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4 de julho de 2026

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Tião da Zaeli é eleito presidente do Sistema Comércio de MT para o quadriênio 2026/2030

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Sebastião dos Reis Gonçalves, o Tião da Zaeli, será o próximo presidente do Sistema Fecomércio, Sesc, Senac e IPF-MT pelos próximos quatro anos. O empresário do segmento atacadista e de distribuição assume a presidência das instituições a partir do dia 1º de julho. A eleição ocorreu na manhã desta segunda-feira (18), na sede da Fecomércio-MT.

A gestão de Sebastião Gonçalves será pautada pela continuidade do trabalho institucional realizado pelo atual presidente, Wenceslau Júnior, com foco no fortalecimento dos setores do comércio de bens, serviços e turismo em Mato Grosso.

A ampliação da participação sindical também será uma das prioridades da próxima gestão, buscando fortalecer o apoio aos empresários do estado e contribuir para o desenvolvimento dos setores representados.

Durante a assembleia que proclamou Sebastião Gonçalves como futuro presidente do Sistema Comércio em Mato Grosso, Wenceslau Júnior destacou a transformação institucional promovida nos últimos anos, ressaltando o reconhecimento conquistado junto à Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

“O Sistema Fecomércio, Sesc, Senac e IPF-MT se tornou referência nacional. Recebemos constantemente representantes de outras federações do Brasil interessados em conhecer o trabalho realizado em Mato Grosso. Acredito que a escolha do Tião para assumir a presidência ocorreu de forma tranquila, demonstrando unidade e confiança na continuidade da gestão”, afirmou Wenceslau Júnior.

Já Tião ressaltou a importância do engajamento coletivo para o fortalecimento das ações desenvolvidas pela entidade e pelo Sistema Comércio.

“Ninguém faz nada sozinho para tornar esse Sistema grande e reconhecido pelas ações desenvolvidas ao longo desses anos. Quero reforçar também a importância da participação dos conselheiros e da diretoria nesse processo. Desde já, deixo o convite para que todos estejam presentes nesta futura gestão, mobilizando empresários e representantes dos seus setores para fortalecer ainda mais essa integração”, declarou o presidente eleito.

Em outro momento da assembleia, Wenceslau Júnior também agradeceu o apoio recebido do conselho durante os oito anos de gestão.

“Durante esses oito anos, o conselho nunca negou um pedido ou desaprovou uma proposta apresentada pela gestão. Sou muito grato por essa confiança. Estar à frente da Fecomércio Mato Grosso é uma experiência ímpar e também uma grande responsabilidade. Hoje somos convidados a participar de praticamente todas as discussões importantes do estado, e isso aumenta ainda mais o peso e o compromisso do cargo”, pontuou o presidente.

O presidente da Comissão Eleitoral e diretor jurídico da Fecomércio-MT, André Stumpf, ressaltou que todas as exigências previstas no Estatuto Social e no Regimento Eleitoral da entidade foram respeitadas.

“Todas as regras previstas no Estatuto Social e no Regimento Eleitoral foram integralmente cumpridas. Como houve chapa única regularmente inscrita e habilitada, o resultado pôde ser proclamado por aclamação”, explicou André Stumpf.

O presidente eleito também destacou a responsabilidade de dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela atual gestão e afirmou que pretende atuar como elo entre o setor produtivo, o poder público e as instituições que compõem o Sistema Comércio em Mato Grosso.

“A condução realizada pela atual presidência aumenta ainda mais a nossa responsabilidade de manter a Federação como referência. Quero ser um facilitador dessa conexão entre o comércio, a Fecomércio e as instituições públicas, trabalhando para ampliar cada vez mais o protagonismo empresarial, político e institucional da nossa Federação”, destacou Sebastião Gonçalves.

O Sistema Fecomércio-MT integra os braços sociais Sesc-MT e Senac-MT e desempenha papel fundamental no fortalecimento do setor produtivo, por meio de ações nas áreas de educação, saúde, cultura, lazer, assistência e qualificação profissional, beneficiando empresários e trabalhadores do comércio em todo o estado.

A cerimônia de posse ocorre no dia 1º de julho de 2026. Na ocasião, a diretoria eleita para o quadriênio 2026/2030 será composta da seguinte forma:

Presidente: Sebastião dos Reis Gonçalves
1º vice-presidente: Marco Sérgio Pessoz
2º vice-presidente: Jodeon Sampaio Silva
3º vice-presidente: Kássio Rodrigo Catena

1º vice-presidente regional: Geovane dos Reis Sales
2º vice-presidente regional: Sebastião Mario Giraldelli
3º vice-presidente regional: Jaqueline Rodrigues Santos

1º diretor secretário: Alcimar Moretti
2º diretor secretário: Fabio Augusto Cover Sbeghen
3º diretor secretário: Oscar José Soares do Prado Filho

1º diretor tesoureiro: Hamilton Domingos Teixeira
2º diretor tesoureiro: Geraldo José Ziolkowski do Prado
3º diretor tesoureiro: Rodrigo Valmorbida

1º diretor setorial: Jean Karlo Moreira de Souza
2º diretor setorial: Greci Mara da Cruz
3º diretor setorial: Sergio Ricardo Silva Antunes

Suplentes: Junior Cesar Vidotti; Neles Walter Ferreira de Farias; Lucimar Trindade Bigolin.

Conselho Fiscal
Efetivos:
 Antonio Ademar Vidotti; Leandro Luiz Laurini; Joberto Manoel Lourenço dos Santos.
Suplentes: Gessi Carmen Rostirolla; Enio Dalalio Junior; Sergio José Gomes.

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Padre de MT flagrado com noiva de fiel processa jornais e pede quase R$ 1 milhão em indenização

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Entre os réus estão Globo, SBT, Record, Editora Abril, Editora O Dia, os portais Metrópoles e Terra, além das plataformas Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), TikTok e Google

O padre Luciano Braga Simplício, que ganhou repercussão nacional após ser flagrado na companhia da noiva de um fiel dentro da casa paroquial de Nova Maringá, entrou na Justiça contra emissoras de televisão, portais de notícias e plataformas digitais. Na ação, ele pede indenização de R$ 759 mil por danos morais, alegando que a divulgação do caso violou sua intimidade e causou prejuízos à sua imagem.

Entre os réus estão Globo, SBT, Record, Editora Abril, Editora O Dia, os portais Metrópoles e Terra, além das plataformas Facebook, Instagram, X (antigo Twitter), TikTok e Google.

Segundo o religioso, a ampla repercussão do episódio expôs aspectos de sua vida privada. Ele sustenta que as imagens foram obtidas após uma invasão da residência paroquial e registradas sem autorização, sendo posteriormente disseminadas por veículos de imprensa e redes sociais, inclusive com repercussão internacional.

A defesa afirma que a divulgação do material provocou danos à reputação do padre e teve reflexos diretos em sua atuação na Igreja Católica. Após o episódio, ele foi afastado de suas funções pela Diocese de Diamantino.

A ação foi protocolada em 28 de outubro de 2025 e tramita sob segredo de justiça na 2ª Vara de São José do Rio Claro. Além da indenização, o padre solicita a exclusão dos conteúdos publicados, a proibição de novas divulgações e que as plataformas informem os dados de usuários responsáveis por publicações consideradas ofensivas.

Também foram incluídas no processo pessoas apontadas como responsáveis pela gravação e pela divulgação inicial das imagens. O religioso pede que todos respondam solidariamente pelos danos alegados.

Disputa chega ao Tribunal

Após o ajuizamento da ação, a Justiça de primeira instância determinou a retirada de reportagens relacionadas ao caso. A decisão levou a Globo a recorrer ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).

No recurso, a emissora argumenta que apenas exerceu o direito constitucional de informar, divulgando fatos de interesse público com base em informações obtidas de fontes oficiais e pessoas envolvidas no episódio. A empresa também sustenta que não houve excesso ou conteúdo sensacionalista na cobertura.

A Globo ainda questiona a determinação de remoção de reportagens e a desindexação de conteúdos em mecanismos de busca, afirmando que as medidas representam restrições desproporcionais à liberdade de imprensa.

Em decisão publicada em 16 de junho, a Primeira Câmara de Direito Privado do TJMT suspendeu parcialmente as determinações que impediam novas publicações e o monitoramento automático de conteúdos sobre o caso. O colegiado, porém, manteve a ordem para retirada das URLs já identificadas na decisão de primeiro grau até o julgamento definitivo do recurso.

O padre também recorreu da decisão, defendendo a manutenção integral das medidas impostas pela Justiça. Segundo ele, o objetivo não é impedir a cobertura jornalística, mas retirar da internet imagens que, conforme sustenta, foram obtidas de forma ilícita após a invasão da residência paroquial e que violam seus direitos à intimidade e à privacidade.

O recurso ainda aguarda julgamento no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. A análise está prevista para ocorrer em sessão virtual entre os dias 14 e 16 de julho.

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Janaina convoca servidores a pressionarem deputados por CPI dos Consignados

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Parlamentar afirma que investigação é necessária para apurar prejuízos causados a servidores estaduais.

A deputada estadual Janaina Riva (MDB) convocou servidores públicos e a população a cobrarem dos deputados estaduais apoio à instalação da CPI dos Consignados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Ao lado do presidente do Sinpaig-MT, Antônio Wagner, ela afirmou que esta é a segunda tentativa de abrir uma comissão para investigar possíveis irregularidades envolvendo empréstimos consignados, cartões de crédito e cartões-benefício destinados aos servidores.

“Precisamos investigar a fundo esse escândalo que trouxe prejuízo a milhares de servidores do Estado. Quero conclamar todos os servidores para que cobrem seus deputados a assinar a CPI”, afirmou Janaina.

Até o momento, o requerimento conta com as assinaturas de Janaina Riva, Wilson Santos, Silvano Amaral, Lúdio Cabral e Valdir Barranco. Para que a comissão seja instalada, ainda são necessárias oito assinaturas, conforme o Regimento Interno da Assembleia. A CPI terá prazo inicial de 180 dias para apurar denúncias de juros abusivos, compra de dívidas sem autorização, descontos questionados em folha e possíveis falhas no credenciamento de instituições financeiras.

O presidente do Sinpaig-MT, Antônio Wagner, defendeu que a Assembleia cumpra seu papel de fiscalização, lembrando que os órgãos de controle já foram acionados e que os servidores seguem sem respostas concretas.

“Cada deputado que diz que apoia o servidor precisa demonstrar isso agora, na prática, assinando a CPI. Os servidores não podem continuar pagando essa conta”, declarou Wagner.

Janaina também questiona a rapidez do credenciamento do Banco Master para operar o programa Credcesta em Mato Grosso e afirma que a repetição das denúncias demonstra que o problema permanece sem solução. Segundo a parlamentar, a Assembleia tem o dever de investigar possíveis falhas, favorecimentos e irregularidades para garantir transparência e proteger os servidores públicos.

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TCE recomenda intervenção no DAE de Várzea Grande

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Autarquia acumula R$ 316 milhões em dívidas; conselheiro reiterou pedido ao Ministério Público e ao Governo do Estado

O conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT), Antonio Joaquim, reiterou os ofícios encaminhados ao Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e ao Governo do Estado recomendando a adoção das providências necessárias para uma eventual intervenção no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE).

A medida tem como base o julgamento das contas da autarquia referentes ao exercício de 2023, consideradas irregulares pelo TCE. Na ocasião, foi apontado que o DAE acumulava uma dívida de R$ 316 milhões durante a gestão do ex-prefeito Kalil Baracat (MDB).

O processo das contas de 2023 teve relatoria do conselheiro Guilherme Maluf. Em decisão colegiada proferida em novembro de 2025, o Plenário do Tribunal de Contas determinou o encaminhamento do processo ao Ministério Público Estadual e ao Governo de Mato Grosso para análise da possibilidade de intervenção na autarquia.

Na última quinta-feira (2), Antonio Joaquim, atual relator das contas do DAE, voltou a oficiar os dois órgãos, reforçando a recomendação para que sejam adotadas as medidas cabíveis.

“Venho, respeitosamente, reiterar a representação formal deliberada pelo Plenário do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso, para que, no âmbito das atribuições constitucionais e legais do Ministério Público Estadual, sejam adotadas as providências que Vossa Excelência entender cabíveis quanto ao ajuizamento de ação visando à intervenção no Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande – DAE/VG”, diz trecho do documento encaminhado aos órgãos.

A eventual intervenção depende de decisão judicial. Caso seja autorizada, poderá resultar em mudanças na administração da autarquia.

O DAE enfrenta, há anos, problemas relacionados ao abastecimento de água em Várzea Grande e dificuldades financeiras. A situação da autarquia tem sido alvo de fiscalizações dos órgãos de controle e de debates sobre a necessidade de medidas para reestruturar o serviço prestado à população.

Recentemente, o DAE também esteve no centro de divergências políticas envolvendo integrantes da administração municipal e lideranças locais ligadas ao comando da autarquia.

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