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5 de outubro de 2026

Agro Mato Grosso

MT lidera, no Centro-Oeste, casos de conflitos por terra; foram 63 em 2025

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Mato Grosso registrou 63 conflitos no campo ao longo de 2025, envolvendo quase 54 mil pessoas, segundo dados divulgados pela Comissão Pastoral da Terra em Mato Grosso (CPT-MT). O relatório “Conflitos no Campo Brasil 2025” será lançado nesta terça-feira (19), em Cuiabá.

Conforme o levantamento, a maior parte das ocorrências está relacionada a disputas por terra, que somaram 53 casos e atingiram 11.841 famílias. Entre os grupos mais afetados estão assentados, posseiros e comunidades quilombolas.

Outro dado que chama atenção é o número de registros de pistolagem, com 200 ocorrências ligadas a ameaças, intimidações e atuação de grupos armados em áreas de conflito.

O relatório também aponta aumento expressivo nas ameaças de despejo judicial. Ao todo, 4.701 famílias conviviam com a possibilidade de remoção pela Justiça, crescimento superior a 300% em relação ao ano anterior.

A região Norte de Mato Grosso lidera o número de municípios envolvidos em conflitos agrários, com 26 cidades registrando ocorrências. O dado representa aumento de 36,8% em comparação a 2024. Em todo o estado, 48 municípios tiveram registros de conflitos no campo, alta de 14,3%.

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Trabalho escravo

O levantamento ainda coloca Mato Grosso na liderança nacional em número de trabalhadores resgatados em situação análoga à escravidão em 2025.

Segundo a CPT, duas ocorrências foram registradas no estado, resultando no resgate de 606 trabalhadores submetidos a condições degradantes e jornadas exaustivas.

O principal caso ocorreu em Porto Alegre do Norte, onde 586 pessoas foram encontradas trabalhando em condições análogas à escravidão durante a construção de uma usina de etanol.

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Outro caso foi registrado em Nova Maringá, envolvendo 20 trabalhadores que atuavam no corte e empilhamento de madeira na Fazenda Eliane Raquel e Quinhão.

 

Conflitos por água

Os conflitos relacionados ao acesso à água também cresceram em Mato Grosso. Em 2025, foram contabilizadas oito ocorrências, afetando diretamente 1.491 famílias.

As disputas envolvem principalmente barramentos, contaminação de recursos hídricos, avanço agrícola e restrição de acesso à água por comunidades tradicionais e pequenos produtores.

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Dados nacionais

Em todo o país, a CPT registrou 1.593 conflitos no campo em 2025, redução de 28% em comparação a 2024, quando foram contabilizados 2.207 casos.

Apesar da queda geral, o número de assassinatos no campo dobrou, passando de 13 para 26 vítimas. Também houve aumento nos registros de trabalho escravo rural e no total de trabalhadores resgatados.

O lançamento do relatório ocorre às 19h, no auditório da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC), da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.

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Agro Mato Grosso

MT registra menor número de focos de calor em setembro em 28 anos

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Mato Grosso registrou, em setembro de 2026, o menor número de focos de calor para o mês desde o início da série histórica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em 1998. Ao todo, foram registrados 1.964 focos de calor em setembro deste ano, redução de 82,6%, em comparação com a média histórica para o mês, que é de 13.206.

Também foi registrada redução de 14,38% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram contabilizadas 2.294 ocorrências. Os dados são do Banco de Dados de Queimadas (BDQueimadas), do Inpe, que monitora os focos de calor por meio de imagens de satélite.

Segundo o comandante do Batalhão de Emergências Ambientais (BEA), tenente-coronel Heitor Alves de Souza, o trabalho de prevenção, monitoramento e resposta rápida das equipes contribuiu para o resultado registrado em setembro, mesmo diante das condições climáticas associadas aos efeitos do El Niño, que apontavam para um cenário de seca mais intensa e temperaturas elevadas.

“É um resultado muito importante para Mato Grosso, especialmente porque setembro é historicamente um dos meses mais críticos. A redução mostra que o trabalho preventivo, o monitoramento e a preparação das equipes são fundamentais para reduzir os impactos dos incêndios. Mesmo com esse cenário positivo, continuamos com nosso trabalho. O período de estiagem ainda exige atenção, e a prevenção continua sendo essencial”, destacou.

Neste ano, Mato Grosso mantém o reforço das ações de fiscalização e combate aos incêndios florestais e ao desmatamento ilegal, com investimento de R$ 134 milhões. Os recursos são aplicados em estratégias de proteção ambiental, ampliação da estrutura operacional e medidas preventivas.

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As ações mobilizam diariamente bombeiros militares e brigadistas estaduais, com apoio de brigadistas municipais. As equipes atuam em diferentes regiões do Estado com o suporte de viaturas, máquinas e estrutura aérea. Entre os equipamentos empregados estão seis aeronaves do Grupamento de Aviação Bombeiro Militar (GAvBM) e da Defesa Civil, além de um helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer) e do veículo anfíbio SHERP.

Também fazem parte das ações de prevenção a construção e a manutenção de aceiros em áreas estratégicas. Todas essas medidas  ajudam a reduzir a propagação das chamas, amplia a capacidade de resposta das equipes e contribui para o controle dos incêndios florestais.

 

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Agro Mato Grosso

Mercado de madeira tratada deve crescer 6,7% ao ano até 2030 segundo pesquisa

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O mercado mundial de madeira tratada deve crescer, em média, 6,7% ao ano até 2030, segundo projeção da Grand View Research divulgada pela Associação Brasileira de Preservadores de Madeira (ABPM). A construção concentra a maior parcela da demanda global e está entre as principais frentes de uso do material.

Avaliado em aproximadamente US$5,9 bilhões em 2023, o mercado encontra no Brasil um potencial estimado de comercialização de 2,4 milhões de metros cúbicos de madeira tratada por ano provenientes de áreas de reflorestamento, segundo a ABPM. A estimativa brasileira foi divulgada em 2020 e indica o potencial calculado pela entidade, não o volume atualmente vendido no país.

Postes, cruzetas, dormentes e cercas estão entre as aplicações tradicionais da madeira tratada no Brasil. Na construção, o material também pode ser empregado em fachadas, decks, estruturas e sistemas industrializados, usos que submetem a madeira a condições bastante diferentes de exposição.

Dados da Indústria Brasileira de Árvores (Ibá) indicam que determinados sistemas construtivos com madeira de árvores cultivadas podem reduzir em até 50% o tempo de execução em relação a métodos tradicionais. O desperdício de materiais pode ser de 20% a 30% menor.

As exigências técnicas mudam conforme o uso. Uma peça instalada sob cobertura não enfrenta as mesmas condições de uma fachada ou de um deck expostos diariamente ao sol, à chuva e à umidade. Espécie, projeto, instalação e exposição a fungos e insetos também interferem na conservação.

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Elaine Guedes, diretora comercial da Montana Química, explica que o local de instalação é uma das primeiras variáveis a serem consideradas na especificação.

“Duas peças da mesma espécie podem ter comportamentos diferentes se uma estiver protegida e a outra receber sol e chuva diariamente. Antes de definir a proteção, precisamos saber onde a madeira será usada, qual será o nível de exposição e quais condições ela enfrentará ao longo do tempo, afirma.

Durabilidade começa antes do acabamento
A vida útil da madeira não depende apenas do acabamento escolhido. O próprio projeto pode reduzir ou aumentar a exposição à água. Pontos que dificultam o escoamento, por exemplo, favorecem a permanência de umidade sobre a peça e podem comprometer seu desempenho.

Em áreas externas, radiação ultravioleta, chuva e oscilações de umidade provocam alterações naturais na madeira e desgastam os acabamentos. A necessidade de manutenção, portanto, varia conforme a exposição e o estado da superfície.
“Quando aparece um problema no acabamento, nem sempre ele começou ali. Água acumulada, umidade persistente ou algum detalhe construtivo podem estar por trás do desgaste. Por isso, olhar apenas para o produto aplicado é insuficiente para avaliar o que aconteceu”, diz Elaine.

Tratamento industrial e acabamento não são a mesma coisa
Tratamento industrial e acabamento superficial também cumprem funções diferentes.

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No primeiro, preservativos são introduzidos na madeira por processos específicos, como os realizados em autoclave, para aumentar a resistência a determinados agentes deterioradores. A atividade é regulamentada no Brasil.

Stains e vernizes são aplicados à superfície e têm indicações que variam de acordo com o ambiente e a exposição. Por isso, uma madeira submetida a tratamento industrial pode continuar precisando de acabamento adequado à aplicação.

“Há uma diferença de função. O tratamento industrial atende a determinadas necessidades de preservação da madeira, enquanto o acabamento atua na superfície. Em alguns usos, os dois processos são necessários e cumprem papéis distintos”, explica a executiva.

Com a construção concentrando a maior parcela da demanda mundial e o mercado global projetado para crescer 6,7% ao ano até 2030, fachadas, decks, estruturas e sistemas construtivos colocam a madeira em condições de uso bastante distintas. A expansão dessas aplicações traz para o centro da discussão questões como exposição, durabilidade e manutenção do material.

Sobre a Montana QuímicaSomos uma indústria química especialista na formulação de produtos de alta performance para a construção civil. Autoridade no mercado, possuímos uma linha completa de produtos para o tratamento, proteção, preservação e acabamento de madeiras, além de outros substratos como pedra, tecido, alvenaria, preservativos industriais para madeira e produtos de alta performance para indústria moveleira.

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Com sede em São Paulo, filial em Porto Alegre e revendas em todo o Brasil, em 2014 lançou a marca Monsa para atender o mercado internacional. Atualmente, a Montana já conta com unidades de negócios em diversos países sul-americanos e com uma filial em Medellín, na Colômbia, instalada em 2017 e outra no Uruguai, instalada em 2019.

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Agro Mato Grosso

Valtra lança sexta geração da Série T com até 245 cv

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Tratores recebem motor CORE75, novas transmissões, SmartTouch Gen2 e conectividade FarmENGAGE

A Valtra apresentou a sexta geração da Série T, com potência de 170 cv a 245 cv, novo motor AGCO Power CORE75, duas opções de transmissão e atualização dos sistemas de operação, automação e agricultura digital. A fabricante direciona os tratores a produtores profissionais e prestadores de serviços.

A nova geração adota uma plataforma desenvolvida para integrar trator, implementos e gerenciamento da propriedade. A linha também recebe o sistema SmartTouch Gen2 e preparação de fábrica para a plataforma PTx FarmENGAGE.

Motor CORE75

O motor AGCO Power CORE75 utiliza seis cilindros e 7,5 litros de cilindrada. No modelo T236, entrega até 245 cv e torque máximo de 1.184 newton-metros.

O conjunto trabalha com o Smart Power Management. O sistema ajusta o comportamento do motor e da transmissão conforme a operação e a preferência selecionada pelo operador. A estratégia busca combinar capacidade de tração e consumo de combustível.

Segundo testes de laboratório da AGCO Power, o CORE75 apresentou redução de até 5% no consumo específico de combustível no ponto de melhor eficiência frente ao motor AGCO Power 74HD da geração anterior. A empresa prevê concluir testes independentes de validação até o final de 2026.

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O operador pode selecionar os modos Eco, Normal ou Power. O motor também trabalha com uma faixa ampla de torque em baixas rotações. Segundo a fabricante, essa característica auxilia na manutenção do desempenho durante mudanças de carga.

Duas opções de transmissão

A sexta geração oferece duas alternativas de transmissão. Uma delas utiliza a transmissão continuamente variável AGCO ML 180. A segunda emprega uma nova transmissão powershift de dez etapas.

As configurações permitem velocidades de transporte de 40, 50 ou 57 quilômetros por hora, conforme a especificação e as regras locais de trânsito.

A plataforma utiliza distância entre eixos de 2.950 milímetros, vão livre do solo de até 575 milímetros e raio de giro de 4,9 metros. O sistema hidráulico fornece vazão de até 200 litros por minuto. O peso bruto máximo permitido alcança 14 mil quilogramas.

SmartTouch Gen2

A nova Série T incorpora o SmartTouch Gen2. A interface utiliza tela sensível ao toque de 12 polegadas e oferece capacidade de processamento dez vezes superior à geração anterior, segundo a Valtra.

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O sistema apresenta tempo de inicialização de 22 segundos. O operador pode configurar telas de trabalho com até 16 quadrantes e criar perfis específicos para operadores, tarefas e implementos.

O SmartTouch Gen2 oferece até 12 botões configuráveis. A interface integra recursos de orientação, ISOBUS e gerenciamento de implementos. Uma função de ajuda apresenta informações adicionais e códigos QR para consulta.

A fabricante também disponibiliza o novo apoio de braço Active Gen2. A solução utiliza comandos dedicados e funções configuráveis. SmartTouch Gen2 e Active Gen2 sincronizam as informações com a tela instalada na coluna A da cabine.

Ajustes durante operações

A sexta geração incorpora recursos de automação voltados ao controle do trator e dos implementos. A lista inclui Tractor Implement Management, Ground Speed Hydraulics e Front Linkage Control.

O Ground Speed Hydraulics vincula funções hidráulicas à velocidade de deslocamento. Outros recursos permitem programar controles e administrar implementos. A estratégia busca reduzir ajustes repetitivos durante as operações.

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A linha também mantém o programa Valtra Unlimited, destinado à personalização de fábrica. A fabricante prevê configurações para agricultura, pecuária, prestação de serviços, atividades florestais e aplicações municipais.

Máquinas conectadas

Os tratores saem de fábrica preparados para o PTx FarmENGAGE. A plataforma permite administrar dados das máquinas, planejamento e comunicação entre escritório e campo.

O sistema permite transferir tarefas, documentação e informações agronômicas. A Valtra também prevê uso do FarmENGAGE em frotas formadas por equipamentos de diferentes fabricantes.

Segundo Johan Grotell, gerente de marketing de produto da Valtra EME, a integração entre máquina, implemento, gestão e dados amplia o uso das tecnologias embarcadas em diferentes operações.

Matti Tiitinen, vice-presidente de vendas e marketing da Valtra EME, afirma que a nova geração buscou atender demandas apresentadas por agricultores e prestadores de serviços. Entre os pontos citados aparecem desempenho, custos operacionais, conectividade, personalização e facilidade de operação.

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