Connect with us
20 de maio de 2026

Sustentabilidade

IMEA: Alta nos custos do algodão pressiona safra 2026/27 em MT – MAIS SOJA

Published

on


Segundo os dados do projeto CPA-MT¹, a estimativa do custeio do algodão para a safra 2026/27 ficou em R$ 10.642,28/ha em abr/26, alta de 1,05% em relação a mar/26. O aumento foi justificado, principalmente, pela elevação das despesas com macronutrientes, em função das tensões no mercado internacional, com destaque para o Estreito de Ormuz, que impacta alogística e os preços globais.

Com isso, o COE do algodão registrou aumento de 0,55% no mês,ficando estimado em R$15.227,56/ha. Dessa forma, considerando a produtividade média de 119,82 @/ha de pluma, o cotonicultor precisa vender o produto a pelo menos R$ 127,09/@ para cobrir o COE. Por fim, com os preços mais atrativos da fibra nos últimos meses, observou-se a busca dos produtores por proteção de margens e travamento de custos, avançando na comercialização da safra 2026/27, que estava atrasada, mas superou a média dos últimos anos.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ELEVAÇÃO: o contrato jul/26 na bolsa de NY apresentou valorização de 1,42% no comparativo semanal, ficando cotado, em média, a ¢ US$ 85,09/lp.
  • EM ALTA: a paridade de jul/26 ficou precificada na média de R$ 137,98/@, aumento de 2,08% na semana, em virtude da elevação do contrato de jul/26 na bolsa de NY.
  • AUMENTO: com o período de entressafra e a menor oferta de caroço disponível no mercado, o preço do coproduto apresentou alta de 1,35% ante a semana passada.
A primeira estimativa para a safra 2026/27 aponta para uma redução na produção mundial de pluma.

De acordo com o relatório divulgado pelo USDA, em 12/05, a produção global foi estimada em 25,27 milhões de t, queda de 5,38% em relação à projeção da safra 2025/26. Esse recuo é reflexo, principalmente, da menor produção esperada na China, EUA e Brasil. Nos EUA, apesar da expectativa de aumento da área cultivada, o clima seco registrado nas últimas semanas pode comprometer a produtividade das lavouras que estão sendo semeadas, limitando a produção final do país. Em relação à demanda mundial, espera-se que sejam consumidas 26,49 milhões de t de pluma, volume 1,29% superior ao da safra 2025/26 e 4,86% maior que a produção estimada para o ciclo 2026/27.

Com isso, os estoques finais mundiais devem ficar em 15,64 milhões de t, o menor volume desde a safra 2021/22. Por fim, o balanço global mais apertado entre oferta e demanda tem contribuído para a sustentação dos preços da fibra na bolsa de NY, que permanecem acima de ¢ US$ 80,00/lp.

Fonte: IMEA

Advertisement


 

Continue Reading
Advertisement

Sustentabilidade

IMEA: Menor oferta global e custos em alta pressionam cenário do milho na safra 26/27 – MAIS SOJA

Published

on


Em mai/26, o USDA estimou a oferta mundial de milho da safra 26/27 em 1,79 bi de t, queda de 0,69% ante o ciclo anterior. Essa redução está associada à estimativa de menor produção dos EUA (406,29 mi de t), reflexo da redução da área semeada, diante da maior atratividade da soja. Pelo lado da demanda mundial, o Departamento projeta crescimento de 0,46% na temporada, totalizando 1,51 bi det.

Esse avanço é sustentado pelo maior consumo interno da China que, apoiado pela maior produção, permite atender à elevada demanda doméstica. Além disso, o Brasil deve registrar aumento da demanda doméstica e maior competitividade no mercado exportador, favorecido pela menor oferta estadunidense. Cabe destacar que as exportações mundiais foram projetadas em 206,91 mi de t, queda de 3,14% entre ciclos, diante da redução das exportações dos EUA, impactada pela menor oferta no país. Por fim, os estoques finais globais foram projetados em 277,54 mi de t, queda anual de 6,54%.

Confira os principais destaques do boletim:
  • ALTA: na última semana, o preço do milho na CME Group registrou valorização média de 0,73%, impulsionada pelas vendas do cereal pelos EUA, encerrando o período cotado, em média, a US$ 4,64/bu.
  • RETRAÇÃO: o preço do milho futuro na CME, contrato jul/26, encerrou a semana com queda de 0,27%, e finalizou o período na média de US$ 4,72/bu.
  • AVANÇO: o prêmio Santos apresentou alta semanal de 14,56%, cotado a US$ 0,96/bu, sustentada pela maior demanda no mercado externo e pelo avanço das negociações no porto.
O projeto CPA-MT (Senar-MT/Imea) estimou o custeio do milho da safra 26/27 em R$ 3.772,24/ha em abr/26, alta mensal de 2,32%.

O avanço foi impulsionado pelo aumento nos gastos com fertilizantes e corretivos (+4,30%), defensivos agrícolas (+2,46%) e sementes (+0,11%), reflexo das tensões no cenário geopolítico, que elevam a incerteza nos mercados internacionais e impactam diretamente os preços futuros dos insumos.

Com isso, o COE aumentou 1,72% ante mar/26, fechando abr/26 em R$ 5.501,12/ha, enquanto o CT avançou 1,25%, ficando em R$ 7.395,26/h. No que se refere ao ponto de equilíbrio, considerando a produtividade da safra 25/26, estimada em 118,71 sc/ha. O produtor precisará negociar sua saca a R$ 31,78/sc para cobrir o custeio e a R$ 46,34/sc para arcar com o COE. Diante disso, considerando o preço médio da safra 26/27 em abr/26, de R$ 45,68/sc, o produtor consegue cobrir o custeio, mas deverá acompanhar o mercado estrategicamente, buscando melhores oportunidades de venda para melhorar seu retorno.

Fonte: IMEA

Advertisement


 

Continue Reading

Sustentabilidade

IMEA: Custos da soja avançam em MT e pressionam margens para a safra 26/27 – MAIS SOJA

Published

on


Segundo o projeto Custo de Produção Agropecuário em Mato Grosso (Senar-MT e Imea), o custeio da soja em abr/26 para a safra 26/27 em MT foi projetado em R$ 4.286,89/ha, alta de 1,88% frente a mar/26. O avanço reflete o incremento mensal de 2,73% nas despesas com fertilizantes e de 2,17% nos defensivos.

Esse movimento de alta está associado ao cenário externo, uma vez que as tensões no Oriente Médio elevam as incertezas do mercado, pressionando os custos e logística dos insumos agrícolas. Diante desse cenário, de custos elevados e preços ainda pressionados observa-se compressão das margens do produtor. Desse modo, considerando a produtividade média da safra 26/27 projetada em 62,44 sc/ha, a análise do ponto de equilíbrio (P.E.) indica que o produtor necessita negociar a soja a R$ 68,65/sc para cobrir o custeio, valor 8,42% superior ao P.E. da safra anterior. Por fim, com a aquisição dos insumos da safra ainda em andamento, os custos seguem como ponto de atenção aos sojicultores principalmente no que se refere aos insumos importados.

Confira os principais destaques do boletim:
  • QUEDA: o preço da soja em Mato Grosso exibiuretração de 0,53% frente à semana passada,influenciada pela demanda mais fraca no estado.
  • MAIOR: a cotação corrente da oleaginosa em Chicago registrou alta de 0,75% quando comparada à da semana anterior, encerrando o período na média de US$ 12,00/bu.
  • AUMENTO: o indicador paridade exportação subiu 1,76% no comparativo semanal, reflexo da valorização do preço da soja em Chicago para contrato mar/27.
O USDA divulgou a 1ª projeção de oferta e demanda mundial da safra 26/27 de soja.

Segundo o departamento, a produção mundial da oleaginosa foi projetada em 441,54 mi de toneladas, crescimento de 3,26% ante a safra anterior e 5,99% acima da média das últimas três safras. Esse movimento foi sustentado, principalmente, pela expectativa de aumento na produção brasileira, estimada em 186,00 mi de t, avanço de 3,33% em relação ao ciclo 25/26, aliado à elevada produção projetada para os EUA. Contudo, a possível atuação do fenômeno El Niño segue como ponto de atenção e poderá impactar futuras revisões na estimativa para o Brasil.

Quanto ao comércio global, as exportações mundiais foram estimadas em 189,22 mi de t, avanço de 1,42% frente à safra 25/26, com a China permanecendo como principal país importador da oleaginosa. Por fim, os estoques finais mundiais ficaram em 124,78 mi de t, queda de 0,28% no comparativo entre safras, pressionados principalmente pela redução de 8,75% nos estoques finais dos EUA, reflexo da expectativa de aumento da demanda interna pela oleaginosa.

Fonte: IMEA

Advertisement


 

Continue Reading

Sustentabilidade

Caruru: herbicidas pré-emergentes são protagonistas no manejo dessa planta daninha – MAIS SOJA

Published

on


No cenário atual, as plantas daninhas do gênero Amaranthus (caruru) têm se destacado pela elevada complexidade de manejo e alta capacidade competitiva, podendo causar perdas expressivas de produtividade devido à matocompetição. Além disso, a resistência apresentada por diversas espécies de caruru a herbicidas pós-emergentes de diferentes mecanismos de ação e grupos químicos tem limitado as alternativas de controle em pós-emergência, tornando o manejo dessa planta daninha ainda mais desafiador.

Somam-se a isso características como o rápido crescimento e desenvolvimento do caruru, bem como os múltiplos fluxos de emergência decorrentes da elevada produção de sementes e da persistência do banco de sementes no solo. Esses fatores dificultam o estabelecimento inicial da cultura da soja em condições livres de matocompetição. Nesse contexto, o uso de herbicidas pré-emergentes tem ganhado destaque como estratégia de manejo, pois possibilita a redução dos fluxos de emergência do caruru, reduzindo as populações iniciais da planta daninha e favorecendo um melhor posicionamento dos herbicidas aplicados em pós-emergência, devido à maior uniformidade das plantas remanescentes.

Entretanto, para alcançar resultados satisfatórios, é fundamental conhecer a eficácia dos herbicidas pré-emergentes, bem como seu espectro de controle, seletividade e período residual. De acordo com Barroso; Albrecht e Gazziero (2024), o aumento do controle residual pode ser obtido por meio da associação de ingredientes ativos com ação pré-emergente, como piroxasulfona + flumioxazina e imazetapir + sulfentrazona, entre outras combinações. Essas misturas desempenham papel importante na prevenção e no manejo de populações resistentes; contudo, é necessário considerar o período residual dos produtos utilizados nas culturas subsequentes, bem como o potencial de carryover.

Além de contribuir para o manejo da resistência do caruru a herbicidas, a utilização de herbicidas pré-emergentes, especialmente com mais de um princípio ativo em sua formulação e/ou de forma associada, contribui para o aumento da eficácia no controle de espécies de caruru, em condições em que há o sinergismo entre moléculas. Ao analisar o controle do caruru com herbicidas pré-emergentes, Bianchi (2023) verificou que herbicidas com mais de um princípio ativo apresentem maior eficiência de controle, embora algumas combinações apresentem desempenho superior a outras. Entre os tratamentos avaliados, as associações imazetapir + flumioxazina e piroxasulfone + flumioxazina proporcionaram níveis de controle entre 94 e 95%, superando a associação s-metolaclor + flumioxazina (Figura 1a). Além disso, a aplicação dos herbicidas pré-emergentes reduziu a densidade de plantas de caruru em aproximadamente 98% (Figura 1b), evidenciando a importância dessa estratégia no manejo da planta daninha. (Bianchi, 2023).

Advertisement


Os resultados de Bianchi (2023) também demonstram que a complementação do manejo com herbicidas pós-emergentes (glifosato + fomesafen) contribuiu para reduzir ainda mais as populações de caruru. Esse efeito foi mais evidente nas associações piroxasulfone + flumioxazina e s-metolaclor + flumioxazina aos 20 dias após a aplicação do Pós-E (Figura 1c), além da associação piroxasulfone + flumioxazina na avaliação realizada na colheita da soja (Figura 1d).

Figura 1. Controle de caruru (Amaranthus hybridus) aos 36 dias após a semeadura (a), 20 dias após a aplicação em pós-emergência (c) e na colheita (d) e densidade de caruru aos 7 dias após a aplicação em Pós-E (b). Coluna azul: resultado apenas do Pré-E. Coluna laranja: resultado da combinação Pré-E com Pós-E (glifosato + fomesafen). Médias com mesma letra minúscula nas colunas com mesma cor não diferem pelo teste de Duncan (p=0,05) e o * indica diferença entre colunas de cor diferente pelo teste t da ANOVA (p=0,05) (Bianchi, 2023).
**Os Pré-E (herbicidas pré-emergentes) foram aplicados logo após a semeadura da soja (“plante/aplique”) e os Pós-E (herbicidas pós-emergentes) no estádio V6 da soja (40 DAE).
Fonte: Bianchi (2023)

Fonte: Bianchi (2023)

Vale destacar que a eficiência dos herbicidas pré-emergentes está condicionada entre outros fatores, as condições de ambiente, características de solo, umidade, posicionamento adequado e espécies alvo.

Confira o estudo completo desenvolvido por Bianchi (2023) clicando aqui!

Referências:

BARROSO, A. A. M.; ALBRECHT, A. J. P.; GAZZIERO, D. L. P. O COMPLEXO CARURU: BIOLOGIA, IDENTIFICAÇÃO, OCORRÊNCIA E MANEJO. Sistema FAEP/SENAR-PR; UFPR; Embrapa, 2024. Disponível em: < https://www.sistemafaep.org.br/wp-content/uploads/2024/08/Cartilha-Caruru_web.pdf >, acesso em: 19/05/2026.

BIANCHI, M. A. CONTROLE DE CARURU NA SOJA. CCGL: Pesquisa e Tecnologia, Boletim de Pesquisa, n. 120, 2023. Disponível em: < https://upherb.com.br/ebook/Boletim%20120.pdf >, acesso em: 19/05/2026.

Advertisement

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT