Featured
Criminosos tentam roubar arma de vigilante e disparam tiros dentro da UPA Ipase

Suspeitos lutaram com segurança de 47 anos antes de fugirem em motocicleta; ação mobilizou diversas unidades da PM e o Ciopaer
Equipes da Polícia Militar prenderam, na tarde desta quinta-feira (7.5), dois suspeitos de realizar disparos de arma de fogo na UPA Ipase, em Várzea Grande. Uma mulher também foi detida por desacatar os policiais e impedir a prisão de um dos criminosos.
De acordo com o boletim de ocorrência, o crime aconteceu por volta das 14h40, quando dois suspeitos chegaram ao local em uma motocicleta Honda CG 150 Start verde e tentaram roubar a arma de um vigilante de 47 anos, que trabalhava na unidade de saúde.
Um dos suspeitos entrou em luta corporal com a vítima na tentativa de tomar a arma de fogo do segurança. O criminoso efetuou o disparo em direção ao vigilante. O tiro não atingiu o trabalhador.
Após o crime, as equipes iniciaram buscas na região. Imagens do circuito interno da UPA ajudaram na identificação dos envolvidos. Uma mochila deixada no local continha documentos de um dos suspeitos, que fazia uso de tornozeleira eletrônica. Com apoio do monitoramento em tempo real do equipamento, os policiais localizaram o suspeito em uma residência no bairro Parque São João.
O suspeito tentou fugir ao perceber a chegada das equipes, mas ele foi abordado, imobilizado e algemado. Durante a abordagem, uma mulher também foi detida por impedir a prisão, desacatar os policiais e desobedecer às ordens da equipe.
O suspeito preso confessou participação no crime e indicou onde havia escondido a arma de fogo utilizada na ação. O revólver foi encontrado no telhado de uma distribuidora da região. Já a tornozeleira eletrônica rompida foi localizada em uma área de mata próxima a uma olaria.
A polícia informou ainda que o suspeito apresentava escoriações pelo corpo. Conforme relato do próprio suspeito, os ferimentos ocorreram ao retirar a tornozeleira eletrônica da perna.
Na sequência, os policiais localizaram também outro o segundo suspeito em um casa no mesmo bairro. Ele também admitiu participação no crime.
Os dois homens e a mulher foram encaminhados à delegacia, junto com a revólver e a moto, para registro do boletim de ocorrência.
Participaram da ação equipes da Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Força Tática, Raio, Grupo de Apoio (GAP) do 4º e 25º Batalhões da PM em Várzea Grande, além do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).
Com Assessoria
Agro Mato Grosso
Agrishow 2026: ‘vivendo uma tempestade’, diz presidente da feira sobre queda de 22% nos negócios

Com R$ 11,4 bilhões em prospecções, maior feira de tecnologia agrícola registrou primeiro recuo nas vendas desde 2015. Mesmo com safra recorde, cenário econômico e falta de subsídios não favorecem investimentos no campo, dizem representantes do setor.
A queda de 22% no volume de negócios prospectados pela Agrishow, maior feira de tecnologia agrícola do país, reflete uma combinação de fatores que desafiam o produtor rural, sem condições de fazer novos investimentos em tecnologia, na avaliação do presidente do evento, João Carlos Marchesan.
“Nós estamos vivendo uma tempestade perfeita”, afirmou o representante, após o encerramento do evento em Ribeirão Preto (SP) esta semana.
A feira terminou com uma projeção de R$ 11,4 bilhões em intenções de negócios firmadas para os próximos meses, R$ 3,2 bilhões a menos do que na edição de 2025. Este é o primeiro recuo nos números desde 2015, quando o evento anunciava uma retração de 30%.

Agrishow 2026 tem queda de 22% nas intenções de negócios
Plano Safra, juros e aumento de custos
Os problemas apontados 11 anos atrás, inclusive, estão entre os que agora incomodam o setor: incertezas sobre o anúncio do Plano Safra e altas taxas de juros, que encarecem o acesso ao crédito. Atualmente, mesmo com o recente anúncio de baixa do Banco Central, a Selic, que é a taxa básica básica da economia brasileira, está em 14,5% ao ano.
Enquanto isso, embora a União tenha prometido um novo recorde nos valores concedidos e linhas com taxas abaixo dos 10%, o Plano Safra só deve ser anunciado no fim do primeiro semestre e com condições ainda incertas.
Além disso, também ainda não estão disponíveis os R$ 10 bilhões anunciados na própria Agrishow pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) para compra de máquinas e equipamentos agrícolas pelo programa Move Agrícola. Segundo Marchesan, a espera pelos recursos também desmotivou visitantes a fazer negócios na feira.
“Nós já estávamos pedindo uma linha especial para a Agrishow, mais de 90 dias insistindo para que houvesse essa linha. Só que ele anunciou esse linha aqui e a linha não está operacionalizando.”
A instabilidade internacional e o aumento nos custos causada pela guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã também entram nas contas do setor, principalmente para quem planta soja e milho.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/N/u/BwB0D5TEuIpKQ6xWp2fw/globo-canal-4-20260430-2000-frame-141851.jpeg)
Representantes do agro questionam problemas para ter acesso a crédito e investir no campo. — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução
“Estamos vivendo um momento difícil com essa situação dessa conflito que existe ali no Oriente Médio. Isso leva ao encarecimento, principalmente dos insumos, dos fertilizantes, e isso também reflete no preço do diesel. É um insumo básico para o agricultor que está acabando de colher”, afirma Marchesan.
Para Maurilio Biagi, presidente de honra da Agrishow, o agronegócio é apenas um dos setores afetados pelas questões econômicas.
“Não existe um brasileiro, não existe um jornalista, um encanador, um portador de cana, uma pessoa no Brasil que não ache absolutamente abusivos os juros. (…) O endividamento das pessoas e das famílias é uma coisa enlouquecedora, os números e as estatísticas que nós temos são muito sérios. Essa questão dos juros no Brasil é uma questão muito séria que atinge a toda a população brasileira. O agro está inserido nisso.”
Para a Federação de Agricultura e Pecuária do estado (Faesp), as medidas de apoio ao setor precisam ser tomadas logo pelas autoridades, pois os benefícios demoram a ser sentidos por quem trabalha no campo.
“O produtor precisa de medidas sólidas para que continue conseguindo investir. Faltou por parte do governo federal o anúncio de soluções concretas em relação a juros, plano safra, planejamento, segurança jurídica e econômica. Os investimentos no campo demoram mais de cinco anos para retornar. Então o produtor está esperando medidas para conseguir voltar a investir”, disse Tirso Meireles, presidente da Faesp.
Agro Mato Grosso
Mães da pecuária: mulheres conciliam gestão de fazendas e criação dos filhos

Muito antes do agro virar potência econômica em Mato Grosso, mulheres já ajudavam a construir o setor nos bastidores das fazendas, escritórios e propriedades rurais do estado. Entre planilhas, manejo de gado, lavoura e a criação dos filhos, muitas delas participaram diretamente da transformação da pecuária mato-grossense em uma das maiores do mundo.
É o caso da produtora rural Leane Altmann, de Nova Mutum, que chegou a Mato Grosso no fim da década de 1980 ao lado do marido em busca de oportunidades no interior do estado. Recém-formada e casada há pouco tempo, ela trocou o Sul do país por uma região que ainda começava a se desenvolver economicamente.
Inicialmente atuando apenas na agricultura, o casal passou a investir também na pecuária após adquirir uma propriedade rural com aptidão para criação de gado. Desde então, a atividade passou a fazer parte da rotina da família.
Hoje, além das áreas agrícolas em Nova Mutum, a família também mantém uma propriedade voltada exclusivamente à pecuária em Santa Rita do Trivelato. Ao longo da trajetória, Leane conciliou maternidade, administração rural e participação ativa em entidades do setor.
Com o crescimento dos filhos, a produtora passou a assumir também a gestão de propriedades agrícolas, enquanto o casal dividia a administração dos negócios da família.
Apesar da forte ligação com o agro, Leane afirma que nunca pressionou os filhos a seguirem o mesmo caminho. Ainda assim, dois deles já atuam diretamente nas atividades da família e o caçula avalia permanecer no setor. “Eu não imaginava que teria os três meninos na sucessão. Hoje vejo meus filhos com orgulho da atividade e isso me deixa muito satisfeita como mãe”.
Para ela, uma das principais mudanças das últimas décadas foi justamente a valorização da atividade agropecuária e da figura do produtor rural. “Hoje a agropecuária tem muita tecnologia. O produtor se valorizou e a família também passou a valorizar essa atividade. Isso ajuda a manter as novas gerações no campo”.
A diretora executiva do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Paula Sodré Queiroz, destaca que a presença feminina tem ganhado cada vez mais força na pecuária mato-grossense, tanto na gestão das propriedades quanto na adoção de práticas sustentáveis e modernas.
“A mulher pecuarista de Mato Grosso hoje não é apenas coadjuvante, ela planeja, ela decide, ela sustenta famílias e negócios, sendo uma das grandes forças do nosso agro”, afirma Paula.
Ela ressalta ainda que histórias como a de Leane representam uma geração de mulheres que ajudou a consolidar Mato Grosso como referência nacional na produção de alimentos. “Neste Dia das Mães, é importante reconhecer essas mulheres que não apenas ajudaram a construir famílias, mas também participaram da construção da pecuária do estado”.
Agro Mato Grosso
Aprosoja MT reúne produtores em Primavera do Leste com debates no setor produtivo

Evento destacou demandas regionais, atuação da entidade e impactos da geopolítica no agronegócio
Com intensa programação na região Sul de Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou, nesta quinta-feira (07.05), mais uma etapa do Circuito Aprosoja MT em Primavera do Leste. O encontro reuniu mais de 150 participantes no Centro de Eventos do Parque de Exposições do município.
O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou a importância do Circuito para aproximar a entidade dos produtores e compreender as demandas específicas de cada núcleo. “É importante que o produtor participe do Circuito para conhecer de perto o trabalho realizado pela Aprosoja MT. A entidade atua em pautas fundamentais para Primavera do Leste, como energia elétrica, demarcação de terras indígenas e outras demandas apresentadas pelo núcleo. Tudo isso é construído junto aos delegados, que representam os produtores e participam ativamente das discussões em Cuiabá”, afirmou.
O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, ressaltou a relevância histórica do evento, que chega à sua 20ª edição. “O Circuito nasceu praticamente junto com a entidade, que já tem 21 anos. É uma forma de estar próximo do associado, prestar contas das ações e levar informação ao produtor. Neste ano, trouxemos um tema extremamente atual: a geopolítica e seus impactos diretos nas decisões do agronegócio, especialmente em relação aos fertilizantes e aos custos de produção”, disse.
Entre as principais demandas da região, o delegado coordenador do núcleo de Primavera do Leste, Cristian Willy Braun, destacou os desafios relacionados à energia elétrica no campo e à expansão da irrigação.
“Primavera do Leste tem uma forte demanda ligada à irrigação, e isso passa diretamente pela qualidade do fornecimento de energia elétrica. Temos enfrentado dificuldades nesse sentido, e a Aprosoja MT já atua nessas discussões junto à concessionária. Além disso, o Circuito é importante porque permite que a diretoria escute os produtores e leve informações da sede para a base”, pontuou.
Neste ano, o Circuito Aprosoja MT tem levado aos núcleos a palestra do cientista político Heni Ozi Cukier, o Professor HOC, onde aborda os impactos da geopolítica na economia global e como isso pode impactar o agronegócio brasileiro. Durante a palestra, HOC explicou como conflitos internacionais e rotas comerciais estratégicas influenciam diretamente os custos de produção e o mercado agrícola.
“As rotas comerciais são fundamentais para o comércio global e têm impacto direto sobre fertilizantes, combustíveis e logística. Um exemplo é o Estreito de Hormuz, região estratégica afetada pelas tensões envolvendo o Irã. Ao mesmo tempo, novas rotas surgem com o degelo do Ártico, reduzindo distâncias comerciais entre Europa e Ásia. Isso ajuda a explicar, por exemplo, o interesse estratégico na Groenlândia. A geopolítica influencia diretamente o comércio internacional, o transporte e os custos logísticos, e por isso é tão importante para o agro”, explicou.
Ao reunir produtores, lideranças e especialistas para discutir os principais desafios do setor, o Circuito Aprosoja MT reforça o compromisso da entidade com a defesa dos interesses dos associados e com a busca por soluções para as demandas do campo. A iniciativa também fortalece a proximidade entre a diretoria e os núcleos regionais, promovendo troca de informações, alinhamento de ações e apoio aos produtores em diferentes regiões do estado.
O Circuito Aprosoja MT deve finalizar a programação na Região Sul de Mato Grosso na próxima sexta-feira (08.05). Nas próximas semanas as reuniões ocorrem nas demais regiões do estado.
Agro Mato Grosso15 horas agoProprietário de fazenda é notificado para impedir corte de árvore com ninho raro em MT
Agro Mato Grosso24 horas agoAgrishow: de ‘trator que fala’, veja máquinas com IA que operam sozinhas
Agro Mato Grosso24 horas agoAgro e biodiesel reforça mudança de perfil de Mato Grosso
Agro Mato Grosso19 horas agoGado furtado de ex-prefeito é encontrado com novo selo em MT
Agro Mato Grosso19 horas agoCaminhoneiro é preso com carga de soja roubada em MT
Agro Mato Grosso19 horas agoPostos são alvos de operação por abusos no comércio de combustíveis em MT
Agro Mato Grosso19 horas agoCacique Raoni cancela agenda e é internado em hospital de MT
Business16 horas agoNova geração de cana-de-açúcar do CTC é aprovada pela CTNBio

















