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5 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Mercado de soja tem dia travado no Brasil com produtor retraído; confira os preços de hoje

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Foto: Daniel Popov/Canal Rural

O mercado brasileiro de soja teve um dia de pouca movimentação nesta terça-feira (19), com ausência de grandes negócios e pequenas oscilações nos preços das regiões produtoras do país.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dólar mais firme acabou sendo compensado pela queda dos prêmios nos portos, enquanto a Bolsa de Chicago operou praticamente de lado.

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De acordo com Silveira, o produtor seguiu afastado do mercado, mantendo um ritmo mais lento de comercialização em comparação com a sessão anterior. “Ontem os movimentos foram melhores. Hoje, tivemos melhores ofertas para pagamentos mais alongados”, afirmou o analista.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 125,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 126,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 119,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 113,00 para R$ 114,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 131,00 para R$ 130,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 131,00

Soja em Chicago

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja encerraram o dia de forma mista. O mercado operou com volatilidade e ajustes de posições, refletindo o acordo anunciado pela Casa Branca envolvendo a compra de produtos agrícolas americanos pela China.

Segundo o governo norte-americano, a China se comprometeu a adquirir pelo menos US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas dos Estados Unidos entre 2026 e 2028. O acordo foi firmado durante reuniões realizadas entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping na semana passada, em Pequim.

USDA

Por outro lado, o bom desenvolvimento das lavouras americanas limitou os ganhos e pressionou parte dos contratos. Dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) mostraram que o plantio da soja atingiu 67% da área prevista no país, acima dos 63% registrados no mesmo período do ano passado e também da média de 53% dos últimos cinco anos.

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Contratos futuros de soja

Os contratos da soja com entrega em julho fecharam com baixa de 3,50 centavos de dólar, ou 0,28%, a US$ 12,09 1/2 por bushel. A posição agosto encerrou cotada a US$ 12,09 3/4 por bushel, com recuo de 0,10%.

Subprodutos

Entre os subprodutos, o farelo para julho caiu US$ 2,20, fechando a US$ 332,30 por tonelada. Já o óleo de soja com vencimento em julho terminou o dia em 75,44 centavos de dólar, com perda de 0,25%.

Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial encerrou a sessão em alta de 0,87%, cotado a R$ 5,0411 para venda. Durante o dia, a moeda norte-americana variou entre R$ 5,0090 e R$ 5,0580.

As informações são da Safras & Mercado.

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Sustentabilidade

Rural Clima prevê chuvas regulares no Sul, Sudeste e Centro-Oeste nos próximos 15 dias – MAIS SOJA

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A Rural Clima prevê continuidade das chuvas sobre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil nos próximos 15 dias, enquanto o Matopiba deve permanecer com precipitações escassas. Segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, os modelos europeu e americano apontam para um cenário semelhante ao longo do período.

Nesta segunda-feira, áreas de instabilidade atuam sobre boa parte da faixa central do país, desde o Rio Grande do Sul até o Pará, com previsão de pancadas de chuva em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e outras áreas do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, o tempo deve abrir nos próximos dias, mas uma nova frente fria deve avançar sobre o estado já nesta terça-feira, provocando chuvas que podem ser intensas.

De acordo com Santos, o sistema deve permanecer ativo sobre o Sul ao longo da semana e avançar posteriormente para áreas centrais e do Norte do Brasil. A previsão indica chuvas relativamente bem distribuídas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de algumas áreas do Pará.

Em contrapartida, grande parte do Tocantins, Maranhão, Piauí, oeste da Bahia e norte de Minas Gerais deve continuar sem chuvas significativas. Conforme o modelo europeu, as precipitações nessas áreas só devem retornar próximas do dia 20, cenário que também é indicado pelo modelo americano.

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O agrometeorologista alertou para atenção de produtores que planejam iniciar o plantio nessas regiões. “Muita atenção agora para quem está pensando em soltar plantio sobre essas áreas, porque não há previsões de chuvas significativas sobre Tocantins, Maranhão, Piauí e oeste da Bahia”, afirmou.

Para Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a tendência é de chuvas regulares ao longo do período, embora com alternância entre momentos de precipitações mais generalizadas e de chuvas irregulares. Segundo Santos, a continuidade das precipitações será importante tanto para o desenvolvimento das lavouras de soja já implantadas quanto para o avanço do plantio.

O cenário também tende a beneficiar café, cana-de-açúcar e outras culturas, embora a colheita de cana possa ser interrompida em alguns momentos devido às chuvas. Santos também afirmou que deve abordar no próximo alerta o fortalecimento do fenômeno El Niño e as perspectivas climáticas para os próximos meses.

Fonte: Agência Safras



 

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FONTE

Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

região brasileira será castigada pelas chuvas excessivas; saiba qual

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A umidade do solo em Mato Grosso, que ficou abaixo da média durante praticamente todo o mês de setembro, deve se recuperar no início de outubro, com o indicador podendo superar 31% e se aproximar da média histórica. A melhora, porém, pode ser temporária, já que os modelos apontam nova queda nos dias seguintes, segundo análise da EarthDaily, empresa de monitoramento agrícola por satélite.

Entre 22 de setembro e 1º de outubro, chuvas atingiram boa parte do Centro-Sul do Brasil. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul e áreas de Mato Grosso e Goiás receberam volumes acima da média, favorecendo a recuperação da umidade do solo e o início da safra de soja e milho verão. Por outro lado, outras áreas de Mato Grosso e Goiás registraram volumes menores.

O que vem por aí?

Para 7 de outubro, o modelo europeu ECMWF indica melhora expressiva das condições hídricas no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. Nos próximos dez dias, ECMWF e GFS projetam chuvas acima da média em grande parte do Centro-Sul, incluindo áreas produtoras de soja e milho, cenário que tende a favorecer o avanço do plantio da soja.

Apesar da previsão de chuvas, a EarthDaily alerta para a necessidade de precipitações regulares ao longo de outubro. Isso porque a recuperação da umidade em Mato Grosso pode perder força nos dias seguintes, o que mantém a atenção sobre as condições para o estabelecimento da soja da safra 2026/27.

Os modelos também divergem em relação às temperaturas. O ECMWF indica temperaturas próximas ou abaixo da média em grande parte das regiões produtoras, enquanto o GFS prevê temperaturas mais elevadas no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso.

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De acordo com a EarthDaily, temperaturas mais amenas favorecem o aproveitamento das chuvas previstas. Já um cenário mais quente aumenta a demanda hídrica das lavouras e pode retardar a recuperação das áreas que ainda apresentam déficit de umidade.

Situação no Matopiba

No Matopiba, as chuvas acumuladas desde meados de setembro continuam abaixo da média histórica, apesar do aumento das precipitações no fim do mês. Maranhão e Piauí apresentam áreas com volumes acima da média, enquanto Tocantins e Bahia seguem predominantemente mais secos que o normal.

Para as próximas duas semanas, a diferença entre os modelos também chama atenção. O ECMWF projeta cerca de 49 milímetros de chuva no Matopiba, próximo da média histórica de 51 milímetros. Já o GFS estima aproximadamente 29 milímetros.

A confirmação de um cenário mais úmido ajuda na recuperação da umidade do solo e o avanço do plantio da soja. Caso prevaleça a previsão mais seca, as limitações hídricas podem continuar restringindo a semeadura em parte da região.

Por outro lado, no Sul…

No Sul do país, o cenário é diferente. Paraná e áreas do Rio Grande do Sul apresentam umidade do solo acima da média, condição favorável ao estabelecimento das lavouras de verão. Para o trigo, porém, a persistência de solos muito úmidos representa um risco, principalmente para áreas em maturação e colheita.

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As chuvas se intensificaram nas últimas semanas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. O volume acumulado desde o início de agosto já está bem acima da média histórica e, segundo o ECMWF, pode se aproximar de 600 milímetros até meados de outubro, ampliando o excesso de umidade em relação aos últimos anos.

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Sustentabilidade

Comercialização da safrinha 2026 de milho atinge 56% no Centro-Sul – Safras – MAIS SOJA

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A comercialização da safrinha 2026 de milho no Centro-Sul do Brasil atinge 56% da produção prevista de 98,188 milhões de toneladas, segundo levantamento de Safras & Mercado. Em outubro do ano passado, o volume negociado da safrinha 2025 estava um pouco mais lento, atingindo 55,8% da produção colhida de 100,807 milhões de toneladas de milho. A média de comercialização para o período nos últimos cinco anos é de 62,9%.

A comercialização de milho safrinha atinge 49,8% no Paraná, 40,6% em São Paulo, 49,7% em Mato Grosso do Sul, 50,3% em Goiás/Distrito Federal, 36,6% em Minas Gerais e 63,4% em Mato Grosso.

No Matopiba, a comercialização da safrinha atinge 60,5% da produção esperada de 8,244 milhões de toneladas. Em outubro do ano passado, o volume negociado da safrinha 2025 estava mais rápido, atingindo 66,3% da produção colhida de 8,142 milhões de toneladas de milho. A média de comercialização para o período nos últimos cinco anos é de 42,8%.

A comercialização atinge 68,1% na Bahia, 65,7% no Maranhão, 57,5% no Piauí e 48,8% no Tocantins.

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Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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