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Sistema CNA/Senar apresenta serviços e capacitações no Congresso de Olericultura

O Sistema CNA/Senar participou, na sexta-feira (24), do 58º Congresso Brasileiro de Olericultura, realizado na Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), em Brasília (DF). Promovido pela Associação Brasileira de Horticultura (ABH), o encontro reuniu apresentações sobre pesquisa, troca de experiências e construção de soluções para o fortalecimento das cadeias produtivas de hortaliças.
Durante o evento, a coordenadora da área de Produção Agrícola da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Ana Lenat, apresentou a estrutura do Sistema CNA/Senar e explicou as formas de acesso dos produtores aos serviços da instituição. Segundo ela, os sindicatos rurais são a principal porta de entrada para o público do campo acessar ações e programas.
Ana Lenat também destacou a atuação das diretorias Técnica e Internacional e das assessorias de Relações Institucionais e Jurídica da CNA, além das comissões nacionais da entidade. Entre as iniciativas apresentadas esteve o Projeto Campo Futuro, voltado à realização de levantamentos e painéis de custos de produção.
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A assessora técnica do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Ana Clara Souza, detalhou as ações de Formação Profissional Rural (FPR), os cursos técnicos, as capacitações e as iniciativas de educação a distância. Ela ressaltou a plataforma Senar Play, que reúne mais de 250 cursos gratuitos e já ultrapassou 830 mil matrículas. O acesso pode ser feito pela internet e por aplicativo.
Para a olericultura, o Senar oferece cursos sobre produção de hortaliças, implantação de hortas, produção de mudas e outras tecnologias voltadas ao setor. Os conteúdos também podem ser acessados pelo WhatsApp, com emissão de certificado ao fim da capacitação.
O assessor técnico do Senar Mauro Faria apresentou o trabalho de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), com acompanhamento contínuo nas propriedades rurais e resultados obtidos desde a implantação da metodologia, em 2017. Segundo ele, a olericultura tem papel estratégico para a segurança alimentar e reúne uma cadeia produtiva diversificada, com predominância de pequenos produtores e agricultores familiares.
A participação do Sistema CNA/Senar no congresso concentrou a apresentação de serviços, cursos e assistência técnica voltados à produção de hortaliças, com foco no acesso dos produtores às ações da instituição e na difusão de tecnologias para o setor.
Fonte: cnabrasil.org.br
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Calendário eleitoral exige estratégia do agro no Congresso

As janelas de votação de agosto e setembro vão concentrar decisões sobre seguro rural, endividamento, orçamento e segurança jurídica antes que a disputa eleitoral domine Brasília.
O calendário eleitoral entra em sua fase decisiva em agosto, com o prazo para registro das candidaturas e o início oficial das campanhas. A movimentação não afeta apenas partidos e candidatos. Ela também muda o ritmo do Congresso e reduz o tempo disponível para negociações e votações relevantes.
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Com parlamentares divididos entre Brasília e suas bases eleitorais, a atividade presencial deverá se concentrar em poucas semanas. O Senado prevê esforços concentrados entre 10 e 14 de agosto e de 31 de agosto a 3 de setembro, em calendário alinhado à Câmara.
Nesse período, as pautas prioritárias terão de disputar espaço com dezenas de vetos presidenciais pendentes. O Legislativo não ficará paralisado, mas propostas sem acordo político, apoio das lideranças ou condições de votação terão poucas chances de avançar.
Para a bancada do agro, o primeiro desafio será definir prioridades. A força numérica e a capacidade de articulação da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) continuam relevantes, mas um segundo semestre eleitoral exige escolhas. Uma agenda extensa, sem uma ordem clara de urgência, pode diluir apoios e dificultar resultados concretos.
O seguro rural está entre os temas que reúnem urgência econômica e possibilidade de convergência. A proposta que reformula o sistema e cria instrumentos para eventos climáticos de grande impacto está em fase avançada de tramitação no Senado. A expectativa é de que o tema retorne à pauta após o recesso parlamentar.
A aprovação de uma nova legislação, porém, representa apenas uma parte da solução. O funcionamento do seguro depende de recursos orçamentários previsíveis, estabilidade nas regras e produtos adequados às diferenças entre culturas e regiões. Sem essa estrutura, o país continuará recorrendo a renegociações emergenciais sempre que secas, enchentes ou quedas de preços comprometerem a capacidade de pagamento dos produtores.
O endividamento rural será outra frente de atenção. De um lado, produtores afetados por perdas de safra e eventos climáticos pressionam por condições viáveis de pagamento e recuperação do acesso ao crédito, exigindo a aprovação do PL 5122/2023. De outro, o governo buscará controlar o impacto fiscal e delimitar o alcance dos benefícios, o que ocasionou a apresentação da Medida Provisória 1376/2026, como uma alternativa ao PL.
Esta derivou de articulação com a FPA e contou com o apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, o que poderá favorecer a sua deliberação. As medidas visam à criação de linhas de crédito para liquidação ou amortização de operações rurais e precisarão ser aprovadas pelo Congresso para manter sua validade. O resultado dependerá da construção de critérios capazes de atender situações críticas sem criar uma solução genérica para realidades distintas.
Há ainda propostas relacionadas à segurança jurídica no campo, incluindo mudanças nos critérios de cobrança do Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR). A discussão envolve transparência na definição do Valor da Terra Nua (VTN) e redução de distorções na avaliação dos imóveis. Mesmo com avanço nas comissões, a matéria terá de disputar espaço nas semanas de presença efetiva dos parlamentares em Brasília.
Nesse ambiente, a bancada do agro precisará combinar atuação legislativa, articulação institucional e comunicação política. A campanha eleitoral tende a ampliar discursos de confronto e reduzir o espaço para explicações técnicas. A questão agora é quais temas serão tratados como prioridade e quais ficarão para a próxima legislatura.

*Rebeca Lucena é diretora de Relações Governamentais da BMJ Consultores Associados e cofundadora da rede Women Inside Trade (WIT)
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Agro Mato Grosso
MT projeta colheita histórica de 57 milhões de toneladas de milho

Levantamento de campo revisa produtividade para cima, supera estimativa da Conab e confirma Estado como maior produtor nacional
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Geopolítica, logística e tecnologia desafiam futuro do agronegócio

A expansão da produção agropecuária ocorre em meio a um cenário de mudanças nas relações comerciais, gargalos de infraestrutura, necessidade de investimentos e avanço acelerado da tecnologia. Esses desafios estão no centro das discussões do Global Agribusiness Festival (GAFFFF) 2026, que começou nesta quinta-feira (23), em Sorriso.
Pela primeira vez realizado em Mato Grosso, o evento reúne participantes do Brasil, Argentina, Espanha, Guatemala e Reino Unido para discutir os fatores que podem influenciar a competitividade do agronegócio nos próximos anos. A programação inclui debates sobre geopolítica, abertura de mercados, agregação de valor, crédito, logística, inovação e demanda por combustíveis.
A escolha de Sorriso coloca a discussão em uma região que enfrenta diretamente parte desses desafios. Reconhecido como a Capital Nacional do Agronegócio, o município está no centro da produção brasileira de grãos e também convive com a necessidade de ampliar a infraestrutura e melhorar as condições de escoamento.
No primeiro dia, os debates passaram ainda pela diversificação das atividades e pela adaptação das cadeias produtivas às transformações econômicas e tecnológicas. Entre os participantes estavam o ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócios da FGV Agro, Roberto Rodrigues.
Competitividade depende de produtividade, infraestrutura e inovação
Para o presidente da DATAGRO, Plínio Nastari, o debate sobre o futuro do setor precisa considerar não apenas a capacidade de produção, mas também a forma como o agronegócio responde às mudanças econômicas e às exigências de sustentabilidade. Na avaliação dele, Sorriso representa um exemplo da integração entre produtividade e cadeias produtivas.
“O GAFFFF tem como objetivo valorizar e reconhecer o trabalho realizado pelo agronegócio de forma economicamente viável e de acordo com os mais elevados padrões de sustentabilidade. Sorriso é um exemplo pela produtividade e pela integração das cadeias produtivas, além de ser o epicentro do agronegócio e do desenvolvimento sustentável da produção no país”, afirmou Nastari.
A infraestrutura e a logística continuam entre os principais desafios para o crescimento da produção brasileira. O aumento dos volumes produzidos exige capacidade de transporte, armazenagem e escoamento compatível com a expansão das lavouras.
O acesso ao crédito e a necessidade de investimentos também entraram na pauta. A capacidade de incorporar tecnologia, ampliar a eficiência e agregar valor à produção depende de condições que permitam a produtores e empresas planejar em um cenário de custos e mercados em transformação.
A inovação aparece nesse contexto como uma das ferramentas para aumentar a competitividade. Para o presidente de honra do GAFFFF Sorriso, Paulo Lucion, Mato Grosso já tem a força da produção, mas precisa ampliar o protagonismo em conhecimento e tecnologia. “Os números mostram a força de Mato Grosso, mas são as pessoas, o conhecimento e a inovação que garantem o futuro. Se somos referência no agronegócio, queremos também ser referência em inovação, tecnologia e conhecimento”, destacou.
Evento movimenta economia além do campo
A realização do GAFFFF também amplia a movimentação econômica em Sorriso. Durante os quatro dias de programação, a circulação de participantes impacta setores como hotelaria, alimentação e serviços, enquanto as rodadas de negócios aproximam empresas, produtores e outros elos da cadeia.
A programação combina painéis técnicos e encontros de negócios com rodeio e shows artísticos. A proposta é aproximar a população local das atividades e ampliar a circulação de visitantes no município.
A presença de delegações internacionais amplia ainda as possibilidades de troca de conhecimento e conexão entre mercados. A programação reúne participantes do Brasil, Argentina, Espanha, Guatemala e Reino Unido em discussões sobre os caminhos do agronegócio.
Para o prefeito de Sorriso, Alei Fernandes, a realização do evento ocorre em um município cuja força econômica está diretamente ligada à produção agropecuária. “Isso demonstra a importância do nosso município no cenário do agronegócio”, disse.
O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, também participou da abertura e destacou a capacidade produtiva e de organização de Sorriso para sediar a programação. “Sorriso é um grande polo de desenvolvimento, com índices invejáveis de produtividade. Sediar um evento internacional deste porte demonstra a capacidade de organização da cidade, da prefeitura e a relevância do nosso setor produtivo no mundo”, ressaltou.
A programação segue até domingo (26), com debates sobre competitividade, mercados, tecnologia, infraestrutura e os fatores que devem influenciar o agronegócio nos próximos anos.
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