Connect with us

Sustentabilidade

2 mitos sobre insumos em períodos turbulentos: custos e fertilizantes menos concentrados – MAIS SOJA

Published

on


A alta nos preços dos insumos agrícolas faz o produtor buscar alternativas. Porém, a revisão dos custos ameaça gerar mitos. Quando adotados como “verdades” e colocados em prática, esses mitos trazem prejuízos ao produtor rural.

Vamos citar 2 mitos nessa postagem. Um deles coloca insumos como culpados da alta dos custos. O outro envolve a troca dos tipos de fertilizantes, sem suporte técnico.

Entenda.

1 – Insumo é o grande vilão dos custos? Mito.

Esta tese ganhou força nos últimos meses, após o conflito na Europa e a crise no Oriente Médio.

A realidade é que os insumos são estratégicos porque impactam positivamente a produtividade na mesma área plantada. No caso específico do calcário, ele corrige a acidez do solo, potencializando a ação dos fertilizantes – que são mais caros.

Reforçando: antes de usar fertilizante, aplique o calcário, porque assim os efeitos nutricionais da adubação serão melhor aproveitados pelo solo. Outro benefício: o calcário melhora o aproveitamento de água no solo, combatendo o estresse hídrico.

Uma dica: ao revisar a planilha de custos da lavoura, avalie itens como o frete, mão-de-obra e óleo diesel usado no maquinário. Porém, não tome decisões sem falar com seu agrônomo.

2 – Outro mito: economia com a simples troca do fertilizante.

O suporte técnico também é importante quando o agricultor resolve trocar a formulação do fertilizante. Esse alerta a gente faz porque o consumo de fertilizantes cresceu em 2025 no Brasil, puxado pelas formulações de menor concentração de nutrientes. Os produtos de alta concentração ficaram mais caros no mercado global.

Porém, a troca sem análise técnica pode gerar deficiência nutricional ou recuo na produtividade, alerta Jairo Hanasiro, engenheiro agrônomo e especialista em fertilidade do solo. Há ainda riscos de maiores gastos com frete, mão de obra e maquinário.

O lado positivo é uma oportunidade de revisão nos custos da adubação e no balanço nutricional.

Agora, a revisão não deve excluir a calagem. “Os corretivos de acidez, como o calcário, melhoram o aproveitamento e a eficiência dos adubos minerais, reduzindo perdas e aumentando a sua disponibilidade para as plantas”, fala Hanasiro.

Fonte: Abracal

Continue Reading

Sustentabilidade

Situação da Safra de Milho no RS: Avanço da Colheita e Variabilidade Produtiva – MAIS SOJA

Published

on


A colheita de milho evoluiu de forma parcial, condicionada principalmente pela recorrência de precipitações no período e pela priorização operacional de outras culturas mais sensíveis às intempéries após a maturação. Ainda assim, na maior parte das regiões, a colheita se encontra em fase final ou finalizada, atingindo a média estadual de 86% da área cultivada.

Restam lavouras implantadas no final ou fora da janela preferencial. Nessas áreas, ascondições climáticas do período, como a reposição hídrica, têm favorecido a manutenção do potencial produtivo, mesmo que parte dos cultivos tenha sido impactada anteriormente por déficit hídrico e temperaturas elevadas durante o período reprodutivo, o que provocou a
redução no número de grãos por espiga e da massa de grãos.

Observa-se variabilidade produtiva, mas, nas áreas colhidas, predominam grãos com boa qualidade. Há registros localizados de perdas associadas ao atraso na colheita e à elevada umidade.

Em lavouras ainda em desenvolvimento, especialmente safrinha, persistem os riscos fitossanitários, como a ocorrência de pragas, e o potencial comprometimento da qualidade dos grãos em função de eventuais danos em espigas e maior suscetibilidade a patógenos em ambientes úmidos.

A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita apresentou avanço pouco significativo no período em função das precipitações volumosas. A elevada umidade dos grãos tem levado produtores a postergar a colheita para evitar perdas qualitativas no armazenamento e descontos relacionados à secagem. A operação também tem sido direcionada prioritariamente para culturas de soja e arroz como forma de evitar perdas de qualidade nos grãos em maturação.

Na de Caxias do Sul, a colheita ultrapassa 60% da área cultivada. Apesar das perdas decorrentes da irregularidade das chuvas durante o ciclo, as produtividades estão satisfatórias e variam entre 7.200 e 9.000 kg/ha. Os grãos colhidos apresentam, de modo geral, boa qualidade.

Na de Frederico Westphalen, o desenvolvimento das lavouras em safrinha (5% da área total) está bastante heterogêneo em função da irregularidade hídrica. Está 1% em fase vegetativa, 1% em florescimento, 2% em enchimento de grãos, e 1% em maturação. Na de Pelotas, 43% foram colhidos, mas a continuidade das chuvas restringiu o tráfego de máquinas e elevou a umidade dos grãos. Entre as áreas remanescentes 30% se encontram
em enchimento de grãos, 10% em florescimento e 17% em maturação.

Na de Santa Rosa, a colheita alcança 94% da área, restando pequenas parcelas em desenvolvimento (1% vegetativo, 2% em florescimento e 3% em enchimento de grãos). As
chuvas do período têm favorecido as lavouras safrinha em fases reprodutivas em relação à
definição dos componentes de rendimento, embora o porte reduzido das plantas limite o potencial produtivo. Há registros de ataque de pássaros, causando danos às espigas, aumento da umidade interna, incidência de fungos e germinação precoce dos grãos. Também há relatos de infestação de cigarrinha em alguns municípios, demandando controle.

Na de Soledade, 62% da área foi colhida. As lavouras implantadas em períodos intermediários e tardios estão 5% em florescimento, 25% em enchimento de grãos e 8% em maturação.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho aumentou 0,35%, de R$ 57,70 para R$ 58,00 em média no Estado.

Fonte: Emater/RS



 

Continue Reading

Sustentabilidade

‘O desafio desta safra não é apenas colher bem, mas, também, fechar as contas’, aponta vice-presidente da Aprosoja MT

Published

on


A colheita de soja já chegou a 100% em Mato Grosso, enquanto no Brasil atinge cerca de 85,7% da área, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apesar do avanço, o cenário da segunda safra acende um alerta, especialmente para o milho, que enfrenta desafios produtivos e financeiros.

O vice-presidente da Aprosoja MT, Luiz Pedro Bier, conversou com o time do Soja Brasil e destacou que houve aumento na área destinada ao milho neste ciclo. “O produtor aumentou a área, hoje são 7,39 milhões de hectares, maior do que no ano passado. Porém, a produção total estimada deve ser menor”, afirmou. A estimativa atual é de 52 milhões de toneladas, abaixo das 55,4 milhões da safra anterior.

  • Fique por dentro das principais notícias sobre a soja: acesse a comunidade Soja Brasil no WhatsApp!

Segundo ele, o atraso no plantio da soja teve impacto direto no desempenho do milho. “Temos um milho no estado em vários estágios fenológicos, com áreas prontas para colher e outras ainda em desenvolvimento. Esse atraso teve um impacto significativo”, explicou. A produtividade média esperada é de 116 sacas por hectare, contra 127 sacas por hectare no ano passado.

O cenário também exige cautela por parte do produtor. “O milho sempre foi uma esperança de rentabilidade a mais, mas esse ano a conta deve apertar”, disse Bier. Entre os principais fatores está o aumento no custo do diesel, que impacta tanto a colheita quanto o transporte. “Tivemos uma elevação significativa do óleo diesel, o que impacta na colheita e também na formação de preços, principalmente no frete, que deve estar mais alto”, completou.

Diante desse contexto, o dirigente reforça que o foco da safra mudou. “O objetivo desta safra não é só colher bem, mas também fechar as contas”, afirmou. Segundo ele, a tendência é de margens reduzidas. “A do milho deve ter margem baixa ou até negativa”, concluiu.

O post ‘O desafio desta safra não é apenas colher bem, mas, também, fechar as contas’, aponta vice-presidente da Aprosoja MT apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Sustentabilidade

Emater/RS: Colheita de arroz evolui com boa produtividade, mesmo com restrições climáticas – MAIS SOJA

Published

on


A colheita de arroz avançou, apesar da ocorrência de precipitações frequentes. Houve leve desaceleração das operações de campo em relação ao período anterior em razão da elevada umidade do solo e dos grãos, que reduziu a janela operacional e ocasionou interrupções pontuais na colheita. A área colhida totalizou 74% no Estado.

De maneira geral, os rendimentos estão satisfatórios, beneficiados pelas condições predominantemente favoráveis ao longo do ciclo, como a adequada disponibilidade hídrica, embora tenham ocorrido pontualmente amplas variações térmicas nas fases reprodutivas. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade, evidenciada por elevados índices de rendimento de engenho. As lavouras remanescentes se encontram predominantemente em fase de maturação e maduras para colheita.

No período, registrou-se, em algumas áreas, ocorrência de acamamento em decorrência de precipitações intensas com ventos, mas sem afetar significativamente a produtividade média. Observa-se tendência de redução de rendimento nas lavouras de implantação mais tardia devido à menor disponibilidade de radiação solar durante o período reprodutivo, o que pode impactar negativamente a formação e o enchimento dos grãos.

A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744
kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a colheita alcança 72% da área cultivada. Em Itaqui, 67% dos 54.226 hectares foram colhidos, com produtividade média de 8.512 kg/ha. Em São Borja, a colheita atinge 60% dos 28.910 hectares, com produtividade de até 9.500 kg/ha, mas há expectativa de redução nas áreas a serem colhidas mais tardiamente.

Em São Gabriel, foram observados casos pontuais de acamamento após as chuvas intensas acompanhadas de vento. Na de Pelotas, a colheita alcançou cerca de 80%, mantendo ritmo intenso, mesmo com a ocorrência de precipitações. Nas áreas remanescentes (20%), as lavouras se encontram maduras e prontas para colheita.

Na de Santa Maria, a colheita alcança 70%. Em São João do Polêsine, cerca de 40% foi colhido, com produtividades consideradas muito satisfatórias. Em Cacequi, a colheita está em fase final, também com bom desempenho produtivo. Foram registrados episódios pontuais de acamamento em função das chuvas do período, mas sem impacto expressivo nos rendimentos.

Na de Santa Rosa, a maior parte da safra já foi colhida, e está em fase de comercialização. A cultura apresentou desempenho satisfatório, e há indicativos de expansão de área no próximo ano em virtude da maior resiliência do arroz diante das recorrentes instabilidades climáticas da região.

Na de Soledade, a colheita atinge cerca de 65% tendo sido temporariamente interrompida no início do período devido às chuvas. As lavouras apresentam bom padrão produtivo e elevada qualidade de grãos. As lavouras remanescentes estão em enchimento de grãos (7%), em maturação (13%), e maduras por colher (15%).

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,27%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,21 para
R$ 60,05

Fonte: Emater/RS



 

Continue Reading
Advertisement

Agro MT