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31 de julho de 2026

Sustentabilidade

Clima extremo pode aumentar a produção de soja, mas reduzir sua qualidade, aponta estudo do CeMEAI – MAIS SOJA

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Maior produtor de soja do mundo, o Brasil tem sua balança comercial fortemente atrelada ao grão. Além da importância econômica, a cultura da soja é considerada um pilar fundamental para a segurança alimentar no mundo, sendo amplamente utilizada na produção de alimentos, ração animal, biocombustíveis e em insumos da indústria cosmética. Diante dessa relevância, pesquisadores da USP São Carlos uniram suas expertises para prever como a cultura pode ser afetada por condições como altas temperaturas, seca e níveis elevados de gás carbônico – características cada vez mais presentes no contexto da emergência climática. 

Publicado na revista Food Research International, o estudo contou com a participação da pesquisadora Cibele Russo, do Centro de Ciências Matemáticas Aplicadas à Indústria (CeMEAI), e combinou experimentos biológicos com modelagem estatística e inteligência artificial (IA).

“A pesquisa inova ao articular uma modelagem estatística tradicional, baseada em modelos lineares generalizados e planejamento de experimentos, com técnicas de aprendizado de máquina, utilizadas para simular cenários que não podem ser reproduzidos com facilidade em laboratório”, explica a docente do Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação (ICMC) da USP, em São Carlos.

A expectativa dos pesquisadores era que os efeitos combinados dos estresses ambientais iriam reduzir drasticamente a produção do grão. No entanto, segundo a doutoranda Janaina da Silva Fortirer, do Programa Interunidades de Pós-graduação em Bioinformática, a simulação revelou um comportamento diferente. 

“O aumento da concentração de gás carbônico impulsiona a produção de soja, ao mitigar parte dos danos causados pelas altas temperaturas e pela seca. Entretanto, se por um lado há aumento da biomassa e do rendimento dos grãos, por outro esse ganho vem acompanhado de uma queda na qualidade nutricional”, relata a primeira autora do artigo. 

Compreender essa dinâmica, segundo a pesquisadora, é fundamental para orientar estudos futuros e antecipar os impactos das mudanças climáticas na agricultura do país.

Como a pesquisa foi feita

Para chegar a esses resultados, os pesquisadores partiram de experimentos conduzidos em condições que simulavam cenários futuros, com variações de temperatura, disponibilidade de água e concentração de gás carbônico, tanto de forma isolada quanto em combinações duplas. A plantação foi acompanhada durante todo o ciclo de desenvolvimento da planta, com dados sendo coletados no início, na fase intermediária e ao final, com 125, quando foi feita a colheita.

Os grãos da soja passaram então por uma análise bioquímica detalhada, que incluiu a medição de proteínas, lipídios, açúcares, amido e aminoácidos. Essa etapa permitiu avaliar não apenas a produtividade, mas também as alterações na qualidade nutricional da soja sob diferentes condições ambientais.

Com base nesses dados, os pesquisadores aplicaram modelos lineares generalizados, uma abordagem estatística capaz de lidar com relações não lineares entre as variáveis. “Levando em conta as especificidades dos dados, propus o uso desses modelos, o que nos permitiu avaliar a interação entre os diferentes fatores e seus efeitos sobre a produção e a qualidade do grão”, explica Cibele.Entretanto, os pesquisadores também queriam analisar o chamado “efeito triplo”, que envolve a ação simultânea de gás carbônico elevado, altas temperaturas e seca. Segundo Janaina, reproduzir essas três condições ao mesmo tempo em laboratório ainda é difícil em muitos contextos. “Tínhamos os dados de cada condição separadamente, mas não era possível reunir os três fatores ao mesmo tempo no laboratório. Simular os três agentes ao mesmo tempo exige uma estrutura complexa, além de alto investimento e tempo para implementação”, afirma.

Diante desse desafio, a equipe recorreu à ciência de dados. Utilizando os resultados dos experimentos duplos como base, foram aplicados algoritmos de aprendizado de máquina para simular o efeito combinado dos três fatores. Entre os modelos testados, o XGBoost apresentou maior precisão nas previsões.

As simulações indicaram que, sob o efeito triplo, a soja apresentaria aumento de 35% nos açúcares solúveis e de até 175% nos aminoácidos. Por outro lado, os resultados apontaram uma redução de 20% no amido e de cerca de 6% no teor de proteína dos grãos, evidenciando o impacto direto das mudanças climáticas na qualidade nutricional da soja.

“Essa perda é um ponto de atenção tanto para a segurança alimentar quanto para as políticas de exportação, já que o valor nutricional é um fator estratégico para a competitividade da soja brasileira”, afirma Janaina.

Aplicação das Ciências de Dados 

O avanço da pesquisa conduzida pela doutoranda Janaina Fortirer só se tornou possível a partir da incorporação de ferramentas da ciência de dados. Formada em Biologia, ela buscou, em 2024, o MBA em Ciências de Dados do ICMC e do CeMEAI para aprofundar seus conhecimentos em estatística e aprendizado de máquina e, assim, conseguir lidar com a análise de um conjunto de dados experimentais.

“Os experimentos haviam sido realizados entre 2019 e 2020, mas as informações permaneceram sem exploração por anos. Faltava, até então, uma abordagem metodológica capaz de extrair respostas mais complexas desses dados”, comenta Janaina.

Foi nesse contexto que surgiu a parceria com a professora Cibele, que atuou como orientadora no MBA e passou a colaborar diretamente com a pesquisa.  

“O trabalho ficou muito interessante porque a gente conseguiu mobilizar diferentes abordagens ao longo do processo. Eu costumo dizer aos alunos que o cientista de dados constrói uma espécie de caixa de ferramentas, que vai sendo ampliada ao longo da formação. E quanto mais ferramentas ele tem, melhor tende a ser a qualidade dos modelos e das previsões”, explica Cibele. 

Para a doutoranda, o tipo de abordagem proposta na pesquisa abre caminho para aplicações práticas no campo. “A partir de dados coletados ainda nas fases iniciais do cultivo, produtores podem estimar a produtividade da lavoura e antecipar decisões de manejo, reduzindo riscos e perdas. Além disso, os resultados contribuem para o desenvolvimento de cultivares mais resistentes a condições extremas, cada vez mais frequentes em cenários de mudanças climáticas”, diz.

A pesquisa também reforça que a qualidade do grão é tão estratégica quanto a quantidade produzida. Para consumo alimentar, o teor de proteína é um dos principais critérios. Já na produção de óleo, outros componentes ganham relevância.

“Dependendo da finalidade, as características da soja ganham pesos diferentes. No caso do óleo, por exemplo, o teor de ácido linolênico precisa ser monitorado, porque variações podem afetar o odor e a qualidade do produto final”, explica Janaina.

Para a docente do MBA em Ciências de Dados, a publicação do estudo em uma revista de alto impacto, com fator de impacto 8.0 e classificação Qualis A1 na área de Ciência de Alimentos, reforça a relevância da pesquisa e o potencial da integração entre diferentes áreas do conhecimento para enfrentar desafios complexos como os impostos pelas mudanças climáticas.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Preços da soja sobem aqui e em Chicago e comercialização melhora em julho – MAIS SOJA

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Julho foi positivo para o mercado brasileiro de soja. Os preços subiram nas principais praças do Brasil, acompanhando o comportamento dos contratos futuros na Bolsa de Chicago, e o ritmo dos negócios melhorou, apesar do câmbio desfavorável. Os prêmios seguiram firmes e ajudaram a consolidar o bom momento para os negócios.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 129,00 para R$ 140,00 durante o mês. Em Cascavel (PR), o preço saltou de R$ 124,00 para R$ 134,00. Em Rondonópolis (MT) a cotação avançou de R$ 115,00 para R$ 127,00. No Porto de Paranaguá, a saca aumentou de R$ 135,00 para R$ 145,00.

Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro, os mais negociados, apresentaram alta mensal de 4,26%, sendo negociados na manhã do dia 31 a US$ 11,92 por bushel. No melhor momento de julho, a cotação superou a casa de US$ 12,50, se colocando nos melhores patamares em mais de dois anos.

Três fatores contribuíram para os ganhos em Chicago. O petróleo voltou a subir com a tensão no Oriente Médio escalonando. A demanda chinesa pelo produto americano se aqueceu e, completando o cenário positivo, boletins apontando clima seco e altas temperaturas sobre o cinturão produtor americano garantiram picos característicos desse mercado de clima. Agosto promete muita volatilidade, já que é o período crítico para a formação do potencial produtivo da safra americana.

Plantio

A intenção de plantio da nova safra brasileira de soja aponta diversos desafios para 2027, mas ainda mantém uma perspectiva de aumento da produção, desde que não ocorram problemas climáticos relevantes. A constatação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Rafael Silveira.

Por um lado, há potencial para novos avanços de área, principalmente nos estados do Centro-Oeste. “É o caso de Mato Grosso, que mantém uma expectativa de expansão de aproximadamente 1,5% na área cultivada”, pontua o consultor.

Segundo ele, mesmo com margens mais apertadas, as elevadas produtividades registradas nas últimas safras melhoraram a relação entre custos e receitas, permitindo que a atividade permaneça economicamente viável, ainda que com rentabilidade mais limitada. “Goiás segue uma dinâmica semelhante, embora a situação dos produtores seja mais fragilizada”, exemplifica.

Por outro lado, o clima é um dos principais fatores de preocupação para a temporada. A expectativa de um evento de El Niño mais intenso levanta riscos importantes para a safra brasileira, especialmente por sua maior influência estar prevista para meses decisivos ao desenvolvimento da cultura e à definição do potencial produtivo. “Caso esse cenário se confirme, poderá haver impacto negativo sobre os níveis de produtividade”, ressalta Silveira.

Ainda assim, Safras & Mercado não trabalha com quebras de safra antecipadamente, adotando essa premissa apenas quando há evidências concretas de perdas no campo. “No entanto, nossa expectativa é de produtividades potenciais inferiores às observadas na última temporada para a maioria das regiões”, afirma. Além do risco climático, os custos de produção seguem elevados, principalmente em função da alta dos fertilizantes ao longo do primeiro semestre. “Esse cenário pode levar parte dos produtores a reduzir o nível de investimento em tecnologia e manejo, fator que tende a limitar o potencial produtivo da safra 2026/27”, explica.

Assim Safras & Mercado projeta um avanço de aproximadamente 1,2% na área plantada, impulsionado principalmente pelos estados do Centro-Oeste, devendo chegar a 49,107 milhões de hectares. A região Sudeste também deve registrar expansão de área, contribuindo para uma expectativa de produção de 180,089 milhões de toneladas, ligeiramente acima dos 178,3 milhões de toneladas estimados para a safra 2025/26.

A produtividade média projetada é de 3.686 quilos por hectare, equivalente a 61,43 sacas por hectare, praticamente estável em relação à safra anterior, que registrou 3.692 quilos por hectare, ou 61,54 sacas por hectare.

Estados Unidos

A área plantada com soja nos Estados Unidos em 2026 deverá totalizar 85,4 milhões de acres, conforme o relatório de área plantada Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). Se confirmada, a área ficará 5% acima do total cultivado no ano passado, de 81,215 milhões de acres.

O número ficou dentro da expectativa do mercado, que era de 85,4 milhões de acres. O número veio acima da área indicada no relatório de intenção de plantio, divulgado em março, que era de 84,7 milhões de acres. Na comparação com o ano passado, a área aumentou ou ficou inalterada em 23 dos 29 estados produtores.

Autor/Fonte: Dylan Della Pasqua e Rodrigo Ramos / Agência Safras

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Ceema: cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho. – MAIS SOJA

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As cotações da soja, em Chicago, recuaram bastante nesta última semana de julho.

Após o primeiro mês cotado ter atingido a US$ 12,48/bushel no dia 24/07, o mercado iniciou um recuo importante, atingindo a US$ 11,77 no fechamento da quinta-feira (30), contra US$ 12,37 uma semana antes. Por sua vez, o farelo de soja despencou 5,3% nos últimos seis dias úteis, até o dia 30/07, ao fechar neste dia em US$ 314,10/tonelada curta, a mais baixa cotação em Chicago desde o dia 02/07. Já o óleo de soja perdeu 9,6% nos últimos cinco dias até o dia 30/07, fechando este dia em 68,35 centavos de dólar por libra-peso, sendo esta a mais baixa cotação desde o dia 06/07.

O motivo principal foi o retorno das chuvas nas regiões produtoras de soja dos EUA, arrefecendo a especulação iniciada em princípios de julho. Além disso, uma nova tentativa de acordo de paz entre EUA e Irã esfriou os preços do petróleo, puxando o óleo de soja e influenciando a cotação do grão. Também, neste final de mês, houve forte realização de lucros por parte dos Fundos na Bolsa, ajudando a derrubar as cotações. Assim, se o clima nos EUA continuar no caminho positivo, a pressão baixista sobre os preços da soja tende a continuar. Caso contrário, haverá novas altas. Ou seja, o mercado continua sob forte influência do clima naquele país e, portanto, muito volátil.

Por enquanto, no dia 26/07, apenas 9% das lavouras estadunidenses de soja se apresentavam entre ruins a muito ruins, outras 28% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas.

E no Brasil, os preços recuaram um pouco diante deste movimento baixista de Chicago, porém, o câmbio, que se manteve ao redor de R$ 5,10 por dólar, segurou o recuo, assim como os prêmios ao redor de US$ 1,50/bushel nos portos brasileiros.

Desta forma, nos portos o produto se manteve ao redor de R$ 140,00 a R$ 150,00/saco, enquanto nas principais praças nacionais, no balcão, os valores oscilaram entre R$ 119,00 e R$ 127,50/saco. No Rio Grande do Sul, a média esteve em R$ 127,60.

Vale destacar que, diante das preocupações e primeiras evidências do fenômeno El Niño, aumenta a inquietude quanto ao impacto disso sobre a produção de soja global.

Com isso, parte dos compradores estão antecipando suas aquisições visando diminuir riscos, o que ajuda os preços a subirem.

Enfim, novas estimativas dão conta de que o Brasil deverá exportar 115,4 mihões de toneladas de soja em 2026, o que seria 6,7% acima do exportado no ano passado. Já o esmagamento local da oleaginosa atingiria o recorde de 63,3 milhões de toneladas, com aumento de 7,8% sobre o ano de 2025. Com isso, a estimativa de estoques finais para o atual ano comercial foi reduzida, ficando em 6,58 milhões de toneladas. Mesmo assim, o maior volume desde 2019. Já a produção de farelo de soja, pelo Brasil, chegará a 48,7 milhões de toneladas enquanto a de óleo atingirá 12,75 milhões, ambos recordes igualmente. A exportação de farelo pode chegar a 24,9 milhões de toneladas e o consumo interno do subproduto em 21,4 milhões. No óleo de soja, a exportação poderá chegar a 1,7 milhão de toneladas. A receita com a exportação do complexo soja atingiria US$ 60,6 bilhões, contra US$ 52,9 bilhões no ano anterior. A soja em grão participa com US$ 49 bilhões do total esperado, contra US$ 43,5 bilhões em 2025 (cf. Abiove)

 

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

FONTE

Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA

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Ceema: compradores estão priorizando o consumo dos estoques de milho ao invés de realizarem novas compras – MAIS SOJA

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A cotação do milho, em Chicago, para o primeiro mês cotado, após atingir a US$ 4,64/bushel no final da semana anterior, fechou a quinta-feira (30) em US$ 4,45.

Por sua vez, as condições das lavouras estadunidenses de milho pioraram um pouco, sendo que no dia 26/07 haviam 12% das mesmas em situação entre ruim a muito ruim. Outras 25% estavam regulares e 63% entre boas a muito boas. E no Brasil, os preços permanecem firmes, porém, sem grandes modificações. A média gaúcha fechou a semana em R$ 58,94/saco, enquanto nas demais praças nacionais os preços oscilaram entre R$ 44,00 e R$ 62,50/saco no balcão.

Dito isso, a colheita do cereal no Mato Grosso, safra 2025/26, atingiu a 91% no dia 24/07. A média é de 92,7% para esta data (cf. Imea). Já no Centro-Sul brasileiro a colheita da sarinha atingia a 60% no dia 23/07 (cf. AgRural), enquanto a colheita da safrinha em todo o Brasil atingia 58,3% da área também até o dia 24/07. Os estados mais adiantados com a colheita eram Tocantins (93%), Maranhão (90%), Mato Grosso (87,9%), Piauí (72%), Goiás (35%), Minas Gerais (27%), Paraná (29%), Mato Grosso do Sul (20%) e São Paulo (10%) (cf. Conab).

De forma geral, os compradores estão priorizando o consumo dos estoques ao invés de realizarem novas compras, pois acreditam que os preços possam voltar a recuar assim que a colheita da safrinha se aproximar do final já que os produtores têm limitações de estocagem e necessidade de caixa (cf. Cepea). De fato, a expectativa era de que o aumento da oferta já tivesse provocado uma queda nos preços do milho, mas por enquanto isso ainda não ocorreu.

Por outro lado, as exportações brasileiras de milho, nos primeiros 18 dias úteis de julho, atingiram a 1,35 milhão de toneladas, com recuo de 29,2% abaixo da média diária de todo o mês de julho do ano passado.

E são as exportações que assumem, agora, um papel importante para a definição dos preços. No momento sabe que havia demanda externa para embarcar um pouco mais de 3 milhões de toneladas, porém, não havia esse milho colhido. Espera-se que em agosto essas vendas se realizem. Aliás, agosto já inicia com cerca de 2,5 milhões de toneladas nomeadas para exportação. E já há indicativos de que as exportações começam a disputar milho com o mercado interno brasileiro. Vale destacar que a Espanha surge, neste ano, como um grande comprador do milho nacional. Além disso, no mercado interno a demanda das usinas de etanol tende a fazer a diferença.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).

FONTE

Autor:Prof. Dr. Argemiro Luís Brum

Site: CEEMA

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