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Sustentabilidade

Emater/RS: Colheita de arroz evolui com boa produtividade, mesmo com restrições climáticas – MAIS SOJA

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A colheita de arroz avançou, apesar da ocorrência de precipitações frequentes. Houve leve desaceleração das operações de campo em relação ao período anterior em razão da elevada umidade do solo e dos grãos, que reduziu a janela operacional e ocasionou interrupções pontuais na colheita. A área colhida totalizou 74% no Estado.

De maneira geral, os rendimentos estão satisfatórios, beneficiados pelas condições predominantemente favoráveis ao longo do ciclo, como a adequada disponibilidade hídrica, embora tenham ocorrido pontualmente amplas variações térmicas nas fases reprodutivas. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade, evidenciada por elevados índices de rendimento de engenho. As lavouras remanescentes se encontram predominantemente em fase de maturação e maduras para colheita.

No período, registrou-se, em algumas áreas, ocorrência de acamamento em decorrência de precipitações intensas com ventos, mas sem afetar significativamente a produtividade média. Observa-se tendência de redução de rendimento nas lavouras de implantação mais tardia devido à menor disponibilidade de radiação solar durante o período reprodutivo, o que pode impactar negativamente a formação e o enchimento dos grãos.

A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744
kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita alcança 72% da área cultivada. Em Itaqui, 67% dos 54.226 hectares foram colhidos, com produtividade média de 8.512 kg/ha. Em São Borja, a colheita atinge 60% dos 28.910 hectares, com produtividade de até 9.500 kg/ha, mas há expectativa de redução nas áreas a serem colhidas mais tardiamente.

Em São Gabriel, foram observados casos pontuais de acamamento após as chuvas intensas acompanhadas de vento. Na de Pelotas, a colheita alcançou cerca de 80%, mantendo ritmo intenso, mesmo com a ocorrência de precipitações. Nas áreas remanescentes (20%), as lavouras se encontram maduras e prontas para colheita.

Na de Santa Maria, a colheita alcança 70%. Em São João do Polêsine, cerca de 40% foi colhido, com produtividades consideradas muito satisfatórias. Em Cacequi, a colheita está em fase final, também com bom desempenho produtivo. Foram registrados episódios pontuais de acamamento em função das chuvas do período, mas sem impacto expressivo nos rendimentos.

Na de Santa Rosa, a maior parte da safra já foi colhida, e está em fase de comercialização. A cultura apresentou desempenho satisfatório, e há indicativos de expansão de área no próximo ano em virtude da maior resiliência do arroz diante das recorrentes instabilidades climáticas da região.

Na de Soledade, a colheita atinge cerca de 65% tendo sido temporariamente interrompida no início do período devido às chuvas. As lavouras apresentam bom padrão produtivo e elevada qualidade de grãos. As lavouras remanescentes estão em enchimento de grãos (7%), em maturação (13%), e maduras por colher (15%).

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,27%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,21 para
R$ 60,05

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

‘O desafio desta safra não é apenas colher bem, mas, também, fechar as contas’, aponta vice-presidente da Aprosoja MT

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A colheita de soja já chegou a 100% em Mato Grosso, enquanto no Brasil atinge cerca de 85,7% da área, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do avanço, o cenário da segunda safra acende um alerta, especialmente para o milho, que enfrenta desafios produtivos e financeiros.

O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, conversou com o time do Soja Brasil e destacou que houve aumento na área destinada ao milho neste ciclo. “O produtor aumentou a área, hoje são 7,39 milhões de hectares, maior do que no ano passado. Porém, a produção total estimada deve ser menor”, afirmou. A estimativa atual é de 52 milhões de toneladas, abaixo das 55,4 milhões da safra anterior.

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Segundo ele, o atraso no plantio da soja teve impacto direto no desempenho do milho. “Temos um milho no estado em vários estágios fenológicos, com áreas prontas para colher e outras ainda em desenvolvimento. Esse atraso teve um impacto significativo”, explicou. A produtividade média esperada é de 116 sacas por hectare, contra 127 sacas por hectare no ano passado.

O cenário também exige cautela por parte do produtor. “O milho sempre foi uma esperança de rentabilidade a mais, mas esse ano a conta deve apertar”, disse Bier. Entre os principais fatores está o aumento no custo do diesel, que impacta tanto a colheita quanto o transporte. “Tivemos uma elevação significativa do óleo diesel, o que impacta na colheita e também na formação de preços, principalmente no frete, que deve estar mais alto”, completou.

Diante desse contexto, o dirigente reforça que o foco da safra mudou. “O objetivo desta safra não é só colher bem, mas também fechar as contas”, afirmou. Segundo ele, a tendência é de margens reduzidas. “A do milho deve ter margem baixa ou até negativa”, concluiu.

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Sustentabilidade

2 mitos sobre insumos em períodos turbulentos: custos e fertilizantes menos concentrados – MAIS SOJA

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A alta nos preços dos insumos agrícolas faz o produtor buscar alternativas. Porém, a revisão dos custos ameaça gerar mitos. Quando adotados como “verdades” e colocados em prática, esses mitos trazem prejuízos ao produtor rural.

Vamos citar 2 mitos nessa postagem. Um deles coloca insumos como culpados da alta dos custos. O outro envolve a troca dos tipos de fertilizantes, sem suporte técnico.

Entenda.

1 – Insumo é o grande vilão dos custos? Mito.

Esta tese ganhou força nos últimos meses, após o conflito na Europa e a crise no Oriente Médio.

A realidade é que os insumos são estratégicos porque impactam positivamente a produtividade na mesma área plantada. No caso específico do calcário, ele corrige a acidez do solo, potencializando a ação dos fertilizantes – que são mais caros.

Reforçando: antes de usar fertilizante, aplique o calcário, porque assim os efeitos nutricionais da adubação serão melhor aproveitados pelo solo. Outro benefício: o calcário melhora o aproveitamento de água no solo, combatendo o estresse hídrico.

Uma dica: ao revisar a planilha de custos da lavoura, avalie itens como o frete, mão-de-obra e óleo diesel usado no maquinário. Porém, não tome decisões sem falar com seu agrônomo.

2 – Outro mito: economia com a simples troca do fertilizante.

O suporte técnico também é importante quando o agricultor resolve trocar a formulação do fertilizante. Esse alerta a gente faz porque o consumo de fertilizantes cresceu em 2025 no Brasil, puxado pelas formulações de menor concentração de nutrientes. Os produtos de alta concentração ficaram mais caros no mercado global.

Porém, a troca sem análise técnica pode gerar deficiência nutricional ou recuo na produtividade, alerta Jairo Hanasiro, engenheiro agrônomo e especialista em fertilidade do solo. Há ainda riscos de maiores gastos com frete, mão de obra e maquinário.

O lado positivo é uma oportunidade de revisão nos custos da adubação e no balanço nutricional.

Agora, a revisão não deve excluir a calagem. “Os corretivos de acidez, como o calcário, melhoram o aproveitamento e a eficiência dos adubos minerais, reduzindo perdas e aumentando a sua disponibilidade para as plantas”, fala Hanasiro.

Fonte: Abracal

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Sustentabilidade

Soja/RS: Excesso de umidade na colheita compromete qualidade e produtividade da soja – MAIS SOJA

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A colheita da soja avançou de forma descontínua no período, alcançando 50% da área cultivada, com maior concentração operacional em curtas janelas de tempo favoráveis, especialmente nos dias 06, 11 e 12/04. A recorrência de precipitações ao longo do período, apesar dos volumes heterogêneos entre as regiões, manteve elevada a umidade do solo e das plantas, restringindo a trafegabilidade e impondo interrupções às operações de colheita.

Predominam lavouras em maturação (36%), e 14% ainda se encontram em enchimento de grãos e floração, refletindo a amplitude de épocas de semeadura. Em áreas mais representativas em termos de cultivo, houve perda gradual de qualidade dos grãos, registros de retenção foliar, presença de grãos verdes e aumento de impurezas, causados pela umidade elevada no momento da colheita.

As produtividades apresentam elevada variabilidade, tanto entre regiões quanto dentro de um mesmo município, influenciadas pela irregularidade das chuvas ao longo do ciclo, especialmente durante o período crítico de enchimento de grãos. Em áreas com melhor distribuição hídrica e manejo mais tecnificado, os rendimentos estão adequados. Nas áreas afetadas, as perdas são expressivas, e há registros de produtividade abaixo do custo de produção em alguns cultivos.

Em termos fitossanitários, especialmente nas lavouras tardias implantadas em janeiro, as aplicações complementares de inseticidas e fungicidas foram prejudicadas pelo excesso de umidade, que restringiu a execução apropriada dos tratamentos químicos.

A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar está em 2.871 kg/ha, e a área cultivada em 6.624.988 hectares.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita atinge 22%; 55% estão em maturação; e 24% em enchimento de grãos. As precipitações acumuladas entre 150 e 200 mm deixaram os produtores ainda mais preocupados em relação a perdas, sobretudo em solos de várzea, onde a drenagem é limitada. Em São Borja, as lavouras apresentam porte reduzido, baixa formação de grãos e alta incidência de deformações.

Cerca de 25% dos 105.000 hectares foram colhidos, com produtividades entre 900 e 1.500 kg/ha, e foi necessário acionar mecanismos de cobertura de risco (Proagro) devido à insuficiência produtiva obtida, em comparação com os custos investidos, equivalente à produção de 1.800 a 2.400 kg/ha para formação das lavouras, dependendo de maior ou menor uso de insumos. Na Campanha, a colheita está em fase inicial, inferior a 10%, e predominam lavouras em enchimento (60%). A dessecação tem sido empregada para a uniformização da maturação, beneficiada pelos volumes de chuva mais baixos (inferiores a 50 mm), que permitiram o avanço pontual das operações.

Na de Caxias do Sul, houve interrupção temporária da colheita, posteriormente retomada, evoluindo em ritmo acelerado. As lavouras apresentam produtividade inferior à expectativa inicial em decorrência do déficit hídrico associado às elevadas temperaturas, especialmente na segunda quinzena de janeiro e ao longo do mês de fevereiro.

Na de Erechim, cerca de 60% da área foi colhida, e os 40% restantes estão em maturação ou maduros por colher. A tendência é de finalização dos trabalhos até o fim do mês de abril. Na de Frederico Westphalen, 55% foram colhidos; 35% estão em maturação; e 10%, em enchimento de grãos. A produtividade média obtida está próxima a 3.100 kg/ha. Na de Ijuí, a colheita atinge 65%, mas o avanço está lento devido às restrições climáticas, sendo possível operar apenas em períodos específicos. A produtividade média está em torno de 3.100 kg/ha, mas há tendência de queda à medida que a colheita avançar.

Na Região Celeiro, em Três Passos, os rendimentos variam entre 2.520 e 3.300 kg/ha. Observa-se retenção foliar e presença de grãos verdes, que impactam a qualidade final. Após a colheita, os produtores iniciaram a distribuição de corretivos de solo nas restevas.

Na de Passo Fundo, 55% da área foi colhida, e 45% se encontram em maturação ou prontos para colheita. A produtividade média está em torno de 3.500 kg/ha, com variações
entre lavouras, refletindo diferenças de manejo e condições ambientais. Na de Pelotas, predominam asfases de enchimento de grãos (42%) e maturação (38%), e 18% da área foi colhida. Na de Santa Maria, a colheita evoluiu de forma desigual entre municípios. Em São Francisco de Assis, 34% da área foi colhida; 50% estão em maturação; e 16%, em enchimento de grãos. Em Tupanciretã, a colheita se aproxima de 45% dos 147.000 hectares cultivados. A produtividade varia amplamente, entre 1.800 e 4.200 kg/ha, e as perdas estão mais acentuadas em áreas semeadas precocemente devido à estiagem no período reprodutivo.

Na de Santa Rosa, a colheita ultrapassou a metade da área cultivada (51%); 33% estão em maturação; 14%, em enchimento de grãos; e 2%, em floração. As produtividades apresentam extrema variabilidade, entre 900 e 4.800 kg/ha. Há relatos de redução de até 30% no rendimento volumétrico das cargas, além de elevados índices de impureza (até 9%) e de grãos leves, decorrentes de falhas na dessecação e colheita sob alta umidade. As operações foram limitadas pelas chuvas frequentes, e há preocupação com a manutenção da umidade nos grãos.

Na de Soledade, a colheita atinge cerca de 60% da área, concentrada durante o final do período. A produtividade média está aproximadamente em 2.900 kg/ha, com variações de 1.800 kg/ha até 4.900 kg/ha. As lavouras tardias ainda recebem tratamentos fitossanitários, incluindo controle de ferrugem-asiática, oídio, tripes e ácaros. As temperaturas mais baixas e as chuvas do período diminuíram a pressão dessas pragas.

Comercialização (saca de 60 quilos)

A cotação média da soja passou de R$ 120,86 para R$ 119,78, reduzindo 0,89% em relação à semana anterior, conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar.

Fonte: Emater/RS



 

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