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7 de outubro de 2026

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A todo vapor: demanda aquecida impulsiona preços da soja; saiba os números do dia

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Foto: Daniel Popov

O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes nesta quarta-feira (22). Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, a alta mais intensa da Bolsa de Chicago, aliada aos prêmios ainda elevados, sustentou os preços no país, mesmo diante da desvalorização do dólar.

De acordo com o analista, a queda da moeda norte-americana não trouxe pressão negativa para o mercado. A demanda continua aquecida, enquanto os produtores seguem vendendo pouco e retendo a soja, o que reduz a oferta disponível e mantém os preços em patamares elevados.

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Silveira também destaca que os portos continuam oferecendo boas oportunidades de comercialização, com indicações entre R$ 148,00 e R$ 150,00 por saca no mercado spot, dependendo do porto e do momento do mercado. Além disso, os basis locais permanecem elevados.

Outro ponto de atenção do mercado são os relatórios de exportação dos Estados Unidos, que serão divulgados nesta quinta-feira. Segundo o analista, os números poderão provocar novas oscilações nas cotações da Bolsa de Chicago.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 141,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 140,00 para R$ 142,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 134,00 para R$ 136,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 126,00 para R$ 130,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 127,50 para R$ 128,50
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 129,00 para R$ 132,00
  • Paranaguá (PR): passou de R$ 145,00 para R$ 147,00
  • Rio Grande (RS): preços passaram de R$ 145,00 para R$ 147,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram o dia em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O principal fator foi a forte valorização do petróleo no mercado internacional, impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, o que favoreceu o avanço das commodities.

As preocupações com o tráfego na região fizeram o petróleo voltar a superar os US$ 90 por barril em Londres. Com a relação cada vez mais estreita entre o petróleo e os óleos vegetais, em razão da produção de biodiesel, a soja acompanhou esse movimento de valorização.

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Também contribuíram para a alta a expectativa de retomada da demanda chinesa pela soja norte-americana e as preocupações com as temperaturas elevadas e a falta de chuvas no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 13,50 centavos de dólar, ou 1,10%, a US$ 12,33 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,39 por bushel, com valorização de 16,25 centavos de dólar, ou 1,32%.

Nos subprodutos, o farelo para agosto subiu US$ 4,90, ou 1,49%, para US$ 331,60 por tonelada. Já o óleo de soja para agosto avançou 1,18 centavo de dólar, ou 1,58%, encerrando a 75,48 centavos de dólar por libra-peso.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em baixa de 0,41%, cotado a R$ 5,0521 para venda e R$ 5,0501 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0501 e a máxima de R$ 5,0841.

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Eleitorado deu recado sobre segurança e custo de vida nas urnas, avalia cientista político da UnB

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Professor Jeferson Ramos aponta avanço conservador no Congresso, pressão por mudanças no STF e indefinição no 2º turno presidencial

Nas eleições de 2026, o crescimento da participação de partidos mais conservadores no Congresso Nacional e no governo dos estados foi interpretado como uma resposta do eleitorado sobre pautas do dia a dia. A avaliação é do economista, doutor em ciência política e professor da Universidade de Brasília (UnB) Jeferson Ramos dos Santos.

Brasília (DF), 06/10/2026  - economista, doutor em ciência política e professor da Universidade de Brasília (UnB), Jeferson Ramos dos Santos.
Foto: Jeferson Ramos/Arquivo pessoal

Professor Jeferson Ramos dos Santos avalia que o cenário permanece aberto e competitivo para 25 de outubro Foto: Jeferson Ramos/Arquivo pessoal

Ele explica que as campanhas regionais priorizaram temas como segurança pública, custo de vida, valores e família, que se consolidaram como pautas dominantes nas regiões onde foram eleitos senadores, deputados estaduais e federais e governadores. 

“Os temas foram bastante relevantes. É um recado muito claro do eleitorado, mas as temáticas não foram abordadas de forma adequada pelo governo federal”, avaliou o especialista ouvido pelo jornalismo da Rádio Nacional.

Críticas ao STF

Para o economista, a recente crise no Supremo Tribunal Federal (STF)  pesou menos na hora do voto, ficando mais de lado nas disputas eleitorais.

“Embora tenha sido uma temática relevante, que saiu na mídia e deixou a imagem do Supremo um pouco comprometida, o STF não vai às urnas. Por isso, o impacto eleitoral direto foi menor”, disse o analista.

Apesar disso, o STF deve ser alvo das discussões legislativas no Senado Federal, com a nova configuração de maioria conservadora, segundo Jeferson. “Nos próximos quatro anos, veremos o desenho institucional do Supremo sofrer algumas alterações, a extensão do poder individual de cada ministro e, eventualmente, até a limitação do mandato [dos ministros da Suprema Corte].”

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Fim da escala 6×1

No Brasil, a pauta trabalhista mais discutida neste ano é o fim da escala 6×1, que tem votação prevista para esta semana, como confirmado pelo presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). 

Porém, com a alteração expressiva na composição da Câmara e do Senado, o professor Jeferson Ramos dos Santos acredita que o ritmo de votação e o perfil das propostas tendem a mudar.

“O quadro político mudou sensivelmente. Geralmente, quando há incertezas, vemos nas casas legislativas uma postergação até que o quadro fique mais claro e os atores [blocos e lideranças parlamentares] se posicionarem. Então, não acho incomum se o fim da 6×1 tomasse um pouquinho mais de tempo para ir a plenário”, disse.

Disputa presidencial

De acordo com resultados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), os candidatos Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) vão para o segundo turno da disputa pela vaga presidencial com a menor diferença já registrada em um primeiro turno eleitoral.

São cerca de 2,22 milhões de votos (1,87 ponto percentual) favoráveis ao candidato Flávio.

O professor universitário percebe que o cenário permanece aberto e competitivo para 25 de outubro, data em que os brasileiros voltam às urnas para decidir quem vai comandar o Brasil entre 2027 e 2030.

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“Temos 2% de diferença entre os candidatos e uma abstenção recorde. São algumas dezenas de milhões de eleitores que não se posicionaram. Então, a campanha está aberta e, a partir desta semana, uma nova eleição se colocada na praça.”

Agendas legislativas

O resultado final da disputa presidencial pode ter impacto na agenda da nova legislatura da Câmara e do Senado Federal, a partir de 1º de fevereiro de 2027, prevê o especialista.

“A agenda, se mais conservadora, pode caminhar menos para temas trabalhistas e, talvez, para uma agenda de valores e mais focada em segurança pública. Mas o resultado da eleição presidencial vai ter impacto para reequilibrar um pouco essas pautas legislativas ou para empurrá-las ainda mais à direita”, estima o professor Jeferson Ramos dos Santos.

O horário eleitoral para o segundo turno voltará nesta sexta-feira (9). Os candidatos à Presidência da República e aos governos de seis estados mais o Distrito Federal poderão fazer propaganda até 23 de outubro, dois dias antes do pleito final.

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Prefeitura de Cuiabá realiza mutirão do Outubro Rosa com mamografias e exames gratuitos no CER Pascoal Ramos

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Ação “Mulheres em foco, saúde em ação” oferta Papanicolau, testes rápidos de ISTs, vacinação e terapias de bem-estar; veja como participar

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), realiza neste sábado (10) uma ação especial em alusão ao Outubro Rosa, com serviços gratuitos de prevenção, exames e atendimentos no Centro Especializado em Reabilitação (CER) Pascoal Ramos. A programação será realizada das 7h às 15h e é aberta à comunidade.

Com o tema “Mulheres em foco, saúde em ação”, a iniciativa busca ampliar o acesso da população aos cuidados preventivos e reforçar a importância do diagnóstico precoce do câncer de mama e de outras doenças que afetam a saúde da mulher.

Durante a ação, serão oferecidos serviços de solicitação de mamografia, coleta e/ou agendamento de exame preventivo do colo do útero (Papanicolau), além de aferição de pressão arterial, verificação de glicemia e saturação de oxigênio e atualização da caderneta de vacinação.

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A programação também inclui testagem rápida para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs), orientações sobre alimentação saudável, atividade física, vacinação e exames preventivos, além de serviços de relaxamento e bem-estar, como massagem miofascial e relaxamento terapêutico com aplicação de luz infravermelha.

A ação será realizada em parceria pelas equipes do CER II Pascoal Ramos, UDR Coxipó, IST e Atenção Básica de Saúde, reunindo diferentes áreas da rede municipal para levar informação, prevenção e atendimento à população.

A Secretaria Municipal de Saúde reforça que o Outubro Rosa é um período de mobilização para incentivar as mulheres a manterem os cuidados com a própria saúde e não deixarem os exames preventivos para depois.

SERVIÇO
Data: 10 de outubro de 2026 (sábado)
Horário: 7h às 15h
Local: CER II Pascoal Ramos

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Governador defende modelo de gestão de MT para o Brasil: “É isso que nós fazemos aqui e queremos para o país”

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Otaviano Pivetta afirma que responsabilidade fiscal e redução do custo da máquina pública são caminhos para diminuir o peso do Estado sobre o trabalhador

O governador Otaviano Pivetta afirmou, em entrevista à CNN Brasil, nesta terça-feira (6.10), que o modelo de gestão adotado em Mato Grosso, desde 2019, pode servir de referência para o Brasil. Segundo ele, a responsabilidade fiscal, a redução do custo da máquina pública e a busca por maior eficiência do Estado são caminhos para diminuir o peso da estrutura pública sobre o trabalhador e criar condições para o país avançar.

“É isso que nós fazemos aqui em Mato Grosso e o que queremos para o Brasil. Precisamos de um Governo Federal que tenha responsabilidade fiscal, que não gaste de forma irresponsável e que tenha coragem para fazer as reformas de que o país precisa”, afirmou Otaviano Pivetta.

Entre as medidas adotadas em Mato Grosso estão o fortalecimento das regras de responsabilidade fiscal, a revisão dos incentivos fiscais, a reedição do Fundo de Transporte e Habitação (Fethab) e a reforma administrativa.

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Para o governador, esse conjunto de ações representa um modelo de gestão baseado no equilíbrio das contas, na eficiência e em resultados. “É preciso diminuir o tamanho da máquina pública, fazer o Estado custar e pesar menos sobre o trabalhador. Em Mato Grosso, nós fazemos isso com responsabilidade e foco em resultados. Eu represento um modelo de gestão de resultados e é isso que queremos para o Brasil”, disse.

Otaviano Pivetta também defendeu que a estrutura pública esteja voltada para a prestação de serviços e a realização de obras necessárias ao desenvolvimento.

“A máquina pública tem que servir para prestar os serviços e fazer as obras necessárias para o país prosperar, e não para ficar segurando, travando o desenvolvimento. O Estado precisa estar a serviço da população e do desenvolvimento”, concluiu.

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