Sustentabilidade
Soja/CEPEA: Futuros nos EUA se recuperam – MAIS SOJA

Os preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados pelo avanço de acordos comerciais entre os governos dos EUA e da China, principal importadora global da oleaginosa.
O país asiático comprometeu-se a adquirir dos EUA US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas, além de 25 milhões de toneladas de soja. Soma-se a isso o dólar abaixo de R$ 5,00, o que tende a favorecer as exportações norte-americanas.
Apesar disso, pesquisadores do Cepea destacam que a expectativa é de manutenção da forte demanda chinesa por soja brasileira, favorecida pelo menor prêmio de exportação no Brasil. De acordo com o Cepea, na semana passada, a valorização doméstica da soja em grão esteve atrelada à firme demanda, sobretudo externa, pela oleaginosa brasileira. Segundo dados da Secex, a média diária de exportações neste mês (10 dias úteis) supera em 18,5% a registrada no mês anterior. Vale lembrar que o Brasil já havia registrado recorde de embarques da oleaginosa em abril.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
Muito além dos números: o crescimento dos biofertilizantes revela uma nova fase da agricultura brasileira – MAIS SOJA

Foto de capa: Assessoria
Durante muitos anos, falar em biofertilizantes no Brasil significava abordar uma categoria pouco conhecida, com baixa regulamentação e frequentemente confundida com outros tipos de insumos agrícolas. Esse cenário, no entanto, começa a mudar de forma consistente: dados do Ministério da Agricultura (MAPA) mostram que, entre 2019 e junho de 2026, foram registrados 33 biofertilizantes, distribuídos em seis diferentes categorias tecnológicas e desenvolvidos por 17 empresas, evidenciando a consolidação desse segmento no país.
“À primeira vista, os dados podem parecer modestos diante da dimensão do agronegócio brasileiro. No entanto, quando analisados sob a perspectiva regulatória e tecnológica, representam um marco para um segmento que, até poucos anos atrás, praticamente não existia no país. Mais do que indicar o crescimento no número de registros, eles refletem a consolidação de uma nova categoria de insumos voltados à fisiologia vegetal e à eficiência nutricional das culturas”, afirma Anderson Nora Ribeiro, engenheiro agrônomo e sócio-fundador da 5P2R Marketing de Precisão, consultoria estratégica e de inteligência de mercado focada no agronegócio, que participou diretamente do processo de registro de parte desses produtos.
Instrução Normativa nº 61: um divisor de águas para o setor — Um dos principais marcos regulatórios para o mercado de biofertilizantes foi a publicação da Instrução Normativa nº 61, em 2020. Pela primeira vez, o Brasil passou a contar com critérios específicos para o registro desses produtos, conferindo identidade própria a uma categoria que, até então, frequentemente era enquadrada em outras classificações de insumos agrícolas.
“Naturalmente, a criação de uma regulamentação não produz efeitos imediatos. Era necessário que as empresas compreendessem as novas regras, organizassem a documentação técnica, realizassem estudos, estruturassem dossiês e submetessem seus produtos à avaliação do MAPA”, explica Anderson. Segundo ele, esse processo fez com que o crescimento inicial fosse gradual, resultando em apenas cinco registros entre 2019 e 2022.
A partir de 2023, porém, o setor passou a apresentar uma trajetória de crescimento mais consistente. Naquele ano, foram registrados nove biofertilizantes, seguidos por seis em 2024, cinco em 2025 e outros oito apenas no primeiro semestre de 2026, em um contexto onde as empresas passaram a cada vez mais investir na regularização de seus produtos e na geração das evidências necessárias para sustentar tecnicamente seus benefícios.
Muito mais que fertilizantes — Apesar do nome, biofertilizantes não devem ser entendidos como substitutos dos fertilizantes minerais tradicionais. Seu papel é diferente, mas extremamente estratégico: tratam-se de produtos biológicos, obtidos a partir de matérias-primas naturais, como aminoácidos, extratos de algas marinhas, substâncias húmicas e extratos vegetais, capazes de promover respostas fisiológicas positivas nas plantas.
Na literatura científica internacional, essas tecnologias são amplamente conhecidas como biostimulants (bioestimulantes), sendo a terminologia oficialmente adotada pela legislação de diversos países. No Brasil, entretanto, a legislação enquadra esses produtos como biofertilizantes, o que explica a diferença de nomenclatura entre o mercado nacional e o internacional.
Independentemente do nome utilizado, o princípio é o mesmo: aumentar a eficiência biológica das plantas. Na prática, essas tecnologias estimulam o crescimento radicular, favorecem a fotossíntese, melhoram o aproveitamento dos nutrientes presentes no solo e dos fertilizantes aplicados, além de aumentar a tolerância das culturas aos chamados estresses abióticos, como seca, temperaturas elevadas, salinidade e outras condições ambientais desfavoráveis.
“Em outras palavras, esses insumos ajudam a planta a produzir mais utilizando melhor os recursos já disponíveis. Na agricultura moderna, o grande desafio não é apenas disponibilizar nutrientes, mas fazer com que a planta consiga utilizá-los de forma mais eficiente”, continua o engenheiro agrônomo.
Uma nova lógica para a adubação — Os últimos anos transformaram profundamente o mercado mundial de fertilizantes: primeiro, a pandemia de COVID-19 expôs a fragilidade das cadeias globais de suprimento; depois, a guerra entre Rússia e Ucrânia provocou forte alta nos preços dos fertilizantes minerais, enquanto outros conflitos geopolíticos continuaram pressionando os custos logísticos e a disponibilidade de matérias-primas.
Esse cenário reforçou uma discussão que já ganhava força no agronegócio: o aumento da produtividade dependerá menos da aplicação crescente de insumos e mais da capacidade das plantas de aproveitar melhor os recursos disponíveis.
É nesse contexto que os biofertilizantes ganham protagonismo — não para substituir a adubação mineral, mas para atuar de forma complementar, potencializando o aproveitamento dos nutrientes, aumentando a eficiência fisiológica das plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais resilientes e sustentáveis.
“Essa combinação representa uma oportunidade importante para o agricultor brasileiro, que busca elevar a produtividade sem ampliar, na mesma proporção, os custos de produção”, afirma o engenheiro agrônomo.
As tendências da nova geração de biofertilizantes — Os registros concedidos pelo MAPA também revelam para onde a inovação tem avançado nesse segmento. Hoje, o mercado é liderado pelos produtos à base de aminoácidos, que lideram o mercado regulado com 13 registros, o equivalente a 39% do total. Em seguida aparecem os formulados com extratos de algas, que somam 10 registros e representam cerca de 30%. Juntas, essas duas categorias concentram aproximadamente 70% dos biofertilizantes atualmente registrados no país.
Também cresce o número de formulações compostas, que combinam diferentes ingredientes biológicos, especialmente aminoácidos e substâncias húmicas, para ampliar os efeitos fisiológicos sobre as plantas. Essa categoria acompanha uma tendência internacional de desenvolvimento de tecnologias multifuncionais, capazes de atuar simultaneamente em diferentes processos fisiológicos e aumentar a eficiência das culturas.
Um mercado ainda em expansão — Embora os números indiquem um crescimento consistente, Anderson ressalta que eles representam apenas uma fração do potencial desse segmento.
“Hoje existem centenas de produtos comercializados no Brasil à base de aminoácidos, extratos de algas, substâncias húmicas e outros compostos naturais que ainda não possuem registro oficial como biofertilizantes. Muitos continuam enquadrados em categorias regulatórias que não refletem adequadamente sua função fisiológica. Com isso, as empresas deixam de comunicar ao mercado atributos e benefícios que poderiam ser oficialmente reconhecidos dentro da classificação mais adequada”, afirma.
Na avaliação do especialista, a ampliação desses registros tende a fortalecer todo o ecossistema do setor: as empresas passam a contar com maior segurança jurídica para posicionar suas tecnologias; distribuidores trabalham com categorias mais bem definidas; pesquisadores encontram um ambiente regulatório mais organizado; e os produtores rurais têm acesso a informações mais claras e confiáveis para embasar suas decisões.
O futuro já começou — O avanço dos registros observado desde 2023 vai além de um indicador regulatório, mas sinaliza uma mudança estrutural na forma como a agricultura brasileira passa a enxergar a nutrição vegetal e o papel das tecnologias biológicas na construção de sistemas produtivos mais eficientes.
Nas próximas décadas, em que o desafio será produzir mais alimentos com melhor aproveitamento dos recursos naturais, reduzindo desperdícios, elevando a eficiência do uso de fertilizantes e tornando a produção agrícola mais resiliente às mudanças climáticas, os biofertilizantes deixam, cada vez mais, de ocupar um papel apenas complementar para se consolidarem como ferramentas estratégicas para a agricultura.
Para Anderson, essa transformação reflete uma nova forma de pensar a produção agrícola, ao aliar o potencial da própria natureza ao conhecimento científico para desenvolver tecnologias biológicas capazes de aumentar a eficiência das plantas, impulsionar a produtividade e tornar os sistemas produtivos mais sustentáveis, competitivos e preparados para os desafios do futuro.
“Mais do que um crescimento no número de registros, o que estamos presenciando é o amadurecimento de um mercado com potencial para colocar o Brasil entre as principais referências mundiais em tecnologias biológicas voltadas à nutrição de plantas”, conclui.
A 5P2R Marketing de Precisão:
A 5P2R Marketing de Precisão é uma empresa brasileira de consultoria em Inteligência de Mercado e Marketing Estratégico focada exclusivamente no agronegócio. Com atuação em projetos para empresas nacionais e multinacionais, desenvolve análises setoriais, estudos de mercado, posicionamento estratégico e suporte ao lançamento de novas tecnologias agrícolas.
A empresa, fundada por Anderson Nora Ribeiro e Marco Antônio Raymundo, tem participado ativamente, nos últimos anos, de projetos relacionados ao mercado de bioinsumos, incluindo levantamentos estatísticos, análises regulatórias e processos de registro de biofertilizantes junto ao MAPA, contribuindo para o fortalecimento da inteligência de mercado e da comunicação técnica do setor.
Anderson Nora Ribeiro é engenheiro agrônomo pela UFPR, especialista em Gestão Empresarial pela FGV e em Marketing pela USP/ESALQ. Possui mais de 20 anos de experiência em marketing estratégico, gestão de portfólio, inteligência de mercado e desenvolvimento de negócios no agronegócio, com atuação em empresas como Yara International, Microquímica, Tradecorp e Adubos Trevo. Foi diretor e conselheiro da ABISOLO, liderando projetos de comunicação e inteligência de mercado que contribuíram para o desenvolvimento do setor de fertilizantes especiais no Brasil. Atualmente, como sócio-fundador da 5P2R Marketing de Precisão, atua em projetos de inteligência de mercado, posicionamento estratégico, desenvolvimento de novos mercados e processos regulatórios para bioinsumos e fertilizantes especiais.
Marco Antônio Raymundo é engenheiro agrônomo pela USP/ESALQ, com pós-graduação em Marketing e especialização em Publicidade pela ESPM. Acumula mais de 30 anos de experiência em marketing, planejamento estratégico e gestão comercial em empresas como Norsk Hydro, Yara International, BMS Micro-Nutrients, GTS Química, Galvani Fertilizantes e Itafos. Participou de projetos estratégicos que marcaram a expansão do mercado brasileiro de fertilizantes especiais, com forte atuação em posicionamento de marcas, gestão de portfólio e desenvolvimento de negócios. Na 5P2R Marketing de Precisão, o também sócio-fundador atua no assessoramento de empresas do agronegócio em inteligência de mercado, planejamento estratégico e fortalecimento de marcas e estratégias de crescimento.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Lavouras de milho mantém bom potencial produtivo em Mato Grosso do Sul; colheita da segunda safra alcança 2,8% da área – MAIS SOJA

O monitoramento realizado pelo Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, aponta que que 70,8% das lavouras de milho segunda safra 2025/2026 apresentam boas condições de desenvolvimento. Outros 18,3% estão em condição regular e 10,9% foram classificados como ruins. O levantamento também aponta que, até 3 de julho, a colheita começou de forma gradual no Estado e atingiu 2,8% da área acompanhada, o equivalente a aproximadamente 46 mil hectares.
As regiões Norte e Nordeste concentram os melhores índices de qualidade das lavouras. Na Região Norte, 92,1% das áreas são classificadas como boas, enquanto na Região Nordeste esse percentual chega a 82,9%. Também apresentam predominância de boas condições as regiões Oeste (79,4%), Sudoeste (73,6%) e Sudeste (72,8%).
Na região Centro, 57,9% das lavouras estão em boas condições, enquanto 23,8% foram classificadas como ruins, reflexo principalmente dos riscos climáticos registrados ao longo do ciclo. Já na região Sul, 64,1% das áreas apresentam boas condições e 31% são consideradas regulares. Na região Sul-Fronteira, 62,3% das lavouras permanecem em boas condições, embora haja preocupação com os efeitos das geadas registradas entre os dias 24 e 26 de junho.
De acordo com o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o cenário ainda é favorável para a cultura, mas a atenção permanece voltada para as condições climáticas durante a reta final do ciclo e o avanço da colheita.
“Continuamos monitorando os impactos localizados provocados pela estiagem e pelas geadas, especialmente na região Sul-Fronteira. Neste momento, o acompanhamento técnico é fundamental para avaliar possíveis reflexos sobre a produtividade”.
Colheita avança lentamente
O levantamento do SIGA-MS mostra que a colheita ocorre de forma mais avançada nas regiões Centro e Sul, ambas com média de 3,1% da área colhida. Na região Norte, os trabalhos ainda estão no início, com apenas 0,2% das áreas colhidas.
“As chuvas acima da média em importantes regiões produtoras retardaram o início da colheita. Além disso, historicamente o milho apresenta umidade mais elevada nesse período, o que naturalmente posterga a entrada das máquinas no campo. A expectativa é que os trabalhos ganhem intensidade a partir da segunda quinzena de julho”, afirma Gabriel.
A estimativa da Aprosoja/MS para a segunda safra 2025/2026 permanece em 2,206 milhões de hectares cultivados, com produtividade média projetada de 84,2 sacas por hectare e produção estimada em 11,139 milhões de toneladas.
O monitoramento do Projeto SIGA-MS segue acompanhando semanalmente a evolução das lavouras e da colheita em todas as regiões produtoras de Mato Grosso do Sul, fornecendo informações técnicas para produtores, mercado e demais agentes do setor.
Mais informações sobre as lavouras podem ser obtidas clicando aqui.
Fonte: Aprosoja/MS
Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)
Site: Aprosoja/MS
Sustentabilidade
Próxima safra exige mais gestão de riscos diante de crédito caro e clima extremo – MAIS SOJA

O agronegócio brasileiro inicia o planejamento da próxima safra diante de um cenário cada vez mais complexo. Embora o Brasil mantenha posição de destaque entre os maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, produtores rurais convivem com uma combinação de fatores que eleva a incerteza sobre os investimentos no campo, a exemplo do crédito com juros altos, eventos climáticos extremos e dificuldades de acesso ao Seguro Rural.
Especialistas avaliam que esse conjunto de desafios deverá influenciar diretamente as decisões sobre aquisição de máquinas, expansão das áreas cultivadas, adoção de novas tecnologias e estratégias de gestão de risco nos próximos meses. O planejamento agrícola passou a incorporar, além dos preços das commodities, variáveis econômicas, climáticas e financeiras que impactam diretamente a rentabilidade das propriedades.
Crédito cresce, mas investimentos perdem ritmo
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), elaborados com base nas informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central, mostram que as contratações de crédito rural para a agricultura empresarial continuam em expansão. Apesar do crescimento no volume contratado, o próprio governo observa uma desaceleração nas operações destinadas a investimentos, reflexo do aumento do custo do financiamento e da maior cautela dos produtores diante do cenário econômico.
Nesse contexto, instrumentos privados como a Cédula de Produto Rural (CPR) vêm ganhando importância como alternativa para complementar o financiamento da atividade agropecuária, reduzindo a dependência exclusiva do crédito oficial.
Seguro Rural torna-se um dos principais obstáculos
Além do crédito, outro fator que preocupa o setor é o acesso ao Seguro Rural. O Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, subsidia parte do custo da contratação das apólices e é considerado um dos principais instrumentos de gestão de risco da atividade agropecuária brasileira.
Embora o programa seja estratégico para proteger a renda dos produtores, entidades do setor têm alertado que os recursos disponíveis frequentemente não são suficientes para atender toda a demanda nacional, especialmente em anos de maior risco climático. O próprio Mapa disponibiliza, por meio do Atlas do Seguro Rural, dados públicos sobre a contratação das apólices, valores subvencionados e indenizações pagas.
Em 2026, o orçamento destinado ao Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural sofreu bloqueio de R$ 461,7 milhões, equivalente a 45,7% dos recursos inicialmente previstos para a política pública, aumentando a preocupação de produtores, seguradoras e cooperativas quanto à disponibilidade de cobertura para a próxima safra.
Sem uma cobertura adequada, muitos produtores acabam assumindo integralmente os prejuízos provocados por secas, geadas, enchentes, granizo ou ondas de calor, comprometendo sua capacidade de investimento na safra seguinte e elevando o risco de endividamento.
Clima amplia riscos
As mudanças climáticas vêm aumentando a frequência de eventos extremos em diversas regiões produtoras, tornando o planejamento agrícola cada vez mais dependente de informações meteorológicas, manejo conservacionista, irrigação e tecnologias de adaptação.
Tecnologia ganha protagonismo
Com margens de lucro mais pressionadas, cresce a adoção de tecnologias como agricultura de precisão, drones, inteligência artificial, sensores e softwares de gestão para otimizar o uso de insumos, reduzir desperdícios e aumentar a produtividade. Nesse cenário, startups especializadas em gestão de riscos ganham espaço, como a Agroboard, startup Premium do SNASH (SNA Startup Hub), cuja plataforma integra informações comerciais, financeiras e operacionais, permitindo o monitoramento de contratos, precificação, operações de hedge e indicadores de mercado em tempo real.
“Considero muito importante o produtor entender, principalmente, que gestão de riscos é um processo. Ela é uma cultura; uma atividade que o produtor precisa fazer todo santo dia. Ele deve revisar dados, olhar mercado e suas posições de forma agregada, debater com um consultor ou alguém que também possa auxiliar dentro desse processo e monitorar dentro da Agroboard”, afirmou Danilo Lombardi, CEO da Agroboard. Segundo ele, decisões baseadas em dados, custos de produção e tendências de mercado são fundamentais. “O mais importante para o produtor é que lucro bom é lucro no bolso.”
Lombardi explica que a plataforma oferece ferramentas para formação de preços, acompanhamento de compras, vendas, operações de barter e rentabilidade, permitindo proteger os resultados do negócio. “Num momento que o mercado está, principalmente com um ano que tem se confirmado um ano de super El Niño, que vai se estender até o ano que vem, ou seja, a gente tem um risco climático muito grande. Além disso, ainda estamos passando por turbulências geopolíticas mundiais e muitas incertezas”, ressaltou, destacando que a gestão de riscos precisa fazer parte da rotina do produtor para enfrentar um cenário cada vez mais desafiador.
Competitividade dependerá da capacidade de adaptação
Mesmo diante dos desafios, especialistas avaliam que o Brasil continuará ocupando posição estratégica no abastecimento global de alimentos. Entretanto, a competitividade do agronegócio dependerá cada vez mais da combinação entre acesso ao crédito, fortalecimento do seguro rural, inovação tecnológica e capacidade de adaptação às mudanças climáticas, fatores que deverão orientar o planejamento das próximas safras.
Fonte: SNA – Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
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