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24 de julho de 2026

Sustentabilidade

Porto de Paranaguá concentra 70% das exportações brasileiras de óleo de soja no 1º trimestre – MAIS SOJA

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O Porto de Paranaguá movimentou 70% das exportações brasileiras de óleo de soja entre janeiro e março de 2026, de acordo com o Comex Stat, sistema do governo federal que reúne dados sobre o comércio exterior. No período, o porto paranaense embarcou 386,3 mil toneladas do produto.

Segundo o centro de estatísticas da Portos do Paraná, o volume representa um crescimento de 38% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 280 mil toneladas. Os principais mercados compradores estão concentrados na Ásia e na África.

Somente no mês de março, a participação de Paranaguá nas exportações nacionais de óleo de soja atingiu 75,3%, com 135 mil toneladas embarcadas.

Em volume, a soja em grão foi a commodity que mais cresceu em movimentação nos portos paranaenses no primeiro trimestre de 2026. Foram 4,6 milhões de toneladas exportadas, segundo dados da Autoridade Portuária e do Comex Stat, o que representa uma em cada cinco toneladas das exportações brasileiras do produto.

O volume embarcado de soja em grão registrou crescimento de 12% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram exportadas 4,1 milhões de toneladas.

“O nosso controle de qualidade e toda a dinâmica operacional garantem o reconhecimento internacional e a busca constante do mercado pelos portos paranaenses”, afirmou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

Com o envio de 1,3 milhão de toneladas, o farelo de soja também se destacou nas exportações do trimestre, representando 25,6% do volume nacional — o segundo maior do País, mesmo com uma ligeira queda se comparado com o mesmo período de 2025.

Somente em março, foram embarcadas 700 mil toneladas, principalmente para a Ásia e a Europa, volume equivalente a mais de 30% das exportações brasileiras.

MOVIMENTAÇÃO GERAL

No acumulado até março, os portos paranaenses movimentaram 16,7 milhões de toneladas. Houve redução nas exportações de açúcar, impactadas pela queda nos preços internacionais e pelo aumento dos estoques globais.

A exportação de milho também apresenta retração, já que parte da produção tem sido direcionada ao mercado interno para a fabricação de etanol, combustível alternativo ao petróleo. Esse movimento está relacionado ao cenário internacional, marcado por tensões geopolíticas, como o conflito entre Estados Unidos e Irã.

Essas condições internacionais também começam a impactar a importação de fertilizantes. O Paraná é a principal porta de entrada desses insumos no Brasil. No primeiro trimestre do ano passado, foram importadas 2,7 milhões de toneladas, enquanto, no mesmo período de 2026, o volume caiu para 2,2 milhões de toneladas.

Por outro lado, a importação de malte registrou alta de 227%, enquanto a cevada cresceu 10%. Já os derivados de petróleo apresentaram aumento de 9% nas importações em relação a 2025.

Fonte: AEN-PR



 

FONTE

Autor:Agência Estadual de Notícias – Paraná

Site: AEN-PR

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Sustentabilidade

Escolha da cultivar de soja pode gerar diferença superior a R$ 1.600 por hectare – MAIS SOJA

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Mesmo solo, mesmo clima, mesmo manejo e ainda assim uma diferença de R$ 1.610,00 por hectare apenas em função da cultivar de soja plantada. É o que mostra o Ensaio de Cultivares em Rede (ECR®) Soja RS Safra 2025/2026, estudo técnico coordenado pela Fundação Pró-Sementes em parceria com o Sistema Farsul, com patrocínio do Senar RS e da Bayer, cujos resultados já estão disponíveis para toda a cadeia produtiva gaúcha.

O dado foi observado em Vacaria, num dos nove pontos de avaliação da rede. Sob idênticas condições de solo e manejo, a produtividade das cultivares do Grupo I (ciclo precoce) variou de 65 a 79 sacos por hectare (scs/ha) – uma amplitude local de 14 sacos que, a R$ 115,00 a saca, representa R$ 1.610,00 de diferença por hectare só pela escolha do material genético. “O peso real da genética se mostra dentro de um mesmo ambiente. Essa variação prova que a escolha incorreta da cultivar pode custar mais de R$ 1.610,00 por hectare ao produtor”, afirma Kassiana Kehl, coordenadora de pesquisa da Fundação Pró-Sementes e responsável técnica pelo estudo.

Quando o recorte sai do ambiente controlado de um único município e passa a comparar as diferentes regiões do Rio Grande do Sul, a distância se amplia ainda mais. O teto produtivo do ECR 2025/2026 chegou a 114 scs/ha, obtido pela cultivar BRS 6105 RR (Grupo II) na área de várzea de Mostardas. No outro extremo, o mesmo Grupo II rendeu apenas 33 scs/ha em Cachoeira do Sul, uma amplitude de 81 sacos por hectare entre as pontas do estado, puxada pelas diferenças regionais de solo e clima.

Para dimensionar o tamanho do desafio, a produtividade média da soja no Rio Grande do Sul na safra 2025/2026 foi de 2.769 kg/há, o equivalente a cerca de 46 scs/ha, segundo a Conab. Ou seja, o potencial genético identificado nos ensaios chega a ser mais que o dobro da média estadual, evidenciando o quanto a escolha assertiva da cultivar ainda pode agregar ao resultado do produtor gaúcho.

Condução do estudo

O ECR Soja RS 2025/2026 avaliou 35 cultivares, entre as mais plantadas no estado, segundo o Mapa, e lançamentos recentes, divididas em dois grupos de maturação: o Grupo I, de ciclo precoce (GM 5.1 a 5.9, com 16 materiais), e o Grupo II, de ciclo médio/tardio (GM 6.0 a 6.7, com 19 materiais). Ao todo, 11 marcas estiveram representadas.

Os ensaios foram implantados em nove municípios (Bagé, Cachoeira do Sul, São Gabriel, Mostardas, Pelotas, Júlio de Castilhos, São Luiz Gonzaga, Passo Fundo e Vacaria), representando as principais microrregiões produtoras do estado (o ponto de Pelotas foi excluído da análise final por desuniformidade no estabelecimento das plantas).

A implantação da rede ocorreu sob condições propícias para a emergência na maior parte do estado, mas o ciclo da soja foi marcado por estiagens pontuais severas. Em Passo Fundo, por exemplo, choveu apenas 8 mm em janeiro e 55 mm em fevereiro, volumes bem abaixo do necessário no período crítico de enchimento de grãos, o que ajuda a explicar parte da variação de desempenho entre cultivares e regiões.

Os dados do ECR também ajudam a contextualizar um desafio de mais longo prazo. Nos últimos dez anos, a produtividade média da soja no Rio Grande do Sul oscilou com mais intensidade e ficou, na maior parte das safras, abaixo dos vizinhos Paraná e Santa Catarina, segundo série histórica da Conab. Safras de estiagem severa, como 2019/20, 2021/22 e 2022/23, demonstram a vulnerabilidade climática do estado, reforçando o papel de ensaios regionalizados como o ECR na mitigação de risco para o produtor.

Os resultados do ECR Soja RS Safra 2025/2026 estão disponíveis de forma gratuita no no site da Fundação Pró-Sementes. A versão imprensa dos resultados estão disponíveis nos Sindicatos Rurais do Rio Grande do Sul.

Fonte: FARSUL



 

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Sustentabilidade

Quais são as biotecnologias disponíveis na cultura da soja e como tem revolucionado a cultura. – MAIS SOJA

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A partir de 1996, surgiu a primeira biotecnologia para a cultura da soja, inicialmente as biotecnologias erão desenvolvidas focadas no controle de plantas daninhas, por esse motivo, atualmente, existe uma grande quantidade de biotecnologias aprovadas no Brasil com essa característica. Posteriormente, outras biotecnologias foram desenvolvidas transferindo a planta outras qualidades para auxiliar os produtores no controle de insetos, doenças e mitigação ao déficit hídrico. Hoje, as principais tecnologias disponíveis no mercado são:

  1. Roundup Ready® (RR): Confere tolerância ao herbicida glifosato por meio da inserção do gene CP4-EPSPS, permitindo o controle eficiente de plantas daninhas de folhas estreitas e largas.
  2. Intacta RR2 PRO® (IPRO): Combina tolerância ao glifosato com resistência a lagartas por meio da proteína Cry1Ac.
  3. Intacta 2 Xtend® (Xtend): Apresenta resistência a um número maior de lagartas por meio das proteínas Cry1Ac, Cry1A.105 e Cry2Ab2, além de tolerância aos herbicidas glifosato e dicamba, ampliando as opções de manejo de plantas daninhas.
  4. Conkesta Enlist E3® (CE): Tolerância aos herbicidas glifosato, glufosinato de amônio e 2,4-D sal colina, expressa as proteínas Cry1F e Cry1Ac.
  5. HB4®: Desenvolvida para aumentar a tolerância ao estresse hídrico (seca).
  6. Liberty Link® (LL): Confere tolerância ao herbicida glufosinato de amônio por meio do gene PAT.
  7. Cultivance® (CV): Proporciona tolerância aos herbicidas do grupo das imidazolinonas, por meio do gene CSR1-2.
  8. STS (Sulfonylurea Tolerant Soybean): Confere maior tolerância aos herbicidas do grupo das sulfonilureias.
  9. BLOCK®: Tecnologia desenvolvida pela EMBRAPA voltada ao aumento da tolerância à ferrugem-asiática da soja.

A figura 1 apresenta um resumo geral das principais biotecnologias genéticas da soja no Brasil e suas respectivas resistências ou tolerâncias.

Figura 1. Perfil de tolerância a herbicidas, doenças, pragas e estresse hídrico das principais biotecnologias de soja disponíveis no mercado brasileiro.

De modo geral, é fundamental que produtores e técnicos compreendam a interação entre cultivar, ambiente e manejo, buscando informações confiáveis geradas por pesquisas, assistência técnica, empresas de sementes e experimentos em campo (on farm), avaliando na sua lavoura as principais cultivares de soja semeadas na região e os novos lançamentos, criando assim um banco de dados que servirá como base para uma escolha mais assertiva da cultivar ideal.

Referências bibliográficas.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 202


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Sustentabilidade

Crédito rural registra redução nas contratações ao final do Plano Safra 2025/26 – MAIS SOJA

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O encerramento do Plano Safra 2025/26 confirma um cenário de maior restrição ao crédito rural em Mato Grosso do Sul. O ciclo foi concluído com R$ 14,64 bilhões contratados, volume 22,3% inferior ao registrado na safra anterior.

Segundo levantamento da Aprosoja/MS, foram contratados R$ 943,8 milhões em junho de 2026 no Estado, resultado 22,3% inferior ao registrado em maio do mesmo ano e 40,1% menor em comparação com junho de 2025.

O ambiente financeiro mais restritivo observado no encerramento da safra é resultado da redução das operações de custeio, investimento e, principalmente, comercialização, refletindo uma maior seletividade na concessão de crédito rural.

O Plano Safra 2026/27 iniciou seu ciclo em 1º de julho, com crescimento de 1,7% no volume total de recursos em relação ao ciclo anterior, totalizando R$ 622,4 bilhões. No entanto, esse aumento não supera a inflação acumulada no período, o que resulta em redução do volume de crédito em termos reais.

Assim, apesar da redução das taxas de juros nas principais linhas oficiais, a ampliação do acesso ao crédito dependerá da disponibilidade de recursos subsidiados, da capacidade de equalização pelo Governo Federal e da situação financeira dos produtores. Esses fatores continuarão sendo determinantes para o ritmo das contratações ao longo da safra 2026/27.

O boletim completo pode ser acessado aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja/MS

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