Sustentabilidade
Até 2050, biológicos devem atingir 50% do mercado de proteção de cultivos – MAIS SOJA

O uso de controle biológico para a proteção de cultivos deve atingir o patamar de 50% do mercado até 2050 no Brasil. A avaliação é do pesquisador da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Meio Ambiente, Wagner Bettiol, que abriu o primeiro dia da terceira edição do BioSummit, que este ano tem como tema “Bioinsumos e agricultura regenerativa: cultivando o futuro sustentável”. O evento está sendo realizado no Expo Dom Pedro, em Campinas (SP), e segue hoje com uma programação robusta de painéis e palestras com especialistas do tema.
A análise do pesquisador é baseada em números do crescimento do mercado e foi feita durante a palestra “Controle biológico: sustentabilidade nos cenários de mudança climática”. Em 2025, por exemplo, o uso de controle biológico alcançou um crescimento 12% do mercado no país. “Cinco anos atrás registrávamos em torno de 3% de crescimento ao ano. A curva de crescimento do mercado mundial de pesticidas químicos, até 2030, vai ser 5% do controle químico. Há também países onde o controle químico está diminuindo no mercado. Para 2030, a previsão é que dos 106 bilhões de dólares de proteção de cultivos em nome geral, cerca de 18 bilhões sejam de controle biológico. Ou seja, o mercado será de 20% de controle biológico”, explica.
Entre os fatores que já impulsionam esse crescimento, Bettiol elenca a pressão dos consumidores por produtos mais “limpos”, problemas de registro e de desenvolvimento de produto, e o surgimento de novas tecnologias biológicas. De acordo com o pesquisador, hoje praticamente todos os grandes produtores brasileiros já usam controle biológico em suas propriedades, e que em dez anos o mesmo poderá ocorrer com médios e pequenos produtores, se forem dadas as condições ideais para isso.
“Para atingir essa totalidade precisamos, em primeiro lugar, levar o conhecimento para esse agricultor, que ainda não tem acesso às informações sobre o controle biológico. Precisamos ampliar a ciência técnica, treinamentos e levar esse conhecimento para esses agricultores. Já estão surgindo empresas de tecnologia que estão trabalhando com nichos de mercado menores, e levando esse conhecimento para esses pequenos produtores”, pontua.
Mudança climática
Bettiol também abordou a importância do controle biológico para sustentabilidade e mudanças climáticas. “Para produzir um quilo de pesticida a gente emite pelo menos cinco vezes mais dióxido de carbono do que para produzir a mesma quantidade de biológico. Só isso já mostra o efeito benéfico desse controle aqui para o ambiente”, destaca.
Além disso, o pesquisador lembra que ao se aplicar um agente de controle biológico, seja na parte aérea ou no solo, já se melhora a qualidade desse solo. “Com isso, aumenta a população microbiana nesse solo e melhora o crescimento do sistema radicular, e o carbono fica retido no solo. O agente de controle biológico aumenta a produtividade, porque melhora a fisiologia da planta como um todo, que vai ter menos estresse e produzir mais. Consequentemente, vou usar menos energia para produzir mais. Ou seja, essa planta vai produzir mais alimento com menor emissão de carbono. Menos carbono na atmosfera vai diminuir os problemas de mudança climática.”
No painel “Cana em Evidência”, durante a palestra “Avanços biológicos na cultura da cana”, o palestrante Weber Valério, da consultoria AgroCiência, mostrou que houve um crescimento de 39% do uso de biológicos na cultura em 2025 em relação a 2024, movimentando R$ 716 milhões. De acordo com ele, a distribuição ficou em 42% para bioinseticidas, 34% para biofungicidas e 24% bionematicidas.
Para a CEO da FB Group, organizadora do evento, Daiana Lopes, o primeiro dia de evento superou as expectativas. “Tivemos um público além do esperado, que pôde assistir a palestras de altíssimo nível sobre diversos tema ligados ao controle biológico. Amanhã a programação continua com o mesmo patamar de painéis e palestras.”
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Emater/RS: Safra de arroz se aproxima do fim no RS com rendimento elevado e boa qualidade industrial – MAIS SOJA

Arroz: A colheita se encontra em fase final no Estado, alcançando 96%. O avanço foi favorecido por janelas de tempo firme ao longo do período, ainda que interrompido pontualmente por precipitações a partir de 01/05. As lavouras remanescentes estão em estádio de maturação plena, aguardando condições propícias de trafegabilidade e redução de umidade nos grãos para conclusão das operações.
O desempenho produtivo da safra está elevado, resultado de condições climáticas predominantemente favoráveis durante o ciclo, de adequada disponibilidade hídrica e de excelente desenvolvimento das plantas.
A produtividade e a qualidade industrial apresentam patamares condizentes entre as regiões produtoras. Nesse contexto, destacam-se os elevados rendimentos de grãos inteiros e a baixa incidência de defeitos, o que indica qualidade superior em relação à safra anterior.
A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, antes das chuvas em 01/05, as condições climáticas permitiram maior eficiência nas operações. Em São Gabriel, 96% dos 25.800 hectares cultivados foram colhidos. Em algumas áreas remanescentes, foram registradas perdas pontuais por acamamento após a ocorrência de precipitações superiores às previstas.
A qualidade do grão está elevada, com rendimento de grãos inteiros superior a 58% e baixa incidência de defeitos, como grãos gessados e barriga branca (área opaca e esbranquiçada no endosperma), conforme avaliações na Unidade de Classificação da Emater/RS-Ascar, em Uruguaiana.
Na de Pelotas, a colheita atinge 98% da área cultivada, e restam 2% das lavouras em estágio maduro e prontas para colheita. A produtividade média regional está estimada em 9.647 kg/ha, consolidando desempenho elevado na safra.
Na de Santa Maria, a colheita se aproxima de 95%. A produtividade média está em torno de 8.000 kg/ha. Na de Soledade, a colheita alcança 94%, com avanço favorecido por períodos de tempo firme e interrupções pontuais por chuvas no final de semana. Em diversos municípios, as operações já foram concluídas. O padrão produtivo está adequado, e a produtividade e a qualidade dos grãos estão elevadas, refletindo em alto rendimento de engenho.
Comercialização (saca de 50 quilos)
O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,72%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,93 para R$ 61,37.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Biocombustíveis no Brasil: Expansão, Sustentabilidade e o Potencial da Carinata – MAIS SOJA

Foto de capa: Planeta Campo (2025).
A produção de biocombustíveis tem se consolidado como um dos pilares da matriz energética brasileira, contribuindo para a redução da dependência de combustíveis fósseis e das emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEE). No ano de 2024, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP, 2025), o Brasil atingiu um recorde histórico, com a produção de 793 mil barris por dia, representando aproximadamente 46 bilhões de litros de etanol e biodiesel. Se compararmos aos anos anteriores, em 2023 e 2022 foram produzidos 43 e 37 bilhões de litros respectivamente, o que demonstra um aumento gradativo na produção de biocombustíveis (ANP, 2025).
Esse volume representa não apenas um avanço tecnológico e logístico, mas também a consolidação do país como um dos líderes mundiais na produção de biocombustíveis (BRASIL, 2024). De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, 2022), o Brasil ocupa a segunda posição global em produção de biocombustíveis, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (Figura 1), e desempenha papel estratégico no cumprimento das metas internacionais de descarbonização, especialmente no setor de transportes.
Nos Estados Unidos, maior produtor mundial, a capacidade instalada de etanol alcançou cerca de 18 bilhões de galões/ano no início de 2024 (EIA, 2024), a produção média nas quatro semanas encerradas em 23 de maio de 2025 foi de aproximadamente 1,03 milhão de barris/dia (EIA, 2025) e, em 2023, a capacidade de diesel renovável superou a de biodiesel (EIA, 2023).
Na União Europeia, a participação de renováveis no transporte chegou a 10,8% em 2023 (EUROSTAT, 2025), enquanto as biorrefinarias produziram cerca de 6,4 bilhões de litros de etanol em 2023 (EPURE, 2024).
Figura 1: Evolução da produção de biocombustíveis no mundo.
Esse protagonismo brasileiro está diretamente relacionado ao uso intensivo da cana-de-açúcar como matéria-prima para o etanol. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA, 2024), na safra 2023/2024 foram produzidos aproximadamente 30,2 bilhões de litros de etanol a partir da cana-de-açúcar, o que corresponde a cerca de 85% da produção total de etanol no país.
Outro aspecto relevante diz respeito à eficiência ambiental do etanol de cana-de-açúcar. Estudos da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, 2023) mostram que o etanol brasileiro apresenta uma emissão de CO2 até 90% menor que a gasolina. Esse diferencial é fruto tanto do ciclo biológico da cana quanto das tecnologias aplicadas nas usinas brasileiras, que utilizam fontes renováveis em seus processos produtivos (NUNES, 2017). Tais características tornam o etanol brasileiro altamente competitivo e desejável nos mercados internacionais, sobretudo frente à demanda crescente por combustíveis sustentáveis, como os exigidos pela União Europeia e por companhias aéreas globais (MOSQUERA, 2024).
No entanto, a predominância da cana-de-açúcar como a principal matéria-prima para o etanol apresenta riscos associados à variabilidade climática. Em anos de anomalias climáticas, como os registrados em 2021 e 2023, a produção foi severamente impactada por longas estiagens, geadas e ondas de calor, comprometendo o fornecimento de matéria-prima para as usinas (CONAB, 2023). Além disso, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2022) projeta que o Brasil poderá enfrentar, até 2050, um aumento de 2 a 4 °C nas temperaturas médias, além de alterações significativas no regime de chuvas, com maior frequência de eventos extremos como secas, tempestades e inundações. Tais cenários colocam em risco não apenas a estabilidade da produção agrícola, mas também a segurança energética e alimentar do país.
Diante disso, a diversificação de culturas e a expansão de áreas para outros estados tornam-se estratégias cruciais para mitigar os impactos das mudanças climáticas e reduzir a dependência de uma única commodity energética. Nesse sentido, a introdução da Carinata (Brassica carinata) no sistema produtivo brasileiro representa uma inovação relevante. Também conhecida como mostarda-etíope, essa oleaginosa é originária do nordeste da África, e tem demonstrado grande potencial para uso na produção de biocombustíveis avançados, especialmente bioquerosene de aviação (Biojet fuel) e biodiesel. Conforme estudo de Mulvaney et al. (2019), suas sementes apresentam teores médios de 39,7% de óleo e 31,6% de proteína (Tabela 1), com predominância de ácidos graxos monoinsaturados (57,2%), o que facilita sua conversão industrial em combustíveis de alta qualidade.
Tabela 1: Composição química das sementes de Brassica carinata em 304 amostras analisadas.
| Parâmetro | Média (%) |
| Concentração de óleo | 39,7 |
| Proteína na semente | 31,6 |
| Ácidos graxos saturados | 6,2 |
| Ácidos graxos monoinsaturados | 57,2 |
| Ácidos graxos poli-insaturados | 35,9 |
Fonte: Adaptado de Mulvaney et al. (2019).
A carinata também se destaca por seu ciclo adaptado ao cultivo no inverno (Figura 2), sendo uma alternativa eficiente para o período de entressafra da soja e do milho. De acordo com Santos et al. (2020), “as principais doenças que afetam as culturas de brássicas no Brasil incluem a hérnia das crucíferas (Plasmodiophora brassicae) e o míldio (Peronospora parasitica), as quais representam sérios desafios fitossanitários”.
Essas características também reforçam a semelhança da cultura com a canola quanto a exigências nutricionais e manejo (GUIMARÃES et al., 2022; INSTITUTO BIOLÓGICO, 2024). Em estudos nos Estados Unidos foram observadas necessidades médias de 100 kg/ha de nitrogênio, 68 kg/ha de fósforo, 57 kg/ha de potássio e 24 kg/ha de enxofre para produtividades de 30 a 46 sacas/ha (SEEPAUL et al., 2021).
Com relação ao preço de mercado, a saca de carinata girava em torno de R$ 110,00 em 2024 (GLOBO RURAL, 2025), conferindo-lhe competitividade frente a outras culturas de inverno tradicionais como trigo, que no início de 2025 custava R$ 70,00 a saca (COTRIJAL, 2025). De acordo com o Canal Rural (2024), foram cultivados cerca de 7 mil hectares de carinata no Brasil em 2024, com estimativa de expansão para 50 mil hectares em 2025, representando um aumento de mais de 600% da área cultivada.
Figura 2: Plantas de carinata em estágio de florescimento.
Mais do que uma alternativa produtiva, a carinata contribui para a sustentabilidade do sistema agrícola. Permite a rotação de culturas com diferentes plantas de inverno, melhorando a estrutura do solo por evitar sua exposição direta à radiação solar e à erosão (SOARES et al., 2018). Isso reforça sua utilidade não apenas como geradora de energia, mas como componente de um modelo agroecológico resiliente.
Portanto, a cana-de-açúcar continuará a desempenhar papel central na matriz energética brasileira, especialmente pela eficiência do etanol. Contudo, a intensificação dos impactos das mudanças climáticas impõe a necessidade de diversificação agrícola.
Nesse contexto, a carinata se apresenta como uma cultura estratégica não somente para os produtores interessados em diversificar seus sistemas de cultivo, mas também capaz de reduzir a sazonalidade da produção de biocombustíveis, com benefícios econômicos, ambientais e agronômicos. Sua inclusão nos sistemas produtivos brasileiros, como no Centro-Oeste, no Sul e no Sudeste, contribui para um modelo mais sustentável e adaptado aos compromissos internacionais de neutralidade de carbono.
Sobre o autor: Kauê da Cunha Beier é Acadêmico do 7º semestre do curso de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria, Bolsista do grupo PET Agronomia. E-mail: kauecunhabeier@gmail.com
Coautores : Fábio Joel Kochem Mallmann, Beatriz Schopf, Amanda Marim, Gustavo Luft.
Referências
ANP – AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS (Brasil). Boletim de biocombustíveis: 2024. Brasília: ANP, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/exploracao-e-producao-de-oleo-e-gas/dados-tecnicos/acervo-de-dados. Acesso em: 28 abr. 2025.
BRASIL. Produção de biocombustíveis cresce no Brasil e alcança recorde histórico. Agência Brasil, 18 jul. 2024. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202407/producao-de-biocombustiveis-cresce-no-brasil-e-alcanca-recorde-historico-1. Acesso em: 24 ago. 2025.
CANAL RURAL. Carinata: oleaginosa avança nas lavouras brasileiras. Disponível em: https://www.canalrural.com.br. Acesso em: 28 abr. 2025.
CONAB – COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Acompanhamento da safra brasileira: Cana-de-açúcar, safra 2023. Brasília: CONAB, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/conab/pt-br. Acesso em: 28 abr. 2025.
COTRIJAL. Cotações. Disponível em: https://www.cotrijal.com.br/. Acesso em: 8 maio 2025.
EPE – EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA. Balanço energético nacional: 2024. Brasília: EPE, 2024. Disponível em: https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/balanco-energetico-nacional-2024. Acesso em: 28 abr. 2025.
EIA – U.S. ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION. U.S. Fuel Ethanol Plant Production Capacity (as of Jan. 1, 2024). Washington, DC: EIA, 15 ago. 2024. Disponível em: https://www.eia.gov/petroleum/ethanolcapacity/. Acesso em: 24 ago. 2025.
EIA – U.S. ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION. In 2023, U.S. renewable diesel production capacity surpassed biodiesel production capacity. Today in Energy, 5 set. 2023. Disponível em: https://www.eia.gov/todayinenergy/detail.php?id=60281. Acesso em: 24 ago. 2025.
EIA – U.S. ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION. Weekly Ethanol Plant Production (Thousand Barrels per Day) – 4-Week Average. Washington, DC: EIA, 2025. Disponível em: https://www.eia.gov/dnav/pet/pet_pnp_wprode_s1_w.htm. Acesso em: 24 ago. 2025.
EPA – Environmental Protection Agency. Lifecycle Analysis of Greenhouse Gas Emissions under the Renewable Fuel Standard. Washington, DC: EPA, 2023. Disponível em: https://www.epa.gov/renewable-fuel-standard-program/lifecycle-analysis-greenhouse-gas-emissions-under-renewable-fuel. Acesso em: 1 maio 2025.
EPURE. European renewable ethanol – key figures 2023. Bruxelas: ePURE, 2024. Disponível em: https://www.epure.org/wp-content/uploads/2024/09/240904-DEF-PR-European-renewable-ethanol-Key-figures-2023-WEB.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.
EUROSTAT. Share of renewables in transport rose in 2023. News article, 7 fev. 2025. Disponível em: https://ec.europa.eu/eurostat/web/products-eurostat-news/w/ddn-20250207-1. Acesso em: 24 ago. 2025.
IEA – AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA. Renewable Energy Market Update – Outlook for 2024 and 2025. Paris: IEA, 2024. Disponível em: https://www.iea.org/reports/renewables-2024. Acesso em: 28 abr. 2025.
IFSP – Instituto Federal de São Paulo. Cana-de-açúcar: a produção de etanol e seus benefícios. São Paulo: Instituto Federal de São Paulo, 2017. Disponível em: https://brt.ifsp.edu.br/phocadownload/userupload/213354/IFMAN170005%20CANA%20DE%20ACAR%20A%20PRODUO%20DE%20ETANOL%20E%20SEUS%20BENEFCIOS.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.
INTERNATIONAL PANEL ON CLIMATE CHANGE (IPCC). Sixth assessment report: climate change 2022. Genebra: IPCC, 2022. Disponível em: https://www.ipcc.ch/assessment-report/ar6/ Acesso em: 1 maio 2025.
GLOBO RURAL. Carinata é alternativa para período de entressafra de grãos. Globo Rural, 18 jan. 2025. Disponível em: https://globorural.globo.com/agricultura/noticia/2025/01/carinata-e-alternativa-para-periodo-de-entressafra-de-graos.ghtml. Acesso em: 28 abr. 2025.
GUIMARÃES, C. G.; SANTOS, A. dos; RODRIGUES, E. V.; LAVIOLA, B. G. Canola: panorama atual e tecnologias de produção no Brasil. Brasília, DF: Embrapa, 2022. (Documentos / Embrapa Agroenergia, 40). ISSN 2177-4439. Disponível em: http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1140176. Acesso em: 24 ago. 2025.
MOSQUERA, Luis R. Biofuel Dynamics in Brazil: Ethanol–Gasoline Price Parity and Competitiveness in Renewable Energy Transition. Energies, v. 17, n. 21, p. 5265, 2024. Disponível em: https://www.mdpi.com/1996-1073/17/21/5265. Acesso em: 28 abr. 2025
MULVANEY, M. J. et al. Carinata (Brassica carinata) as an industrial oilseed crop: oil composition and agronomic performance. Industrial Crops and Products, Amsterdam, v. 134, p. 274–282, 2019. Disponível em: https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.2134/agronj2018.05.0316. Acesso em: 28 abr. 2025
NUNES, Elis Fernando. Cana-de-açúcar: a produção de etanol e seus benefícios. São Paulo: Instituto Federal de São Paulo, 2017. Disponível em: https://brt.ifsp.edu.br/phocadownload/userupload/213354/IFMAN170005%20CANA%20DE%20ACAR%20A%20PRODUO%20DE%20ETANOL%20E%20SEUS%20BENEFCIOS.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.
SANTOS, C. A. dos; et al. Produção de brássicas na região Serrana do Rio de Janeiro. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2020. Disponível em: https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/10023/3/2020%20-%20Carlos%20Antonio%20dos%20Santos.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.
SEEPAUL, R. et al. Nutrient management and yield performance of Brassica carinata. Agronomy Journal, Madison, v. 113, n. 1, p. 234–243, 2021. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/gcbb.12804. Acesso em: 28 abr. 2025
SOARES, R. et al. Avaliação da estabilidade de agregados em marcadores ambientais terrestres do Antropoceno submetidos a diferentes períodos de pousio. 2018. Disponível em. http://static.sites.sbq.org.br/rvq.sbq.org.br/pdf/v10n6a05.pdf Acesso em: 28 abr. 2025
UNIÃO DA INDÚSTRIA DE CANA-DE-AÇÚCAR (UNICA). Produção de etanol no Brasil – safra 2023/2024.Disponível em: https://www.unica.com.br. Acesso em: 28 abr. 2025.
Sustentabilidade
Colheita do milho avança lentamente no RS, com safrinha sustentando potencial produtivo – MAIS SOJA

A colheita da cultura evoluiu lentamente, condicionada principalmente ao ciclo das lavouras de safrinha, que ainda estão em fases de enchimento de grãos e maturação fisiológica. A priorização operacional de culturas mais suscetíveis às precipitações do período também contribuiu para a menor intensidade das operações.
As áreas implantadas em épocas mais precoces ou intermediárias se encontram majoritariamente colhidas (93%). Restam parcelas conduzidas em sistemas de menor escala, frequentemente com colheita manual ou mecanização de menor capacidade.
As condições meteorológicas do período (chuvas e menor demanda evaporativa) favoreceram a manutenção da umidade no solo e sustentaram o potencial produtivo das lavouras em enchimento de grãos (3%). A ocorrência de geadas de baixa intensidade, seguida por dias ensolarados, tende a acelerar a perda de umidade dos grãos em maturação (4%), sem impacto relevante sobre cultivos ainda em fase reprodutiva.
A sanidade das lavouras em safrinha, de modo geral, continua adequada, com baixa incidência de enfezamentos, refletindo o controle satisfatório do vetor. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.
intensidade, seguidas por dias ensolarados, o que favoreceu a perda de umidade dos grãos em lavouras conduzidas principalmente pela agricultura familiar na Campanha e Fronteira Oeste, onde a colheita ocorre de forma escalonada, manual ou com colhedoras adaptadas. Os cultivos de segunda safra, inclusive de implantação tardia, não sofreram impactos significativos e mantêm o bom enchimento de grãos. Em Maçambará e Manoel Viana, observa-se planejamento antecipado da próxima safra. Porém, a elevação expressiva no preço dos fertilizantes deve refletir diretamente no nível de investimento nas lavouras e, consequentemente, no seu potencial produtivo.
Na de Caxias do Sul, a colheita supera 80%, com predominância de áreas já colhidas em sistemas empresariais. Ainda há lavouras por colher em pequenas propriedades, conduzidas com colheita gradual.
Na de Erechim, a colheita atinge 95%, e a produtividade média está estimada em aproximadamente 9.000 kg/ha. O desempenho é considerado satisfatório, e há relativa uniformidade entre áreas já colhidas.
Na de Pelotas, 54% foram colhidos. As remanescentes se distribuem entre enchimento de grãos (20%), florescimento (2%) e maturação (24%). As condições de umidade do solo, associadas à menor evapotranspiração e à ocorrência de chuvas, têm favorecido a recuperação do potencial produtivo nas áreas ainda em definição de rendimento.
Na de Santa Maria, a colheita supera 75%. Aproximadamente 22% das lavouras se encontram em maturação, enquanto 8% — correspondentes à safrinha — estão em enchimento de grãos.
Na de Santa Rosa, a colheita alcança 95%. Os cultivosremanescentes estão em estádios de floração (1%), enchimento de grãos (3%) e maturação (1%). Na de Soledade, 70% foram colhidos. As lavouras implantadas entre novembro e janeiro estão principalmente em enchimento de grãos (22%), e há parcelas em maturação fisiológica (3%) e maturação de colheita (5%). As condições de temperatura relativamente elevada para o período, associadas à boa disponibilidade hídrica e radiação solar, favorecem a continuidade do desenvolvimento e a definição do peso de grãos, apesar do alongamento do ciclo em função da redução sazonal de radiação.
Comercialização (saca de 60 quilos)
Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho reduziu 0,12%, de R$ 58,19 para R$ 58,12 em média no Estado.
Fonte: Emater/RS
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