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20 de maio de 2026

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Incerteza global eleva custeio da soja, milho e algodão em Mato Grosso

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

O custeio das lavouras de soja, milho e algodão para a safra 2026/27 registrou alta em Mato Grosso em abril de 2026, no comparativo com o mês anterior. O avanço foi impulsionado pelo encarecimento dos principais insumos importados, refletindo o cenário de instabilidade no mercado internacional.

Segundo dados do projeto Custo de Produção Agropecuário em Mato Grosso (CPA-MT), desenvolvido em conjunto pelo Senar-MT e pelo Imea, a maior variação mensal ocorreu na cultura do milho. O custeio para o cereal subiu 2,32% em abril na comparação com março, atingindo R$ 3.772,24 por hectare. O aumento foi puxado pelos gastos com fertilizantes e corretivos, que saltaram 4,30% no período, além de defensivos agrícolas (+2,46%) e sementes (+0,11%).

Na soja, o valor projetado alcançou R$ 4.286,89 por hectare, um incremento de 1,88% em relação a março. O avanço reflete diretamente as despesas com fertilizantes, que subiram 2,73% em um mês, e com defensivos, que ficaram 2,17% mais caros.

O algodão também seguiu a tendência de encarecimento e teve alta mensal de 1,05% em abril, com o custeio estimado em R$ 10.642,28 por hectare. De acordo com o levantamento, o aumento foi justificado, principalmente, pela elevação das despesas com macronutrientes, diante do impacto logístico global decorrente de tensões no Estreito de Ormuz.

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Margens pressionadas e pontos de equilíbrio

Com o avanço dos gastos operacionais, os analistas do Imea e do Senar-MT apontam para uma compressão das margens de lucro dos produtores rurais. “Esse movimento de alta está associado ao cenário externo, uma vez que as tensões no Oriente Médio elevam as incertezas do mercado, pressionando os custos e logística dos insumos agrícolas. Diante desse cenário, de custos elevados e preços ainda pressionados observa-se compressão das margens do produtor”.

Para a soja, considerando a produtividade média projetada em 62,44 sacas por hectare, o ponto de equilíbrio indica a necessidade de comercializar a saca a R$ 68,65 para cobrir o custeio — patamar 8,42% superior ao necessário na safra anterior. Com a aquisição dos insumos ainda em andamento, os custos externos seguem no foco de atenção dos agricultores.

No milho, com base na produtividade estimada em 118,71 sacas por hectare, o agricultor precisa negociar a produção a R$ 31,78 por saca para pagar o custeio e a R$ 46,34 por saca para arcar com o Custo Operacional Efetivo (COE). Como o preço médio do cereal em abril ficou em R$ 45,68 por saca, o valor cobre o custeio básico, mas exige que o produtor busque oportunidades estratégicas de venda para cobrir o COE.

Já para o algodão, cuja produtividade média está estimada em 119,82 arrobas de pluma por hectare, o cotonicultor necessita vender o produto a pelo menos R$ 127,09 por arroba para pagar o COE, que fechou abril em R$ 15.227,56 por hectare. “Por fim, com os preços mais atrativos da fibra nos últimos meses, observou-se a busca dos produtores por proteção de margens e travamento de custos, avançando na comercialização da safra 2026/27, que estava atrasada, mas superou a média dos últimos anos”.


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Embrapa realiza workshop sobre cadeia produtiva do camu-camu em Roraima

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) promove nesta quinta-feira (21) e sexta-feira (22) o II Workshop Internacional do Camu-camu, em Boa Vista (RR). O encontro será realizado no auditório da Embrapa Roraima, no Distrito Industrial, com foco em agricultores, pequenos e médios produtores, extrativistas, comunidades tradicionais, assistência técnica, estudantes, pesquisadores e empreendedores rurais. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até esta quarta-feira (20), pelo site da unidade.

Segundo a Embrapa, o objetivo do workshop é ampliar o intercâmbio técnico-científico e institucional para fortalecer a cadeia produtiva do camu-camu na Amazônia. A programação aborda manejo, tecnologias de produção, pós-colheita, beneficiamento e inclusão socioprodutiva, com enfoque na economia circular.

De acordo com Edvan Chagas, pesquisador da Embrapa responsável pelo evento, a proposta é integrar conhecimentos sobre cultivo e uso da fruta. O camu-camu é apresentado pela organização como uma espécie silvestre amazônica de interesse econômico e nutricional, com destaque para a alta concentração de vitamina C.

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No primeiro dia, a agenda começa às 7h30, com credenciamento dos participantes. Em seguida, haverá o lançamento do livro “Sabores da Amazônia, receitas de camu-camu, pitadas de vitamina C e antioxidantes”, de Maria Luiza Grigio, pesquisadora do Serviço de Fiscalização da Superintendência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Roraima. A programação inclui ainda exposições sobre cultivo e manejo da fruta, com pesquisadores do Instituto de Investigaciones de la Amazonía Peruana, além de experiências socioprodutivas apresentadas pela Secretaria da Agricultura, Desenvolvimento e Inovação de Roraima.

À tarde, uma mesa-redonda reunirá representantes da Universidade Federal de Roraima (UFRR), do Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável da Amazônia (Idesam), de empresas privadas e do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). No segundo dia, os participantes farão visita técnica ao Banco Ativo de Germoplasma de Camu-camu, no campo experimental Serra da Prata, em Mucajaí, e acompanharão atividades práticas sobre pós-colheita e beneficiamento.

A programação indica foco em pesquisa, transferência de tecnologia e articulação entre instituições e setor produtivo. Mais informações e a agenda completa estão disponíveis no site da Embrapa Roraima, no menu “Cursos e eventos”.

Fonte: embrapa.br

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Embrapa amplia presença em ranking internacional de cientistas mais citados

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) passou de 24 para 30 pesquisadores entre os mais citados do mundo no ranking da plataforma Research.com, um avanço de 25% em relação a 2025. O levantamento, divulgado com dados coletados em novembro de 2025, avaliou 175.448 cientistas de mais de 70 países em 26 disciplinas. A maior presença da estatal brasileira aparece em áreas diretamente ligadas ao agro, como Ciência de Plantas e Agronomia e Ciências Animais e Veterinárias.

De acordo com a Research.com, a classificação utiliza o Discipline H-index (D-index), indicador que considera o número de artigos publicados e a quantidade de citações recebidas em cada área específica. A seleção combinou bases bibliométricas como OpenAlex e CrossRef e incluiu apenas pesquisadores ativos, com publicações nos últimos cinco anos.

Na Embrapa, a área com maior participação foi Ciência de Plantas e Agronomia, com 15 nomes listados. Entre eles estão Mariangela Hungria, Robert Boddey, Segundo Urquiaga, Bruno José Rodrigues Alves e José Ivo Baldani. Mariangela Hungria também aparece em Microbiologia, enquanto Valeria Pacheco Batista Euclides é citada em Ciência de Plantas e Agronomia e em Ciências Animais e Veterinárias.

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Em Ciências Animais e Veterinárias, a empresa reúne oito pesquisadores no ranking, entre eles Luciana Regitano, Marcos Tavares Dias, Maurício Alencar e Ana Carolina Chagas. A lista ainda inclui três pesquisadores em Ecologia e Evolução, dois em Ciências Ambientais e um nome em cada uma das áreas de Ciência de Materiais, Biologia e Bioquímica e Engenharia e Tecnologia.

Para o setor agropecuário, o resultado indica presença relevante da pesquisa brasileira em frentes como melhoramento genético, microbiologia do solo, produção animal, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico. Essas áreas formam a base técnica de soluções aplicadas à produtividade, ao manejo e à adaptação dos sistemas de produção. O levantamento, no entanto, não detalha projetos específicos, impactos econômicos mensurados ou desdobramentos operacionais imediatos para produtores.

Segundo a própria Research.com, o objetivo do ranking é identificar especialistas de destaque por área e país, além de indicar temas de maior influência na ciência atual. No caso da Embrapa, a ampliação de presença em disciplinas ligadas ao agro reforça a visibilidade internacional da pesquisa pública brasileira, embora o estudo não apresente projeções sobre efeitos diretos no curto prazo sobre as cadeias produtivas.

Fonte: embrapa.br

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MDA anuncia mais de R$ 22 milhões para agricultura familiar no Rio Grande do Norte

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O Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) anunciou, nesta terça-feira (19), em agendas realizadas em Natal e São Paulo do Potengi, no Rio Grande do Norte, um conjunto de ações voltadas à agricultura familiar que somam mais de R$ 22 milhões em investimentos diretos. As medidas incluem inclusão produtiva, regularização fundiária, formação em agroecologia, apoio a mulheres rurais, aquisição de alimentos e assistência técnica.

Segundo o MDA, o principal anúncio foi o lançamento do programa Da Terra à Mesa no estado, com R$ 12,59 milhões para beneficiar 1.259 famílias agricultoras. De acordo com a pasta, 50% do público atendido será composto por mulheres e 20% por jovens. Os recursos são destinados a investimentos não reembolsáveis e assessoramento técnico para estruturação produtiva, com possibilidade de uso em transição agroecológica, adaptação climática, quintais produtivos e redes de cooperativas.

Na agenda, também foram entregues 168 títulos definitivos pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) a famílias assentadas, medida que amplia a segurança jurídica sobre a terra e pode facilitar o acesso a políticas públicas e crédito, embora o material divulgado não detalhe prazos ou desdobramentos operacionais.

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Outra frente anunciada foi o lançamento do Curso Superior de Tecnologia em Agroecologia, em parceria com o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), com investimento de R$ 2,7 milhões, além da assinatura de um Termo de Execução Descentralizada (TED) de R$ 7,58 milhões para o Mutirão das Mulheres.

Em Natal, o ministério informou ainda a entrega de três colheitadeiras de arroz por meio do Programa Arroz da Gente e o anúncio de R$ 10 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), iniciativa que, segundo o governo, deve beneficiar cerca de 272 mil pessoas. Também foi anunciada parceria de R$ 1 milhão com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Norte (Emater-RN) para ações de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) na cadeia do leite.

No território Potengi, a ministra Fernanda Machiaveli participou da inauguração do entreposto de ovos da Cooppotengi, com capacidade para processar até 3 mil ovos por dia, além de um empório da cooperativa. A estrutura reforça a organização da produção e a comercialização da agricultura familiar na região.

Com foco em produção, regularização, comercialização e assistência técnica, o conjunto de medidas amplia instrumentos públicos para a agricultura familiar no estado. O impacto efetivo sobre renda, escala produtiva e acesso a mercado dependerá da execução dos programas e da continuidade do acompanhamento técnico informado pelo governo.

Fonte: gov.br

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