representar até 60% do valor do milho e até 25% do valor da soja.

Atualmente, o Estado escoa cerca de 80% da produção agrícola por rodovias, 2% por ferrovias e o restante por hidrovias. De acordo com estudo elaborado por economistas da Aprosoja/MS, essa concentração no modal rodoviário eleva os custos logísticos, aumenta a demanda sobre a malha viária e reduz a competitividade da produção sul-mato-grossense.

A análise também indica que os modais ferroviário e hidroviário apresentam vantagens estruturais em relação ao modal rodoviário. Entretanto, a competitividade desses modais depende de fatores como a infraestrutura disponível, o estágio de desenvolvimento da malha logística, o processo de devolução de concessões e o nível de concorrência entre os diferentes modais de transporte.

Com investimentos estimados em R$ 50 bilhões até 2035, estão previstas a duplicação e as melhorias da BR-163, a implantação da Nova Ferroeste, ligando Maracaju (MS) ao Paraná, a concessão da Hidrovia do Rio Paraguai e os projetos associados à Rota Bioceânica. Conforme estimativas apresentadas no estudo, essas iniciativas possuem potencial para reduzir em até 26% os custos de transporte.

Ainda conforme a análise apresentada no estudo, a execução desses projetos poderá contribuir para ampliar a eficiência do transporte de cargas, reduzir os custos logísticos e fortalecer a competitividade da produção de soja e milho em Mato Grosso do Sul.

O estudo completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Carolina Toffanetto (estagiária de Comunicação Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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Sustentabilidade

Margens apertadas impulsionam novo modelo de acesso a insumos no agro – MAIS SOJA

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Com margens mais apertadas, preços voláteis e safras que exigem planejamento cada vez mais preciso, o acesso a insumos ganhou peso estratégico no Brasil. Empresas que conectam produtores, revendas, cooperativas e fornecedores nacionais e internacionais passaram a ocupar um espaço central na cadeia do agronegócio.

É nesse contexto que a AgriConnection vem consolidando sua atuação como uma rede de acesso ao mercado, oferecendo soluções que aproximam a indústria do campo e ampliam o acesso dos produtores às tecnologias. A empresa atua em três frentes: proteção de cultivos, fertilizantes e um amplo portfólio de nutrição vegetal, biológicos e especialidades, que reúne microelementos, adjuvantes, bioestimulantes e bioinsumos.

A AgriConnection estará presente durante o 17º Brasil AgrochemShow, realizado em 3 e 4 de agosto de 2026, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. A programação do evento reunirá especialistas, empresas e representantes do setor para debater registro de produtos, legislação, judicialização, sustentabilidade, tecnologia de aplicação, cadeia global de suprimentos, distribuição e tendências regulatórias para o mercado de agroquímicos e bioinsumos.

De acordo com Daniel Dias, presidente do Conselho de Administração da AgriConnection e referência em negociações internacionais, a empresa é uma ponte entre a indústria e o produtor rural. “Nosso papel é facilitar o acesso a tecnologias confiáveis, com segurança regulatória, suporte técnico e soluções que atendam às necessidades do agricultor em diferentes sistemas de produção”, diz.

Depois de ciclos marcados pela volatilidade dos preços, aumento dos custos de produção e desafios logísticos, produtores e canais de distribuição passaram a buscar modelos de negócio que vão além da simples comercialização de produtos, reunindo portfólio diversificado, inteligência comercial, previsibilidade, conformidade regulatória e eficiência logística.

O Brasil mantém forte dependência das cadeias globais para o abastecimento de insumos agrícolas. Em 2025, segundo dados da CropLife Brasil, as importações brasileiras desses produtos somaram US$ 14,3 bilhões e ultrapassaram 1,8 milhão de toneladas. Os defensivos químicos responderam por 96,3% do valor importado, seguidos pelos produtos biológicos e sementes. China, Índia e Estados Unidos lideraram a origem desses insumos.

Além do preço, qualidade, procedência, disponibilidade, suporte técnico, logística, segurança regulatória e adequação agronômica passaram a ter peso crescente na escolha dos fornecedores, fortalecendo empresas capazes de integrar diferentes elos da cadeia e ampliar o acesso do produtor às melhores alternativas do mercado.

Estratégia

Segundo Dias, o desafio do produtor vai muito além da aquisição do insumo. É preciso garantir disponibilidade no momento correto, suporte técnico qualificado, condições comerciais competitivas e tecnologias compatíveis com a realidade de cada propriedade. “Com um calendário agrícola cada vez mais apertado, atrasos logísticos, indisponibilidade de produtos ou escolhas inadequadas de tecnologia podem comprometer produtividade, rentabilidade e eficiência operacional”, destaca o executivo.

Além de facilitar o acesso às tecnologias, a AgriConnection vem fortalecendo sua estrutura regulatória. Em 2025, a empresa anunciou acordo para aquisição de ativos regulatórios e registros de produtos na área de proteção de cultivos. Após a conclusão da operação, a companhia passará a contar com mais de 30 registros de produtos formulados, além de processos regulatórios em andamento e registros técnicos.

Com o aumento da oferta de produtos equivalentes, genéricos, biológicos e especialidades, torna-se cada vez mais importante combinar velocidade de acesso ao mercado com critérios técnicos, conformidade e responsabilidade no uso das tecnologias. Para o agricultor, essa expansão representa mais opções e competitividade, desde que acompanhadas de orientação técnica, rastreabilidade e boas práticas agrícolas.

Ao conectar a indústria aos canais de distribuição e aos produtores, a AgriConnection busca contribuir para uma cadeia mais eficiente, integrada e preparada para responder aos desafios do agronegócio moderno.

As inscrições para o AgrochemShow podem ser realizadas pelo site mediante a doação de cestas básicas, destinadas à instituição beneficente Crê-Ser. Na edição de 2025, a iniciativa arrecadou 25 mil kg de alimentos, equivalente a aproximadamente R$ 250 mil em doações.

Serviço

  • 17º Brasil AgrochemShow
  • Data: 3 e 4 de agosto de 2026
  • Inscrições, clique aqui.
  • Local: Centro de Eventos São Luís: Rua Luís Coelho, 323, São Paulo
  • Pontos de referência: Estação Paulista, 150 m; Estação Consolação, 300 m; Avenida Paulista, 300 m

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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Sustentabilidade

Resistência de plantas daninhas impulsiona adoção de novas tecnologias no manejo da soja – MAIS SOJA

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O avanço da resistência de plantas daninhas tem ampliado os desafios da sojicultura e reforçado a necessidade de estratégias de manejo cada vez mais eficazes. Com esse enfoque, a IHARA, empresa de pesquisa e desenvolvimento de defensivos agrícolas, participa do XXXIV Congresso Brasileiro da Ciência das Plantas Daninhas, realizado de 3 a 6 de agosto, em Foz do Iguaçu (PR), destacando o herbicida pré-emergente YAMATO SC, desenvolvido para o controle das principais invasoras que comprometem o desempenho das lavouras, como capim-amargoso, capim-pé-de-galinha, azevém, cordas-de-viola, capim-colonião, caruru e capim-braquiária.

De acordo com o engenheiro agrônomo e gerente de Produtos Herbicidas da IHARA, Iuri Cosin, essas plantas daninhas estão presentes em mais da metade das áreas agrícolas brasileiras e podem provocar perdas superiores a 90% em razão da matocompetição quando não controladas adequadamente. “Por isso, o controle precisa começar antes da emergência da cultura, já que a competição por água, luz e nutrientes ocorre logo nas fases iniciais do desenvolvimento da soja. Ao manter a lavoura limpa desde o início do ciclo, o produtor reduz a infestação, preserva o potencial produtivo e fortalece as estratégias de manejo da resistência”, afirma Cosin.

Resultados consistentes no campo

Ensaios conduzidos por renomadas instituições de ensino e pesquisa demonstram resultados consistentes do YAMATO SC no campo. Os estudos registraram índices superiores a 90% de controle sobre caruru, capim-amargoso e capim-pé-de-galinha em comparação aos tratamentos padrão de pré-emergência, duas das espécies que mais têm avançado nas áreas produtoras de soja.

Outro diferencial é a elevada seletividade aliada ao longo efeito residual, que mantém o solo protegido por mais tempo, proporcionando maior segurança ao cultivo sem comprometer a cultura subsequente. Nos ensaios, foram avaliadas ao menos três variedades de soja por ano, em diferentes tipos de solo e níveis de cobertura. Em nenhuma das condições foram observados sintomas de fitotoxicidade ou impactos sobre a produtividade da safra ou da sucessão. Aplicado antes da emergência das invasoras, o herbicida impede seu estabelecimento e evita a competição com a soja.

Com amplo espectro de ação, o YAMATO SC se destaca como uma ferramenta estratégica para programas de manejo integrado. Ao reduzir a necessidade de aplicações em pós-emergência, o herbicida contribui para o manejo da resistência e para a preservação do potencial produtivo da soja. “A tecnologia foi desenvolvida para oferecer um controle mais duradouro das principais plantas daninhas e ampliar a segurança do produtor ao longo do ciclo da cultura”, afirma o gerente de Produtos Herbicidas da IHARA.

“A agricultura exige soluções capazes de aliar eficiência agronômica, segurança e rentabilidade. O YAMATO SC foi desenvolvido para oferecer um manejo pré-emergente mais eficiente, mantendo a lavoura protegida por mais tempo e contribuindo para sistemas produtivos mais sustentáveis”, conclui Cosin.

Sobre a IHARA

A IHARA é uma empresa de pesquisa e desenvolvimento que, há mais de 60 anos, leva soluções para a agricultura brasileira, setor no qual é reconhecida como fonte de inovação e tecnologia japonesa, sendo uma marca que possui a credibilidade e a confiança dos seus clientes. A empresa conta com um portfólio completo de fungicidas, herbicidas, inseticidas, biológicos, acaricidas e produtos especiais, somando mais de 60 soluções que contribuem para a proteção de mais de 100 diferentes tipos de cultivos, colaborando para que os agricultores possam produzir cada vez mais alimentos, com mais qualidade e de forma sustentável. Em 2022, a IHARA ingressou no segmento de pastagem, oferecendo soluções inovadoras para o pecuarista brasileiro. Para mais informações, acesse o site da IHARA.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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