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8 de maio de 2026

Agro Mato Grosso

Aprosoja MT reúne produtores em Primavera do Leste com debates no setor produtivo

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Evento destacou demandas regionais, atuação da entidade e impactos da geopolítica no agronegócio

Com intensa programação na região Sul de Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou, nesta quinta-feira (07.05), mais uma etapa do Circuito Aprosoja MT em Primavera do Leste. O encontro reuniu mais de 150 participantes no Centro de Eventos do Parque de Exposições do município.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou a importância do Circuito para aproximar a entidade dos produtores e compreender as demandas específicas de cada núcleo. “É importante que o produtor participe do Circuito para conhecer de perto o trabalho realizado pela Aprosoja MT. A entidade atua em pautas fundamentais para Primavera do Leste, como energia elétrica, demarcação de terras indígenas e outras demandas apresentadas pelo núcleo. Tudo isso é construído junto aos delegados, que representam os produtores e participam ativamente das discussões em Cuiabá”, afirmou.

O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, ressaltou a relevância histórica do evento, que chega à sua 20ª edição. “O Circuito nasceu praticamente junto com a entidade, que já tem 21 anos. É uma forma de estar próximo do associado, prestar contas das ações e levar informação ao produtor. Neste ano, trouxemos um tema extremamente atual: a geopolítica e seus impactos diretos nas decisões do agronegócio, especialmente em relação aos fertilizantes e aos custos de produção”, disse.

Entre as principais demandas da região, o delegado coordenador do núcleo de Primavera do Leste, Cristian Willy Braun, destacou os desafios relacionados à energia elétrica no campo e à expansão da irrigação.

“Primavera do Leste tem uma forte demanda ligada à irrigação, e isso passa diretamente pela qualidade do fornecimento de energia elétrica. Temos enfrentado dificuldades nesse sentido, e a Aprosoja MT já atua nessas discussões junto à concessionária. Além disso, o Circuito é importante porque permite que a diretoria escute os produtores e leve informações da sede para a base”, pontuou.

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Neste ano, o Circuito Aprosoja MT tem levado aos núcleos a palestra do cientista político Heni Ozi Cukier, o Professor HOC, onde aborda os impactos da geopolítica na economia global e como isso pode impactar o agronegócio brasileiro. Durante a palestra, HOC explicou como conflitos internacionais e rotas comerciais estratégicas influenciam diretamente os custos de produção e o mercado agrícola.

“As rotas comerciais são fundamentais para o comércio global e têm impacto direto sobre fertilizantes, combustíveis e logística. Um exemplo é o Estreito de Hormuz, região estratégica afetada pelas tensões envolvendo o Irã. Ao mesmo tempo, novas rotas surgem com o degelo do Ártico, reduzindo distâncias comerciais entre Europa e Ásia. Isso ajuda a explicar, por exemplo, o interesse estratégico na Groenlândia. A geopolítica influencia diretamente o comércio internacional, o transporte e os custos logísticos, e por isso é tão importante para o agro”, explicou.

Ao reunir produtores, lideranças e especialistas para discutir os principais desafios do setor, o Circuito Aprosoja MT reforça o compromisso da entidade com a defesa dos interesses dos associados e com a busca por soluções para as demandas do campo. A iniciativa também fortalece a proximidade entre a diretoria e os núcleos regionais, promovendo troca de informações, alinhamento de ações e apoio aos produtores em diferentes regiões do estado.

O Circuito Aprosoja MT deve finalizar a programação na Região Sul de Mato Grosso na próxima sexta-feira (08.05). Nas próximas semanas as reuniões ocorrem nas demais regiões do estado.

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Agrishow 2026: ‘vivendo uma tempestade’, diz presidente da feira sobre queda de 22% nos negócios

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Mães da pecuária: mulheres conciliam gestão de fazendas e criação dos filhos

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Muito antes do agro virar potência econômica em Mato Grosso, mulheres já ajudavam a construir o setor nos bastidores das fazendas, escritórios e propriedades rurais do estado. Entre planilhas, manejo de gado, lavoura e a criação dos filhos, muitas delas participaram diretamente da transformação da pecuária mato-grossense em uma das maiores do mundo.

É o caso da produtora rural Leane Altmann, de Nova Mutum, que chegou a Mato Grosso no fim da década de 1980 ao lado do marido em busca de oportunidades no interior do estado. Recém-formada e casada há pouco tempo, ela trocou o Sul do país por uma região que ainda começava a se desenvolver economicamente.

Inicialmente atuando apenas na agricultura, o casal passou a investir também na pecuária após adquirir uma propriedade rural com aptidão para criação de gado. Desde então, a atividade passou a fazer parte da rotina da família.

Hoje, além das áreas agrícolas em Nova Mutum, a família também mantém uma propriedade voltada exclusivamente à pecuária em Santa Rita do Trivelato. Ao longo da trajetória, Leane conciliou maternidade, administração rural e participação ativa em entidades do setor.

“Na época em que as crianças eram pequenas, eu fiquei mais na parte burocrática e também fui presidente do Sindicato Rural de Nova Mutum. Meu marido cuidava mais da fazenda da porteira para dentro”, conta.

Com o crescimento dos filhos, a produtora passou a assumir também a gestão de propriedades agrícolas, enquanto o casal dividia a administração dos negócios da família.

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Apesar da forte ligação com o agro, Leane afirma que nunca pressionou os filhos a seguirem o mesmo caminho. Ainda assim, dois deles já atuam diretamente nas atividades da família e o caçula avalia permanecer no setor. “Eu não imaginava que teria os três meninos na sucessão. Hoje vejo meus filhos com orgulho da atividade e isso me deixa muito satisfeita como mãe”.

Para ela, uma das principais mudanças das últimas décadas foi justamente a valorização da atividade agropecuária e da figura do produtor rural. “Hoje a agropecuária tem muita tecnologia. O produtor se valorizou e a família também passou a valorizar essa atividade. Isso ajuda a manter as novas gerações no campo”.

Além da sucessão familiar, a produtora destaca os desafios econômicos enfrentados pelo setor, marcado por oscilações de mercado, custos elevados e necessidade constante de adaptação. “Eu trabalho com agropecuária por opção. É uma atividade econômica que precisa dar resultado, mas também me traz satisfação pessoal”.

A diretora executiva do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Paula Sodré Queiroz, destaca que a presença feminina tem ganhado cada vez mais força na pecuária mato-grossense, tanto na gestão das propriedades quanto na adoção de práticas sustentáveis e modernas.

“A mulher pecuarista de Mato Grosso hoje não é apenas coadjuvante, ela planeja, ela decide, ela sustenta famílias e negócios, sendo uma das grandes forças do nosso agro”, afirma Paula.

Ela ressalta ainda que histórias como a de Leane representam uma geração de mulheres que ajudou a consolidar Mato Grosso como referência nacional na produção de alimentos. “Neste Dia das Mães, é importante reconhecer essas mulheres que não apenas ajudaram a construir famílias, mas também participaram da construção da pecuária do estado”.

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Estratégia alimentar ajuda a manter rebanhos bovinos em MT

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O período de seca na região Centro-Oeste está próximo, e o pecuarista precisa se programar para manter o gado saudável durante os meses de inverno. Entre maio e setembro, o clima é caracterizado por uma baixa umidade relativa do ar, ausência de chuvas e alta amplitude térmica, com dias quentes e noites frias, o que diminui a quantidade e a qualidade do pasto fornecido aos animais. Dessa forma, a alimentação dos rebanhos precisa ser reformulada, com a adoção de estratégias que evitem a desnutrição e a perda de peso dos bovinos.

O pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Luiz Orcírio Fialho de Oliveira, explica que para um bom planejamento no período de seca é necessário que o produtor siga algumas etapas, sendo a avaliação da quantidade de forragem armazenada a primeira. “Nesse período, as pastagens produzidas, em média, até 40% para as cultivares de Brachiaria e até 20% para as cultivares de Panicum do estimado da produção anual”, destaca.

Em seguida, é importante conhecer a demanda, ou seja, uma quantidade estimada de animais na fazenda para o período da seca. No entanto, o investigador salienta que, apesar de todos os cuidados preventivos, a capacidade de suporte das pastagens também reduz de forma significativa. “Estudos planejados pela Embrapa demonstraram necessidade de redução da carga animal de 30 a 50% para que sejam mantidas performances positivas em ganho de peso”, ressalta. Diante de um cenário em que o produtor opte por manter ou reduzir menos a carga, será necessário adicionar a possibilidade de produção e armazenamento de volumosos e/ou compra de insumos concentrados.

Mais opções para o produtor rural

O produtor pode investir na especificação de parte das pastagens, cerca de 20% a 30% da área ainda durante o período final das chuvas no verão, para que ocorra o armazenamento de capim que será necessário para consumo no período de seca. “Essa alternativa apresenta menores custos, pois a forragem é praticamente armazenada no campo e não exige nenhuma ação adicional”, esclarece o pesquisador. A ação requer, no entanto, um planejamento de estoque de rebanhos, pois ao ver uma área da fazenda sem redução de rebanhos, já que demais podem ficar superpastejadas e comprometidas.

O pesquisador ainda orienta o uso de outra alternativa semelhante, como o uso de forrageiras de safrinha, que podem ser resultados de uma integração ou mesmo de um plantio para aproveitamento durante a seca. Além das cultivares de forrageiras de Brachiaria e Panicum, existem opções como milheto, leguminosas e até aveia em algumas regiões mais ao Sul do Brasil.

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Mais uma opção viável é a preparação de volumosos para armazenamento na forma de silagens ou de feno (capineiras, lenha de milho, sorgo ou capim). Para silagens feitas a partir de milho e/ou sorgo, a opção deve ser por lavouras plantadas em safrinha, com colheita a partir de maio, dependendo da região. “Entretanto, devemos lembrar que o uso desse material só será possível após 30 dias de fechamento do silo, ou seja, se for feito entre maio e junho”, ressalta o pesquisador.

No caso de silagem de capim, ou de capineiras, convidamos acompanhar o desenvolvimento do campo e realizar o corte antes do capim perder seu valor nutricional. Nesse caso, o produtor perde um pouco o controle do período de corte, mas com planejamento é possível buscar realizar a fabricação da silagem fora do período de muitas chuvas, evitando perdas de qualidade do material. O pesquisador explica que “o importante é que a silagem esteja pronta para ser utilizada antes do período da seca, a fim de não prejudicar a oferta de alimento aos animais”.

Orcírio também cita que o feno é uma ótima opção para a alimentação dos animais na seca, mas que seu processo de fabricação é mais criterioso e geralmente necessita de equipamentos mais sofisticados – o que pode encarecer o processo. “Além disso, o período ideal de corte das gramíneas para se ter melhor qualidade nutricional, coincide com o período chuvoso, deixando arriscada a operação”, expõe o pesquisador. Apesar do desafio, é possível fazer fenos de diversas gramíneas e de leguminosas, como de cultivares de Estilosantes e de amendoim forrageiro. (com Talita Barbosa/Embrapa Gado de Corte)

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