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26 de maio de 2026

Business

Goianá inaugura biofábrica para controle biológico de pragas

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A Prefeitura de Goianá, na Zona da Mata de Minas Gerais, inaugurou na última sexta-feira (22) a Biofábrica de Insetos para Controle Biológico. A estrutura foi instalada no Centro de Apoio à Agricultura e reúne parceria com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Milho e Sorgo, a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

Segundo as instituições envolvidas, a biofábrica foi criada para ampliar o acesso de produtores locais ao controle biológico de pragas, especialmente em áreas de milho e hortaliças. O insumo produzido será a vespa do gênero Trichogramma, utilizada no manejo natural de insetos-praga.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Milho e Sorgo, Vinícius Guimarães, antes da estrutura local os produtores dependiam do envio desse material por via postal, o que poderia comprometer o uso no momento adequado em caso de atraso na entrega. Com a produção no município, a proposta é reduzir esse entrave logístico e melhorar a disponibilidade do insumo para os agricultores.

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A prefeitura informou que Goianá tem a pecuária leiteira entre as principais atividades econômicas, mas a iniciativa foi estruturada para atender também a produção agrícola regional. O evento de inauguração reuniu produtores rurais e representantes de órgãos públicos e entidades ligadas ao setor agropecuário.

O secretário municipal de Agricultura, Pecuária, Meio Ambiente e Segurança Alimentar, Filipe Russo, afirmou que o modelo em implantação em Goianá poderá ser levado também para Porteirinha, no Norte de Minas. O material divulgado, no entanto, não informa a capacidade de produção da biofábrica, o volume de atendimento previsto nem a área agrícola que poderá ser coberta.

Na prática, o uso de controle biológico pode reduzir a dependência de inseticidas químicos e ampliar alternativas de manejo, sobretudo em sistemas de produção familiar e em estratégias de base agroecológica. O efeito econômico e produtivo da biofábrica, porém, dependerá da escala de produção, da regularidade de oferta e da adesão dos agricultores.

A inauguração amplia a oferta regional de tecnologia para manejo fitossanitário, mas os resultados sobre custo, produtividade e expansão do controle biológico ainda dependerão de dados operacionais que não foram detalhados pelas instituições parceiras.

Fonte: embrapa.br

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El Niño pode ser vilão para a soja brasileira na próxima safra, aponta consultoria

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Foto: Unsplash/reprodução

Com o plantio da safra 2026/27 dos Estados Unidos em andamento, o mercado acompanha os efeitos do El Niño sobre a produtividade e o comportamento dos preços da soja e do milho. Segundo análise da consultoria Biond Agro, o fenômeno climático pode favorecer a produção norte-americana no curto prazo, mas ampliar os riscos para a safra brasileira nos próximos meses.

Os dados analisados pela consultoria mostram que, em anos de El Niño forte, os Estados Unidos registram ganho de 123% na produtividade, enquanto a Argentina apresenta avanço de 2%. No Brasil, o cenário é inverso, com queda de 9% na produção.

Isabella Pliego, analista de inteligência e estratégia da consultoria, destaca que o mercado acompanha atentamente o impacto climático sobre a safra norte-americana neste momento, já que o plantio está em andamento no país.

“Se o clima favorecer o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, especialmente durante a floração e o enchimento de grãos, o mercado pode trabalhar com uma safra maior, cenário que tende a pressionar os preços em Chicago”, afirma.

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A atenção do mercado deve se voltar ao Brasil no segundo semestre, período em que começa o plantio da soja, entre setembro e outubro. Segundo a análise, o principal risco está na distribuição irregular das chuvas em importantes regiões produtoras.

“O Sul pode ter mais umidade, mas Mato Grosso, Matopiba e parte do Centro-Oeste podem enfrentar chuva irregular, calor e veranicos no início da safra”, explica Isabella.

Na Argentina, o cenário tende a ser mais favorável. O plantio ganha força entre outubro e dezembro, e um El Niño forte costuma aumentar a umidade no país, contribuindo para a recuperação produtiva da soja e do milho.

O impacto do fenômeno climático sobre os preços pode mudar ao longo da temporada. No curto prazo, uma safra maior nos Estados Unidos tende a pressionar as cotações em Chicago. Mais à frente, porém, eventuais problemas climáticos no Brasil podem alterar a percepção do mercado.

“Se o Mato Grosso for muito afetado por atraso ou irregularidade das chuvas, isso pode virar um fator altista para as cotações, porque o estado é a grande janela do Brasil para o mundo na soja”, destaca a analista.

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Segundo Isabella, em um cenário de maior risco climático para a produção brasileira, o mercado tende a incorporar um prêmio climático aos preços, refletindo a preocupação com possíveis perdas na oferta global da commodity.

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Agro Mato Grosso

Repesca reabre cadastro para auxílio a pescadores em MT; veja como se inscrever

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Os novos cadastros do Registro Estadual de Pescadores Profissionais (REPESCA), programa estadual que garante auxílio financeiro a pescadores profissionais artesanais, serão reabertos nesta terça-feira (26), em Mato Grosso. A medida também foi prorrogada por mais cinco anos. As inscrições podem ser feitas pelo sistema online disponibilizado pelo Governo do Estado.

O Repesca é um sistema virtual criado para garantir assistência financeira aos pescadores impactados pela proibição temporária do transporte, armazenamento e comercialização de pescado, prevista na Lei do Transporte Zero nº 12.197/2023.

O auxílio é destinado a pescadores profissionais artesanais que trabalham de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal fonte de renda.

🔍Como realizar o cadastro

👉O cadastro é gratuito, sem cobranças de taxas ou necessidade de intermediários, segundo a Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc).

Para fazer a inscrição, os interessados devem apresentar os seguintes documentos:

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  • Comprovante de endereço atualizado;
  • Registro Geral de Pesca (RGP);
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
  • Documentos que comprovem o exercício da pesca artesanal;
  • Autodeclaração de exercício da atividade pesqueira profissional artesanal.

Também será necessário apresentar documentos dos integrantes da família e comprovante de inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), caso possuam.

A orientação é que os pescadores reúnam toda a documentação antes de iniciar o cadastro, já que não será possível adicionar documentos ou alterar informações após a conclusão do procedimento.

O cadastro pode ser feito no site do Repesca pelo próprio pescador ou por uma pessoa autorizada, desde que o beneficiário esteja presente durante o acesso ao sistema e assine o Termo de Responsabilidade.

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Business

Plantio de trigo avança para 61% da área no Paraná, informa Deral

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O plantio de trigo da safra 2026/27 atingiu 61% da área estimada no Paraná até segunda-feira (25), ante 48% na semana anterior, segundo boletim divulgado nesta terça-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado. O órgão informou que há regiões com semeadura concluída e outras em fase final de instalação, sob condições climáticas consideradas, em geral, favoráveis ao desenvolvimento inicial da cultura.

De acordo com o Deral, 100% das lavouras de trigo estão em boas condições no estado. Em relação ao estágio das áreas já implantadas, 69% estão em desenvolvimento vegetativo e 31% em germinação. O boletim registra que, apesar de períodos de excesso de umidade, o clima tem favorecido a fase inicial da cultura na maior parte das regiões.

O avanço de 13 pontos porcentuais em uma semana indica continuidade do ritmo de implantação da safra paranaense, em um momento importante para o calendário de inverno. O relatório, no entanto, não detalha a área total estimada em hectares nem a comparação com igual período do ciclo anterior.

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No milho segunda safra, cujo plantio já foi encerrado, o Deral informou que 79% das lavouras estão em boas condições, 14% em condição média e 7% em situação ruim. Quanto ao estágio de desenvolvimento, 69% das áreas estão em frutificação, 12% em floração, 7% em desenvolvimento vegetativo e 12% em maturação.

Segundo o departamento, a colheita do cereal começou de forma incipiente em algumas regiões, enquanto em outras a maturação ainda está em andamento. O boletim também aponta impactos pontuais causados por geadas, estiagem e ataques de pragas, como cigarrinha e lagarta-do-cartucho, além de doenças favorecidas pela alta umidade.

Esse quadro mantém a atenção dos produtores voltada ao manejo fitossanitário e à evolução do clima, tanto para a consolidação do trigo quanto para a definição do potencial produtivo final do milho safrinha.

O cenário no Paraná segue de acompanhamento das condições climáticas e sanitárias nas próximas semanas. Para o trigo, o foco permanece na conclusão do plantio e no estabelecimento das lavouras. No milho segunda safra, a evolução da maturação e o alcance dos danos pontuais observados pelo Deral ainda dependerão do comportamento do clima e do manejo adotado em cada região.

Fonte: Estadão Conteúdo

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