Sustentabilidade
Importância da radiação solar na cultura do arroz – MAIS SOJA

A importância da radiação solar no desenvolvimento da cultura do arroz aumenta conforme a evolução das etapas fenológicas. Para otimizar esse fator, são adotadas práticas de manejo que visam incrementar a eficiência do uso da radiação solar (Yoshida, 1981). Entre essas práticas, destacam-se a escolha da cultivar e o ajuste da época de semeadura, garantindo que o período de maior disponibilidade de radiação coincida com as fases reprodutiva e de enchimento de grãos.
No brasil, os maiores níveis de radiação solar (número de horas de luz, que é diretamente proporcional com a radiação solar) ocorrem em janeiro na região Sul, Em contrapartida, nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, além de partes do Norte e Nordeste, as taxas mais elevadas ocorrem em julho (Figura 1).
Figura 1. Radiação solar incidente para os meses de janeiro (A) e julho (B) no brasil, período de 1981 a 2010.
Na região Sul, recomenda-se a semeadura entre o final de setembro e a primeira quinzena de novembro. O objetivo é sincronizar as fases de maior exigência fisiológica com a máxima oferta ambiental, visando altas produtividades. A redução da radiação afeta os componentes de rendimento de forma distinta em cada etapa: a fase mais sensível é o enchimento de grãos na qual o sombreamento aumenta a incidência de grãos vazios ou “chochos”, seguida pela fase reprodutiva e, por fim, a vegetativa (Figura 2).
Figura 2. Relação entre a radiação solar incidente por fase de desenvolvimento e a produtividade.

Com base no impacto do sombreamento em cada estágio, é possível quantificar as perdas produtivas por dia nublado em sacas por hectare por dia (sc ha-1 dia-1) (Figura 3).
Figura 3. Perda de produtividade no arroz por dia nublado e fase de desenvolvimento.

Fonte: Field Crops
Referências:
MEUS, L. D. et al. Ecofisiologia do arroz visando altas produtividades. ed. 1, Santa Maria, 2021. 312p
YOSHIDA, S. Fundamental of Rice Crop Science. Los Baños, Philippines: International Rice Research Institute, 1981. 269p.

Sustentabilidade
Soja na suplementação pode causar problemas de casco no gado? Veja a resposta

A utilização de grãos e coprodutos na nutrição de bovinos de corte é uma prática essencial para acelerar o ganho de peso e encurtar o ciclo de terminação. No entanto, o surgimento de claudicações e crescimento anormal dos cascos em lotes suplementados frequentemente levanta dúvidas sobre a segurança dos ingredientes.
No quadro Giro do Boi Responde, do Giro do Boi, o zootecnista e especialista em nutrição animal Tiago Felipini atendeu ao questionamento do pecuarista Leandro Fortes, morador de Boa Vista (RR). O telespectador perguntou se é mito ou verdade que os componentes derivados da soja na suplementação causam problemas e deformações nos cascos do rebanho.
Confira:
Esclarecimento sobre a soja
Conforme explicou o especialista, trata-se de um mito: o uso de farelo de soja ou grão de soja na dieta não possui qualquer correlação direta — seja química ou biológica — com o crescimento excessivo ou a deformação das unhas dos bovinos. O que ocorre nesses cenários é um quadro de laminite, provocado por falhas na formulação e no manejo da Ração Total Misturada (TMR), e não pela presença da leguminosa em si.
A causa real do problema nos cascos reside na acidose ruminal subaguda ou crônica. Quando o animal consome uma proporção de alimento concentrado superior à sua capacidade de ingestão de fibra bruta/volumoso, ocorre uma queda brusca e prolongada do pH no rúmen.
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Recomendações para pecuaristas
Se a dieta de terminação com alto teor de amido e proteína não estiver equilibrada e munida de aditivos tamponantes, como bicarbonato de sódio e óxido de magnésio, as toxinas geradas pela acidose atingem a circulação sanguínea periférica, causando inflamações severas nos tecidos vasculares dos pés.
O desenvolvimento de lesões podais em animais mantidos em confinamento ou suplementação intensiva gera prejuízos financeiros diretos para o pecuarista. Para evitar que a acidose ruminal e a laminite afetem o rebanho, Felipini recomenda que o produtor consulte um zootecnista para ajustar a relação volumoso/concentrado.
A inclusão de aditivos tampões e o respeito ao período de adaptação aos grãos garantem que a soja expresse todo o seu potencial de aporte proteico sem comprometer a sanidade podal e a rentabilidade do projeto de engorda.
Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.
Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.
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Sustentabilidade
Mercado de defensivos para milho avança 13% na segunda safra, para R$ 15,4 bilhões, aponta levantamento da Kynetec – MAIS SOJA

Os defensivos agrícolas movimentaram R$ 15,4 bilhões na segunda safra de milho encerrada em julho último, com crescimento de 13% ante o período anterior (R$ 13,7 bilhões). Os dados são do levantamento FarmTrak™ Milho Safrinha 2026, da Kynetec Brasil, que acaba de ser divulgado. Trata-se do maior patamar de negócios na cultura registrado pela série histórica da consultoria – em 2024 foram apurados R$ 12,7 bilhões.
Na moeda americana, também houve elevação expressiva nas transações de produtos, para US$ 2,86 bilhões, alta de 18%. De acordo com a Kynetec, a diferença entre as leituras decorreu da valorização média de 5% do real perante o dólar durante a segunda safra, com a taxa média caindo de R$ 5,67 para R$ 5,41.
“O resultado reverte o quadro de retração observado em 2025, então de 7%”, frisa Millôr Mondini, especialista em pesquisas da Kynetec. “O produtor não plantou mais milho em 2026. Ele tratou mais o milho que plantou”, explica o executivo. “O crescimento veio ‘dentro da calda’, com mais alvos por aplicação e uso de produtos de maior valor agregado.”
Segundo Mondini, a área cultivada teve variação positiva de apenas 1% nas regiões avaliadas pela consultoria e preencheu cerca de 17,4 milhões de hectares. Em compensação, o número médio de tratamentos (intensidade de manejo) subiu de 17,7 para 19,1 e impulsionou a área potencial tratada (PAT) de 425 milhões de hectares cobertos, 8% acima da temporada anterior.
Conforme Mondini, o mercado foi tracionado ainda pela recuperação dos preços de produtos. Segundo o executivo, o custo médio por tratamento, após decrescer 13% em 2025, saiu de R$ 43,10 por hectare para R$ 44,90 por hectare. O investimento total na proteção do cultivo, ele revela, passou de R$ 794 para R$ 887 por hectare (+ 12%), puxado principalmente pela região do MAPITOPA – Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará – e pelo estado de Mato Grosso.
Desempenho por categoria
Os inseticidas seguem no topo do ranking de produtos. Registraram 39% de participação ou R$ 6,01 bilhões, com crescimento de 16%. Os fungicidas vêm na segunda posição, 21% das vendas ou R$ 3,3 bilhões (+13%). Herbicidas, em terceiro, ocuparam 20% ou R$ 3,12 bilhões (+15%), seguidos pelos nematicidas, 5% ou R$ 712 milhões. Este último apresentou o maior crescimento relativo da pesquisa, de 34%. Outros produtos complementam o montante total da segunda safra em 2026.
De acordo com Mondini, o controle de lagartas deu a maior contribuição individual para a movimentação do mercado de inseticidas. Respondeu por 43% do valor investido nos produtos em 2026, contra 32% da ‘safrinha’ anterior. Somou agora R$ 2,6 bilhões, face a R$ 1,64 bilhão, alta de 58%. A adoção de inseticidas para lagartas cobriu 92% da área cultivada.
“Esses dados mostram, em resumo, que a proteção conferida pelas chamadas biotecnologias de última geração não sustenta mais o controle de lagartas. O tratamento foliar por inseticidas deixou de ser um complemento e entrou na rotina, independentemente do evento biotecnológico presente nas sementes.”
Em relação aos fungicidas, Mondini salienta que os produtos ‘premium’ corresponderam a 58% do total investido no controle de doenças. Equivaleram a R$ 1,92 bilhão, comparativamente a R$ 1,38 bilhão, ou 48%, de 2025, um avanço de 39%. Sua adoção, ressalta o executivo, alcançou 63% dos cultivos, ante 50% do ciclo anterior.
No segmento herbicidas, a pesquisa da Kynetec apurou que os produtos de amplo espectro saltaram de 31% para 44% em adoção. “Esse movimento reflete, principalmente, a dificuldade de controle de gramíneas como capim-pé-de-galinha e capim-amargoso”, esclarece Mondini.
Já a adoção dos nematicidas atingiu 51% da área cultivada, frente a 44% de 2025, sustentada principalmente pela oferta de produtos biológicos. Este segmento, observa Mondini, movimentou R$ 1,41 bilhão, 8% a mais do que no ano passado. Entretanto, teve reduzida a participação no mercado total, de 9,5% para 9,1%. “Nematicidas ocupam hoje 45% do mercado de biológicos para o cereal na segunda safra”, salienta o executivo.
Ainda de acordo com Millôr Mondini, considerando as duas safras – verão e ‘safrinha -, o mercado brasileiro de defensivos para milho totalizou R$ 18,3 bilhões em 2026, com crescimento de 13%. A segunda safra, conclui o executivo, respondeu por 84% do montante.
O levantamento FarmTrak™ Milho Safrinha 2026 resultou de quase 2,3 mil entrevistas presenciais com produtores, gestores e tomadores de decisões, em toda a fronteira agrícola do cereal segunda safra. A amostra da Kynetec cobriu 17,4 milhões de hectares, equivalentes a 95% da área oficial da cultura, com margem de erro de 2,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.
Sobre a Kynetec
A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. Mais Informaçãos, clique aqui
Fonte: Assessoria de imprensa Kynetec

Sustentabilidade
Setor de fertilizantes alerta: pressão sobre custos e crédito pode reduzir investimento no campo – MAIS SOJA

A AMA Brasil, o SINDIADUBOS, o SIARGS, o SIACESP e o SIACAN alertam para o agravamento das condições econômicas enfrentadas pelo produtor rural. Juros elevados, crédito mais restrito e caro, aumento da carga tributária, custos logísticos crescentes e instabilidades no mercado internacional estão comprimindo margens e reduzindo a capacidade de investimento no campo.
O cenário é especialmente sensível porque o Brasil depende de importações para mais de 90% dos fertilizantes que consome.O setor de fertilizantes mantém capacidade logística e operacional para abastecer a agricultura, e os volumes destinados à atual safra foram internalizados em níveis compatíveis com a demanda prevista.
O maior risco, neste momento, não está na falta física de produto, mas na capacidade do agricultor de comprar os insumos de que precisa._ As empresas do setor já trabalham com a possibilidade de redução de 10% a 20% nas entregas de fertilizantes, dependendo da cultura, da região e das condições financeiras, o que pode significar menor adubação, menor investimento em tecnologia e impactos sobre a produtividade das próximas safras.
As entidades defendem medidas urgentes para aliviar o custo de produção e preservar a capacidade de investimento do produtor, com foco em desoneração de fertilizantes e insumos, renegociação das dívidas rurais, ampliação do crédito, fortalecimento do seguro rural e revisão das distorções na política de fretes. *_A mensagem é clara: reduzir o custo do fertilizante é reduzir o custo da agricultura. Garantir condições para o produtor investir hoje é proteger a produtividade, a competitividade e a segurança alimentar do Brasil amanhã.
Fonte: Assessoria de imprensa
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