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4 de novembro de 2026

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Novo observatório é lançado para combater ‘nova censura’ de juízes e Big Techs no Brasil

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Plataforma nacional vai receber denúncias de cidadãos e comunicadores. Fenaj alerta que assédio judicial virou a principal arma para calar jornalistas

O coletivo Direito à Comunicação e Democracia (Diracom) lançou, nesta quarta-feira (29), o Observatório De Olho na Censura, uma nova plataforma dedicada ao monitoramento, registro e análise de casos que afetam a liberdade de expressão, o direito à comunicação e o acesso à informação.

Na apresentação da iniciativa, em uma transmissão pela internet, comunicadores argumentaram que há novas formas de violação de liberdade de imprensa.

Segundo a jornalista Ramênia Vieira, integrante do Diracom, a censura ganhou nova característica nas democracias ao ser praticada por agentes públicos, por empresas privadas, por plataformas digitais, por grupos organizados ou por instituições que detêm poder para restringir a circulação da informação e limitar o debate público.

“As mídias tradicionais silenciam muitas vezes o debate público. Entendemos a censura como um conjunto de práticas que produz o silenciamento e restringe de forma indevida a circulação de informações, ideias e vozes na sociedade”, defende a jornalista.

Espaço para denúncias

Ramênia Vieira explica que qualquer pessoa que tenha vivenciado ou acompanhado um possível caso de censura poderá registrar sua denúncia.

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As informações serão analisadas, sistematizadas e contribuirão para a produção de relatórios. estudos e ações de incidência em defesa do direito à comunicação.

“Quanto mais pessoas e organizações contribuírem, mais condições nós teremos de compreender esse fenômeno e de fortalecer a proteção da liberdade de expressão e da pluralidade de vozes no Brasil”, disse.

A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira Castro, considerou que o lançamento do observatório pode ser um instrumento fundamental para que se possa garantir não apenas a defesa de uma categoria profissional, mas também de um direito humano, o de acesso à informação.

“A censura se manifesta de maneiras muito mais sofisticadas e menos visíveis para a sociedade como um todo”, aponta Samira Castro.

Assédio judicial

Para a presidente da Fenaj, ações judiciais intimidam profissionais e inviabilizam as investigações. “Nossos relatórios mostram que, depois de agressões físicas, o principal tipo de violação ao exercício do jornalismo no Brasil foi o assédio judicial”, diz Samira Castro.

O jornalista Leonardo Sakamoto, que participou da transmissão de lançamento, disse que produtores de conteúdos independentes são vulneráveis a diferentes esferas de censura. “É um jornalismo que bate de frente com o interesse econômico”, afirmou.

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Sakamoto considera que, no interior do Brasil, poderes político e econômico muitas vezes são exercidos pela mesma pessoa ou grupos.

“Aí o jornalista acaba sofrendo e é emparedado. Tirando as formas de assédio relacionadas à violência física, a principal forma de censura é o assédio judicial”.

O jornalista aponta que um grande problema é quando juízes atuam contra comunicadores, e cita interdições realizadas por redes sociais em relação a textos com temas que desagradam grupos empresariais, como as discussões sobre a demanda do fim da escala 6×1. Ele também fala do sistema das redes sociais que favorece certos temas em detrimento de outros.

“Temos visto jornalistas trocarem a sua pauta e denúncias por coisas que são mais palatáveis para a audiência. Existe um tipo de autocensura que é decorrente da busca por audiência”, lamentou.

Redes sociais

O diretor do Sleeping Giants, Humberto Vieira, opina também que as big techs têm intensificado a censura e atingido grupos minorizados. Ele exemplifica que no mês de junho, quando se celebra o orgulho LGBTQIAPN+ e foi destacada a demanda pela distribuição gratuita do medicamento Lenacapavir, a Meta removeu mais de 100 perfis vinculados a essa comunidade.

O tema passou a ser investigado pelo Ministério Público Federal. Depois foram restaurados. Na página, a empresa aponta que, quando avalia um risco verdadeiro de agressão física ou ameaça direta à segurança pública. “Removemos conteúdo, desabilitamos contas e trabalhamos com autoridades locais de aplicação da lei”.

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Também na transmissão a antropóloga Fernanda Martins, diretora de estratégia da Fundação Multitudes e pesquisadora de “democracia, plataforma digitais e direitos humanos”, o momento é de fortalecimento de direitos. Ela diz que há problemas comuns na América do Sul em ameaças particularmente às mulheres.

“Na Argentina, por exemplo, mais de 40% dos ataques dirigidos às mulheres tinham como foco falar dos seus corpos, de sua aparência e de estereótipos de gênero”.

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Fred Gahyva propõe que SUS de Cuiabá aceite exames feitos na rede particular para agilizar atendimento de pacientes

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Projeto busca permitir que pacientes que, diante da demora para realizar exames pelo SUS, conseguem custear o procedimento na rede privada possam utilizar o resultado na continuidade do atendimento público

O vereador Fred Gahyva (Republicanos) apresentou, nesta terça-feira (3), na Câmara Municipal de Cuiabá, projeto de lei que prevê a aceitação, pela rede municipal de saúde, de exames realizados na rede privada, desde que estejam dentro do prazo de validade e atendam aos requisitos técnicos e aos padrões de qualidade exigidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Durante fala na sessão ordinária, Fred chamou atenção para uma situação enfrentada por muitas famílias: o paciente passa pela consulta na rede pública, recebe a solicitação de um exame necessário para dar continuidade à investigação ou ao tratamento, mas encontra uma fila de espera que pode prolongar esse processo.

Diante da demora e da preocupação com a própria saúde, algumas famílias acabam buscando alternativas. Pedem ajuda, recorrem a empréstimos ou comprometem parte do orçamento para realizar o exame em uma clínica particular e, assim, conseguir retornar mais rapidamente ao médico.

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O problema, segundo o vereador, é que esse exame realizado fora da rede pública pode não ser aceito pelo SUS, fazendo com que o paciente continue dependendo da fila para realizar novamente o procedimento antes de prosseguir com seu atendimento.

“O médico pede um exame. A pessoa procura o SUS e descobre que vai precisar esperar. Só que ela tem pressa, porque a dúvida sobre a própria saúde não espera. Então faz um esforço, tira dinheiro do orçamento da casa e paga o exame em uma clínica particular”, afirmou Fred.

Para o parlamentar, se o exame realizado na rede privada estiver válido, atender aos critérios técnicos e possuir a qualidade exigida pelo sistema público, ele deve poder ser considerado na continuidade do atendimento.

“Com o resultado na mão, ela volta à rede pública. E pode ouvir uma resposta difícil de entender: esse exame não serve, faça outro. Muitas vezes, o problema não é a qualidade do exame. É apenas a origem do papel”, destacou.

A proposta apresentada por Fred estabelece que o SUS municipal possa aceitar exames realizados na rede privada quando eles estiverem dentro do prazo de validade e cumprirem os requisitos técnicos definidos pela própria rede pública.

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A medida não altera a ordem da regulação e não cria prioridade em consultas, cirurgias ou outros procedimentos para quem tenha realizado um exame particular.

“Este projeto não dá a ninguém o direito de passar na frente. Quem pagou um exame não fura a fila da consulta, da cirurgia ou de qualquer outro atendimento. A ordem da regulação continua sendo respeitada”, explicou.

O projeto também preserva a autonomia médica. Caso o profissional entenda, com fundamento técnico, que é necessária a realização de um novo exame, poderá solicitá-lo. Da mesma forma, exames vencidos ou que não atendam aos padrões de qualidade exigidos pelo SUS não deverão ser aceitos.

A intenção, segundo Fred, é permitir que o paciente que conseguiu antecipar o exame por conta própria não perca esse esforço e possa avançar mais rapidamente para a próxima etapa do atendimento.

O parlamentar também argumentou que a medida pode gerar reflexos positivos para a própria rede pública, já que pacientes que conseguem realizar determinados exames fora do SUS deixam de ocupar essas vagas, permitindo que sejam destinadas a quem depende exclusivamente do sistema público.

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“Cada exame que não precisa ocupar novamente uma vaga na rede pública representa a possibilidade de outro paciente ser atendido. Quem depende exclusivamente do SUS também ganha quando essa fila consegue andar”, afirmou.

Fred defendeu que a proposta seja analisada e aperfeiçoada em conjunto com as comissões da Câmara, a Secretaria Municipal de Saúde, médicos, laboratórios e o Conselho Municipal de Saúde.

“Política pública boa é aquela que resolve o problema real de quem está na ponta. E, para a família que já fez o sacrifício de pagar para conseguir avançar no próprio atendimento, a resposta do poder público não pode ser: comece tudo de novo”, concluiu.

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Câmara de Cuiabá muda data de concurso com salários de até R$ 11,6 mil; veja novo prazo

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Provas foram transferidas para 20 de dezembro após pedidos de candidatos; seleção oferece 26 vagas para níveis médio e superior.

Quem pretende disputar uma das 26 vagas do concurso público da Câmara Municipal de Cuiabá terá mais uma semana para estudar. A aplicação das provas, inicialmente marcada para 13 de dezembro, foi transferida para o dia 20 do mesmo mês.

A mudança foi anunciada nesta terça-feira (3) pela presidente do Legislativo municipal, vereadora Paula Calil (PL). Segundo ela, a decisão atende a pedidos de candidatos que solicitaram o adiamento.

A Câmara entrou em contato com o Instituto Selecon, responsável pela organização do certame, para solicitar a alteração do cronograma. Um edital de retificação deverá ser publicado nos próximos dias.

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O concurso oferece 26 vagas efetivas, além de cadastro reserva, com salários que variam de R$ 5.518,91 a R$ 11.629,67. A jornada de trabalho é de 30 horas semanais.

Os aprovados também poderão receber auxílio-alimentação de R$ 1.500 e auxílio-saúde de R$ 1.000, conforme as regras de concessão.

Vagas e inscrições

Para candidatos com ensino médio completo, são oferecidas 15 vagas, distribuídas entre Técnico Legislativo, Sonorização e Cerimonial. O salário inicial é de R$ 5.518,91.

Já as oportunidades de nível superior incluem cargos nas áreas de Tecnologia da Informação, Jornalismo, Psicologia, Serviço Social e outras funções administrativas.

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A maior remuneração é destinada ao cargo de Controlador Interno, com salário de R$ 11.629,67. Também haverá cadastro reserva para Contador, com o mesmo vencimento.

As inscrições continuam abertas até 30 de novembro, exclusivamente pelo site do Instituto Selecon. A taxa é de R$ 90 para nível médio e R$ 120 para nível superior.

Com o adiamento, as provas objetivas e discursivas estão previstas para 20 de dezembro. O resultado final deverá ser divulgado em 25 de fevereiro de 2027.

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Mulher é presa com 40 porções de cocaína e maconha em imóvel com crianças vulneráveis em MT

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Ação da Cavalaria em Sapezal flagrou suspeito fugindo por muro; Conselho Tutelar foi acionado para cuidar dos menore

Policiais militares da unidade de Cavalaria prenderam uma mulher, de 21 anos, por tráfico ilícito de drogas, na noite desta segunda-feira (2.11), na cidade de Sapezal. Com a suspeita, identificada como integrante de uma facção criminosa, a PM apreendeu 40 porções de substância análoga a cocaína.

Durante patrulhamento noturno, a equipe da Cavalaria flagrou um homem em cima do muro de uma residência. Diante da atitude suspeita, os policiais se aproximaram para abordagem, momento em que o homem pulou o muro e fugiu, não sendo localizado.

Ao se aproximarem da casa, os militares flagraram a suspeita no quintal da residência. A mulher, ao ver a chegada da Polícia Militar arremessou o seu celular no chão e danificou o aparelho, mas foi detida rapidamente. Dentro da casa, foram encontradas 40 porções de cocaína, uma porção de maconha e materiais utilizados para o tráfico de drogas.

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Dentro da casa, os policiais também encontraram três crianças pequenas, em estado de vulnerabilidade e com fácil acesso às drogas apreendidas e todo o material dos entorpecentes, que estavam em uma mesa. Uma equipe do Conselho Tutelar foi acionada e ficou responsável pelos menores.

A mulher recebeu voz de prisão e foi conduzida até a delegacia de Sapezal, com todo o material apreendido, para registro da ocorrência e demais providências.

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