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16 de setembro de 2026

Sustentabilidade

Em março, IBGE prevê safra de 348,4 milhões de toneladas para 2026 – MAIS SOJA

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A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas foi de 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 (346,1 milhões de toneladas), crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação a fevereiro, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%).

Estimativa de Março/2026348,4 milhões de toneladas
Variação Março 2026/Fevereiro 2026(1,2%) +4,3 milhões de toneladas
Variação safra 2026/safra 2025(0,7%) +2,3 milhões de toneladas

A área a ser colhida foi de 83,2 milhões de hectares, apresentando aumento de 1,6 milhão de hectares frente à área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.

O arroz, o milho e a soja são os três principais produtos deste grupo, que, somados, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida.

Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho (aumentos de 10,3% no milho 1ª safra e de 1,6% no milho 2ª safra); e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

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No que se refere à produção, ocorreu acréscimo de 4,6% para a soja e decréscimos de 11,9% para o algodão herbáceo (em caroço); de 10,4% para o arroz em casca; de 2,4% para o milho (crescimento de 13,7% para o milho 1ª safra e declínio de 6,0% para o milho 2ª safra); de 2,0% para o feijão; de 0,2% para o sorgo; e de 5,7% para o trigo.

Centro-Oeste lidera a produção em março de 2026, com 167,5 milhões de toneladas

Entre as Grandes Regiões, o volume da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou a seguinte distribuição: Centro-Oeste com 50,1%; Sul (26,5%); Sudeste (8,8%); Nordeste (8,4%) e Norte (6,2%).

A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).

Em relação a fevereiro, houve aumentos nas estimativas da produção do sorgo (10,2% ou 500 158 t), da uva (5,0% ou 102 910 t), do café canephora (4,7% ou 56 454 t), da cevada (4,6% ou 28 400 t), do amendoim 1ª safra (4,1% ou 44 363 t), do milho 2ª safra (3,5% ou 3 638 303 t), do milho 1ª safra (1,3% ou 383 686 t), da aveia (1,0% ou 12 529 t), da cana-de-açúcar (0,8% ou 5 654 689 t), da soja (0,3% ou 477 101 t), do feijão 3ª safra (0,1% ou 719 t) e do café arábica (0,1% ou 1 889 t). Apresentaram declínios o amendoim 2ª safra (-7,9% ou -3 371 t), o trigo (-4,2% ou -320 236 t), o feijão 2ª safra (-4,2% ou -51 477 t), o arroz (-2,7% ou -314 921 t), o algodão herbáceo (-1,5% ou -133 370 t), a mandioca (-1,4% ou -282 626 t) e o feijão 1ª safra (-0,3% ou -2 940 t).

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Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total. Com relação às participações regionais, tem-se a seguinte distribuição: Centro-Oeste (50,1%), Sul (26,5%), Sudeste (8,8%), Nordeste (8,4%) e Norte (6,2%).

Culturas

ALGODÃO HERBÁCEO (em caroço) – A estimativa para a produção de algodão herbáceo (em caroço) foi de 8,7 milhões de toneladas, redução de 1,5% em relação ao mês anterior, devido à menor área cultivada em 1,2%. O Mato Grosso, maior produtor nacional, com cerca de 70,7% do total nacional, estimou uma produção de 6,2 milhões de toneladas, uma redução de 2,5% em relação ao mês anterior.

ARROZ (em casca) – A estimativa para a produção de arroz foi de 11,3 milhões de toneladas, redução de 2,7% em relação às estimativas do mês anterior. Essa redução é reflexo dos preços e da rentabilidade da cultura que se encontram em patamares baixos para o produtor, desestimulando o aumento da área e os investimentos nas lavouras. No Rio Grande do Sul, a produção foi estimada em 7,9 milhões de toneladas, uma redução de 1,8% em relação ao mês anterior e declínio de 9,3% em relação ao volume produzido em 2025.

CAFÉ (em grão) – A produção brasileira, considerando-se as duas espécies, arábica e canephora, foi estimada em 3,9 milhões de toneladas, ou 65,1 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 1,5% em relação ao mês anterior e de 13,1% em relação ao volume produzido em 2025, um recorde na série histórica da pesquisa, considerando a partir de 2002, quando houve mudança na unidade de medida e passou-se a divulgar café em grão.

Para o café arábica, a produção estimada foi de 2,6 milhões de toneladas ou 44,0 milhões de sacas de 60 kg, aumento de 0,1% em relação ao mês anterior.

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Para o café canephora, a estimativa da produção foi de 1,3 milhão de toneladas ou 21,1 milhões de sacas de 60 kg, acréscimos de 4,7% em relação ao mês anterior e de 0,8% em relação ao volume produzido em 2025. A produção estimada para o café canephora, em 2026, é recorde da série histórica do IBGE.

CEREAIS DE INVERNO (em grão) – Para o trigo (em grão), a produção estimada alcançou 7,4 milhões de toneladas, declínios de 4,2% em relação ao mês anterior e de 5,7% em relação a 2025. O declínio da área cultivada do trigo na safra de 2026 se deve aos preços do cereal que estão apresentando baixa rentabilidade, bem como ao desânimo dos produtores, que vêm tendo perdas de produção e na qualidade do cereal, nas últimas safras, em função dos problemas climáticos na Região Sul, notadamente no Rio Grande do Sul.

A produção da aveia (em grão) foi estimada em 1,3 milhão de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior e declínio de 2,3% em relação ao volume colhido em 2025. Os maiores produtores do cereal são o Rio Grande do Sul, com 922,3 mil toneladas, declínio de 1,4% em relação ao volume colhido em 2025; e o Paraná, com 265,2 mil toneladas, aumentos de 3,1% em relação a fevereiro e em relação ao volume colhido em 2025. A produção catarinense deve alcançar 43,7 mil toneladas, declínio de 14,4% em relação ao volume produzido em 2025.

Para a cevada (em grão), a produção estimada foi de 646,1 mil toneladas, aumentos de 4,6% em relação ao mês anterior e de 2,1% em relação ao volume produzido em 2025. Os maiores produtores brasileiros da cevada são o Paraná, com 520,4 mil toneladas, crescimentos de 5,8% em relação a fevereiro e de 5,6% em relação ao volume produzido em 2025, devendo participar com 80,5% na safra brasileira em 2026; e o Rio Grande do Sul, com uma produção de 110,4 mil toneladas, declínio de 13,4% em relação ao volume produzido em 2025.

FEIJÃO (em grão) – A estimativa de março para a produção de feijão, considerando-se as três safras, alcançou 3,0 milhões de toneladas, uma redução de 1,8% em relação ao mês anterior e de 2,0% sobre a safra 2025. Essa produção deve atender ao consumo interno brasileiro, em 2026, não havendo necessidade da importação do produto.

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MILHO (em grão) – A estimativa da produção do milho foi de 138,3 milhões de toneladas, crescimento de 3,0% em relação a fevereiro de 2026, contudo, declínio de 2,4% em relação ao volume produzido em 2025. A Região Centro-Oeste, maior produtora nacional, com 57,3% de participação no total a ser produzido em 2026, obteve aumento de 4,5% na estimativa da produção, em relação ao mês anterior.

SOJA (em grão) – A estimativa da produção alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior. A

SORGO (em grão) – A estimativa da produção do sorgo foi de 5,4 milhões de toneladas, aumento de 10,2% no comparativo com fevereiro. A área plantada deve ser 6,4% maior, assim como o rendimento médio, 3,6%. A área plantada estimada de sorgo deve ficar em torno de 1,6 milhão de hectares ou 2,0% do total ocupado com cereais, leguminosas e oleaginosas, representando 1,5% da produção desse grupo. O rendimento médio deve alcançar 3 275 kg/ha em março de 2026.

UVA – Em março de 2026, o mercado brasileiro de uvas manteve um quadro de relativa acomodação. Após o ciclo de forte expansão e queda de preços observado em 2025, março de 2026 apresenta sinais de recomposição de margens ao produtor diante do ajuste de área em importantes polos produtores. A safra de uva foi estimada em 2,2 milhões de toneladas, leve retração de 1,3% frente a 2025, porém com aumento de 5,0% em relação à estimativa de fevereiro.

Fonte: CONAB

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FONTE

Autor:IBGE

Site: IBGE

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Sustentabilidade

Efeitos da compactação do solo vão além da redução do volume de raízes – MAIS SOJA

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A compactação do solo constitui um dos principais fatores limitantes ao crescimento das plantas e, consequentemente, à produtividade das culturas agrícolas. Na soja, além de desempenharem funções essenciais na absorção de água e nutrientes, as raízes estabelecem uma importante relação simbiótica com bactérias do gênero Bradyrhizobium, responsáveis pela fixação biológica de nitrogênio (FBN), que constitui a principal fonte de N para a cultura.

Nesse contexto, a compactação do solo pode provocar uma série de efeitos negativos sobre o desenvolvimento da soja, abrangendo desde a restrição ao crescimento e à distribuição do sistema radicular, limitando o acesso das raízes às camadas mais profundas do solo, até alterações na nodulação e na fixação biológica de nitrogênio. Além disso, condições de compactação podem favorecer ambientes com menor aeração e drenagem, alterando as condições físicas do solo e podendo contribuir para o desenvolvimento de determinados patógenos de solo, de origem fúngica e parasitária.

Esses efeitos podem comprometer a formação dos componentes de produtividade e, consequentemente, o rendimento final da cultura. Entre as principais alterações físicas decorrentes da compactação estão o aumento da densidade e da resistência mecânica do solo e a redução do volume total de poros, especialmente dos macroporos (Debiasi; Santos; Gonçalves, 2021).

Conforme observado por Rosa et al. (2019), o aumento da resistência do solo à penetração decorrente da compactação pode refletir negativamente em diferentes características de crescimento e componentes de produtividade da soja. Os autores observaram alterações em variáveis como altura de plantas, diâmetro do caule, número de legumes e número de folhas, com impactos negativos sobre o desempenho produtivo da cultura.

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Resultados semelhantes foram observados por Savioli et al. (2021). Ao avaliar a influência da compactação do solo sobre os componentes de produtividade da soja, os autores verificaram que o número de legumes (vagens) por planta, o número de grãos por planta e a massa de grãos estiveram entre os componentes mais afetados. Os resultados indicaram influência negativa significativa da compactação sobre esses componentes a partir da densidade do solo de 1,3 g cm⁻³ (Mg m⁻³).

Figura 1. Massa seca de grãos de soja em função de diferentes densidade de solo. (1,1; 1,2; 1,3; 1,4 e 1,5 g cm-3).
Fonte: Savioli et al. (2021)

Esses resultados reforçam a importância das condições físicas do solo para o adequado desenvolvimento da soja e evidenciam os impactos que a compactação pode exercer sobre a formação dos componentes de produtividade e o rendimento final da cultura. Dessa forma, o diagnóstico e o manejo da compactação do solo devem integrar as estratégias de manejo da lavoura, buscando favorecer o crescimento radicular, a exploração do perfil do solo e o aproveitamento de água e nutrientes.

Além dos efeitos diretos sobre o crescimento e a produtividade, a compactação do solo também pode influenciar a capacidade das plantas de tolerar períodos de restrição hídrica. A redução do crescimento radicular e do acesso das raízes às camadas mais profundas pode limitar a exploração de água armazenada no perfil, especialmente durante períodos de déficit hídrico. Assim, o manejo adequado da estrutura do solo constitui uma importante estratégia para melhorar as condições de desenvolvimento da soja e contribuir para maior resiliência da cultura diante de condições de estresse hídrico.



Referências:

DEBIASI, H.; SANTOS, J. C. F.; GONÇALVES, S. L. COMPACTAÇÃO DO SOLO. Embrapa, 2021. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/web/agencia-de-informacao-tecnologica/cultivos/soja/producao/manejo-do-solo/compactacao-do-solo >, acesso em: 16/09/2026.

ROSA, H. A. et al. INFLUÊNCIA DA COMPACTAÇÃO DO SOLO EM PARÂMETROS PRODUTIVIDOS DA CULTURA DA SOJA. Revista Técnico-Científica do CREA-PR, 2019. Disponível em: < https://revistatecie.crea-pr.org.br/index.php/revista/article/view/548/333 >, acesso em: 16/09/2026.

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SAVIOLI, M. R. et al. Componentes de produção da soja sob níveis de compactação do solo. Acta Iguazu, Cascavel, v.10, n.2, p. 1-12, 2021. Disponível em: < https://e-revista.unioeste.br/index.php/actaiguazu/article/view/26312 >, acesso em: 16/09/2026.

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Exportações e expectativas de compras públicas sustentam preços – MAIS SOJA

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A concorrência entre os mercados interno e externo, somada à expectativa de compras governamentais, mantém os preços do arroz em casca firmes no Rio Grande do Sul.

De acordo com o Cepea, negócios voltados ao fechamento de navios aconteceram a valores próximos de R$ 90/sc de 50 kg, no Porto do Rio Grande (RS), nos últimos dias, levando produtores a ampliar a oferta, especialmente nas regiões próximas ao terminal. Ao mesmo tempo, parte das indústrias domésticas reduziu a atuação diante da dificuldade em acompanhar os valores da exportação.

Segundo o Centro de Pesquisas, a disputa ocorre em um contexto de maior demanda das indústrias por matéria-prima. Em agosto, o beneficiamento de arroz no estado avançou, e os preços ao consumidor também registraram alta.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Depois de meses de alta, inadimplência dá primeiro sinal de trégua em MT e Cuiabá – MAIS SOJA

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Mato Grosso encerrou agosto de 2026 com uma leve queda na inadimplência dos consumidores no estado, 2,23% na comparação entre julho e agosto. Os números apurados pelo SPC Brasil para a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá (CDL Cuiabá) mostram que o mês trouxe o primeiro sinal de redução no ano entre quase 1,5 milhão de consumidores mato-grossenses em idade adulta que estão com restrição de crédito.

O mesmo recuo apareceu na quantidade de dívidas em atraso, que caiu 2,38% no mês, mesmo acumulando alta de 8,90% em 12 meses.

Entre os mato-grossenses inadimplentes, o perfil é majoritariamente masculino (53,42% ante 46,56% de mulheres) e concentrado na faixa entre 30 e 49 anos.

O valor médio das dívidas no estado é de R$ 6.119,63, somando-se todos os débitos por consumidor, com tempo médio de atraso de 29,5 meses. Em torno de 35,70% das dívidas estão em aberto entre um e três anos e outras 40,13% ultrapassam os três anos.

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Os bancos concentram a maior fatia dos débitos, com 54,81%, seguidos por comércio, com 21,94%, outros segmentos (10,91%), água e luz (8,17%) e comunicação (4,17%).

Cuiabá

Na capital, aproximadamente 258 mil consumidores adultos apresentaram restrição de crédito em agosto. Na comparação mês a mês, o SPC Brasil apontou queda de 2,52% no total de inadimplentes cuiabanos. Em relação à quantidade de dívidas em atraso, a redução foi de 2,95% no mês.

O perfil dos inadimplentes cuiabanos também é predominantemente masculino (52,10% ante 47,90% de mulheres), com idade média de 45,4 anos — ligeiramente acima da média estadual — e concentração também entre 30 e 49 anos.

Em Cuiabá, o valor médio das dívidas é de R$ 6.631,99, acima da média estadual, com tempo médio de atraso de 30,2 meses. Mais da metade das dívidas da capital, 58,28%, está em aberto há mais de um ano, distribuídas entre as faixas de um a três anos (34,93%), três a quatro anos (17,48%) e quatro a cinco anos (24,35%).

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Os bancos também lideram entre os credores na capital, com 61,09% das dívidas registradas, seguidos por comércio, 14,85%, água e luz (8,76%), outros segmentos (12,33%) e comunicação (2,97%).

“Os números mostram que a inadimplência ainda é uma realidade que pesa no bolso do consumidor cuiabano e mato-grossense, mas o recuo mensal é um indício importante de que as famílias estão conseguindo se reorganizar. Do lado do comércio, isso significa reforçar o diálogo com o cliente, oferecer condições de negociação viáveis e ajudar quem quer voltar a comprar e a pagar em dia. A CDL Cuiabá segue acompanhando esses indicadores para orientar o lojista sobre a melhor forma de negociar com o consumidor”, observou o presidente da CDL Cuiabá, Júnior Macagnam.

CDL Cuiabá – Com 53 anos de história e cerca de 10 mil empresas associadas, a CDL Cuiabá tem como missão transformar a Capital em um dos melhores lugares para empreender e morar. Com origem no comércio varejista, hoje a entidade representa empresários e empresárias de diferentes setores, oferecendo facilidades como economia operacional, certificação digital, inteligência para concessão de crédito, telefonia móvel, redução de custos com energia e proteção de crédito em parceria com o SPC Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



 

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