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8 de junho de 2026

Aprosoja MT

Aprosoja MT protocola pedido de medidas emergenciais para armazenagem agrícola em MT

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A associação dos produtores de soja e milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) encaminhou ao Governo do Estado de MT um protocolo solicitando a adoção de medidas emergenciais voltadas ao fortalecimento da armazenagem agrícola no estado.

O documento destaca a necessidade de ações estruturantes diante do atual cenário logístico e das recentes instabilidades no mercado internacional, que têm impactado diretamente os custos de produção e o escoamento da safra. Segundo a entidade, Mato Grosso, apesar de liderar a produção nacional de soja e milho, enfrenta um déficit significativo de armazenagem, estimado em 53,5% na safra 2025/26. A entidade alerta que essa limitação compromete a capacidade de retenção da produção nas propriedades, aumenta os custos logísticos, reduz a eficiência do escoamento e impacta a competitividade do produtor rural.

No documento, a entidade também ressalta que fatores externos, como as tensões geopolíticas e a volatilidade no mercado de combustíveis e fertilizantes, ampliam a vulnerabilidade do setor, especialmente em um cenário de dependência da logística de transporte. Diante desse contexto, a Aprosoja MT propõe uma série de medidas, entre elas a desoneração de máquinas, equipamentos e estruturas destinadas à armazenagem agrícola, a revisão de normativas que impactam o setor e o fortalecimento da infraestrutura de energia elétrica no meio rural, com destaque para a ampliação do acesso à rede trifásica.

Em uma primeira conversa com o governador Otaviano Pivetta, a demanda foi compreendida e recebeu sinalização positiva, especialmente em relação à desoneração de alguns itens necessários para a implantação de sistemas de armazenagem. O tema agora deve avançar tecnicamente para a construção de soluções efetivas.

A entidade também solicita a abertura de diálogo técnico com o Governo do Estado para a construção de soluções estruturantes que garantam maior resiliência logística à produção agropecuária mato-grossense.

Para a Aprosoja MT, o momento exige decisões estratégicas e imediatas, uma vez que o déficit de armazenagem deixa de ser apenas um desafio econômico e passa a representar uma questão de segurança produtiva.

A associação reforça que segue à disposição para contribuir tecnicamente com o desenvolvimento de políticas públicas que fortaleçam o setor e garantam melhores condições para os produtores rurais do estado.

Fonte: Aprosoja/MT



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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT participa da Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra em Querência

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Evento reuniu lideranças do agro, produtores rurais e autoridades para debater os desafios, oportunidades e perspectivas da produção de milho no Brasil

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) marcou presença na Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra, realizada nesta quarta-feira (03.06), na Estância VN, em Querência. O evento reuniu autoridades, lideranças do agronegócio e produtores rurais para discutir os desafios e as oportunidades de uma das safras mais estratégicas para a economia brasileira.

Parceira da iniciativa, a Aprosoja Mato Grosso teve participação de destaque no evento. O vice-presidente Norte da entidade, Ilson Redivo, integrou o painel “Tecnologia e Resiliência no Campo”, enquanto o vice-presidente Oeste, Gilson Antunes de Melo, participou ao vivo com contribuições sobre o cenário do setor. Representando a região Leste, o vice-presidente Lauri Pedro Jantsch participou do painel “Desafios do Agro Brasileiro: Crédito, custos e competitividade no campo”, que debateu temas ligados ao cenário econômico, acesso ao crédito, custos de produção e perspectivas para a safra de milho em Mato Grosso e no Brasil.

Durante sua participação, Lauri Jantsch comentou sobre as expectativas para a safra de milho no estado, marcada por desafios climáticos desde o início do plantio, com períodos de estiagem seguidos por excesso de chuvas em algumas regiões produtoras, impactando diretamente o desenvolvimento das lavouras.

“A 10ª edição deste evento simboliza todo o trabalho e planejamento do produtor rural ao longo da safra. Tivemos um início de ciclo bastante desafiador, com excesso de chuvas, o que atrasou a colheita da soja e, consequentemente, o plantio do milho. Apesar dessas dificuldades, as condições climáticas evoluíram de forma favorável ao longo da safra, contribuindo para o bom desenvolvimento das lavouras. Hoje, o sentimento é de gratidão e satisfação. É um dia de celebração. É o momento de comemorar o resultado de todo o planejamento, do trabalho e dos investimentos realizados ao longo da safra. A abertura da colheita representa a consolidação de um ciclo que foi construído com muito esforço e dedicação pelo produtor rural”, comentou Lauri.

O anfitrião do evento e produtor rural do núcleo de Querência, Irio José Guisolphi, a abertura da colheita representa não apenas um momento de celebração da produção agrícola, mas também uma oportunidade de mostrar a importância do produtor rural para a economia e para a segurança alimentar.

“Para mim, é motivo de muito orgulho. É uma satisfação poder representar os produtores de Querência, do Mato Grosso e também do Brasil neste evento tão importante. Receber a Abertura Nacional da Colheita do Milho em nossa fazenda é uma grande honra e demonstra a relevância do trabalho que vem sendo desenvolvido pelos produtores da nossa região. Além de evidenciar a força do agronegócio, este evento reforça algo muito importante: a união dos produtores. A cultura do milho tem sido fundamental para a sustentabilidade econômica da atividade agrícola em Mato Grosso. Hoje, a soja trabalha com margens cada vez mais apertadas, e o milho tem sido um dos principais responsáveis por garantir rentabilidade e permitir que muitos produtores continuem investindo e produzindo. Eventos como este fortalecem o diálogo, aproximam os produtores e mostram a importância de trabalharmos unidos para enfrentar desafios e buscar soluções para o setor. Esse é um momento de celebração, mas também de reconhecimento da força e da resiliência do produtor rural brasileiro”, destacou Irio.

Presente no evento, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, também acompanhou as discussões sobre o cenário da segunda safra e a importância do agronegócio para a economia mato-grossense e nacional.

“Falar da agricultura de Mato Grosso é falar de uma verdadeira maravilha sobre a terra. Nosso estado possui um ecossistema privilegiado, formado pelo Cerrado, com sol e chuva em períodos bem definidos, o que permite um sistema produtivo extremamente eficiente. Aqui, iniciamos o plantio da primeira safra em setembro, começamos a colheita em janeiro e, logo na sequência, já damos início à segunda safra. Esse ciclo produtivo faz de Mato Grosso referência mundial em eficiência agrícola. Por isso, falar do agronegócio mato-grossense é falar de um dos sistemas de produção mais eficientes do mundo”, salientou o governador.

Para o delegado do núcleo de Querência, Marcelo da Cunha Marinho, eventos como a abertura da colheita fortalecem o diálogo entre produtores, entidades e autoridades, além de aproximarem o setor produtivo das principais pautas ligadas ao desenvolvimento da agricultura.

“Eventos como este promovem uma aproximação muito importante. Neste momento, por exemplo, estamos reunindo representantes do Poder Executivo, tanto municipal quanto estadual, do Poder Legislativo e do setor produtivo, todos dialogando em pé de igualdade sobre os desafios e as oportunidades do agronegócio. Um evento dessa magnitude cria um ambiente favorável para a construção de soluções conjuntas, fortalecendo a relação entre o setor produtivo e as lideranças responsáveis pela formulação de políticas e pela tomada de decisões. Além disso, contamos com a presença das principais empresas do agronegócio, que participam ativamente dessas discussões. Não se trata apenas de debater problemas, mas também de apresentar alternativas, inovações e soluções que contribuam para o desenvolvimento e a competitividade do setor”, afirmou Marcelo.

A participação da Aprosoja MT na Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra reforça o compromisso da entidade com a representatividade do produtor rural e com a promoção de debates voltados ao fortalecimento de um agronegócio cada vez mais sustentável, competitivo e preparado para os desafios futuros no campo.

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Agro Mato Grosso

STF destrava Ferrogrão após quase 6 anos e recoloca nos trilhos projeto estratégico para a logística MT

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Projeto ferroviário é considerado fundamental para reduzir custos logísticos, ampliar competitividade, fortalecer o Arco Norte e diminuir impactos ambientais no transporte de cargas

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou a constitucionalidade da lei relacionada à Ferrogrão encerra quase seis anos de insegurança jurídica e recoloca nos trilhos um dos empreendimentos logísticos mais importantes do Brasil.

Na prática, o STF validou a Lei nº 13.452/2017, que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, permitindo a regularização da faixa de domínio da BR-163 e o avanço da Ferrogrão.

A ferrovia ligará Sinop (MT) ao distrito de Miritituba (PA), em um corredor de aproximadamente mil quilômetros de extensão, acompanhando grande parte da BR-163, rota fundamental para o escoamento da produção agropecuária mato-grossense em direção aos portos do Arco Norte.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, a construção da ferrovia representa um avanço econômico, logístico e ambiental para Mato Grosso e para o Brasil.

“A construção da Ferrogrão significa mais competitividade e eficiência para o produtor de Mato Grosso. Estima-se uma economia de mais de R$ 8 bilhões por ano, podendo ainda, haver redução no valor do frete no estado”, destacou.

Segundo ele, além da redução dos custos logísticos, os recursos economizados tendem a permanecer circulando na economia estadual, estimulando investimentos, geração de empregos e aumento da arrecadação.

Outro benefício apontado é a melhora no fluxo da BR-163, que atualmente transporta mais de 17 milhões de toneladas de grãos e enfrenta graves gargalos, congestionamentos, acidentes e elevado custo operacional. Com parte da carga migrando para o modal ferroviário, a expectativa é reduzir acidentes, melhorar o tráfego e aumentar a eficiência do escoamento por esse importante corredor logístico de Mato Grosso.

Além dos impactos econômicos, a Ferrogrão também é apontada como uma alternativa mais sustentável para o transporte de cargas. A estimativa é de redução de até 40% nas emissões de CO₂ no transporte de grãos.

“A redução das emissões de carbono pode chegar a aproximadamente 3,4 milhões de toneladas por ano”, afirmou Lucas Costa Beber.

O projeto também foi desenvolvido para minimizar impactos ambientais e sociais. No trecho relacionado ao Parque Nacional do Jamanxim, a área desafetada para viabilização da obra corresponde a 862 hectares, cerca de 0,054% da unidade de conservação, com previsão de compensação ambiental.

“A ferrovia utilizará majoritariamente o corredor já existente da BR-163. A área desafetada será compensada posteriormente, podendo inclusive superar a extensão utilizada, garantindo segurança ambiental, social e econômica ao projeto”, explicou.

Com a decisão do STF, a expectativa do setor produtivo é que os órgãos responsáveis avancem com celeridade nos próximos passos para viabilizar o empreendimento. A Aprosoja MT defende que Ministério dos Transportes, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Tribunal de Contas da União (TCU), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) atuem de forma coordenada para garantir o andamento do projeto, a realização do leilão e o início das obras.

Assim como fez desde o início das discussões sobre a Ferrogrão, a Aprosoja MT seguirá empenhada na defesa do projeto e na busca por soluções que ampliem a competitividade do agronegócio brasileiro, promovendo desenvolvimento econômico, eficiência logística e sustentabilidade para Mato Grosso e para todo o país.

Raiane Florentino

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Agro Mato Grosso

Fundação Rio Verde participará da 40ª Reunião de Pesquisa de Soja

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Durante o encontro, pesquisadora da Fundação apresentará resultados de pesquisas desenvolvidas em Mato Grosso e Rondônia sobre podridão de vagens e grãos de soja

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