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Colheita do milho de segunda safra chega a 49,8% no Brasil, diz Conab

A colheita do milho de segunda safra 2025/26 no Brasil atingiu 49,8% da área até o último sábado (18), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em boletim semanal de progresso de safra divulgado nesta terça-feira (21). O avanço foi de 10,9 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Na comparação anual, os trabalhos seguem 6,6 pontos porcentuais atrás do registrado no mesmo período da safra passada.
Segundo a Conab, no mesmo período do ciclo anterior a colheita do milho de segunda safra alcançava 55,5% da área. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 56,7%, o ritmo também está atrasado.
Entre os principais Estados produtores, Mato Grosso lidera o avanço da colheita, com 79,8% da área já colhida. Em Goiás, os trabalhos atingem 28%. No Mato Grosso do Sul, o índice está em 17%, enquanto o Paraná registra 16%.
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No milho verão 2025/26, a colheita chegou a 97,9% da área até o sábado (18), avanço de 0,8 ponto porcentual na semana. O desempenho também permanece abaixo do observado em igual período da safra passada, quando 98,4% da área havia sido colhida, e da média dos últimos cinco anos, de 98,3%. Maranhão tinha 85% da área colhida, Piauí 94% e Bahia 99%.
A colheita do algodão 2025/26 alcançou 12,8% da área, com avanço semanal de 4,7 pontos porcentuais. O percentual fica abaixo do registrado no mesmo período do ciclo anterior, com diferença de 3,9 pontos porcentuais, e também da média de cinco anos, de 14,2%. Mato Grosso havia colhido 8,7% da área, Goiás 27% e Bahia 21%.
No trigo 2026, a colheita chegou a 1,3% da área, avanço de 0,2 ponto porcentual em uma semana. Em relação ao mesmo momento da safra passada, quando o índice era de 2,4%, há atraso de 1,1 ponto porcentual. Na comparação com a média dos últimos cinco anos, de 2,5%, o ritmo também está abaixo. Minas Gerais tinha 5% da área colhida e Goiás, 40%.
Já a semeadura do trigo 2026 alcançou 97,4% da área prevista, avanço de 2,7 pontos porcentuais na semana. O índice supera o de igual período da safra passada, de 96,9%, e a média de cinco anos, de 95,5%. Goiás, Minas Gerais, Bahia, São Paulo e Mato Grosso do Sul já concluíram o plantio. No Rio Grande do Sul, a semeadura estava em 97%; no Paraná, em 99%; e em Santa Catarina, em 77,4%.
Os dados da Conab mostram avanço semanal nos trabalhos de campo para milho, algodão e trigo, com a colheita do milho de segunda safra próxima da metade da área no país e a semeadura do trigo perto da conclusão.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Sem regulamentação do CMN, bancos ainda não podem renegociar dívidas rurais

Uma semana depois da publicação da Medida Provisória 1.376/2026, que cria novas condições para a renegociação de dívidas rurais, bancos não podem colocar as operações em prática. Isso porque o andamento da medida depende da regulamentação do Conselho Monetário Nacional (CMN), o que ainda não aconteceu.
“A MP estabelece as condições gerais, macro. O CMN faz o detalhamento operacional, como os documentos exigidos”, explica o consultor em finanças do agronegócio e ex-diretor de Negócios da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Ademiro Vian. Nesse contexto, ele ressalta que dentro da sua competência, o órgão pode acrescentar outras exigências além do que está descrito na medida.
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Além disso, Vian destaca que a regulamentação também é necessária para adequações internas do sistema financeiro, como a criação de códigos contábeis específicos para registrar essas operações em sistemas do Banco Central.
Produtor ainda não consegue renegociar na agência
Na prática, isso significa que quem procurar uma agência bancária neste momento não conseguirá formalizar a renegociação prevista na MP.
A orientação, segundo Vian, é que o produtor aproveite esse período para verificar se atende aos requisitos previstos na medida provisória, já que o enquadramento será um dos critérios para obter a prorrogação das dívidas.
“As normas do CMN vão trazer todas as condições da MP e outras que ele entender necessárias. Além disso, o próprio banco pode incluir exigências adicionais”, afirma.
Crédito novo continua bloqueado
A demora na regulamentação também afeta o acesso a novos financiamentos. Segundo o especialista, enquanto a situação das operações em atraso não for resolvida, o produtor permanece impedido de contratar crédito rural.
“Essa é a regra do sistema financeiro”, resume. Vian também salienta que mesmo após regularizar os débitos, o acesso a novos recursos dependerá da capacidade de oferecer garantias às instituições financeiras.
“Resolvido o passado, entra uma nova regra: o produtor precisa ter condições de oferecer garantias reais nas novas operações. Se tiver, segue em frente. Se não, fica fora do crédito rural”, conclui.
Setor produtivo vê MP com ressalvas
A publicação da MP ocorreu na última quarta-feira (15), após um acordo entre Congresso Nacional e governo. Embora o avanço nas negociações tenha sido comemorado, representantes do setor produtivo enxergam a situação com cautela e preocupação.
Durante participação no Rural Notícias desta segunda-feira (20), o economista-chefe da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Antonio da Luz, destacou que a medida pode incentivar a inadimplência no país. “O produtor rural que tem a maior dívida é, paradoxalmente, o menos inadimplente, pois fez sacrifícios para se manter em dia”, afirmou.
Ele acrescenta ainda que o governo deve corrigir essa falha em uma nova Medida Provisória, para evitar que milhares de produtores que se esforçaram para permanecer adimplentes sejam prejudicados.
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Paraná conclui plantio de trigo e colheita da safrinha avança para 29%

O plantio de trigo no Paraná foi finalizado e atingiu 100% da área estimada até esta segunda-feira (20), segundo boletim divulgado nesta terça-feira (21) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Agricultura do Estado. Na semana anterior, o índice estava em 99%. No mesmo levantamento, a colheita do milho safrinha avançou para 29% da área, ante 16% há sete dias.
De acordo com o Deral, o predomínio do tempo firme favoreceu a conclusão da semeadura do trigo e a realização de tratos culturais, como aplicação de fungicidas e controle de plantas daninhas.
A cultura do trigo apresenta, na maior parte do Estado, boas condições sanitárias. As lavouras estão distribuídas entre as fases de germinação, com 1%; desenvolvimento vegetativo, com 59%; floração, com 27%; e frutificação, com 13%.
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O boletim também registrou atenção para regiões em que o calor atípico e a escassez de precipitações persistem por mais tempo. Nessas áreas, há sinais de estresse hídrico em parte das lavouras.
No milho segunda safra, os trabalhos de colheita ganharam ritmo em grande parte do Paraná. Segundo o Deral, a sequência de dias ensolarados e secos reduziu os teores de umidade dos grãos e deu impulso às operações no campo.
Em relação às condições das lavouras, 81% estão classificadas como boas, 13% como médias e 6% como ruins. O cereal se encontra nas fases de frutificação, com 16%, e maturação, com 84%.
O Deral informou ainda que lavouras nas regiões norte, noroeste e oeste apresentam bom aspecto geral, embora algumas áreas registrem perdas pontuais causadas por geadas passadas e estresse hídrico.
Os dados mais recentes do Deral mostram, portanto, o encerramento do plantio de trigo no Paraná e o avanço da colheita do milho safrinha, em um cenário de tempo seco que favoreceu os trabalhos no campo, com monitoramento sobre áreas afetadas por calor, falta de chuva e geadas.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Colheita de café da Expocacer alcança 51% da safra 2026/27

A colheita de café arábica na área de atuação da Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer) chegou a 51% do total previsto para a safra 2026/27 até o dia 17. Na semana anterior, o índice era de 40%. Apesar do avanço, os trabalhos seguem atrasados em relação ao mesmo período do ciclo passado, quando 58% das operações já haviam sido concluídas.
Segundo a Expocacer, chuvas isoladas ao longo da última semana comprometeram temporariamente a secagem nos terreiros e prejudicaram as operações mecanizadas de recolhimento do café de chão. Ainda assim, as condições climáticas permitiram a continuidade da colheita do fruto na planta nas propriedades dos cooperados no Cerrado Mineiro.
O boletim técnico semanal da cooperativa informa que cerca de 31% do café já foi beneficiado, com rendimento médio em torno de 520 litros por saca beneficiada. Na semana, houve aumento do porcentual de catação, para 19,7%, e redução no porcentual de grãos com peneira 17 acima, para 27,65%. Também foi registrado baixo porcentual de cafés com incidência de broca.
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De acordo com os técnicos de campo da Expocacer, o principal ponto neste momento é a necessidade de acelerar o ritmo da colheita, que permanece abaixo da média histórica da região. A cooperativa afirma que a permanência da carga nas plantas eleva o estresse fisiológico e encurta o intervalo entre o fim da colheita e a florada.
Esse quadro, conforme a entidade, pode comprometer o período de recuperação das lavouras, limitar a recomposição das reservas nutricionais e energéticas das plantas e afetar o desenvolvimento vegetativo, a uniformidade da florada e o potencial produtivo da próxima safra.
Para os próximos dias, os modelos meteorológicos indicam tempo seco e ausência de chuvas significativas até o dia 22, condição que tende a favorecer a continuidade das operações de campo. A Expocacer projeta produção de 2,8 milhões de sacas de café arábica em sua região de abrangência em 2026 e reúne mais de 800 produtores associados.
Fonte: Estadão Conteúdo
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