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23 de outubro de 2026

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TSE anula votos de Heitor Freire e manda recalcular bancada do Ceará na Câmara

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Decisão do tribunal superior pode tirar uma cadeira do União Brasil por gastos ilícitos de R$ 1,6 milhão em 2022

A aprovação da minirreforma eleitoral – em rápida votação simbólica e sem registro em painel – tem recebido críticas de diversas entidades da sociedade civil. O texto muda a prestação de contas dos partidos, flexibiliza regras de controle – limitando e parcelando multas a partidos que tiverem as contas desaprovadas, e autoriza o envio de mensagens em massa a eleitores previamente cadastrados.

A matéria foi apreciada na noite de terça-feira (19) pela Câmara dos Deputados, sem que o texto entrasse na pauta. A votação simbólica e sem registro no painel identificando como cada parlamentar votou, despertou críticas.

“A aprovação ocorreu por votação simbólica, sem identificação individualizada dos votos parlamentares, dificultando que a população conheça o posicionamento de seus representantes sobre as medidas”, diz nota de repúdio do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE).

O texto segue agora para o Senado. Se aprovada e sancionada, a minirreforma trará mudanças relevantes na forma de fiscalização e punição de partidos políticos, limitando multas e protegendo os recursos do Fundo Partidário, que não poderá ser bloqueado.

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Para o MCCE, formado por mais de 70 organizações da sociedade civil, caso se torne lei, a matéria vai fragilizar mecanismos de controle sobre o uso dos fundos Eleitoral e Partidário e representa um “grave retrocesso” para o país.

Já para o relator, deputado Rodrigo Gambale (Pode-SP), o projeto traz alterações estruturais e necessárias à Lei dos Partidos Políticos que vão otimizar a gestão partidária, garantir segurança jurídica das agremiações e harmonizar as normas de fiscalização com os princípios constitucionais da proporcionalidade e da razoabilidade.

Entenda

Em termos gerais, o projeto de lei aprovado (PL 4822/2025) altera regras da legislação eleitoral e partidária, modificando itens importantes como prestação de contas, punições e propaganda política.

Entre os principais pontos do projeto estão:

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  • Limite de R$ 30 mil para multas por contas desaprovadas;
  • proibição de bloqueio ou penhora de recursos do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral;
  • autorização para envio de mensagens automatizadas a eleitores cadastrados;
  • redução do prazo para julgamento de contas pela Justiça Eleitoral, podendo levar ao encerramento do processo sem decisão definitiva;
  • possibilidade de parcelamento de dívidas de partidos em até 15 anos.

Parte dessas medidas é considerada sensível porque pode reduzir o alcance das sanções ou limitar instrumentos de controle do uso de recursos para partidos políticos.

Um dos exemplos é o teto para multas. Com a nova regra, irregularidades de alto valor passariam a ter punição limitada, o que reduz o caráter proporcional das penalidades.

Outro ponto é a proibição de penhora de recursos dos fundos Partidário e Eleitoral. Na prática, a medida restringe a possibilidade de bloquear esses valores para pagamento de dívidas – o que pode dificultar a execução de decisões judiciais.

Na área de fiscalização, a redução do prazo para julgamento das contas — de cinco para três anos — pode levar ao encerramento de processos sem decisão, caso não sejam analisados dentro do período.

Além disso, o projeto estabelece que cada diretório partidário responde apenas por suas próprias irregularidades, o que pode fragmentar a responsabilização e dificultar a atuação da Justiça Eleitoral em casos mais amplos.

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A proposta também altera regras de campanha ao permitir o envio de mensagens automatizadas a eleitores previamente cadastrados. Esse envio não será considerado irregular quando direcionado ao público cadastrado.

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Para críticos da medida, esse ponto pode ampliar o uso de ferramentas digitais com menor controle, especialmente em relação à disseminação de conteúdo em massa.

MCCE

Em nota pública de repúdio, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral afirmou que o projeto representa “grave retrocesso” para a fiscalização e a transparência partidária, uma vez que “enfraquece mecanismos de fiscalização e transparência partidária”.

“O projeto flexibiliza regras de prestação de contas, amplia possibilidades de parcelamento e renegociação de multas com recursos públicos, enfraquece sanções aplicáveis a irregularidades cometidas por partidos políticos e aprofunda medidas de anistia relacionadas ao descumprimento de cotas de raça e gênero”, diz a nota.

Ainda segundo o MCCE, a proposta facilitará fusões partidárias, dificultando a responsabilização de legendas por irregularidades já apuradas, ao mesmo tempo em que fragiliza instrumentos de controle sobre o uso do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.

“Também causa preocupação a autorização para disparos massivos automatizados de mensagens em campanhas eleitorais, medida que ignora os impactos da desinformação registrados nos últimos processos eleitorais”, acrescentou.

Tramitação sem debate

O MCCE também criticou diretamente a forma como o PL tramitou na Câmara:

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“O tema foi incluído na pauta de maneira repentina, sem o necessário debate público com a sociedade civil, especialistas e instituições comprometidas com a defesa da integridade eleitoral.”

“O MCCE espera que o Senado Federal promova ampla discussão sobre a matéria e impeça a consolidação de medidas que representem retrocessos para a transparência, a igualdade política e a integridade eleitoral no Brasil”, conclui a nota.

O movimento tem, entre as entidades participantes, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e entidades de classe ligadas à Polícia Federal, aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.

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Reforma para o Estado estratégico e eficiência pública na era digital

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Na Era Digital, o tempo do Estado burocrático não é o tempo da vida. A população pede respostas rápidas a seus problemas e a ineficiência acaba gerando descrença na política e na própria democracia. Por isso, há algum tempo tenho defendido a reengenharia constitucional como a necessária e radical reconfiguração estrutural das instituições estatais originadas há praticamente três séculos.

Um Estado leve, porém forte, necessário e dotado de lógica pública, que seja ágil, mas que não se reduza a interesses empresariais. É preciso, pois, transformar as estruturas e preservar as finalidades públicas, notadamente a concretização dos direitos fundamentais.

Com efeito, a Constituição de 1988, inspirada no Estado de Bem-Estar europeu, trouxe um arquétipo estatalista que rapidamente se mostrou esgotado: o grande avanço na salvaguarda dos direitos fundamentais não veio acompanhado de estruturas fiscalmente sustentáveis e capazes de garantir sua efetividade.

A reforma gerencial-fiscalista de 1995, atrelada a uma noção rudimentar de Estado-empresário, esbarrou na cultura política avessa ao planejamento de longo prazo e na resistência burocrática a ações orientadas pelo desempenho. Somam-se novos desafios: o advento da Era Digital, cidadãos cada vez mais ansiosos, impacientes e (des)informados, os limites internos e externos à soberania nacional e a exigência de atuação em rede e de participação social na produção normativa.

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Daí ser imprescindível a adoção de uma lógica pós-burocrática radicalmente inovadora, digital e conectada com as demandas contemporâneas: um Estado enquanto Centro de Inteligência e Governança Estratégica, pautado por uma racionalidade pública, de operação não exclusivamente estatal, mas sem se render à lógica privada. Seu compromisso não é com a estrutura, mas com os resultados. A partir dessa base, ouso, então, enunciar alguns elementos norteadores de uma adequada reforma administrativa.

Estado estratégico

A primeira característica desse modelo é a prioridade no nível estratégico. Ao lado dos mandatários eleitos, um corpo de executivos públicos de alta qualificação forma um conselho de governança no Poder Executivo, cuja missão é analisar dados, avaliar diagnósticos, planejar, estabelecer indicadores e monitorar o cumprimento das metas, executadas na própria gestão pública ou por meio de parcerias com a iniciativa privada.

As inovações de governo digital ou govtech deixam de ser meros instrumentos a facilitar as medidas executivas e adquirem forte assento no nível estratégico de decisão, priorizando a inteligência de dados e as evidências.

Estado regulador

Assegurada a atuação direta do Estado em atividades essenciais, que demandam garantias igualmente públicas, os demais serviços públicos não necessariamente teriam execução estatal. Tampouco se submeteriam à razão mercadológica. Em palavras ligeiras, a ideia de Estado-Regulador indica um Estado enxuto, mas efetivo.

Evitando atuar diretamente na execução de políticas públicas, ele estabelece normas e regula as atividades delegadas à iniciativa privada em prol do desenvolvimento. Regulação e monitoramento são imprescindíveis para bons resultados, com controle dos agentes, políticas de integridade (compliance) e responsabilização de agentes públicos e privados (accountability). Nesse quesito, não há grandes novidades: a inovação é aliar essa regulação a um modelo de governança estratégica e inteligência pública ditando os rumos do futuro.

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Estado indutor do desenvolvimento

O modelo proposto não se restringe à regulação tradicional: atua também como indutor do desenvolvimento. Superando as dicotomias da modernidade entre Estado e sociedade civil, opera dialeticamente com a esfera privada, sem recair na leitura desenvolvimentista clássica, que credita ao Estado o papel de motor da história, e sem atribuir exclusividade aos mecanismos de mercado. O novo Estado induz, provoca, gera incentivos e estabelece punições. Indica caminhos e constrói meios em conjunto com a sociedade. Para tanto, há de ser interativo, adotando mecanismos de construção colaborativa tanto na formulação das políticas quanto na de seu arcabouço regulatório, tendência revelada pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br).

Considerações finais

Estratégico, regulador, indutor do desenvolvimento e interativo: eis um conjunto de diretrizes para orientar as reformas administrativas em prol de resultados, a reelaboração dos marcos regulatórios e a formulação de políticas públicas baseadas em evidências. Afinal, na Era Digital se tornou urgente que as instituições funcionem e forneçam respostas às necessidades da população, de modo a possibilitar a efetividade dos direitos fundamentais, resgatar a legitimidade da política e preservar importantes postulados da democracia liberal.

Marco Marrafon é advogado, Professor da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Doutor e Mestre em Direito do Estado pela Universidade Federal do Paraná – UFPR com estudos doutorais na Università degli Studi di Roma Tre – Itália e ⁠Coordenador do LabDIa – Laboratório de Direito e Inteligência Artificial do PPGD/UERJ

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VÍDEO: avião é incendiado após perseguição e tentativa de interceptação pela FAB em MT

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Um avião de pequeno foi incendiado na zona rural de Juara, a 650 km de Cuiabá, após uma tentativa de interceptação pela Força Aérea Brasileira (FAB), nesta sexta-feira (23). A queda da aeronave ocorreu a cerca de 80 km da área urbana da cidade, na região Fazenda Monte Azul.

Um vídeo gravado por testemunhas mostra o momento em que uma aeronave da FAB desce na região e o avião de pequeno porte, já no chão, é incendiado (assista abaixo).

Segundo o Grupo Especial de Segurança de Fronteira (Gefron), as equipes estavam acompanhando uma ocorrência de forma integrada com a FAB, a Polícia Federal e Polícia Militar, por suspeita de tráfico de drogas aéreo.

Durante a ação, houve a tentativa de interceptação da aeronave suspeita pela FAB. No entanto, segundo o Gefron, o avião desceu em uma pista clandestina e os ocupantes atearam fogo.

Nenhum suspeito foi localizado pelas equipes. Também não foram localizadas vítimas no local. O caso é investigado.

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Avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na zona rural de Juara (MT) — Foto: Reprodução

Avião de pequeno porte caiu e pegou fogo na zona rural de Juara (MT) — Foto: Reprodução

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Otaviano Pivetta diz que aposta na vitória de Flávio Bolsonaro “para economia virar a chave”

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Governador vê maior estímulo para investimento no Brasil em uma economia liberal e Mato Grosso seria um dos centros dos aportes financeiros

O governador reeleito Otaviano Pivetta diz torcer pela vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da campanha presidencial para “virar a chave” da economia. O Brasil precisaria apostar de novo na liberação de investimentos para voltar a crescer. 

“Eu torço para que ele vença, e tudo vai melhorar. Nós vamos virar a chave da economia, para uma economia liberal, que vai permitir o Brasil voltar a crescer nos próximos anos”, disse. 

Pivetta disse acreditar Flávio colocará a política econômica brasileira nos rumos adotados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, entre 2019 e 2022. Ele fez comparação, por exemplo, entre a média da inflação nos anos de governo de Bolsonaro e a que foi atingida no atual mandato do presidente Lula. 

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“Imagina se atingir uma inflação baixa, juros baixos novamente… isso vai ser muito bom, porque o Brasil vai atrair muitos investimentos, e Mato Grosso deve ser um dos principais centros desses investimentos”, comentou. 

Jair Bolsonaro encerrou o último ano de mandato com média inflacionária em 5,79% em 2022. O patamar mais alto foi em 2021, quando a inflação ficou em 10,06%. Nos dois primeiros anos (2019 e 2020), a média não ultrapassou 4,5%. 

No terceiro mandato de Lula, a inflação oscilou entre 4,6% e 4,2%. Mas os juros permaneceram altos. Hoje ele está em 13,75%. Esse nível foi atingido no fim do governo de Bolsonaro. Nos três anos anteriores do governo anterior, o juro ficou abaixo de 6,5%. 

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