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19 de agosto de 2026

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Empresa de alimentos adota medidas para conter impacto do El Niño nos custos

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Foto: Pixabay

O último relatório do Centro de Previsão da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), publicado na quinta-feira (14), destacou que as chances de o fenômeno El Niño se confirmar no segundo semestre e persistir até o fim de 2026 são de 82%.

Além de temperaturas acima da média, ondas de calor e alterações no regime de chuvas em diferentes regiões do país, há também impactos na cadeia de abastecimento de alimentos, com pressão sobre logística, disponibilidade de alguns produtos e, consequentemente, preços.

Levantamento da LCA 4intelligence mostra que os eventos associados ao El Niño em 2024 responderam por 27,4% da inflação de alimentos no Brasil.

Segundo a empresa de alimentação coletiva terceirizada Nutrisaude, operações sem planejamento sazonal e monitoramento climático podem enfrentar aumento de até 15% nos custos de alimentação durante períodos de maior pressão climática.

E esse fator tem peso maior sobre itens mais sensíveis ao calor e à irregularidade das chuvas, a exemplo de hortaliças folhosas, tomate, brócolis, couve-flor e algumas frutas e legumes.

“O clima já faz parte da estratégia de alimentação. No ano passado, durante os impactos associados ao La Niña, intensificamos o acompanhamento das safras, adaptamos cardápios e evitamos que oscilações climáticas elevassem em até 20% os custos de alimentação dos nossos clientes”, destaca o CEO da companhia, Victor Franco.

Agora, com a possibilidade de um novo El Niño, a empresa repete o protocolo, ampliando o monitoramento para obter mais previsibilidade dos custos sem perder a qualidade das refeições oferecidas, adotando as seguintes estratégias:

  • Substituição de folhas mais sensíveis, como alface e rúcula, por couve, repolho, acelga e escarola;
  • Redução da dependência de itens como tomate, brócolis e couve-flor em períodos de maior pressão de preço;
  • Ampliação do uso de legumes mais resilientes ao calor, como abóbora, mandioca, cenoura, beterraba e batata-doce;
  • Priorização de frutas com maior estabilidade de oferta, como banana, mamão, melancia e laranja;
  • Fortalecimento de compras regionais e da relação com agricultores familiares.

“Mais do que substituir ingredientes, o objetivo é impedir que oscilações climáticas comprometam a qualidade das refeições e pressionem os custos de alimentação. Quem trabalha diariamente com alimentos precisa olhar para o clima com antecedência”, diz Franco.

Segundo o CEO, o El Niño tem impacto direto em toda a cadeia de alimentação, da produção ao que chega diariamente às refeições de milhões de brasileiros. “Empresas que conseguem antecipar movimentos de safra, clima e abastecimento reduzem exposição à inflação e ganham mais estabilidade operacional”, conclui.

Com a consolidação cada vez mais provável do El Niño nos próximos meses, o Brasil poderá enfrentar períodos mais quentes no Sudeste, Centro-Oeste e Sul, além de alterações importantes nas chuvas, com irregularidades em áreas produtivas do Matopiba.

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Conab divulga nesta quinta-feira 2º levantamento da safra de cana 2026/2027

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgará nesta quinta-feira (20) os resultados do 2º Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar 2026/2027. A apresentação está marcada para as 9h e poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal da estatal no YouTube.

Segundo a Conab, o levantamento trará informações sobre produção, produtividade, área plantada e subprodutos da cana-de-açúcar. O conteúdo completo também será disponibilizado no portal da companhia.

Além da transmissão ao vivo, a Conab informou que o release e o boletim com os dados serão enviados à imprensa por e-mail. As rádios receberão um podcast com as informações do levantamento, que também ficará disponível na página do ConabCast.

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A divulgação está prevista para a manhã desta quinta-feira (20), em transmissão aberta pela internet. As solicitações de entrevistas poderão ser encaminhadas por e-mail à área de imprensa da companhia.

O 2º Levantamento da Safra de Cana-de-açúcar 2026/2027 será apresentado pela Conab nesta quinta-feira (20), às 9h, com transmissão ao vivo no canal da estatal no YouTube.

Fonte: gov.br

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Safra 2026/27 de café inicia com ritmo acelerado, mas chuvas ainda limitam a oferta

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Foto: Pixabay.

A safra 2026/27 do café brasileiro teve um início em ritmo acelerado, em comparação com a temporada anterior. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), um único fator atrapalhou um desempenho ainda melhor: as chuvas de junho e julho, que afetaram tanto a colheita quanto a secagem dos grãos do tipo arábica.

O clima além de tornar a colheita mais lenta, tornou a quantidade de café beneficiado disponível e os volume prontos para exportação menores. Outro fator influenciado pela chuva é a qualidade do grão e por consequência da bebida, o que dificulta a comercialização do produto.

Pesquisadores do centro de estudos ainda alertam que apesar da boa quantidade do ínício de safra, com a disponibilidade limitada e os problemas de qualidades persistindo, os embarques de exportação podem ser comprometidos ao longo da temporada.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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Produtores retraídos e chuvas limitam oferta de arroz

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Foto: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O mercado de arroz no Rio Grande do Sul tem registrado oferta restrita nos últimos dias, cenário que tem dado sustentação às cotações do cereal. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a necessidade de compra das indústrias e as condições climáticas também têm contribuído para esse movimento.

Ainda segundo o centro de estudos, produtores da mercadoria seguem retraídos, na expectativa de valores mais elevados para negociação. Enquanto isso, parte da indústria elevou suas ofertas para compra, muito por conta da necessidade de repor seus estoques. Em casos específicos, chegaram a ser suspensas as vendas do cereal temporariamente, por não ter matéria-prima suficiente.

Pesquisadores reforçam que as chuvas também tem dificultado os carregamentos em determinadas regiões, o que torna a preferência por lotes já depositados nas unidades cada vez maior.

*Sob supervisão de Hildeberto Jr.

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