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Conflito no Oriente Médio faz produtor mudar padrão de consumo de fertilizantes

O Brasil anda importando menos fertilizantes, mostra balanço da consultoria StoneX. Ao se considerar as principais matérias-primas adquiridas pelo país, o volume caiu 5% entre janeiro e maio em comparação ao mesmo período de 2025, totalizando 14,6 milhões de toneladas.
De acordo com o analista da empresa Tomás Pernías, essa tendência compradora enfraquecida não se restringe ao mercado brasileiro. “Desde que o conflito no Oriente Médio impulsionou as cotações dos fertilizantes, piorando as relações de troca dos agricultores, a demanda global perdeu tração, e o que se tem observado é um comportamento defensivo, cauteloso e seletivo por parte dos compradores”, observa.
Segundo ele, nem mesmo a desvalorização gradual observada nos preços da ureia tem sido suficiente para estimular o apetite comprador do produtor brasileiro. Desde o pico de preço desse produto, registrado em meados de abril, houve queda de 32% nas cotações do nitrogenado. “Contudo, essa retração, que ultrapassa US$ 250 por tonelada, ainda não destravou as compras no Brasil.”
Pernías destaca que, ao mesmo tempo, nos últimos meses o país importou maiores volumes de sulfato de amônio e de TSP (superfosfato triplo) em relação ao período de janeiro a maio de 2025. O analista pontua que esse movimento sugere que os importadores brasileiros têm buscado alternativas que, a depender das condições, podem oferecer um custo-benefício mais atrativo ou maior facilidade de aquisição.
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O balanço da StoneX mostra, também, que as importações de sulfato de amônio estão mais de 15% acima dos números observados no ano passado, enquanto as compras de TSP estão 47% maiores neste ano.
“De todo modo, a média histórica das importações de fertilizantes pelo Brasil aponta que as compras de nitrogenados costumam ganhar tração a partir de junho e que, com o passar do segundo semestre, as aquisições desse tipo de fertilizante tendem a crescer gradualmente, à medida que os importadores avançam na recomposição de estoques para a safrinha”, sintetiza Pernías.
Produção nacional
Balanço da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda) mostra que no acumulado de janeiro a março de 2026, a produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou com redução de 16,2%, com um total de 1,41 milhão de toneladas.
No entanto, a entidade esclarece que, apesar dos reforços junto às empresas, em função de mudanças na estrutura societária ou da retomada de produção em ativos, nem toda produção nacional foi capturada no primeiro trimestre.
A respeito das importações, a Anda indica que o estado de Mato Grosso foi o líder nas compras no primeiro trimestre, com 2,45 milhões de toneladas, seguido por Goiás (1,10 milhão), São Paulo (1,08), Paraná (1,02), Minas Gerais (882 mil), Mato Grosso do Sul (543 mil) e Bahia (541 mil).
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Mapa apresenta programa de restauração e crédito em fórum climático no Rio

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) participou no dia 2 de junho, no Rio de Janeiro (RJ), do III Fórum de Finanças Climáticas e de Natureza, realizado durante a Rio Nature & Climate Week. No evento, representantes do setor público e privado discutiram agricultura regenerativa, segurança alimentar, adaptação climática e formas de ampliar o financiamento para restauração de áreas degradadas. O principal dado apresentado foi a previsão de um novo leilão do Eco Invest Brasil, com US$ 500 milhões da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA).
Representando o Mapa, o assessor especial do ministro e coordenador do Programa Caminho Verde Brasil, Pedro Cunto, participou do painel sobre segurança alimentar e adaptação climática. Segundo ele, a próxima etapa da iniciativa prevê foco em pequenos e médios produtores, com apoio de empresas-âncora e serviços de assistência técnica e monitoramento para reduzir custos operacionais.
Durante o debate, Cunto afirmou que a atração de capital estrangeiro ainda enfrenta entraves no Brasil, citando o custo do hedge cambial e a taxa de juros. De acordo com o representante do ministério, a ampliação do fluxo de recursos externos depende de mecanismos de garantia e redução de risco com menor custo.
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No mesmo painel, o sócio-diretor da Agroícone, Rodrigo Lima, destacou a relação entre agricultura regenerativa e fertilidade do solo. Segundo ele, áreas em degradação reduzem o potencial produtivo e exigem maior acesso a financiamento para recuperação. Lima também mencionou que o Caminho Verde Brasil dispõe de R$ 30 bilhões para financiar ações, mas avaliou que o acesso ao crédito ainda é um desafio para diferentes perfis de produção.
Coordenado pelo Mapa, o Programa Caminho Verde Brasil tem como meta restaurar 40 milhões de hectares de terras degradadas em dez anos. A proposta é direcionar essas áreas para sistemas produtivos sustentáveis. O material divulgado pelo ministério não detalha, porém, cronograma operacional, critérios de seleção dos beneficiários nem datas do novo leilão anunciado.
O debate reforça que restauração produtiva, crédito e mitigação de risco financeiro seguem no centro da agenda agroambiental. A implementação prática das medidas dependerá da regulamentação dos instrumentos financeiros e da definição dos mecanismos de acesso para os produtores.
Fonte: gov.br
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Milho em alta ou baixa? Quatro fatores devem mexer com os preços no curto prazo

O que esperar do mercado do milho nos próximos dias após a Bolsa de Chicago ter fechado em baixa de 6,49% no período? A plataforma de inteligência de mercado da Grão Direto, Grainsights, aponta quatro fatos que devem mexer com os preços. Acompanhe:
- Relatório USDA: novamente, a semana será decisiva para consolidar o tamanho da safrinha brasileira com a divulgação do relatório Wasde, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), na quinta-feira (11). O mercado aguarda revisões na estimativa de produção. “É provável uma semana de grande volatilidade para os contratos futuros negociados na B3 e na CBOT”, destaca.
- Acompanhamento de safra: o avanço da colheita pelo Centro-Sul do Brasil é o principal fundamento baixista no curto prazo. Mato Grosso lidera os trabalhos, enquanto o Paraná começa a acelerar à medida que a umidade do grão permite o trabalho das máquinas. “A entrada progressiva desse novo volume físico no mercado tende a manter os compradores domésticos confortáveis, permitindo que as indústrias operem com compras escalonadas e sem pressa. É esperado que a pressão sazonal de oferta mantenha os preços físicos do cereal testando patamares de suporte entre junho e julho.”
- Condições climáticas: o clima continuará no radar, com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevendo temperaturas acima da média histórica e chuvas irregulares na região central do Brasil ao longo de junho. Enquanto regiões como o norte do Mato Grosso do Sul e o Paraná contam com lavouras em boas condições, estados como Minas Gerais, Goiás e o norte paulista calculam perdas consolidadas decorrentes da estiagem que atingiu o enchimento de grãos. “O estresse térmico em lavouras tardias e a possibilidade de geadas nas áreas mais altas do Sul servem como contrapeso que impede quedas mais fortes na B3”, pontua o Grainsights.
- Macroeconomia e oportunidades: a semana marca a abertura da Copa do Mundo 2026. Enquanto isso, o cenário macroeconômico é pautado pela forte valorização do dólar comercial, impulsionado pelos fortes dados do mercado de trabalho estadunidense (payroll). “Esse avanço cambial amplia a competitividade nominal das exportações de grãos brasileiros, mas ocorre em um ambiente de elevação nas expectativas de juros internos, com o Boletim Focus desta segunda-feira elevando a estimativa da Selic de 2026 para 13,50% ao ano”, mostra a plataforma.
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Vazio sanitário começa hoje em Mato Grosso; por que a medida é tão importante nas lavouras de soja?

O período do vazio sanitário da soja começou nesta segunda-feira (8) em Mato Grosso e segue até 7 de setembro. Durante a vigência da medida, produtores rurais devem eliminar plantas vivas de soja em lavouras, margens de rodovias, áreas de armazenamento e outros locais onde possa ocorrer a germinação espontânea da cultura.
O Sistema Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) alerta para a proibição e reforça a necessidade de controle das chamadas plantas voluntárias, também conhecidas como tigueras ou guaxas. Essas plantas surgem após a colheita e podem servir de hospedeiras para o fungo Phakopsora pachyrhizi, causador da ferrugem asiática da soja, doença capaz de provocar perdas de até 90% na produção.
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Por que o vazio sanitário é importante?
A ferrugem asiática está entre as doenças mais severas da cultura da soja e representa um dos principais desafios fitossanitários enfrentados pelos produtores. O vazio sanitário tem como objetivo interromper o ciclo de sobrevivência do fungo entre uma safra e outra, reduzindo a pressão da doença no campo e contribuindo para a sustentabilidade da produção agrícola em Mato Grosso.
Para garantir a eficácia da medida, os produtores devem monitorar constantemente suas áreas. A identificação de focos da doença ou de plantas voluntárias exige ação imediata. Segundo o analista técnico de Agricultura da Famato, Alex Rosa, as fiscalizações podem resultar em notificações quando forem encontradas irregularidades relacionadas ao descumprimento das normas.
As regras também se aplicam ao transporte de grãos e sementes de soja. As cargas devem ser acondicionadas adequadamente para evitar derramamentos em rodovias e vias públicas, o que pode favorecer o surgimento de plantas voluntárias.
“O não cumprimento das exigências estabelecidas pode acarretar medidas administrativas, como notificações, eliminação das áreas irregulares, aplicação de multas e outras sanções previstas pela legislação estadual de defesa sanitária vegetal”, explica Alex Rosa.
O calendário fitossanitário da soja em Mato Grosso para a safra 2026/2027 está previsto em Instrução Normativa Conjunta da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT). A norma também estabelece que o plantio da soja poderá ser realizado entre 7 de setembro de 2026 e 7 de janeiro de 2027.
Confira o calendário por estado.
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