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22 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Estratégia alimentar ajuda a manter rebanhos bovinos em MT

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O período de seca na região Centro-Oeste está próximo, e o pecuarista precisa se programar para manter o gado saudável durante os meses de inverno. Entre maio e setembro, o clima é caracterizado por uma baixa umidade relativa do ar, ausência de chuvas e alta amplitude térmica, com dias quentes e noites frias, o que diminui a quantidade e a qualidade do pasto fornecido aos animais. Dessa forma, a alimentação dos rebanhos precisa ser reformulada, com a adoção de estratégias que evitem a desnutrição e a perda de peso dos bovinos.

O pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Luiz Orcírio Fialho de Oliveira, explica que para um bom planejamento no período de seca é necessário que o produtor siga algumas etapas, sendo a avaliação da quantidade de forragem armazenada a primeira. “Nesse período, as pastagens produzidas, em média, até 40% para as cultivares de Brachiaria e até 20% para as cultivares de Panicum do estimado da produção anual”, destaca.

Em seguida, é importante conhecer a demanda, ou seja, uma quantidade estimada de animais na fazenda para o período da seca. No entanto, o investigador salienta que, apesar de todos os cuidados preventivos, a capacidade de suporte das pastagens também reduz de forma significativa. “Estudos planejados pela Embrapa demonstraram necessidade de redução da carga animal de 30 a 50% para que sejam mantidas performances positivas em ganho de peso”, ressalta. Diante de um cenário em que o produtor opte por manter ou reduzir menos a carga, será necessário adicionar a possibilidade de produção e armazenamento de volumosos e/ou compra de insumos concentrados.

Mais opções para o produtor rural

O produtor pode investir na especificação de parte das pastagens, cerca de 20% a 30% da área ainda durante o período final das chuvas no verão, para que ocorra o armazenamento de capim que será necessário para consumo no período de seca. “Essa alternativa apresenta menores custos, pois a forragem é praticamente armazenada no campo e não exige nenhuma ação adicional”, esclarece o pesquisador. A ação requer, no entanto, um planejamento de estoque de rebanhos, pois ao ver uma área da fazenda sem redução de rebanhos, já que demais podem ficar superpastejadas e comprometidas.

O pesquisador ainda orienta o uso de outra alternativa semelhante, como o uso de forrageiras de safrinha, que podem ser resultados de uma integração ou mesmo de um plantio para aproveitamento durante a seca. Além das cultivares de forrageiras de Brachiaria e Panicum, existem opções como milheto, leguminosas e até aveia em algumas regiões mais ao Sul do Brasil.

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Mais uma opção viável é a preparação de volumosos para armazenamento na forma de silagens ou de feno (capineiras, lenha de milho, sorgo ou capim). Para silagens feitas a partir de milho e/ou sorgo, a opção deve ser por lavouras plantadas em safrinha, com colheita a partir de maio, dependendo da região. “Entretanto, devemos lembrar que o uso desse material só será possível após 30 dias de fechamento do silo, ou seja, se for feito entre maio e junho”, ressalta o pesquisador.

No caso de silagem de capim, ou de capineiras, convidamos acompanhar o desenvolvimento do campo e realizar o corte antes do capim perder seu valor nutricional. Nesse caso, o produtor perde um pouco o controle do período de corte, mas com planejamento é possível buscar realizar a fabricação da silagem fora do período de muitas chuvas, evitando perdas de qualidade do material. O pesquisador explica que “o importante é que a silagem esteja pronta para ser utilizada antes do período da seca, a fim de não prejudicar a oferta de alimento aos animais”.

Orcírio também cita que o feno é uma ótima opção para a alimentação dos animais na seca, mas que seu processo de fabricação é mais criterioso e geralmente necessita de equipamentos mais sofisticados – o que pode encarecer o processo. “Além disso, o período ideal de corte das gramíneas para se ter melhor qualidade nutricional, coincide com o período chuvoso, deixando arriscada a operação”, expõe o pesquisador. Apesar do desafio, é possível fazer fenos de diversas gramíneas e de leguminosas, como de cultivares de Estilosantes e de amendoim forrageiro. (com Talita Barbosa/Embrapa Gado de Corte)

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Agro Mato Grosso

Fazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT

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O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares degradados dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A sentença, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, também determinou que ele não realize atividades incompatíveis com a recuperação ambiental e fixou indenização por dano moral coletivo.

A ação civil pública apurou o impedimento da regeneração de floresta nativa e a manutenção de lavoura de soja mesmo após o embargo da área. Em 2008, fiscais do Ibama constataram a degradação e aplicaram multa de R$ 7,86 milhões. Em 2010, nova fiscalização encontrou plantação de soja na área embargada, resultando em outra multa, de R$ 1 milhão, e na apreensão de 47 mil sacas do produto.

A área originalmente discutida na ação tinha 1.571,20 hectares. Como 1.425,39 hectares já eram objeto de outro processo, a sentença analisou os 145,81 hectares remanescentes.

O fazendeiro deverá apresentar, em até 90 dias após o trânsito em julgado, um plano de recuperação de área degradada (PRAD) e executá-lo até a completa recuperação da área. A sentença também estabeleceu que eventual indenização por danos materiais será aplicada apenas se a recuperação for tecnicamente impossível ou houver descumprimento injustificado das medidas determinadas.

A indenização por dano moral coletivo foi fixada em 5% do valor da reparação material, a ser calculado posteriormente. Segundo a sentença, a degradação atingiu extensa área de floresta amazônica dentro de terra indígena e continuou mesmo após o embargo, afetando bem ambiental coletivo e território destinado constitucionalmente ao povo Xavante.

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Os valores deverão ser destinados ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública, com preferência para projetos de recuperação da própria Terra Indígena Marãiwatsédé.

A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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Ave rara e ameaçada é registrada em área de preservação em MT

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Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave ameaçada de extinção, foi registrada nesse fim de semana por uma equipe de monitoramento ambiental na área de preservação do reservatório de uma usina hidrelétrica, entre Nova Canaã do Norte e Colíder, a 696 km e 650 km de Cuiabá, respectivamente.

O registro foi feito durante um trabalho de acompanhamento dos animais que vivem na região. De acordo com a equipe, a identificação da ave ajuda os pesquisadores a conhecer melhor a fauna local e a reunir informações para ações de proteção da espécie.

marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como “em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que existe um alto risco de extinção. A ave é difícil de ser encontrada e costuma viver nas partes mais altas das árvores da Amazônia.

Com cerca de 23 centímetros, a ave tem cabeça alaranjada, rosto e pescoço amarelos, peito branco e corpo verde. Ela faz parte da mesma família dos papagaios e periquitos e também é conhecida como periquito-d’anta.

A espécie também é encontrada no Peru e na Bolívia. Ela vive principalmente em florestas preservadas e se alimenta de frutos, pétalas e néctar de flores. Ao espalhar sementes, ajuda no crescimento de novas plantas e na renovação das florestas.

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A ave faz seus ninhos em buracos de árvores que ficam entre 15 e 30 metros de altura. A reprodução acontece principalmente em janeiro, quando a fêmea coloca ovos branco-amarelados.

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Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

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avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União) realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

“Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado”, informou a empresa de táxi aéreo.

 

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (vídeo abaixo). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

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