Featured
Operação mira bando que usava anúncios falsos no Google para limpar contas bancárias

Ofensiva interestadual cumpre 29 mandados em MT e mais três estados; bloqueio judicial ultrapassa R$ 1,9 milhão
A Polícia Civil de Mato Grosso, em apoio à Polícia Civil de Goiás, cumpre, na manhã desta terça-feira (19.5), 29 ordens judiciais em uma operação interestadual deflagrada contra um esquema de golpes e fraudes digitais envolvendo clientes de um banco digital.
Na operação, são cumpridos 14 mandados de prisão preventiva, 15 mandados de busca e apreensão domiciliar e o bloqueio judicial de mais de R$ 1,9 milhão contra integrantes de um grupo criminoso voltado para a prática desses golpes. Eles são investigados pelos crimes de invasão de dispositivo informático (celular), furto mediante fraude eletrônica, organização criminosa e lavagem de dinheiro.
As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Cibernéticos (DERCC), com apoio da Polícia Civil de Mato Grosso, da Polícia Civil do Maranhão e da Polícia Civil do Tocantins. As ordens judiciais são cumpridas nos respectivos estados.
Em Mato Grosso, os trabalhos são conduzidos pela equipe da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), sendo cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar contra uma mulher, principal alvo da operação, apontada como líder do grupo criminoso.
Durante as buscas na residência, foram apreendidos 10 quilos de entorpecentes, tipo skunk (supermaconha), embaladas a vácuo, em posse do marido da investigada, sendo o suspeito preso em flagrante por tráfico de drogas.
Modo de atuação
Segundo as investigações, o grupo criminoso utilizava um elaborado esquema de golpe bancário, mediante a criação de um site falso do banco digital, impulsionado por anúncios pagos no Google.
Quando a vítima pesquisava pelo banco digital na internet, o link fraudulento aparecia entre os primeiros resultados patrocinados, induzindo o usuário a acreditar que estava acessando a plataforma oficial do banco.
Ao acessar a página clonada, a vítima inseria seus dados bancários e validava um QR Code, acreditando tratar-se de procedimento legítimo de verificação de login.
Nesse momento, os criminosos capturavam as credenciais de acesso em tempo real e assumiam a conta bancária da vítima, técnica conhecida como “session hijack” (sequestro de sessão), passando a realizar transferências Pix fraudulentas para contas de terceiros utilizadas como “mulas financeiras”.
Investigação
As investigações da polícia apontaram que o grupo possuía estrutura organizada e divisão de funções, com um núcleo técnico responsável pela criação dos sites falsos e captura das credenciais; núcleo financeiro encarregado das contas de passagem e dispersão dos valores; e núcleo patrimonial voltado à lavagem de dinheiro por meio de empresas de fachada e utilização de familiares e terceiros.
Até o momento, foram identificadas ao menos 19 vítimas, incluindo casos registrados no Estado de Goiás, com prejuízo inicialmente apurado em aproximadamente R$ 118 mil. Entretanto, as análises financeiras revelaram movimentações suspeitas superiores a R$ 4,8 milhões, apontando fortes indícios de lavagem de capitais e ocultação patrimonial.
As investigações também identificaram dispositivos eletrônicos e conexões de internet utilizados para acessar diversas contas fraudadas, além de movimentações financeiras vinculadas a pagamentos para Google Ads, hospedagem de sites e empresas intermediadoras internacionais, evidenciando a operacionalização contínua do esquema criminoso.
Segundo o delegado titular da DRCI, Sued Dias Junior, o uso de anúncios patrocinados em mecanismos de busca tornou-se uma das principais estratégias empregadas por organizações criminosas especializadas em fraude eletrônica.
“A população deve estar atenta a esse tipo de fraude, evitando acessar instituições financeiras por links patrocinados; conferir cuidadosamente o endereço eletrônico do site; desconfiar de links enviados por SMS ou WhatsApp; utilizar autenticação em dois fatores; e jamais validar QR Codes sem absoluta certeza da origem da operação”, explicou o delegado.
As investigações prosseguem com a análise do material apreendido e o rastreamento do fluxo financeiro da organização criminosa.
Operação Pharus
A participação na operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Com Assessoria
Featured
Padre de MT flagrado com noiva de fiel processa jornais e pede quase R$ 1 milhão em indenização

Entre os réus estão Globo, SBT, Record, Editora Abril, Editora O Dia, os portais Metrópoles e Terra, além das plataformas Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), TikTok e Google
O padre Luciano Braga Simplício, que ganhou repercussão nacional após ser flagrado na companhia da noiva de um fiel dentro da casa paroquial de Nova Maringá, entrou na Justiça contra emissoras de televisão, portais de notícias e plataformas digitais. Na ação, ele pede indenização de R$ 759 mil por danos morais, alegando que a divulgação do caso violou sua intimidade e causou prejuízos à sua imagem.
Entre os réus estão Globo, SBT, Record, Editora Abril, Editora O Dia, os portais Metrópoles e Terra, além das plataformas Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), TikTok e Google.
Segundo o religioso, a ampla repercussão do episódio expôs aspectos de sua vida privada. Ele sustenta que as imagens foram obtidas após uma invasão da residência paroquial e registradas sem autorização, sendo posteriormente disseminadas por veículos de imprensa e redes sociais, inclusive com repercussão internacional.
A defesa afirma que a divulgação do material provocou danos à reputação do padre e teve reflexos diretos em sua atuação na Igreja Católica. Após o episódio, ele foi afastado de suas funções pela Diocese de Diamantino.
A ação foi protocolada em 28 de outubro de 2025 e tramita sob segredo de justiça na 2ª Vara de São José do Rio Claro. Além da indenização, o padre solicita a exclusão dos conteúdos publicados, a proibição de novas divulgações e que as plataformas informem os dados de usuários responsáveis por publicações consideradas ofensivas.
Também foram incluídas no processo pessoas apontadas como responsáveis pela gravação e pela divulgação inicial das imagens. O religioso pede que todos respondam solidariamente pelos danos alegados.
Disputa chega ao Tribunal
Após o ajuizamento da ação, a Justiça de primeira instância determinou a retirada de reportagens relacionadas ao caso. A decisão levou a Globo a recorrer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
No recurso, a emissora argumenta que apenas exerceu o direito constitucional de informar, divulgando fatos de interesse público com base em informações obtidas de fontes oficiais e pessoas envolvidas no episódio. A empresa também sustenta que não houve excesso ou conteúdo sensacionalista na cobertura.
A Globo ainda questiona a determinação de remoção de reportagens e a desindexação de conteúdos em mecanismos de busca, afirmando que as medidas representam restrições desproporcionais à liberdade de imprensa.
Em decisão publicada em 16 de junho, a Primeira Câmara de Direito Privado do TJMT suspendeu parcialmente as determinações que impediam novas publicações e o monitoramento automático de conteúdos sobre o caso. O colegiado, porém, manteve a ordem para retirada das URLs já identificadas na decisão de primeiro grau até o julgamento definitivo do recurso.
O padre também recorreu da decisão, defendendo a manutenção integral das medidas impostas pela Justiça. Segundo ele, o objetivo não é impedir a cobertura jornalística, mas retirar da internet imagens que, conforme sustenta, foram obtidas de forma ilícita após a invasão da residência paroquial e que violam seus direitos à intimidade e à privacidade.
O recurso ainda aguarda julgamento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A análise está prevista para ocorrer em sessão virtual entre os dias 14 e 16 de julho.
Featured
Janaina convoca servidores a pressionarem deputados por CPI dos Consignados

Parlamentar afirma que investigação é necessária para apurar prejuízos causados a servidores estaduais.
A deputada estadual Janaina Riva (MDB) convocou servidores públicos e a população a cobrarem dos deputados estaduais apoio à instalação da CPI dos Consignados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ao lado do presidente do Sinpaig-MT, Antônio Wagner, ela afirmou que esta é a segunda tentativa de abrir uma comissão para investigar possíveis irregularidades envolvendo empréstimos consignados, cartões de crédito e cartões-benefício destinados aos servidores.
“Precisamos investigar a fundo esse escândalo que trouxe prejuízo a milhares de servidores do Estado. Quero conclamar todos os servidores para que cobrem seus deputados a assinar a CPI”, afirmou Janaina.
Até o momento, o requerimento conta com as assinaturas de Janaina Riva, Wilson Santos, Silvano Amaral, Lúdio Cabral e Valdir Barranco. Para que a comissão seja instalada, ainda são necessárias oito assinaturas, conforme o Regimento Interno da Assembleia. A CPI terá prazo inicial de 180 dias para apurar denúncias de juros abusivos, compra de dívidas sem autorização, descontos questionados em folha e possíveis falhas no credenciamento de instituições financeiras.
O presidente do Sinpaig-MT, Antônio Wagner, defendeu que a Assembleia cumpra seu papel de fiscalização, lembrando que os órgãos de controle já foram acionados e que os servidores seguem sem respostas concretas.
“Cada deputado que diz que apoia o servidor precisa demonstrar isso agora, na prática, assinando a CPI. Os servidores não podem continuar pagando essa conta”, declarou Wagner.
Janaina também questiona a rapidez do credenciamento do Banco Master para operar o programa Credcesta em Mato Grosso e afirma que a repetição das denúncias demonstra que o problema permanece sem solução. Segundo a parlamentar, a Assembleia tem o dever de investigar possíveis falhas, favorecimentos e irregularidades para garantir transparência e proteger os servidores públicos.
Featured
TCE recomenda intervenção no DAE de Várzea Grande

Autarquia acumula R$ 316 milhões em dívidas; conselheiro reiterou pedido ao Ministério Público e ao Governo do Estado
O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Antonio Joaquim, reiterou os ofícios encaminhados ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e ao Governo do Estado recomendando a adoção das providências necessárias para uma eventual intervenção no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE).
A medida tem como base o julgamento das contas da autarquia referentes ao exercício de 2023, consideradas irregulares pelo TCE. Na ocasião, foi apontado que o DAE acumulava uma dívida de R$ 316 milhões durante a gestão do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB).
O processo das contas de 2023 teve relatoria do conselheiro Guilherme Maluf. Em decisão colegiada proferida em novembro de 2025, o Plenário do Tribunal de Contas determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Estadual e ao Governo de Mato Grosso para análise da possibilidade de intervenção na autarquia.
Na última quinta-feira (2), Antonio Joaquim, atual relator das contas do DAE, voltou a oficiar os dois órgãos, reforçando a recomendação para que sejam adotadas as medidas cabíveis.
“Venho, respeitosamente, reiterar a representação formal deliberada pelo Plenário do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, para que, no âmbito das atribuições constitucionais e legais do Ministério Público Estadual, sejam adotadas as providências que Vossa Excelência entender cabíveis quanto ao ajuizamento de ação visando à intervenção no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande – DAE/VG”, diz trecho do documento encaminhado aos órgãos.
A eventual intervenção depende de decisão judicial. Caso seja autorizada, poderá resultar em mudanças na administração da autarquia.
O DAE enfrenta, há anos, problemas relacionados ao abastecimento de água em Várzea Grande e dificuldades financeiras. A situação da autarquia tem sido alvo de fiscalizações dos órgãos de controle e de debates sobre a necessidade de medidas para reestruturar o serviço prestado à população.
Recentemente, o DAE também esteve no centro de divergências políticas envolvendo integrantes da administração municipal e lideranças locais ligadas ao comando da autarquia.
Sustentabilidade8 horas agoSenado debate regulamentação da Lei dos Defensivos Agrícolas e cobra segurança jurídica – MAIS SOJA
Business24 horas agoComo crise no café deu origem ao Instituto Biológico, hoje referência para o agro brasileiro
Featured24 horas agoAbilio ironiza Janaína e Fávaro após críticas a decreto sobre tamanho de lotes
Featured23 horas agoPM prende faccionado, sogra e mais um suspeito por tráfico de drogas em Tangará da Serra
Sustentabilidade10 horas agoEl Niño chama a atenção para os cuidados com o solo no agronegócio – MAIS SOJA
Sustentabilidade9 horas agoEmbrapa alerta para impactos do El Niño – MAIS SOJA
Featured10 horas agoPivetta diz que novo pronto-socorro dará destino à área do antigo VLT em Várzea Grande
Featured9 horas agoGoverno de MT suspende notícias e redes sociais institucionais a partir deste sábado (4)
















