Sustentabilidade
Caruru: herbicidas pré-emergentes são protagonistas no manejo dessa planta daninha – MAIS SOJA

No cenário atual, as plantas daninhas do gênero Amaranthus (caruru) têm se destacado pela elevada complexidade de manejo e alta capacidade competitiva, podendo causar perdas expressivas de produtividade devido à matocompetição. Além disso, a resistência apresentada por diversas espécies de caruru a herbicidas pós-emergentes de diferentes mecanismos de ação e grupos químicos tem limitado as alternativas de controle em pós-emergência, tornando o manejo dessa planta daninha ainda mais desafiador.
Somam-se a isso características como o rápido crescimento e desenvolvimento do caruru, bem como os múltiplos fluxos de emergência decorrentes da elevada produção de sementes e da persistência do banco de sementes no solo. Esses fatores dificultam o estabelecimento inicial da cultura da soja em condições livres de matocompetição. Nesse contexto, o uso de herbicidas pré-emergentes tem ganhado destaque como estratégia de manejo, pois possibilita a redução dos fluxos de emergência do caruru, reduzindo as populações iniciais da planta daninha e favorecendo um melhor posicionamento dos herbicidas aplicados em pós-emergência, devido à maior uniformidade das plantas remanescentes.
Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios, é fundamental conhecer a eficácia dos herbicidas pré-emergentes, bem como seu espectro de controle, seletividade e período residual. De acordo com Barroso; Albrecht e Gazziero (2024), o aumento do controle residual pode ser obtido por meio da associação de ingredientes ativos com ação pré-emergente, como piroxasulfona + flumioxazina e imazetapir + sulfentrazona, entre outras combinações. Essas misturas desempenham papel importante na prevenção e no manejo de populações resistentes; contudo, é necessário considerar o período residual dos produtos utilizados nas culturas subsequentes, bem como o potencial de carryover.
Além de contribuir para o manejo da resistência do caruru a herbicidas, a utilização de herbicidas pré-emergentes, especialmente com mais de um princípio ativo em sua formulação e/ou de forma associada, contribui para o aumento da eficácia no controle de espécies de caruru, em condições em que há o sinergismo entre moléculas. Ao analisar o controle do caruru com herbicidas pré-emergentes, Bianchi (2023) verificou que herbicidas com mais de um princípio ativo apresentem maior eficiência de controle, embora algumas combinações apresentem desempenho superior a outras. Entre os tratamentos avaliados, as associações imazetapir + flumioxazina e piroxasulfone + flumioxazina proporcionaram níveis de controle entre 94 e 95%, superando a associação s-metolaclor + flumioxazina (Figura 1a). Além disso, a aplicação dos herbicidas pré-emergentes reduziu a densidade de plantas de caruru em aproximadamente 98% (Figura 1b), evidenciando a importância dessa estratégia no manejo da planta daninha. (Bianchi, 2023).
Os resultados de Bianchi (2023) também demonstram que a complementação do manejo com herbicidas pós-emergentes (glifosato + fomesafen) contribuiu para reduzir ainda mais as populações de caruru. Esse efeito foi mais evidente nas associações piroxasulfone + flumioxazina e s-metolaclor + flumioxazina aos 20 dias após a aplicação do Pós-E (Figura 1c), além da associação piroxasulfone + flumioxazina na avaliação realizada na colheita da soja (Figura 1d).
Figura 1. Controle de caruru (Amaranthus hybridus) aos 36 dias após a semeadura (a), 20 dias após a aplicação em pós-emergência (c) e na colheita (d) e densidade de caruru aos 7 dias após a aplicação em Pós-E (b). Coluna azul: resultado apenas do Pré-E. Coluna laranja: resultado da combinação Pré-E com Pós-E (glifosato + fomesafen). Médias com mesma letra minúscula nas colunas com mesma cor não diferem pelo teste de Duncan (p=0,05) e o * indica diferença entre colunas de cor diferente pelo teste t da ANOVA (p=0,05) (Bianchi, 2023).

Fonte: Bianchi (2023)
Fonte: Bianchi (2023)
Vale destacar que a eficiência dos herbicidas pré-emergentes está condicionada entre outros fatores, as condições de ambiente, características de solo, umidade, posicionamento adequado e espécies alvo.
Confira o estudo completo desenvolvido por Bianchi (2023) clicando aqui!
Referências:
BARROSO, A. A. M.; ALBRECHT, A. J. P.; GAZZIERO, D. L. P. O COMPLEXO CARURU: BIOLOGIA, IDENTIFICAÇÃO, OCORRÊNCIA E MANEJO. Sistema FAEP/SENAR-PR; UFPR; Embrapa, 2024. Disponível em: < https://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Cartilha-Caruru_web.pdf >, acesso em: 19/05/2026.
BIANCHI, M. A. CONTROLE DE CARURU NA SOJA. CCGL: Pesquisa e Tecnologia, Boletim de Pesquisa, n. 120, 2023. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/Boletim%20120.pdf >, acesso em: 19/05/2026.

Sustentabilidade
Rural Clima prevê chuvas regulares no Sul, Sudeste e Centro-Oeste nos próximos 15 dias – MAIS SOJA

A Rural Clima prevê continuidade das chuvas sobre o Sul, Sudeste e Centro-Oeste do Brasil nos próximos 15 dias, enquanto o Matopiba deve permanecer com precipitações escassas. Segundo o agrometeorologista Marco Antonio dos Santos, os modelos europeu e americano apontam para um cenário semelhante ao longo do período.
Nesta segunda-feira, áreas de instabilidade atuam sobre boa parte da faixa central do país, desde o Rio Grande do Sul até o Pará, com previsão de pancadas de chuva em Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e outras áreas do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, o tempo deve abrir nos próximos dias, mas uma nova frente fria deve avançar sobre o estado já nesta terça-feira, provocando chuvas que podem ser intensas.
De acordo com Santos, o sistema deve permanecer ativo sobre o Sul ao longo da semana e avançar posteriormente para áreas centrais e do Norte do Brasil. A previsão indica chuvas relativamente bem distribuídas no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além de algumas áreas do Pará.
Em contrapartida, grande parte do Tocantins, Maranhão, Piauí, oeste da Bahia e norte de Minas Gerais deve continuar sem chuvas significativas. Conforme o modelo europeu, as precipitações nessas áreas só devem retornar próximas do dia 20, cenário que também é indicado pelo modelo americano.
O agrometeorologista alertou para atenção de produtores que planejam iniciar o plantio nessas regiões. “Muita atenção agora para quem está pensando em soltar plantio sobre essas áreas, porque não há previsões de chuvas significativas sobre Tocantins, Maranhão, Piauí e oeste da Bahia”, afirmou.
Para Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a tendência é de chuvas regulares ao longo do período, embora com alternância entre momentos de precipitações mais generalizadas e de chuvas irregulares. Segundo Santos, a continuidade das precipitações será importante tanto para o desenvolvimento das lavouras de soja já implantadas quanto para o avanço do plantio.
O cenário também tende a beneficiar café, cana-de-açúcar e outras culturas, embora a colheita de cana possa ser interrompida em alguns momentos devido às chuvas. Santos também afirmou que deve abordar no próximo alerta o fortalecimento do fenômeno El Niño e as perspectivas climáticas para os próximos meses.
Fonte: Agência Safras
Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
região brasileira será castigada pelas chuvas excessivas; saiba qual

A umidade do solo em Mato Grosso, que ficou abaixo da média durante praticamente todo o mês de setembro, deve se recuperar no início de outubro, com o indicador podendo superar 31% e se aproximar da média histórica. A melhora, porém, pode ser temporária, já que os modelos apontam nova queda nos dias seguintes, segundo análise da EarthDaily, empresa de monitoramento agrícola por satélite.
Entre 22 de setembro e 1º de outubro, chuvas atingiram boa parte do Centro-Sul do Brasil. No Centro-Oeste, Mato Grosso do Sul e áreas de Mato Grosso e Goiás receberam volumes acima da média, favorecendo a recuperação da umidade do solo e o início da safra de soja e milho verão. Por outro lado, outras áreas de Mato Grosso e Goiás registraram volumes menores.
O que vem por aí?
Para 7 de outubro, o modelo europeu ECMWF indica melhora expressiva das condições hídricas no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul. Nos próximos dez dias, ECMWF e GFS projetam chuvas acima da média em grande parte do Centro-Sul, incluindo áreas produtoras de soja e milho, cenário que tende a favorecer o avanço do plantio da soja.
Apesar da previsão de chuvas, a EarthDaily alerta para a necessidade de precipitações regulares ao longo de outubro. Isso porque a recuperação da umidade em Mato Grosso pode perder força nos dias seguintes, o que mantém a atenção sobre as condições para o estabelecimento da soja da safra 2026/27.
Os modelos também divergem em relação às temperaturas. O ECMWF indica temperaturas próximas ou abaixo da média em grande parte das regiões produtoras, enquanto o GFS prevê temperaturas mais elevadas no Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso.
De acordo com a EarthDaily, temperaturas mais amenas favorecem o aproveitamento das chuvas previstas. Já um cenário mais quente aumenta a demanda hídrica das lavouras e pode retardar a recuperação das áreas que ainda apresentam déficit de umidade.
Situação no Matopiba
No Matopiba, as chuvas acumuladas desde meados de setembro continuam abaixo da média histórica, apesar do aumento das precipitações no fim do mês. Maranhão e Piauí apresentam áreas com volumes acima da média, enquanto Tocantins e Bahia seguem predominantemente mais secos que o normal.
Para as próximas duas semanas, a diferença entre os modelos também chama atenção. O ECMWF projeta cerca de 49 milímetros de chuva no Matopiba, próximo da média histórica de 51 milímetros. Já o GFS estima aproximadamente 29 milímetros.
A confirmação de um cenário mais úmido ajuda na recuperação da umidade do solo e o avanço do plantio da soja. Caso prevaleça a previsão mais seca, as limitações hídricas podem continuar restringindo a semeadura em parte da região.
Por outro lado, no Sul…
No Sul do país, o cenário é diferente. Paraná e áreas do Rio Grande do Sul apresentam umidade do solo acima da média, condição favorável ao estabelecimento das lavouras de verão. Para o trigo, porém, a persistência de solos muito úmidos representa um risco, principalmente para áreas em maturação e colheita.
As chuvas se intensificaram nas últimas semanas no Paraná, em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. O volume acumulado desde o início de agosto já está bem acima da média histórica e, segundo o ECMWF, pode se aproximar de 600 milímetros até meados de outubro, ampliando o excesso de umidade em relação aos últimos anos.
Sustentabilidade
Comercialização da safrinha 2026 de milho atinge 56% no Centro-Sul – Safras – MAIS SOJA

A comercialização da safrinha 2026 de milho no Centro-Sul do Brasil atinge 56% da produção prevista de 98,188 milhões de toneladas, segundo levantamento de Safras & Mercado. Em outubro do ano passado, o volume negociado da safrinha 2025 estava um pouco mais lento, atingindo 55,8% da produção colhida de 100,807 milhões de toneladas de milho. A média de comercialização para o período nos últimos cinco anos é de 62,9%.
A comercialização de milho safrinha atinge 49,8% no Paraná, 40,6% em São Paulo, 49,7% em Mato Grosso do Sul, 50,3% em Goiás/Distrito Federal, 36,6% em Minas Gerais e 63,4% em Mato Grosso.
No Matopiba, a comercialização da safrinha atinge 60,5% da produção esperada de 8,244 milhões de toneladas. Em outubro do ano passado, o volume negociado da safrinha 2025 estava mais rápido, atingindo 66,3% da produção colhida de 8,142 milhões de toneladas de milho. A média de comercialização para o período nos últimos cinco anos é de 42,8%.
A comercialização atinge 68,1% na Bahia, 65,7% no Maranhão, 57,5% no Piauí e 48,8% no Tocantins.
Fonte: Agência Safras
Autor:Arno Baasch (arno@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
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