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20 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Plantas daninhas mantêm mosca-branca no campo

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Estudo aponta espécies com potencial para abrigar Bemisia tabaci MEAM1 e sustentar populações da praga

Plantas daninhas comuns em áreas agrícolas brasileiras podem atuar como hospedeiras alternativas da mosca-branca Bemisia tabaci MEAM1. O alerta consta em estudo conduzido por pesquisadores da Esalq e da FCA. A pesquisa comparou 15 espécies daninhas e quatro plantas cultivadas em testes com e sem chance de escolha pelo inseto.

Os resultados apontaram maior risco para Emilia sonchifoliaSenna obtusifolia e Euphorbia heterophylla. Essas espécies apresentaram capacidade para atrair adultos, receber postura e permitir colonização. Segundo os cientistas, o manejo dessas plantas deve integrar programas de manejo da mosca-branca em áreas com presença da praga.

Livre escolha

No teste com livre escolha, o tomateiro recebeu a maior infestação média de adultos entre todos os materiais avaliados. A média chegou a 282,06 adultos por planta nos três períodos de avaliação. Entre as plantas daninhas, Senna obtusifoliaEmilia sonchifolia e Euphorbia heterophylla formaram o grupo com maiores níveis de infestação, com médias entre 151,57 e 189,43 adultos por planta.

A oviposição também separou os hospedeiros. No ensaio de livre escolha, Solanum lycopersicumEmilia sonchifolia e Senna obtusifolia registraram as maiores taxas, com 16,58 a 22,52 ovos por cm². Em contraste, Richardia brasiliensis, milho e Amaranthus viridis apresentaram médias inferiores a 1 ovo por cm².

Sem chance de escolha

No teste sem chance de escolha, Euphorbia heterophylla teve o maior número de ovos e ninfas. A espécie registrou 42,35 ovos por cm² e 22,70 ninfas por cm². Galinsoga parviflora e Spermacoce latifolia também apresentaram colonização relevante. O milho teve os menores valores, com 0,24 ovo por cm² e 0,27 ninfa por cm².

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O estudo avaliou ainda características foliares ligadas à preferência da mosca-branca. Houve correlação positiva entre oviposição e densidade de tricomas. Também houve correlação positiva entre número de adultos e intensidade de amarelo das folhas. As correlações foram negativas para luminosidade e intensidade de verde, segundo os índices colorimétricos usados no trabalho.

O tomateiro apresentou a maior densidade de tricomas, com 134,50 tricomas por 25 mm². Spermacoce latifolia veio em seguida, com 85,00, e Conyza canadensis, com 73,63. Os pesquisadores destacaram, porém, que a resposta da mosca-branca não depende apenas da densidade dessas estruturas. O tipo de tricoma, compostos químicos e outros sinais da planta também podem interferir na seleção do hospedeiro.

Preferência e desempenho

Os cientistas calcularam ainda o índice de preferência-desempenho, usado para integrar postura, viabilidade de ovos e tempo de desenvolvimento. Solanum lycopersicum exibiu o maior valor. Entre as daninhas, Emilia sonchifoliaSida rhombifolia e Euphorbia heterophylla apareceram com valores relativamente altos. Milho, Richardia brasiliensisAmaranthus viridis e Bidens pilosa tiveram os menores resultados.

A mosca-branca tem alta polifagia. Ela infesta soja, algodão, tomate, brássicas, cucurbitáceas, plantas daninhas e ornamentais. Essa amplitude de hospedeiros dificulta o manejo em sistemas agrícolas. As plantas daninhas podem manter populações ao longo do ano e permitir a migração do inseto entre culturas. Elas também podem abrigar patógenos, sobretudo vírus.

A pesquisa recomenda atenção especial às daninhas destacadas em regiões com altas populações de mosca-branca durante o ano. O controle dessas espécies pode reduzir condições favoráveis ao inseto e possíveis fontes de inóculo. Esse ponto ganha peso em áreas produtoras de tomate, pois Euphorbia heterophylla já foi identificada como hospedeira do begomovírus Tomato severe rugose virus em região do Centro-Oeste brasileiro.

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O trabalho foi desenvolvido por Matheus Gerage Sacilotto, Rodrigo Donizeti Faria, Felipe Savieto Furquim de Souza, Vinícius Fernandes Canassa, Edson Luiz Lopes Baldin e André Luiz Lourenção

Outras informações em doi.org/10.1590/1678-992X-2025-0062

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VÍDEO: névoa intensa cobre estradas após chegada de frente fria em Tangará da Serra I MT

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Uma forte névoa cobriu as estradas de Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (19), reduzindo a visibilidade e aumentando a sensação de frio no município. As temperaturas mínimas chegaram aos 12°C, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

Um vídeo registrado por um morador da região mostra o momento em que carros circulam em meio à névoa da estrada (assista abaixo).

De acordo com a previsão meteorológica, o dia deve permaneceu com céu nublado, garoa e ventos gelados. A madrugada desta quarta-feira (20) pode registrar nova queda nas temperaturas.

Ainda conforme a meteorologia, essa foi a manhã mais fria da semana em Tangará da Serra, já que o sol deve voltar a aparecer a partir de quarta-feira. Para amanhã, a previsão é de mínima de 12°C e máxima de 28°C.

Na quinta-feira (21), o tempo segue com muitas nuvens e possibilidade de chuva isolada. As temperaturas devem variar entre 13°C e 26°C.

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Já na sexta-feira (22), a previsão indica muitas nuvens e chance de chuva isolada, com mínima de 13°C e máxima de 26°C.

VEJA;

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Frente fria alivia calor em MT, mas avanço do bicudo acende alerta nas lavouras

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A passagem de uma frente fria trouxe chuvas isoladas e reduziu as temperaturas noturnas em Mato Grosso, mas sem comprometer o ritmo das lavouras de algodão. Segundo o balanço referente ao período de 10 a 15 de maio, divulgado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), o estado mantém uma perspectiva positiva de produtividade, impulsionada pela alta taxa de frutificação das plantas. Com boa parte das áreas na reta final do ciclo, o cenário segue favorável, embora a falta de umidade já comece a impactar os plantios mais tardios e as lavouras instaladas em solos arenosos.

A principal preocupação da semana esteve relacionada ao manejo fitossanitário. A pressão do bicudo-do-algodoeiro aumentou praticamente em todas as regiões produtoras, levando as fazendas a intensificarem as aplicações de defensivos agrícolas.

A recomendação técnica é reforçar o combate à praga, com monitoramento mais rigoroso, ampliação do manejo químico e eliminação de plantas tigueras que possam servir de abrigo ao inseto. Pragas como a lagarta Spodoptera, ácaros e mosca-branca também foram registradas no monitoramento, enquanto doenças como mancha-alvo e ramulária permaneceram restritas a plantas mais suscetíveis ou áreas com microclima úmido.

Com o algodão atingindo o ponto ideal de maturação, o foco no campo começa a se voltar para a logística da safra. O movimento se intensifica em galpões e oficinas, onde são realizados os últimos ajustes em colhedoras, algodoeiras e estruturas de beneficiamento. A combinação entre manejo técnico eficiente e condições climáticas favoráveis até o momento traz confiança ao setor, que agora aguarda apenas a janela ideal para iniciar oficialmente a colheita no estado.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT fortalece ações de prevenção e combate aos incêndios aos produtores rurais

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Com orientação técnica e investimentos em prevenção dentro das fazendas, produtores reforçam o compromisso com a preservação ambiental e o combate aos incêndios no campo

Com a chegada do período de estiagem em Mato Grosso e o aumento do risco de incêndios florestais, produtores rurais de diferentes regiões do estado reforçam ações preventivas dentro das propriedades e destacam o compromisso do setor com a preservação ambiental e o combate às queimadas. Em meio aos desafios enfrentados durante os meses mais secos do ano, agricultores têm investido em estrutura, treinamento de equipes e atuação conjunta entre propriedades vizinhas para impedir que o fogo cause prejuízos ambientais e econômicos.Em Mato Grosso, estado que reúne os biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal, o cenário climático exige atenção redobrada durante o período seco. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) mostram que o estado registra elevados índices de focos de calor anualmente, reforçando a necessidade de ações preventivas permanentes. Nesse contexto, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) tem intensificado o trabalho de orientação e conscientização junto aos produtores rurais, incentivando medidas de prevenção e fortalecendo iniciativas regionais de combate aos incêndios.

Vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da entidade, Nathan Belusso, explica que o produtor rural é um dos maiores interessados na preservação das áreas produtivas e ambientais, já que o fogo representa prejuízos diretos ao solo, às lavouras, às estruturas das propriedades e aos recursos naturais. “O produtor rural tende a proteger as suas florestas, as suas plantações e toda a sua área produtiva, afinal de contas, aquele é o seu ganha-pão e o fogo destrói tudo. O produtor depende da terra para produzir e preservar a qualidade do solo é fundamental para garantir produtividade e sustentabilidade”, destacou.

Segundo Nathan, além das perdas ambientais, os incêndios podem comprometer áreas agrícolas inteiras, atingir maquinários, cercas, pastagens e reduzir a fertilidade do solo. “Quando uma área agrícola é atingida pelo fogo, há perda de matéria orgânica e de fertilizantes já aplicados. Muitas vezes o produtor leva anos para recuperar a qualidade daquela área novamente”, explicou.

Ele também ressalta que os produtores rurais costumam ser os primeiros a atuar no combate aos incêndios, especialmente em regiões mais distantes dos centros urbanos. “O produtor faz o primeiro combate e atua como uma importante linha de defesa contra os incêndios. Muitas vezes é essa ação rápida que impede que o fogo tome grandes proporções”, afirmou.

Para fortalecer esse trabalho, a Aprosoja MT tem incentivado a formação de grupos regionais de apoio entre produtores vizinhos, além de treinamentos e orientações técnicas voltadas à prevenção e ao combate inicial às chamas. “Quando ocorre um incêndio, os produtores da região se mobilizam com caminhões-pipa, tanques de água, grades e maquinários para auxiliar no combate. Esse trabalho conjunto é muito importante para evitar que o fogo avance para outras áreas”, ressaltou Nathan.

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Na prática, produtores rurais de diferentes regiões do estado relatam que a prevenção tem feito parte da rotina dentro das propriedades. Associado do núcleo de Primavera do Leste, Júlio César Bravin afirma que mantém uma série de medidas preventivas durante as operações agrícolas, especialmente no período de colheita. “Durante a colheita, todas as propriedades contam com caminhão-pipa acompanhando as máquinas, além de equipamentos de apoio e monitoramento constante. Caso aconteça algum foco de incêndio, conseguimos controlar rapidamente”, relatou.

Bravin também destaca que mantém cuidados específicos em áreas próximas às redes de alta tensão e reforça que preservar o meio ambiente faz parte da responsabilidade do produtor rural. “Essas ações reforçam o compromisso do produtor com a preservação da fauna, da flora, do solo e das nascentes”, afirmou.

Também em Primavera do Leste, o produtor Amauri Segatto relata que intensificou os investimentos em prevenção após enfrentar incêndios em anos anteriores. Hoje, a propriedade conta com brigada interna treinada, tanques de água e monitoramento constante das áreas de risco. “A gente trabalha continuamente na prevenção e no combate rápido aos focos de incêndio para proteger tanto as áreas produtivas quanto as áreas de vegetação”, destacou.

Em Nova Mutum, o associado Jairo Carneiro explica que mantém equipes e estruturas de prontidão durante o período mais crítico da estiagem. Segundo ele, entre as principais medidas adotadas estão a construção de aceiros, manutenção de comboios de combate e equipes preparadas para atuação imediata. “Todo ano fazemos aceiros na propriedade e também internos para prevenir a dispersão do fogo. Mantemos equipes de prontidão justamente para agir rapidamente caso necessário”, explicou.

Já em Rondonópolis, o produtor Jorge Augusto Salles reforça que o cuidado com o solo é uma prioridade para quem vive da produção rural. “O maior ativo do produtor é o solo. É nele que está todo o investimento, dedicação e trabalho desenvolvido ao longo dos anos”, afirmou. Ele destaca ainda que práticas como a manutenção da palhada de cobertura são fundamentais para garantir produtividade, conservação da umidade e sustentabilidade no campo. Além das ações individuais dentro das propriedades, Jorge ressalta que a união entre produtores vizinhos também tem sido essencial para fortalecer o combate aos incêndios nas regiões produtoras.

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Com ações preventivas, investimentos em estrutura e mobilização conjunta entre produtores, o setor produtivo mato-grossense reforça o compromisso com a preservação ambiental e com a construção de uma produção cada vez mais sustentável. Em um estado marcado pela força do agronegócio e pela riqueza ambiental, produtores rurais seguem atuando diariamente para proteger o campo, o solo e os recursos naturais que garantem a produção de alimentos e o desenvolvimento de Mato Grosso.

Raiane Florentino

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