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24 de julho de 2026

Aprosoja MT

Aprosoja MT protocola pedido de medidas emergenciais para armazenagem agrícola em MT

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A associação dos produtores de soja e milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) encaminhou ao Governo do Estado de MT um protocolo solicitando a adoção de medidas emergenciais voltadas ao fortalecimento da armazenagem agrícola no estado.

O documento destaca a necessidade de ações estruturantes diante do atual cenário logístico e das recentes instabilidades no mercado internacional, que têm impactado diretamente os custos de produção e o escoamento da safra. Segundo a entidade, Mato Grosso, apesar de liderar a produção nacional de soja e milho, enfrenta um déficit significativo de armazenagem, estimado em 53,5% na safra 2025/26. A entidade alerta que essa limitação compromete a capacidade de retenção da produção nas propriedades, aumenta os custos logísticos, reduz a eficiência do escoamento e impacta a competitividade do produtor rural.

No documento, a entidade também ressalta que fatores externos, como as tensões geopolíticas e a volatilidade no mercado de combustíveis e fertilizantes, ampliam a vulnerabilidade do setor, especialmente em um cenário de dependência da logística de transporte. Diante desse contexto, a Aprosoja MT propõe uma série de medidas, entre elas a desoneração de máquinas, equipamentos e estruturas destinadas à armazenagem agrícola, a revisão de normativas que impactam o setor e o fortalecimento da infraestrutura de energia elétrica no meio rural, com destaque para a ampliação do acesso à rede trifásica.

Em uma primeira conversa com o governador Otaviano Pivetta, a demanda foi compreendida e recebeu sinalização positiva, especialmente em relação à desoneração de alguns itens necessários para a implantação de sistemas de armazenagem. O tema agora deve avançar tecnicamente para a construção de soluções efetivas.

A entidade também solicita a abertura de diálogo técnico com o Governo do Estado para a construção de soluções estruturantes que garantam maior resiliência logística à produção agropecuária mato-grossense.

Para a Aprosoja MT, o momento exige decisões estratégicas e imediatas, uma vez que o déficit de armazenagem deixa de ser apenas um desafio econômico e passa a representar uma questão de segurança produtiva.

A associação reforça que segue à disposição para contribuir tecnicamente com o desenvolvimento de políticas públicas que fortaleçam o setor e garantam melhores condições para os produtores rurais do estado.

Fonte: Aprosoja/MT



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Agro Mato Grosso

Wilson Heidemann: pioneiro relembra a história que ajudou a construir Campo Novo do Parecis

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Produtor rural acompanhou o nascimento do município, participou dos primeiros anos da agricultura na região e acredita que a honestidade foi seu principal legado

A história do agronegócio mato-grossense é formada por milhares de produtores que deixaram suas cidades de origem em busca de novas oportunidades. Entre eles está Wilson Walter Heidemann, um dos pioneiros de Campo Novo do Parecis, que, aos 95 anos, carrega lembranças de uma época em que o município ainda não existia, as estradas eram precárias e a agricultura dava seus primeiros passos na região.

Nascido no Rio Grande do Sul e criado no Paraná, Wilson chegou ao então norte de Mato Grosso na década de 1970, após receber o convite de um sobrinho para conhecer uma área que começava a ser ocupada por agricultores vindos do Sul do país. Na época, ele trabalhava com uma pequena serraria e vivia em Santa Helena (PR), mas a perspectiva de conquistar uma área maior para produzir despertou sua curiosidade.

“Meu sobrinho me chamou para conhecer uma área aqui. Lá onde a gente morava cada um tinha só um pedacinho de terra e não tinha mais para onde crescer. Quando cheguei e vi aquela imensidão, pensei que era terra para nunca mais acabar”, relembra.

A viagem até a região foi muito diferente da realidade encontrada hoje. Segundo Wilson, praticamente não existiam estradas e boa parte do trajeto era feita por caminhos abertos anos antes por seringueiros. Foi durante essa expedição que um topógrafo realizou a medição das primeiras áreas destinadas aos produtores.

“Ele mediu cinco quilômetros para cada um dos produtores que estavam ali e meu sobrinho resolveu me ceder uma parte da área dele. Foi assim que consegui minha primeira terra em Campo Novo.”

Mesmo tendo conquistado sua propriedade, Wilson conta que o início não foi fácil. Sem máquinas e sem recursos para investir na produção, precisou trabalhar para outros agricultores enquanto preservava a área que havia recebido.

“Eu não tinha trator, não tinha colheitadeira, não tinha dinheiro. Tinha vontade de vencer. Então fui trabalhar para os outros, construindo casas e ajudando onde precisava, enquanto cuidava da minha terra.”

Naquele período, a cooperação entre os produtores era essencial para que a agricultura pudesse se desenvolver. Quem possuía plantadeira ajudava quem tinha colheitadeira e todos compartilhavam equipamentos e mão de obra para viabilizar as primeiras lavouras. “Foi um ajudando o outro. Um plantava, o outro colhia e assim a gente foi começando. Se não fosse essa união, talvez Campo Novo não tivesse crescido da forma como cresceu.”

Segundo Wilson, a soja ainda não fazia parte da realidade da região. Nos primeiros anos, o arroz era a principal cultura cultivada e somente depois começaram a surgir informações sobre a adaptação da soja ao Cerrado brasileiro.

“Ninguém sabia que dava soja aqui. Primeiro nós plantamos arroz. Depois vieram as notícias de Brasília dizendo que a soja podia ser cultivada na região e começamos também a investir nessa cultura.”

Décadas depois, Campo Novo do Parecis se consolidou como um dos principais polos produtores de grãos do Brasil, realidade que Wilson afirma nunca ter imaginado quando chegou à região.

“Ninguém pensava que isso aqui ia virar um município. A gente queria produzir, construir uma vida melhor para a família. Depois foram chegando mais pessoas, surgiu comércio, vieram as estradas e Campo Novo foi crescendo.”

Ao longo da vida, o produtor ampliou sua área de produção e formou o patrimônio que mais tarde seria repassado aos filhos. Atualmente, eles administram o Grupo Heidemann, criado para dar continuidade ao trabalho iniciado pelo pai.

Apesar das conquistas, Wilson acredita que seu maior patrimônio nunca foi a quantidade de terras ou os bens adquiridos, mas a confiança conquistada ao longo dos anos. Ele lembra de um episódio que considera decisivo para sua trajetória. Depois de administrar uma fazenda para outro produtor e cuidar do gado da propriedade, recebeu a proposta de comprar a área, mesmo sem ter dinheiro para isso.

“Eu disse que não tinha condições de comprar. Mesmo assim ele respondeu que venderia para mim. Primeiro eu pagaria o gado, depois teria alguns anos para pagar a terra. Ele confiava que eu cumpriria a palavra.”

Para Wilson, foi justamente essa confiança que abriu muitas portas ao longo da vida. “Eu acho que a minha honestidade foi o que mais me ajudou a crescer aqui. As pessoas confiavam em mim, faziam negócio comigo porque sabiam que eu cumpria o que prometia.”

Hoje, aos 95 anos, ele acompanha o trabalho desenvolvido pelos filhos e netos e sente orgulho ao ver que o esforço de uma vida continua produzindo resultados. “Graças a Deus consegui construir alguma coisa e deixar para eles. Isso me deixa muito feliz.”

Ao relembrar sua trajetória, Wilson também deixa uma mensagem para as novas gerações de produtores rurais que continuam escrevendo a história da agricultura mato-grossense.

“O começo foi difícil para todo mundo. Nada veio fácil. Mas, com trabalho, união e honestidade, a gente conseguiu construir uma vida e ajudar a construir uma cidade inteira. É isso que espero que nunca se perca.”

A história de Wilson Walter Heidemann se mistura à própria história de Campo Novo do Parecis. Mais do que testemunhar o desenvolvimento da região, ele participou ativamente da construção de um município que hoje é referência na produção agrícola nacional, deixando como legado valores que seguem tão importantes quanto a terra que ajudou a cultivar: trabalho, cooperação e honestidade.

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Agro Mato Grosso

Agrosolidário leva alimento, cuidado e dignidade a famílias de Nova Mutum

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O repasse de bebida de soja auxilia inúmeras crianças, idosos e apoia pacientes oncológicos em tratamento

Garantir a segurança alimentar de quem mais precisa é um compromisso que o setor produtivo de Mato Grosso vem assumindo há anos. Por meio do projeto Agrosolidário, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) transforma a produção agrícola em solidariedade, contribuindo para que milhares de famílias em situação de vulnerabilidade tenham acesso a alimentos nutritivos e de qualidade.

Em Nova Mutum, essa parceria ganha vida por meio do Banco de Leite, projeto social da Paróquia Sagrada Família criado em 2019. Além da distribuição de leite longa vida, a iniciativa também entrega a bebida de soja produzida com o apoio do Agrosolidário, ampliando o atendimento a crianças, idosos, pessoas com deficiência e pacientes que dependem de uma alimentação específica.

Fundadora e voluntária do projeto, Lúcia dos Santos Barbosa explica que o trabalho vai além da entrega de alimentos. “Atendemos crianças de até sete anos, idosos, pessoas com deficiência e pacientes que precisam do leite por recomendação médica ou em razão de alguma doença. Também distribuímos fraldas infantis e geriátricas. No mesmo dia em que entregamos o leite, levamos também a bebida de soja às famílias. É um cuidado que chega junto com a alimentação”, destaca.

As entregas da bebida de soja são realizadas a cada seis meses e seguem um critério de necessidade das famílias cadastradas. Segundo Lúcia, o objetivo é garantir que o alimento chegue a quem mais precisa. “Quando percebemos que há mais pessoas na mesma casa precisando desse apoio, principalmente idosos ou alguém em tratamento de saúde, buscamos aumentar a quantidade entregue. As famílias levam a bebida de soja para casa e cada uma prepara da forma que preferir. O importante é saber que esse alimento está presente na mesa de quem realmente necessita”, afirma.

Entre as famílias beneficiadas está a de Marcilene Nice Ferreira. Há seis anos em tratamento contra o câncer, ela encontrou no projeto um apoio que fez diferença na rotina e na alimentação da casa. “Sempre que recebemos o leite, também recebemos os pacotes da bebida de soja. Aprendemos como preparar e ela passou a fazer parte do nosso dia a dia. Eu tomo todos os dias e também ofereço ao meu filho no café da manhã. Às vezes ele toma à tarde também. Nós gostamos muito e percebemos o quanto ela faz bem para a nossa alimentação”, conta.

O entusiasmo também é compartilhado pelo pequeno João Samuel dos Anjos, de seis anos, que já criou sua forma preferida de consumir a bebida. “Eu gosto de beber com leite e sabor de morango. Aí eu fico forte igual ao Homem-Aranha”, diz, sorrindo.

Para Lúcia, histórias como a de Marcilene mostram o verdadeiro alcance do Agrosolidário. Mais do que complementar a alimentação das famílias, o projeto leva acolhimento, dignidade e esperança para quem enfrenta momentos difíceis. “Somos muito gratos ao Agrosolidário por proporcionar essa bebida de soja, que faz tanta diferença na vida das famílias que acompanhamos. Em nome do Banco de Leite, deixo nosso respeito e agradecimento. Como fundadora e voluntária, é emocionante ver esse apoio chegando a quem realmente precisa. Muito obrigada a todos que tornam esse projeto possível”, finaliza.

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Agro Mato Grosso

No campo, proteger a floresta significa evitar que o fogo chegue até ela

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No Dia de Proteção às Florestas, produtores rurais reforçam que conservar a vegetação nativa faz parte da rotina nas propriedades e que o combate aos incêndios começa muito antes das chamas aparecerem

O Brasil abriga uma das maiores riquezas ambientais do planeta. Suas florestas ocupam posição estratégica na conservação da biodiversidade, na regulação do clima, na proteção dos recursos hídricos e na produção de alimentos. Não por acaso, o país é reconhecido mundialmente pela dimensão de seus biomas e pela extensa cobertura vegetal nativa que ainda preserva.

Mas, durante o período de estiagem, essa riqueza natural passa a enfrentar um dos seus maiores desafios: os incêndios florestais. Com meses de baixa umidade, altas temperaturas e vegetação seca, qualquer foco de calor pode se transformar rapidamente em um incêndio de grandes proporções, ameaçando não apenas áreas de preservação, mas também lavouras, animais, infraestrutura e comunidades rurais.

É justamente nesse cenário que o produtor rural assume um papel que muitas vezes passa despercebido por quem vive distante do campo. Além de produzir alimentos, ele também atua diariamente como guardião das florestas existentes dentro de sua propriedade, investindo em prevenção, monitoramento e combate ao fogo para impedir que as chamas avancem sobre a vegetação nativa.

Em Mato Grosso, essa responsabilidade ganha ainda mais relevância. O estado concentra algumas das maiores áreas de produção agrícola do país e, ao mesmo tempo, abriga importantes porções dos biomas Amazônia, Cerrado e Pantanal. A convivência entre produção e conservação faz parte da realidade das propriedades rurais e é respaldada pelo Código Florestal Brasileiro, que determina a manutenção de Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais.

Segundo o vice-coordenador da Comissão de Sustentabilidade da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Nathan Belusso, os números ajudam a demonstrar a importância do produtor rural na conservação ambiental do estado.  “Mato Grosso possui cerca de 60% do seu território com vegetação nativa preservada e, desse total, aproximadamente 50% está dentro de propriedades privadas. Isso significa que o produtor rural também exerce o papel de protetor dessas áreas”, explica.

Nathan Belusso explica que, justamente nas regiões onde predominam a agricultura e o manejo constante das propriedades, os índices de incêndios costumam ser menores. Isso ocorre porque existe monitoramento permanente, abertura de aceiros, manutenção de equipamentos e rápida mobilização sempre que um foco de incêndio é identificado.

“Todos os anos enfrentamos um período de quatro ou cinco meses praticamente sem chuva, com temperaturas elevadas. Essas condições favorecem o surgimento de incêndios. Nesses casos, o produtor é quase sempre o primeiro a chegar ao local e iniciar o combate ao fogo, protegendo tanto as áreas de vegetação nativa quanto as áreas produtivas”, afirma.

A preocupação vai além da preservação ambiental. Um incêndio pode destruir a palhada que protege o solo, comprometer a fertilidade da área, danificar máquinas, cercas, estruturas e reduzir significativamente a produtividade da safra seguinte.

Ao contrário da percepção de que apenas a floresta sofre com os incêndios, o produtor rural figura entre os maiores prejudicados quando o fogo invade uma propriedade. Nathan Belusso lembra que o proprietário é considerado o guardião da vegetação existente dentro de sua fazenda e precisa agir imediatamente diante de qualquer ocorrência.

“Quando um incêndio acontece dentro da propriedade, o produtor é o primeiro responsável pelo combate. Além dos prejuízos financeiros, ele pode responder administrativamente ou até criminalmente caso não consiga comprovar que o incêndio foi acidental ou provocado por terceiros”, explica.

Por isso, a orientação é que toda ocorrência seja registrada por meio de boletim de ocorrência e documentação técnica, especialmente quando houver indícios de origem criminosa.

A produtora rural e delegada coordenadora do núcleo da Aprosoja MT em Sorriso, Aline Beledelli, conta que a preservação das áreas nativas faz parte da rotina da propriedade e segue rigorosamente o que determina o Código Florestal Brasileiro.

“As Áreas de Preservação Permanente, como as margens dos rios, são preservadas conforme estabelece a legislação. Dependendo da região e da tipologia da vegetação, existem propriedades que preservam 20%, 35% e até 80% de sua área.”

Apesar de nunca ter enfrentado um incêndio dentro da própria fazenda, ela afirma que já participou da mobilização para combater focos em propriedades vizinhas. Segundo Aline, existe uma verdadeira rede de apoio entre produtores durante o período mais crítico do ano.

“Quando alguém identifica fumaça ou um foco de incêndio, os vizinhos se comunicam imediatamente. Existem grupos de mensagens específicos para isso. Caminhões-pipa permanecem abastecidos, grades e equipamentos ficam prontos para uso e todos se mobilizam porque ninguém sabe onde será o próximo incêndio.”

Essa cooperação faz com que a resposta aos incêndios seja rápida, muitas vezes evitando que pequenas ocorrências se transformem em grandes desastres ambientais. No município de Diamantino, o delegado coordenador do núcleo da Aprosoja MT, Flávio Kroling, afirma que o trabalho de prevenção começa muito antes da chegada da estiagem. Uma das principais medidas adotadas nas propriedades é a construção e manutenção dos aceiros.

“A gente procura proteger as florestas de todas as formas. Toda a propriedade possui aceiros e realizamos constantemente ações preventivas para evitar que o fogo alcance a vegetação nativa.”

Kroling já enfrentou incêndios tanto em propriedades próprias quanto em fazendas vizinhas e destaca que o setor agropecuário está cada vez mais preparado para agir nessas situações. “Hoje o produtor dispõe de equipamentos, caminhões, implementos e equipes treinadas para fazer o combate inicial aos incêndios. Todos sabem que quem mais perde quando há fogo somos nós.”

Segundo ele, os prejuízos vão muito além da safra. “Uma floresta leva muitos anos para se recuperar depois de um incêndio. O mesmo acontece com a lavoura e com a palhada que protege o solo. Por isso, o maior interessado em impedir que o fogo aconteça é o próprio agricultor.”

A preservação ambiental não representa um obstáculo à agricultura, ela é um dos fatores que tornam possível a produção de alimentos em larga escala. Solo protegido, disponibilidade de água, equilíbrio climático, polinização e conservação da biodiversidade são elementos diretamente ligados à manutenção das áreas de vegetação nativa.
Para Aline Beledelli, produção e conservação são duas faces da mesma realidade. “A agricultura depende diretamente dos recursos naturais. Solo, água e clima são essenciais para produzir alimentos com qualidade. Desenvolvimento e conservação ambiental não são objetivos opostos; são complementares.”

Essa também é a visão de Flávio Kroling. “É impossível pensar em agricultura sem cuidar das florestas. Se não preservarmos nossas áreas nativas, também não teremos boas colheitas. Está tudo interligado.”

Nathan Belusso reforça que essa relação de equilíbrio faz parte da própria atividade rural. “É da natureza que o produtor tira seu sustento. Quanto melhores forem as práticas de manejo e de preservação ambiental, maior será a eficiência da produção. O produtor vive em harmonia com o meio ambiente e colhe os frutos dessa convivência.”

No Dia de Proteção às Florestas, a mensagem que vem do campo é de que preservar não significa apenas manter áreas de vegetação em pé, mas agir diariamente para que elas permaneçam protegidas.

A abertura de aceiros, o monitoramento constante durante a estiagem, a manutenção de equipamentos de combate, a união entre vizinhos e o respeito à legislação ambiental fazem parte de uma rotina silenciosa, mas essencial para conservar o patrimônio natural brasileiro.

Enquanto as florestas garantem água, equilíbrio climático e biodiversidade, os produtores rurais ajudam a garantir que elas continuem existindo. Afinal, para quem vive da terra, proteger a floresta não é apenas uma obrigação legal, é uma condição indispensável para continuar produzindo hoje e para as próximas gerações.

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