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24 de julho de 2026

Business

Evento em Ribeirão Preto antecipa debates estratégicos do agro na semana da Agrishow

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Foto: Pixabay

Ribeirão Preto (SP) recebe, no dia 26 de abril, o Agrotalk Show, encontro que reúne lideranças do agronegócio, da política e da economia para discutir o papel do setor no desenvolvimento do país. O evento acontece na semana que antecede a Agrishow e deve antecipar temas que estarão no centro das discussões do agro nos próximos dias.

O fórum principal terá como tema “Soberania Econômica e Transformação Estratégica: o agro liderando a construção do novo Brasil”. A proposta é analisar o setor como parte estruturante da economia brasileira e sua inserção em cadeias produtivas globais.

Segundo a organização, a programação busca integrar diferentes áreas, ampliando o debate além da produção agrícola. A iniciativa reúne representantes também do esporte, turismo e automobilismo, em um esforço de conectar o agronegócio a outros segmentos econômicos.

Entre os participantes confirmados estão o ex-ministro de Minas e Energia Adolfo Sachsida e a pesquisadora Mariângela Hungria, reconhecida internacionalmente por suas contribuições à agricultura.

Evento antecipa discussões da Agrishow

O Agrotalk Show será realizado no FBF Collezione, espaço que abriga uma coleção de carros antigos em Ribeirão Preto. O ambiente foi escolhido para combinar conteúdo e experiência em um mesmo local, com foco em convidados e lideranças estratégicas.

A realização ocorre poucos dias antes da Agrishow, considerada uma das principais feiras de tecnologia agrícola do mundo. Por isso, o encontro deve funcionar como um termômetro das pautas que devem ganhar força durante o evento.

Agro no centro das discussões nacionais

A proposta do Agrotalk Show é reforçar o papel do agronegócio nas discussões econômicas e políticas do país. Em um cenário de eventos relevantes, como eleições e competições internacionais, o setor é apontado como estratégico para o Brasil.

Dados do setor ilustram essa relevância. Um exemplo citado pela organização é o mercado de suco de laranja: a cada dez copos consumidos durante uma Copa do Mundo, oito têm origem no Brasil.

Plataforma amplia integração entre setores

O Agrotalk Show faz parte de uma plataforma mais ampla de encontros e iniciativas voltadas à conexão entre diferentes áreas da economia. O projeto surgiu a partir do Agrotalk Meeting e inclui também os programas Agrotalk Business e Agrotalk Mind.

As ações têm como foco a troca de conhecimento, o fortalecimento de relações institucionais e a geração de negócios, reunindo lideranças políticas, empresariais e formadores de opinião em eventos estratégicos.

Com apoio de entidades do setor e do governo paulista, o encontro reforça a tendência de ampliar o diálogo entre o agronegócio e outras áreas, em um momento de transformações no cenário econômico nacional e internacional.

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Agro Mato Grosso

MT projeta colheita histórica de 57 milhões de toneladas de milho

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Levantamento de campo revisa produtividade para cima, supera estimativa da Conab e confirma Estado como maior produtor nacional

Mato Grosso caminha para colher a maior safra de milho de sua história.

Levantamento apresentado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) revisou para cima as projeções da safra 2025/26 e passou a estimar uma produção de 57,06 milhões de toneladas.

O volume recorde supera tanto a previsão anterior do instituto quanto a estimativa de 55 milhões de toneladas, divulgada na última semana pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Se confirmada, a produção consolidará, mais uma vez, Mato Grosso como o maior produtor nacional de milho e repetirá um fenômeno que vem se tornando recorrente no Estado: a segunda safra de milho deverá superar, em volume, a produção de soja.

A nova projeção é resultado do projeto Imea em Campo, realizado em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT) e o Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro-MT).

Durante 64 dias, equipes técnicas percorreram 30.829 quilômetros, realizaram 833 avaliações de campo em 82 municípios e analisaram áreas que representam 96,4% da superfície cultivada com milho de segunda safra no Estado.

Nas visitas, os técnicos avaliaram indicadores como população de plantas, número de espigas, quantidade e peso dos grãos, umidade, além da incidência de pragas, doenças e plantas daninhas.

Com base nos dados coletados, o Imea elevou a estimativa de produtividade para 128,64 sacas por hectare, aumento de 6,95% em relação à projeção inicial elaborada antes do levantamento de campo.

A área cultivada foi mantida em 7,39 milhões de hectares, crescimento de 1,83% sobre a safra anterior, enquanto a produção foi revisada para 57,06 milhões de toneladas, avanço de 2,92% na comparação anual.

Segundo o analista do Imea, Henrique Eggers, as avaliações revelaram um desempenho superior ao inicialmente esperado.

“Percorremos todas as regiões produtoras durante dois meses e realizamos mais de 800 avaliações em campo. O trabalho mostrou que estamos diante de um novo recorde de produtividade e produção”, afirmou.

Ele explica que, antes do levantamento, a expectativa era de uma produtividade próxima de 120 sacas por hectare.

Entretanto, os resultados observados nas propriedades revelaram maior número de espigas por hectare, mais grãos por espiga e melhor peso dos grãos, fatores que sustentaram a revisão dos números.

DIFERENÇAS ENTRE  REGIÕES – O estudo também identificou diferenças importantes entre as regiões produtoras.

O excesso de chuvas no início do ciclo atrasou o plantio em diversas áreas, especialmente no Sudeste do Estado, onde houve maior percentual de lavouras implantadas fora da janela considerada ideal.

Na avaliação da qualidade das lavouras, o Médio-Norte apresentou o maior número de áreas classificadas como excelentes, enquanto o Centro-Sul concentrou a maior proporção de cultivos avaliados como muito ruins.

O levantamento também apontou diferenças no comportamento fitossanitário das lavouras.

As regiões Nordeste e Médio-Norte registraram menor incidência de pragas, enquanto Centro-Sul e Sudeste apresentaram maior infestação.

Entre os principais problemas identificados está o Leptoglossus, presente em 14,41% das áreas avaliadas, seguido pela Spodoptera spp., encontrada em 9,24% das lavouras.

No caso das doenças, o enfezamento foi a ocorrência mais frequente, aparecendo em 2,64% das avaliações.

As regiões Nordeste, Noroeste e Sudeste apresentaram os menores índices de incidência, enquanto o Oeste registrou maior número de casos moderados.

Outro indicador que chamou a atenção foi o desempenho produtivo das espigas.

A população média estadual alcançou 54,4 mil espigas por hectare, com destaque para o Médio-Norte e o Noroeste.

Já o número médio de grãos por espiga cresceu 4,82% em relação à safra passada, enquanto o peso dos grãos avançou 0,80%, reforçando o potencial produtivo observado durante as avaliações.

O levantamento também atualizou o cenário de mercado.

Até julho, 51,41% da produção estimada para a safra 2025/26 já havia sido comercializada, ao preço médio de R$ 43,10 por saca.

Para a safra 2026/27, as vendas antecipadas atingiram 7,90% da produção prevista, com preço médio de R$ 44,76 por saca, indicando que parte dos produtores já iniciou a estratégia de travamento de preços para o próximo ciclo.

CUSTOS PRESSIONAM  – Apesar do cenário favorável para a produção, os custos permanecem como um dos principais desafios da atividade.

Segundo o Imea, o custo total da safra 2026/27 deverá atingir R$ 7.418,49 por hectare, alta de 10,30% em relação ao ciclo anterior.

Apenas o custeio operacional deverá crescer 14,46%, chegando a R$ 3.799,42 por hectare.

O superintendente do Imea, Cleiton Gauer, afirmou que o aumento da produtividade ajuda a preservar a rentabilidade das propriedades, mas ressaltou que a gestão eficiente dos custos será determinante para o resultado financeiro dos produtores.

Na avaliação dele, o mercado reúne fatores positivos, como a valorização das commodities e o crescimento da demanda mundial por grãos, mas ainda convive com riscos relacionados ao aumento da oferta global e aos possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño.

Para o diretor de Relações Institucionais da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Ronaldo Vinha, o levantamento do Imea em Campo tornou-se uma importante ferramenta para orientar decisões de produtores, investidores e instituições interessadas no agronegócio estadual.

Segundo ele, os estudos ajudam a explicar o avanço da produtividade agrícola em Mato Grosso e fornecem informações estratégicas para o planejamento das cadeias produtivas, consolidando o Estado como uma das principais referências do agronegócio brasileiro.

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Sistema CNA/Senar apresenta serviços e capacitações no Congresso de Olericultura

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O Sistema CNA/Senar participou, na sexta-feira (24), do 58º Congresso Brasileiro de Olericultura, realizado na Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), em Brasília (DF). Promovido pela Associação Brasileira de Horticultura (ABH), o encontro reuniu apresentações sobre pesquisa, troca de experiências e construção de soluções para o fortalecimento das cadeias produtivas de hortaliças.

Durante o evento, a coordenadora da área de Produção Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ana Lenat, apresentou a estrutura do Sistema CNA/Senar e explicou as formas de acesso dos produtores aos serviços da instituição. Segundo ela, os sindicatos rurais são a principal porta de entrada para o público do campo acessar ações e programas.

Ana Lenat também destacou a atuação das diretorias Técnica e Internacional e das assessorias de Relações Institucionais e Jurídica da CNA, além das comissões nacionais da entidade. Entre as iniciativas apresentadas esteve o Projeto Campo Futuro, voltado à realização de levantamentos e painéis de custos de produção.

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A assessora técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Ana Clara Souza, detalhou as ações de Formação Profissional Rural (FPR), os cursos técnicos, as capacitações e as iniciativas de educação a distância. Ela ressaltou a plataforma Senar Play, que reúne mais de 250 cursos gratuitos e já ultrapassou 830 mil matrículas. O acesso pode ser feito pela internet e por aplicativo.

Para a olericultura, o Senar oferece cursos sobre produção de hortaliças, implantação de hortas, produção de mudas e outras tecnologias voltadas ao setor. Os conteúdos também podem ser acessados pelo WhatsApp, com emissão de certificado ao fim da capacitação.

O assessor técnico do Senar Mauro Faria apresentou o trabalho de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), com acompanhamento contínuo nas propriedades rurais e resultados obtidos desde a implantação da metodologia, em 2017. Segundo ele, a olericultura tem papel estratégico para a segurança alimentar e reúne uma cadeia produtiva diversificada, com predominância de pequenos produtores e agricultores familiares.

A participação do Sistema CNA/Senar no congresso concentrou a apresentação de serviços, cursos e assistência técnica voltados à produção de hortaliças, com foco no acesso dos produtores às ações da instituição e na difusão de tecnologias para o setor.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Geopolítica, logística e tecnologia desafiam futuro do agronegócio

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Foto: Assessoria de Imprensa DATAGRO

A expansão da produção agropecuária ocorre em meio a um cenário de mudanças nas relações comerciais, gargalos de infraestrutura, necessidade de investimentos e avanço acelerado da tecnologia. Esses desafios estão no centro das discussões do Global Agribusiness Festival (GAFFFF) 2026, que começou nesta quinta-feira (23), em Sorriso.

Pela primeira vez realizado em Mato Grosso, o evento reúne participantes do Brasil, Argentina, Espanha, Guatemala e Reino Unido para discutir os fatores que podem influenciar a competitividade do agronegócio nos próximos anos. A programação inclui debates sobre geopolítica, abertura de mercados, agregação de valor, crédito, logística, inovação e demanda por combustíveis.

A escolha de Sorriso coloca a discussão em uma região que enfrenta diretamente parte desses desafios. Reconhecido como a Capital Nacional do Agronegócio, o município está no centro da produção brasileira de grãos e também convive com a necessidade de ampliar a infraestrutura e melhorar as condições de escoamento.

No primeiro dia, os debates passaram ainda pela diversificação das atividades e pela adaptação das cadeias produtivas às transformações econômicas e tecnológicas. Entre os participantes estavam o ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócios da FGV Agro, Roberto Rodrigues.

Competitividade depende de produtividade, infraestrutura e inovação

Para o presidente da DATAGRO, Plínio Nastari, o debate sobre o futuro do setor precisa considerar não apenas a capacidade de produção, mas também a forma como o agronegócio responde às mudanças econômicas e às exigências de sustentabilidade. Na avaliação dele, Sorriso representa um exemplo da integração entre produtividade e cadeias produtivas.

“O GAFFFF tem como objetivo valorizar e reconhecer o trabalho realizado pelo agronegócio de forma economicamente viável e de acordo com os mais elevados padrões de sustentabilidade. Sorriso é um exemplo pela produtividade e pela integração das cadeias produtivas, além de ser o epicentro do agronegócio e do desenvolvimento sustentável da produção no país”, afirmou Nastari.

A infraestrutura e a logística continuam entre os principais desafios para o crescimento da produção brasileira. O aumento dos volumes produzidos exige capacidade de transporte, armazenagem e escoamento compatível com a expansão das lavouras.

O acesso ao crédito e a necessidade de investimentos também entraram na pauta. A capacidade de incorporar tecnologia, ampliar a eficiência e agregar valor à produção depende de condições que permitam a produtores e empresas planejar em um cenário de custos e mercados em transformação.

A inovação aparece nesse contexto como uma das ferramentas para aumentar a competitividade. Para o presidente de honra do GAFFFF Sorriso, Paulo Lucion, Mato Grosso já tem a força da produção, mas precisa ampliar o protagonismo em conhecimento e tecnologia. “Os números mostram a força de Mato Grosso, mas são as pessoas, o conhecimento e a inovação que garantem o futuro. Se somos referência no agronegócio, queremos também ser referência em inovação, tecnologia e conhecimento”, destacou.

Evento movimenta economia além do campo

A realização do GAFFFF também amplia a movimentação econômica em Sorriso. Durante os quatro dias de programação, a circulação de participantes impacta setores como hotelaria, alimentação e serviços, enquanto as rodadas de negócios aproximam empresas, produtores e outros elos da cadeia.

A programação combina painéis técnicos e encontros de negócios com rodeio e shows artísticos. A proposta é aproximar a população local das atividades e ampliar a circulação de visitantes no município.

A presença de delegações internacionais amplia ainda as possibilidades de troca de conhecimento e conexão entre mercados. A programação reúne participantes do Brasil, Argentina, Espanha, Guatemala e Reino Unido em discussões sobre os caminhos do agronegócio.

Para o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, a realização do evento ocorre em um município cuja força econômica está diretamente ligada à produção agropecuária. “Isso demonstra a importância do nosso município no cenário do agronegócio”, disse.

O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, também participou da abertura e destacou a capacidade produtiva e de organização de Sorriso para sediar a programação. “Sorriso é um grande polo de desenvolvimento, com índices invejáveis de produtividade. Sediar um evento internacional deste porte demonstra a capacidade de organização da cidade, da prefeitura e a relevância do nosso setor produtivo no mundo”, ressaltou.

A programação segue até domingo (26), com debates sobre competitividade, mercados, tecnologia, infraestrutura e os fatores que devem influenciar o agronegócio nos próximos anos.


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