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7 de setembro de 2026

Aprosoja MT

Aprosoja MT protocola pedido de medidas emergenciais para armazenagem agrícola em MT

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A associação dos produtores de soja e milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) encaminhou ao Governo do Estado de MT um protocolo solicitando a adoção de medidas emergenciais voltadas ao fortalecimento da armazenagem agrícola no estado.

O documento destaca a necessidade de ações estruturantes diante do atual cenário logístico e das recentes instabilidades no mercado internacional, que têm impactado diretamente os custos de produção e o escoamento da safra. Segundo a entidade, Mato Grosso, apesar de liderar a produção nacional de soja e milho, enfrenta um déficit significativo de armazenagem, estimado em 53,5% na safra 2025/26. A entidade alerta que essa limitação compromete a capacidade de retenção da produção nas propriedades, aumenta os custos logísticos, reduz a eficiência do escoamento e impacta a competitividade do produtor rural.

No documento, a entidade também ressalta que fatores externos, como as tensões geopolíticas e a volatilidade no mercado de combustíveis e fertilizantes, ampliam a vulnerabilidade do setor, especialmente em um cenário de dependência da logística de transporte. Diante desse contexto, a Aprosoja MT propõe uma série de medidas, entre elas a desoneração de máquinas, equipamentos e estruturas destinadas à armazenagem agrícola, a revisão de normativas que impactam o setor e o fortalecimento da infraestrutura de energia elétrica no meio rural, com destaque para a ampliação do acesso à rede trifásica.

Em uma primeira conversa com o governador Otaviano Pivetta, a demanda foi compreendida e recebeu sinalização positiva, especialmente em relação à desoneração de alguns itens necessários para a implantação de sistemas de armazenagem. O tema agora deve avançar tecnicamente para a construção de soluções efetivas.

A entidade também solicita a abertura de diálogo técnico com o Governo do Estado para a construção de soluções estruturantes que garantam maior resiliência logística à produção agropecuária mato-grossense.

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Para a Aprosoja MT, o momento exige decisões estratégicas e imediatas, uma vez que o déficit de armazenagem deixa de ser apenas um desafio econômico e passa a representar uma questão de segurança produtiva.

A associação reforça que segue à disposição para contribuir tecnicamente com o desenvolvimento de políticas públicas que fortaleçam o setor e garantam melhores condições para os produtores rurais do estado.

Fonte: Aprosoja/MT



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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT orienta produtor sobre cuidados com a semente após a chegada à fazenda

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Através do programa Semente Forte, a entidade orienta que a conferência, armazenamento adequado e análise da qualidade das sementes são medidas essenciais

Com a proximidade da liberação do plantio da soja em Mato Grosso, os produtores rurais intensificam os preparativos para o início de mais uma safra. Entre as primeiras etapas desse processo está a chegada das sementes à propriedade, momento que exige atenção e uma série de cuidados para preservar a qualidade do material que será levado ao campo.

A semente é um dos principais componentes para o estabelecimento de uma lavoura produtiva. Por isso, desde o recebimento até o momento do plantio, é necessário garantir que ela permaneça nas condições adequadas de conservação, além de verificar se o produto entregue corresponde ao que foi adquirido pelo produtor.

De acordo com o vice-presidente sul da Aprosoja MT e coordenador da Comissão de Defesa Agrícola da entidade, Fernando Ferri, o produtor que compreende a importância da semente para o resultado da lavoura passa a adotar cuidados ainda maiores com o insumo.

“Quando o produtor é consciente que a semente é a base da produtividade, que uma semente de alto vigor entrega mais produtividade até do que um material de alto teto com semente ruim, o produtor começa a ter uns cuidados a mais com a semente”, explica Ferri.

Assim que a semente chega à fazenda, o primeiro procedimento é conferir se o material recebido está de acordo com a documentação da compra. O produtor deve verificar a nota fiscal e comparar as informações com os lotes que estão sendo descarregados na propriedade.

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Também é importante observar as condições das embalagens. Sacarias e bags devem estar devidamente lacrados, sem sinais de violação, rasgos ou qualquer indício de que o produto possa ter sido danificado ou alterado durante o transporte.

Ferri orienta que o produtor também observe como a carga chegou à propriedade e se há sinais de sementes espalhadas pelo caminhão ou pelo local de descarga. Segundo ele, qualquer irregularidade deve ser registrada e comunicada imediatamente à empresa fornecedora.

“Quando ele notar qualquer irregularidade, ele pode estar acionando os nossos supervisores de campo que são amostradores oficiais, para tirar uma amostra e automaticamente ele tem que comunicar oficialmente a empresa com quem ele comprou”, orienta.

A recomendação é que o produtor faça registros por meio de fotos e vídeos e mantenha documentada toda a situação encontrada. O contato com a empresa fornecedora pode ser realizado pelos canais oficiais, inclusive por meios digitais, desde que fique registrado.

Além da conferência da nota e das embalagens, devem ser observados os dados referentes ao lote, como espécie, cultivar, porcentagem de germinação e pureza física. Essas informações ajudam o produtor a confirmar a identidade e as características do material recebido.

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Em situações que apresentem indícios de adulteração, violação ou troca do produto, Ferri ressalta que o produtor deve adotar as medidas necessárias para preservar seus direitos e a segurança da operação.

Depois de conferida e recebida, a semente precisa ser armazenada corretamente. A atenção nessa etapa é importante porque o material continua sujeito a alterações de qualidade até o momento do plantio.

O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT e vice-coordenador da Comissão de Defesa Agrícola, Gilson Antunes de Melo, destaca que a qualidade da semente é resultado de uma série de cuidados que começam ainda na produção do material e seguem até a implantação da lavoura.  “A semente é uma soma de fatores, de operações, desde o cultivo dela lá no campo até o dia que o produtor vai plantar ela”, afirma.

Por isso, o local destinado ao armazenamento deve ser fresco, ventilado e protegido da incidência direta de luz solar e da chuva. Sempre que possível, a recomendação é utilizar estruturas climatizadas. O ambiente também deve estar protegido contra pragas e roedores.

Propriedades que contam com câmaras frias, climatizadores, ar-condicionado ou barracões isotérmicos possuem estruturas que podem contribuir para uma melhor conservação das sementes. Para quem não dispõe desses recursos, outros cuidados se tornam ainda mais importantes.  Segundo Fernando Ferri, a variação de temperatura é um dos fatores que mais podem comprometer o vigor da semente durante o armazenamento.

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“O que tira mais vigor de uma semente é a variação térmica. Ela aquece demais durante o dia e resfria muito durante a noite. Isso tira o vigor e consequentemente tira a produtividade”, alerta.

Por esse motivo, a orientação é manter as sementes em um barracão ventilado e evitar cobri-las com lona de maneira inadequada, já que a semente necessita de condições apropriadas de ventilação.

Os lotes também devem permanecer separados e devidamente identificados, facilitando a conferência, o controle e a realização de eventuais amostragens antes do plantio. Nos casos de bags que possuem furos laterais destinados à amostragem, é importante que esses acessos permaneçam posicionados de maneira que o amostrador consiga realizar a coleta corretamente. O cuidado contribui para que a amostra represente de forma adequada o lote que será avaliado.

É justamente nesse período, entre a chegada da semente à propriedade e o plantio, que o produtor pode utilizar o Programa Semente Forte, desenvolvido pela Comissão de Defesa Agrícola da Aprosoja MT para contribuir com a verificação da qualidade das sementes adquiridas pelos produtores.

Por meio do programa, o produtor pode acionar o atendimento da entidade e solicitar a presença de um supervisor habilitado para realizar a coleta oficial das amostras.  “Os supervisores estão habilitados a coletar amostras dessas sementes que chegam até o produtor. O produtor aciona o Canal do Produtor na Aprosoja e o supervisor vai até lá e faz a coleta dessas amostras”, explica Gilson.

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A iniciativa permite que a qualidade do material seja verificada antes da implantação da lavoura, criando uma oportunidade para que eventuais problemas sejam identificados com antecedência.

O programa prevê a coleta de amostras na propriedade e o encaminhamento para análise laboratorial. De acordo com Ferri, a Comissão de Defesa Agrícola leva duas amostras de cada propriedade acionada, com atendimento de até dois lotes por CPF, enquanto o produtor também pode receber coletas oficiais para encaminhamento a um laboratório de sua confiança.

A orientação é especialmente importante porque uma eventual irregularidade identificada antes do plantio permite que o produtor procure a empresa fornecedora e busque as providências necessárias antes de colocar a semente no solo.

Gilson reforça que, diante de qualquer dúvida sobre o material recebido, o primeiro passo deve ser a comunicação imediata com a empresa fornecedora, sempre acompanhada de registros que comprovem a situação.

“Se o produtor encontrar qualquer coisa diferente, que nem olha na nota ou no receber, nos bags, qualquer coisa que ele tenha dúvida, eu acho que o primeiro contato é com a empresa fornecedora da semente. Imediatamente deve comunicar, já fazer fotos, vídeos, se documentar bem”, orienta.

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Caso o produtor precise de apoio, a Aprosoja MT também pode auxiliar na orientação sobre os procedimentos a serem adotados. A recomendação é procurar o supervisor da região ou acionar os canais da entidade.

Para os representantes da Comissão de Defesa Agrícola, preservar a qualidade da semente é uma ação que começa antes mesmo de o material chegar ao solo. Uma semente de alto vigor, mantida em condições adequadas e corretamente identificada, contribui para uma emergência mais uniforme e para o estabelecimento de plantas com maior qualidade.

Gilson destaca que, em uma safra marcada pela possibilidade de condições climáticas atípicas, a qualidade do material utilizado no plantio pode assumir papel ainda mais relevante.

“Quando você fala no ano de que provavelmente teremos mais atípico quanto a clima, é uma semente com excelente vigor, com ótima qualidade, vai fazer muita diferença no resultado final da safra do produtor”, afirma.

Nesse contexto, o produtor deve enxergar a chegada da semente à fazenda não apenas como uma etapa logística, mas como um momento de controle de qualidade. Conferir a documentação, verificar as embalagens e os dados dos lotes, armazenar corretamente e, diante de qualquer dúvida, solicitar uma amostragem são medidas que ajudam a aumentar a segurança antes do início da semeadura.

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Com o Programa Semente Forte, a Aprosoja MT busca fortalecer esse processo e oferecer ao produtor uma ferramenta adicional para verificar a qualidade do insumo que será utilizado na lavoura.

Mais do que garantir uma boa implantação da safra, os cuidados adotados desde a chegada da semente representam uma forma de proteger o investimento realizado pelo produtor e contribuir para a produtividade, a sustentabilidade e a renda no campo.

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Agro Mato Grosso

Missão EUA 2026 da Aprosoja MT promove intercâmbio de conhecimento entre produtores

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Comitiva visitou a Universidade de Iowa e a Summit Agricultural Group, com debates sobre produção, tecnologia, logística e biocombustíveis

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) deu continuidade, nesta terça-feira (01.09), à Missão Estados Unidos 2026, com uma programação voltada à troca de experiências e ao conhecimento de diferentes modelos de produção. No segundo dia da missão, a comitiva visitou a Universidade de Iowa e a Summit Agricultural Group, grupo empresarial privado norte-americano com sede em Alden, no estado de Iowa, que atua nos setores de agronegócio, investimentos agrícolas e energia renovável.

Durante a manhã, os participantes conheceram a estrutura da Universidade de Iowa, uma das instituições de ensino e pesquisa do estado, e puderam esclarecer dúvidas sobre formação acadêmica, intercâmbio e oportunidades para estudantes brasileiros. A visita também permitiu aos produtores conhecer iniciativas desenvolvidas pela universidade e avaliar possibilidades de levar novas experiências e conhecimentos para suas propriedades em Mato Grosso.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, acompanhou a visita e destacou a importância do intercâmbio entre produtores, pesquisadores e instituições dos dois países. “Alguns participantes, têm interesse em proporcionar essa experiência aos seus filhos, para que possam conhecer a universidade, estudar aqui e, posteriormente, levar esse conhecimento de volta para o Brasil”, comenta o presidente da Aprosoja MT.

Durante o encontro, o professor e doutor Dirk Maier, do Departamento de Engenharia Agrícola e de Biossistemas, ressaltou a importância da aproximação entre produtores brasileiros e norte-americanos. Para ele, apesar das diferenças entre os sistemas produtivos e da concorrência por alguns mercados, os dois países possuem um papel estratégico no abastecimento mundial de alimentos e na produção de proteína animal.

“Obrigado pela oportunidade de compartilhar algumas ideias com o grupo da Aprosoja MT que está nos visitando. É sempre bom trocar informações para que possamos aprender uns com os outros em termos de colaboração que vai desde a produção no campo até a produção de carne, leite e ovos dos nossos animais”, agradeceu, em tradução livre.

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No período da tarde, a comitiva seguiu para a Summit Agricultural Group, onde conheceu a estrutura da empresa e seu modelo de atuação, principalmente investimentos em energia renovável. O grupo também está entre os principais investidores da FS, empresa que atua no Brasil na produção de biocombustíveis a partir de milho.

“Durante a tarde os produtores puderam conhecer um pouco mais da realidade dos produtores norte-americanos, entender a cultura, os custos de produção, as dificuldades e também as vantagens que eles enfrentam no dia a dia. Foi um importante intercâmbio de informações entre os dois países, permitindo que todos conhecessem diferentes realidades e pudessem trocar experiências”, salienta Lucas Costa Beber, presidente da Aprosoja MT.

A visita permitiu aos produtores mato-grossenses conhecer de perto uma empresa que possui atuação diretamente relacionada à cadeia produtiva do milho. O encontro também abriu espaço para discutir perspectivas para o setor de biocombustíveis, mercado do milho e oportunidades de integração entre produção agrícola e indústria. O vice-presidente Oeste da Aprosoja MT, Luiz Otavio Tatim, destacou a importância do contato direto com os representantes da empresa e da troca de informações sobre os investimentos realizados no Brasil.

“Fomos muito bem recebidos pelo CEO da empresa, que conhece muito bem tanto a logística mato-grossense quanto a nossa capacidade de armazenagem. Ele também conhece muito bem a parte agrícola, especialmente quando falamos de milho. Então, tivemos a possibilidade e a oportunidade de dialogar com alguém que tem a intenção e que já está fazendo etanol de milho dentro do estado de Mato Grosso”, afirmou Tatim.

A programação do segundo dia da missão reforçou a importância da troca de experiências para compreender diferentes modelos de produção e identificar oportunidades que possam contribuir para o desenvolvimento do agronegócio mato-grossense. A Missão Estados Unidos 2026 segue até sexta-feira (04.09), com visitas a empresas de tecnologia, instituições e entidades representativas do agro norte-americano. A programação também inclui a participação na Farm Progress Show, uma das maiores feiras agrícolas do mundo, onde os produtores poderão conhecer novas tecnologias, máquinas, soluções e tendências para o setor.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT leva produtores do mercado de Chicago à lavoura americana nos EUA

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Agenda técnica reuniu análises sobre commodities, cenários geopolíticos, além da visita a uma propriedade familiar que soma mais de 170 anos

A Missão Estados Unidos 2026, organizada pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), teve seu primeiro dia de programação técnica nesta segunda-feira (31.08), com um roteiro que uniu a leitura do mercado global de grãos à observação prática do campo norte-americano. O propósito da viagem é levar os associados a conhecer de perto as práticas de produção de soja e milho no país, comparar custos e tecnologias e trazer aprendizados aplicáveis à realidade mato-grossense.

Pela manhã, o grupo esteve em Chicago para palestras sobre o mercado global de commodities e a dinâmica da Chicago Board of Trade (CBOT), no CME Group, e para uma reunião com analistas do The Matthews Group, escritório de consultoria em comercialização de grãos. A pauta incluiu as relações entre Estados Unidos e China e seus reflexos nas exportações brasileiras, as perspectivas do esmagamento e do biodiesel, o panorama das safras norte-americanas, os impactos previstos do El Niño, os cenários de exportação e os efeitos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o preço dos fertilizantes.

Para o analista de grãos e oleaginosas da Marex Spectron, Lonn Taffel, esse tipo de aproximação sustenta a própria qualidade das análises de mercado. “É sempre importante promover essa troca de ideias, seja no Brasil, na Argentina, na China ou aqui nos Estados Unidos. Certamente, a tecnologia e essas trocas de conhecimento são muito importantes para o desenvolvimento e o avanço de todo o setor agrícola”, afirmou, em tradução livre.

Segundo ele, estimativas realistas sobre a safra brasileira, feitas a milhares de quilômetros de distância, só se tornam possíveis a partir da rede de clientes e do fluxo constante de dados vindos do Brasil.

A tarde, a comitiva seguiu para a Fazenda Crystal Creek Enterprises, em Moline, propriedade familiar com mais de 170 anos de história e referência na produção de grãos. O proprietário apresentou a área de armazenagem e o parque de máquinas, além das tecnologias usadas para conservar os grãos durante o inverno rigoroso da região e do sistema de plantio praticado pelos produtores locais.

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A forma de gestão da fazenda chamou a atenção do grupo. “É um modelo de cooperativa dentro dos Estados Unidos, onde juntam alguns produtores que fazem o plantio da área própria deles”, explicou produtor rural do Núcleo de Cláudia, Diogo Molina. Segundo ele, esses produtores também terceirizam as máquinas para colheita e produção em outras áreas, num arranjo que combina arrendamento de equipamentos e de terras.

O presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber, explica que nem tudo o que se vê no campo norte-americano cabe na realidade mato-grossense, e que o ganho da missão está justamente em identificar o que pode ser adaptado. “O principal intuito da missão é justamente o intercâmbio de informações. O produtor brasileiro vem aqui, aprende. Claro que nem todas as técnicas dá para replicar, mas ele pode aprimorar aquilo que faz e também ele traz informação daqui para lá, assim como nós sempre recebemos eles”, afirmou.

A reciprocidade tem histórico. O proprietário da Crystal Creek já esteve em Mato Grosso a convite da Aprosoja MT, o que transformou a recepção desta segunda-feira na contrapartida de uma relação construída nos dois sentidos. Para o presidente, o retorno mais imediato está na comparação entre os sistemas produtivos dos dois países. “Para nós é sempre importante tanto para a evolução, quanto para conhecer os custos deles e poder fazer os comparativos”, completou.

Diogo Molina, que participou da agenda da manhã em Chicago, resumiu o primeiro dia. “O conhecimento foi 10, a tecnologia maravilhosa, tem muita coisa para a gente aprender e levar para o Brasil”.

Até sexta-feira (04.09), a comitiva ainda passa por instituições de ensino, empresas de tecnologia e entidades representativas, além da Farm Progress Show, uma das maiores feiras agrícolas do mundo. A missão encerra a agenda técnica no fim da semana, com o retorno dos participantes ao Brasil.

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