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6 de outubro de 2026

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Embrapa amplia presença em ranking internacional de cientistas mais citados

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A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) passou de 24 para 30 pesquisadores entre os mais citados do mundo no ranking da plataforma Research.com, um avanço de 25% em relação a 2025. O levantamento, divulgado com dados coletados em novembro de 2025, avaliou 175.448 cientistas de mais de 70 países em 26 disciplinas. A maior presença da estatal brasileira aparece em áreas diretamente ligadas ao agro, como Ciência de Plantas e Agronomia e Ciências Animais e Veterinárias.

De acordo com a Research.com, a classificação utiliza o Discipline H-index (D-index), indicador que considera o número de artigos publicados e a quantidade de citações recebidas em cada área específica. A seleção combinou bases bibliométricas como OpenAlex e CrossRef e incluiu apenas pesquisadores ativos, com publicações nos últimos cinco anos.

Na Embrapa, a área com maior participação foi Ciência de Plantas e Agronomia, com 15 nomes listados. Entre eles estão Mariangela Hungria, Robert Boddey, Segundo Urquiaga, Bruno José Rodrigues Alves e José Ivo Baldani. Mariangela Hungria também aparece em Microbiologia, enquanto Valeria Pacheco Batista Euclides é citada em Ciência de Plantas e Agronomia e em Ciências Animais e Veterinárias.

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Em Ciências Animais e Veterinárias, a empresa reúne oito pesquisadores no ranking, entre eles Luciana Regitano, Marcos Tavares Dias, Maurício Alencar e Ana Carolina Chagas. A lista ainda inclui três pesquisadores em Ecologia e Evolução, dois em Ciências Ambientais e um nome em cada uma das áreas de Ciência de Materiais, Biologia e Bioquímica e Engenharia e Tecnologia.

Para o setor agropecuário, o resultado indica presença relevante da pesquisa brasileira em frentes como melhoramento genético, microbiologia do solo, produção animal, sustentabilidade e desenvolvimento tecnológico. Essas áreas formam a base técnica de soluções aplicadas à produtividade, ao manejo e à adaptação dos sistemas de produção. O levantamento, no entanto, não detalha projetos específicos, impactos econômicos mensurados ou desdobramentos operacionais imediatos para produtores.

Segundo a própria Research.com, o objetivo do ranking é identificar especialistas de destaque por área e país, além de indicar temas de maior influência na ciência atual. No caso da Embrapa, a ampliação de presença em disciplinas ligadas ao agro reforça a visibilidade internacional da pesquisa pública brasileira, embora o estudo não apresente projeções sobre efeitos diretos no curto prazo sobre as cadeias produtivas.

Fonte: embrapa.br

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Controle biológico ajuda a reduzir pulgão-do-sorgo em lavouras de MG

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A presença de moscas-sirfídeo contribuiu para reduzir a população do pulgão-do-sorgo (Melanaphis sorghi) em lavouras de sorgo forrageiro de Minas Gerais. O resultado foi observado em áreas sem aplicação de inseticidas, onde a preservação de insetos predadores favoreceu o controle biológico da praga.

O estudo foi conduzido pela Embrapa Milho e Sorgo (MG), em parceria com pesquisadores da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), durante duas safras. Os pesquisadores compararam áreas com e sem aplicação de inseticidas e fizeram o acompanhamento semanal das populações de pragas e de insetos presentes nas lavouras.

Os resultados apontaram que o uso de defensivos, as condições climáticas e a presença de inimigos naturais interferem na população dos pulgões. O trabalho reforça a aplicação do Manejo Integrado de Pragas (MIP) no cultivo de sorgo.

Moscas-sirfídeo atuam sobre o pulgão

O pulgão-do-sorgo foi a praga com maior ocorrência nas áreas avaliadas. A população atingiu o pico durante o estágio vegetativo das plantas e apresentou relação com a presença de predadores da família Syrphidae, que reúne as moscas-sirfídeo, também chamadas de moscas-das-flores.

As larvas desses insetos atuam como predadoras de pulgões. Joaninhas, da família Coccinellidae, também participaram do controle das populações observadas no estudo.

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A pesquisa identificou que a ausência de aplicação de produtos químicos favoreceu a presença desses inimigos naturais. Com isso, a relação entre predadores e pragas contribuiu para manter a população dos pulgões sob controle.

A pesquisadora da Embrapa Milho e Sorgo Simone Mendes destaca a necessidade de considerar as relações entre ambiente, pragas e organismos que atuam no controle biológico.

“Compreender essa dinâmica fornece subsídios à adoção de práticas agrícolas sustentáveis, uma vez que permite gerar informações valiosas destinadas ao desenvolvimento de estratégias de manejo de pragas”, afirma.

Chuva reduz população de pulgões

As condições climáticas também influenciaram a ocorrência dos insetos. Durante os períodos de chuva, os pesquisadores observaram redução na população de pulgões no campo.

Segundo Simone Mendes, a temperatura, a umidade relativa e a precipitação interferem na dinâmica populacional da praga.

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“A dinâmica populacional de pulgões é influenciada por parâmetros climáticos tais como a temperatura, a umidade relativa e principalmente a precipitação ou quantidade de chuvas. A precipitação, no caso, é o fator mais importante porque contribui para a mortalidade natural dos pulgões no campo”, explica.

A pesquisa também registrou a presença do pulgão-do-milho (Rhophalosiphum maidis). A população dessa espécie aumentou na segunda safra avaliada, período que teve maior volume de precipitação.

Pulgão prejudica a fotossíntese

O Melanaphis sorghi permanece na parte inferior das folhas e nas folhas mais baixas das plantas. A localização dificulta o monitoramento das lavouras e pode atrasar a identificação da infestação.

“Daí a dificuldade para o monitoramento. Porque, muitas vezes, quando o produtor percebe a infestação, ela já é grande. Nas infestações intensas, as colônias de pulgão produzem um tipo de melada, um líquido açucarado, sobre a qual cresce um fungo chamado fumagina que reduz a fotossíntese e, consequentemente, compromete a qualidade da silagem”, observa Simone Mendes.

A fumagina se desenvolve sobre a substância açucarada produzida pelos pulgões. A presença do fungo interfere na fotossíntese das plantas e pode afetar a qualidade da silagem.

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Monitoramento integra o manejo

O acompanhamento das lavouras é uma das medidas indicadas pelos pesquisadores para identificar a presença da praga antes do aumento da população. “Monitorar as lavouras é parte fundamental do manejo dessa praga”, afirma Mendes.

O controle químico também deve considerar a preservação dos inimigos naturais. Segundo a pesquisadora, a escolha de produtos seletivos pode contribuir para manter joaninhas e moscas-sirfídeo nas áreas de cultivo.

“No caso do pulgão-do-sorgo, a aplicação correta de inseticidas com seletividade às joaninhas e moscas sirfídeo, inimigos naturais, pode contribuir muito, uma vez que, como observado nesse estudo, esses insetos ocorrem naturalmente na lavoura e são fundamentais para o controle.”

Ela acrescenta que a manutenção desses organismos ajuda a manter a população de insetos-praga abaixo de níveis que causem perdas econômicas à cultura.

Sorgo tem uso na produção de silagem

O estudo também avaliou a ocorrência de outros insetos-praga, como a lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) e a broca-da-cana. A pesquisa buscou informações para orientar estratégias de manejo em lavouras destinadas à produção de sorgo forrageiro.

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O sorgo é utilizado na produção de silagem por apresentar produção de massa verde e concentração de energia. A cultura também apresenta tolerância a condições de seca e calor em comparação com o milho.

“Essa cultura tem grande produção de massa verde e alto valor energético, características valorizadas na produção de silagem. Além disso, o sorgo é resiliente ao estresse abiótico, que se refere a condições ambientais desfavoráveis ao crescimento das plantas, tais como a seca e o calor extremo, sobretudo quando comparado ao milho”, explica Guilherme Avellar, doutorando da UFSJ.

Sorgo selvagem entra no monitoramento

Outra frente apontada pelos pesquisadores envolve plantas que podem servir de hospedeiras para o pulgão na entressafra.

Estudo recente citado pelos pesquisadores indicou que milho e milheto não têm papel relevante como hospedeiros do Melanaphis sorghi. O capim-massambará, também conhecido como sorgo selvagem, deve ser avaliado como possível reservatório da praga.

“Contudo, o capim massambará (ou sorgo selvagem) deve ser avaliado, pois sua presença no campo pode servir como importante reservatório de pulgões do sorgo, principalmente na entressafra”, afirma Douglas Santos, doutorando da UFSJ.

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Os resultados reforçam a necessidade de combinar monitoramento, avaliação das condições climáticas, preservação de inimigos naturais e uso criterioso de inseticidas no manejo do pulgão-do-sorgo.

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Entregas de fertilizantes caem 22,3% em julho, diz Anda

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As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 3,96 milhões de toneladas em julho de 2026, queda de 22,3% em relação ao mesmo mês de 2025, quando foram registradas 5,09 milhões de toneladas. De janeiro a julho, o volume entregue chegou a 22,98 milhões de toneladas, recuo de 8,8% ante as 25,21 milhões de toneladas de igual período do ano passado, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

A Anda informou que o primeiro trimestre teve apoio da boa safrinha de milho, com compras em ritmo normal no início do ano. Depois do início da guerra no Irã, houve arrefecimento de novos negócios, movimento que passou a aparecer a partir de maio, com entregas menores.

Na avaliação da entidade, esse quadro chega ao período crítico de compras de insumos com importações mais lentas, entregas domésticas em queda e menor poder de compra do produtor. A associação destacou que setembro é um mês importante para o acompanhamento dos estoques disponíveis para os próximos ciclos de aplicação.

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Mato Grosso liderou as entregas no acumulado até julho, com 5,83 milhões de toneladas, o equivalente a 25,4% do total. Na sequência aparecem Paraná, com 2,60 milhões de toneladas, Goiás, com 2,45 milhões, São Paulo, com 2,36 milhões, Rio Grande do Sul, com 1,70 milhão, Bahia, com 1,65 milhão, e Minas Gerais, com 1,64 milhão.

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Entre os nutrientes, os nitrogenados concentram atenção. Segundo a Anda, as importações de nitrogênio contido em ureia, sulfato de amônio e nitrato de amônio ficaram cerca de 20% abaixo do registrado nos oito primeiros meses de 2025. A entidade afirmou que a segunda metade do ano costuma concentrar aceleração das compras desse grupo, principalmente para o planejamento das próximas safras e para aplicações no milho.

A produção nacional de fertilizantes intermediários somou 517 mil toneladas em julho, queda de 19,9% na comparação anual. No acumulado de janeiro a julho, foram 3,34 milhões de toneladas, recuo de 19,7% ante 2025. As importações de fertilizantes intermediários também caíram: 3,54 milhões de toneladas em julho, baixa de 21,4%, e 21,23 milhões de toneladas no acumulado do ano, retração de 7,6%.

No porto de Paranaguá, principal porta de entrada de adubos, ingressaram 5,40 milhões de toneladas entre janeiro e julho, volume 10,0% menor que em 2025. O terminal respondeu por 25,4% do total importado pelos portos do País.

Os dados da Anda mostram recuo nas entregas ao mercado, na produção nacional e nas importações de fertilizantes em 2026, com destaque para o comportamento dos nitrogenados no segundo semestre.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Produtor rural espera crescimento e juros menores no próximo governo

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Juros, impostos e capacidade de ampliar a produção estão entre as principais preocupações dos produtores rurais de Mato Grosso para o próximo governo federal. Com a eleição estadual definida, o setor volta a atenção para o segundo turno presidencial e espera mudanças na condução da economia.

Mato Grosso reelegeu Otaviano Pivetta, do Republicanos, para o governo do estado, enquanto Mauro Mendes, do União Brasil, e José Medeiros, do PL, conquistaram as duas vagas ao Senado. Para os produtores, as decisões tomadas em Brasília têm impacto direto sobre as condições de produção.

O resultado também definiu a nova composição da bancada mato-grossense na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa. A partir de 2027, o estado terá oito deputados federais. Na Assembleia, o Podemos ficou com seis cadeiras, enquanto PL e Republicanos elegeram quatro deputados cada.

Para o setor produtivo, a expectativa agora se concentra nas medidas econômicas que serão adotadas pelo próximo governo federal. Entre as principais preocupações estão os juros, impostos, geração de empregos e condições para ampliar a produção.

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Reeleito para comandar Mato Grosso por mais quatro anos, Otaviano Pivetta agradeceu a confiança recebida nas urnas e reforçou a responsabilidade para o próximo mandato. “Eu estou sentindo a confiança da população”, afirmou. Segundo ele, o resultado também aumenta o compromisso com o estado: “Aumenta o meu compromisso, aumenta a minha responsabilidade porque o povo de Mato Grosso confiou em mim”.

Já entre os produtores rurais, a preocupação está nas condições para manter a atividade produtiva e movimentar a economia. Adalberto Grando chama atenção para os reflexos das decisões econômicas sobre quem produz e sobre a geração de renda.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Juros pesam sobre atividade produtiva

Grando também chama atenção para os reflexos da economia nas cidades. Na avaliação dele, o enfraquecimento da atividade aparece no comércio e no mercado imobiliário, com pequenos estabelecimentos fechando e imóveis disponíveis para venda ou locação, o que tem levado a geração de desemprego. Para ele, esses sinais estão relacionados às dificuldades enfrentadas pela economia.

Para o produtor, a economia brasileira precisa voltar a crescer e ter responsabilidade com o déficit e com a trajetória dos juros. Ele considera que o custo do dinheiro interfere diretamente na capacidade de investimento de setores que dependem de crédito.

O produtor também considera que os juros atuais dificultam a atividade de setores que dependem do campo. “Uma economia que nem a nossa, que depende do setor primário, ter juro de 14%, 15% ao ano não se sustenta”, resume Grando ao Canal Rural Mato Grosso.

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Perfil técnico é expectativa

A expectativa também envolve a formação da equipe responsável pela condução da economia. O agricultor Dayan Della Justina Vieira defende que os próximos responsáveis pelas áreas econômicas tenham perfil técnico e credibilidade.

Dayan considera que o período eleitoral foi marcado por promessas e que, a partir de agora, o setor produtivo precisa conhecer quem estará à frente das decisões econômicas. Para ele, a escolha dos integrantes da equipe será um dos pontos importantes para mudar o cenário atual.

“A gente vinha vindo com promessas até o momento, então precisamos realmente que a equipe econômica seja conceituada e tenha credibilidade para a gente mudar o cenário atual”, afirma à reportagem.

O agricultor também diferencia uma equipe técnica de uma condução voltada exclusivamente para interesses políticos. A expectativa é por profissionais especializados nas áreas que irão assumir.

“Precisa realmente de uma equipe técnica, especializada, voltada à pasta que ela vai assumir, para melhorar esse cenário econômico”, acrescenta.

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Com o governo de Mato Grosso e as duas vagas ao Senado já definidas no primeiro turno, a disputa presidencial segue para a segunda etapa. Entre as preocupações apresentadas pelos produtores estão os juros, a condução da economia e a formação da equipe responsável pelas decisões no próximo governo. Grando resume a expectativa em condições para ampliar a atividade e gerar renda: “A gente tem que colocar um governo lá que dê a oportunidade para a gente produzir mais, ganhar mais, gerar mais emprego”.


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