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23 de setembro de 2026

Agro Mato Grosso

Aprosoja MT reúne produtores em Primavera do Leste com debates no setor produtivo

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Evento destacou demandas regionais, atuação da entidade e impactos da geopolítica no agronegócio

Com intensa programação na região Sul de Mato Grosso, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) realizou, nesta quinta-feira (07.05), mais uma etapa do Circuito Aprosoja MT em Primavera do Leste. O encontro reuniu mais de 150 participantes no Centro de Eventos do Parque de Exposições do município.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, destacou a importância do Circuito para aproximar a entidade dos produtores e compreender as demandas específicas de cada núcleo. “É importante que o produtor participe do Circuito para conhecer de perto o trabalho realizado pela Aprosoja MT. A entidade atua em pautas fundamentais para Primavera do Leste, como energia elétrica, demarcação de terras indígenas e outras demandas apresentadas pelo núcleo. Tudo isso é construído junto aos delegados, que representam os produtores e participam ativamente das discussões em Cuiabá”, afirmou.

O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, ressaltou a relevância histórica do evento, que chega à sua 20ª edição. “O Circuito nasceu praticamente junto com a entidade, que já tem 21 anos. É uma forma de estar próximo do associado, prestar contas das ações e levar informação ao produtor. Neste ano, trouxemos um tema extremamente atual: a geopolítica e seus impactos diretos nas decisões do agronegócio, especialmente em relação aos fertilizantes e aos custos de produção”, disse.

Entre as principais demandas da região, o delegado coordenador do núcleo de Primavera do Leste, Cristian Willy Braun, destacou os desafios relacionados à energia elétrica no campo e à expansão da irrigação.

“Primavera do Leste tem uma forte demanda ligada à irrigação, e isso passa diretamente pela qualidade do fornecimento de energia elétrica. Temos enfrentado dificuldades nesse sentido, e a Aprosoja MT já atua nessas discussões junto à concessionária. Além disso, o Circuito é importante porque permite que a diretoria escute os produtores e leve informações da sede para a base”, pontuou.

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Neste ano, o Circuito Aprosoja MT tem levado aos núcleos a palestra do cientista político Heni Ozi Cukier, o Professor HOC, onde aborda os impactos da geopolítica na economia global e como isso pode impactar o agronegócio brasileiro. Durante a palestra, HOC explicou como conflitos internacionais e rotas comerciais estratégicas influenciam diretamente os custos de produção e o mercado agrícola.

“As rotas comerciais são fundamentais para o comércio global e têm impacto direto sobre fertilizantes, combustíveis e logística. Um exemplo é o Estreito de Hormuz, região estratégica afetada pelas tensões envolvendo o Irã. Ao mesmo tempo, novas rotas surgem com o degelo do Ártico, reduzindo distâncias comerciais entre Europa e Ásia. Isso ajuda a explicar, por exemplo, o interesse estratégico na Groenlândia. A geopolítica influencia diretamente o comércio internacional, o transporte e os custos logísticos, e por isso é tão importante para o agro”, explicou.

Ao reunir produtores, lideranças e especialistas para discutir os principais desafios do setor, o Circuito Aprosoja MT reforça o compromisso da entidade com a defesa dos interesses dos associados e com a busca por soluções para as demandas do campo. A iniciativa também fortalece a proximidade entre a diretoria e os núcleos regionais, promovendo troca de informações, alinhamento de ações e apoio aos produtores em diferentes regiões do estado.

O Circuito Aprosoja MT deve finalizar a programação na Região Sul de Mato Grosso na próxima sexta-feira (08.05). Nas próximas semanas as reuniões ocorrem nas demais regiões do estado.

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Fazendeiro é condenado por degradação na Terra Indígena Marãiwatséd, em MT

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O Ministério Público Federal (MPF) obteve a condenação de um fazendeiro a recuperar 145,81 hectares degradados dentro da Terra Indígena Marãiwatsédé, em Mato Grosso. A sentença, da Vara Federal Cível e Criminal de Barra do Garças, também determinou que ele não realize atividades incompatíveis com a recuperação ambiental e fixou indenização por dano moral coletivo.

A ação civil pública apurou o impedimento da regeneração de floresta nativa e a manutenção de lavoura de soja mesmo após o embargo da área. Em 2008, fiscais do Ibama constataram a degradação e aplicaram multa de R$ 7,86 milhões. Em 2010, nova fiscalização encontrou plantação de soja na área embargada, resultando em outra multa, de R$ 1 milhão, e na apreensão de 47 mil sacas do produto.

A área originalmente discutida na ação tinha 1.571,20 hectares. Como 1.425,39 hectares já eram objeto de outro processo, a sentença analisou os 145,81 hectares remanescentes.

O fazendeiro deverá apresentar, em até 90 dias após o trânsito em julgado, um plano de recuperação de área degradada (PRAD) e executá-lo até a completa recuperação da área. A sentença também estabeleceu que eventual indenização por danos materiais será aplicada apenas se a recuperação for tecnicamente impossível ou houver descumprimento injustificado das medidas determinadas.

A indenização por dano moral coletivo foi fixada em 5% do valor da reparação material, a ser calculado posteriormente. Segundo a sentença, a degradação atingiu extensa área de floresta amazônica dentro de terra indígena e continuou mesmo após o embargo, afetando bem ambiental coletivo e território destinado constitucionalmente ao povo Xavante.

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Os valores deverão ser destinados ao fundo previsto na Lei da Ação Civil Pública, com preferência para projetos de recuperação da própria Terra Indígena Marãiwatsédé.

A decisão é de primeira instância e pode ser contestada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

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Ave rara e ameaçada é registrada em área de preservação em MT

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Uma marianinha-de-cabeça-amarela (Pionites leucogaster), ave ameaçada de extinção, foi registrada nesse fim de semana por uma equipe de monitoramento ambiental na área de preservação do reservatório de uma usina hidrelétrica, entre Nova Canaã do Norte e Colíder, a 696 km e 650 km de Cuiabá, respectivamente.

O registro foi feito durante um trabalho de acompanhamento dos animais que vivem na região. De acordo com a equipe, a identificação da ave ajuda os pesquisadores a conhecer melhor a fauna local e a reunir informações para ações de proteção da espécie.

marianinha-de-cabeça-amarela é classificada como “em Perigo” pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), o que significa que existe um alto risco de extinção. A ave é difícil de ser encontrada e costuma viver nas partes mais altas das árvores da Amazônia.

Com cerca de 23 centímetros, a ave tem cabeça alaranjada, rosto e pescoço amarelos, peito branco e corpo verde. Ela faz parte da mesma família dos papagaios e periquitos e também é conhecida como periquito-d’anta.

A espécie também é encontrada no Peru e na Bolívia. Ela vive principalmente em florestas preservadas e se alimenta de frutos, pétalas e néctar de flores. Ao espalhar sementes, ajuda no crescimento de novas plantas e na renovação das florestas.

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A ave faz seus ninhos em buracos de árvores que ficam entre 15 e 30 metros de altura. A reprodução acontece principalmente em janeiro, quando a fêmea coloca ovos branco-amarelados.

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Avião que buscaria deputado Júlio Campos em MT pousa às margens de rodovia após emergência

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avião que buscaria o deputado Júlio Campos (União) realizou um pouso de emergência em Araguaiana, a 570 km de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (22). Conforme informações da assessoria, o parlamentar não estava na aeronave no momento do acidente.

A aeronave faria o translado de Aragarças (GO) para o município de Araguaiana (MT), onde embarcaria o deputado Júlio Campos e assessores para retorno a capital.

“Por motivos ainda desconhecidos a referida aeronave teve que fazer um pouso de emergência as margens da rodovia MT-100, na ocasião a aeronave estava apenas com o comandante a bordo, estamos providenciando comunicado as autoridades competentes. O comandante passou por avaliação médica no local e já foi liberado”, informou a empresa de táxi aéreo.

 

Um vídeo gravado no local mostra a aeronave às margens de uma estrada, próximo a uma fazenda (vídeo abaixo). Alguns carros circulavam na região no momento do pouco, mas nenhum veículo foi atingido.

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Avião do deputado Julio Campos parou às margens de estrada em MT — Foto: Reprodução

Segundo a assessoria, a situação foi controlada rapidamente e não há feridos. As circunstâncias que levaram ao pouso de emergência ainda são investigadas.

A aeronave de prefixo PT-VOD é um bimotor de pequeno porte, modelo Neiva EMB-810D Seneca III, usada para táxi aéreo no estado. Segundo o Registro Aeronáutico Brasileiro da Anac, ela foi fabricada em 1991.

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