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30 de maio de 2026

Sustentabilidade

Agro dos EUA acumula quatro anos no vermelho com alta de custos e queda de preços – MAIS SOJA

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Hélio Sirimarco, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), comenta sobre as quatro safras no prejuízo nos EUA. Confira!

Entre economistas do setor agrícola norte-americano, circula uma avaliação direta que resume o momento atual: o país caminha para o quarto ano consecutivo de resultados negativos na economia rural. A afirmação foi feita por Faith Parum, economista da American Farm Bureau Federation (AFBF), em entrevista à National Public Radio (NPR), no dia 1º de abril.

A análise não tem viés político e nem tom alarmista. Trata-se da leitura técnica de quem acompanha os dados financeiros de milhões de propriedades distribuídas pelo Meio-Oeste, Sul e planícies do Norte dos Estados Unidos. O cenário indica uma sequência inédita de safras operando no vermelho.

Retrospectiva

Para compreender esse quadro é preciso retornar a 2022, quando o setor registrava lucros recordes, impulsionados por preços elevados das commodities e forte demanda global no pós-pandemia. Soja, milho e trigo estavam valorizados, permitindo investimentos, renovação de máquinas e redução de dívidas.

Desde então, houve uma mudança brusca. Os preços das commodities recuaram significativamente. A soja, por exemplo, caiu cerca de 40% em relação ao pico de meados de 2022, passando de US$ 16,40 por bushel para, aproximadamente, US$ 11,00 em 2025/26. Ao mesmo tempo, os custos de produção seguiram em alta, pressionados pela inflação pós-pandemia, pelos impactos da guerra na Ucrânia sobre fertilizantes e combustíveis, e ainda pelas tarifas da política comercial de Donald Trump.

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O resultado é um desequilíbrio crescente entre receitas e despesas. Dados da Farm Bureau mostram aumentos expressivos nos custos por acre (1 acre equivale a 0,4 hectare) desde 2021, quando juros de empréstimos subiram 71%, mão de obra 47%, fertilizantes 37%, combustíveis e lubrificantes 32%, manutenção de equipamentos 27% e defensivos agrícolas 25%.

Projeção do USDA

Mesmo em anos de produção elevada, os preços de mercado não são suficientes para cobrir esses custos. O USDA projeta que a renda líquida agrícola em 2026 será cerca de US$ 30 bilhões inferior ao recorde de 2022, passando de US$ 182 bilhões para US$ 153,4 bilhões.

Acúmulo de perdas

Um levantamento da Farm Bureau publicado em janeiro deste ano aponta que, mesmo com seguros rurais e auxílios emergenciais, os produtores acumularam perdas próximas de US$ 50 bilhões nos últimos três anos. Considerando nove culturas principais: milho, soja, trigo, algodão, arroz, cevada, aveia, amendoim e sorgo, os resultados negativos anuais chegaram a US$ 20,2 bilhões, US$ 34,8 bilhões e US$ 34,6 bilhões antes de qualquer compensação pública.

Aumento do uso de crédito

Na prática, isso se traduz em produtores adiando investimentos, recorrendo à compra de equipamentos usados e ampliando o uso de crédito. Em 2025, o valor médio dos empréstimos operacionais cresceu 30% em relação ao ano anterior, com prazos mais longos. Dados do Federal Reserve de Kansas City mostram que o volume de contratos de crédito agrícola aumentou quase 40% no quarto trimestre de 2025.

Redução na venda de máquinas agrícolas

Outro indicador da crise é a queda nas vendas de máquinas agrícolas. Segundo a Association of Equipment Manufacturers, as vendas de tratores de grande porte e colheitadeiras recuaram entre 35% e 45% em 2025. A John Deere registrou queda de 12% na receita anual e redução de 29% no lucro líquido, além de demitir cerca de 1.800 funcionários em Iowa. A empresa projeta nova retração entre 15% e 20% nas vendas em 2026, impactada também por tarifas sobre aço e alumínio, que devem gerar custo adicional de US$ 1,2 bilhão.

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Aumento das falências

O aumento das falências agrícolas reforça o cenário. Em 2025, os pedidos de recuperação judicial pelo Chapter 12 cresceram 46%, totalizando 315 casos. Estados como Montana, Pennsylvania e Georgia registraram altas expressivas. Apesar de representarem pequena parcela das 1,9 milhão de fazendas do país, esses números indicam dificuldades estruturais. Muitos produtores sequer entram nas estatísticas por dependerem de renda externa, o que os desqualifica do mecanismo legal.

Desequilíbrio estrutural

Desde 2017, mais de 160 mil fazendas deixaram de existir nos EUA. Embora o governo tenha destinado mais de US$ 30 bilhões em auxílio direto desde 2025, incluindo US$ 12 bilhões para compensar impactos de tarifas, especialistas apontam que os recursos não resolvem o desequilíbrio estrutural. Uma pesquisa da Universidade de Purdue indica que grande parte desse dinheiro é usada para pagar dívidas antigas, sem gerar novos investimentos.

Conflito com o Irã

O conflito com o Irã, neste ano, agravou a situação. O fechamento do Estreito de Ormuz afetou o fornecimento de fertilizantes nitrogenados, elevando preços. O diesel também encareceu com a alta do petróleo. Com isso, produtores que não haviam antecipado compras enfrentaram aumento de custos às vésperas do plantio.

Menor safra de milho desde 1919

As consequências já aparecem nas do USDA, que prevê a menor safra de trigo desde 1919 e redução superior a 3 milhões de acres na área plantada de milho. O sentimento no campo é de preocupação crescente, como relatado por Mark Mueller, produtor de Iowa, que afirmou estar mais apreensivo do que em qualquer momento de suas três décadas na atividade.

Desdobramentos políticos e sociais

Além do impacto econômico, a crise tem desdobramentos políticos e sociais. Tradicionalmente base eleitoral de Donald Trump, os agricultores começam a demonstrar insatisfação com a falta de avanços concretos em acordos comerciais. Ao mesmo tempo, o Brasil amplia sua presença no mercado global, com exportações agropecuárias recordes de US$ 169,2 bilhões em 2025, sendo US$ 55,3 bilhões destinados à China.

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Brasil

No Brasil, o cenário também preocupa. O deputado Pedro Lupion destacou que fatores geopolíticos, juros elevados e custos crescentes têm pressionado os produtores. Segundo ele, taxas próximas de 20% inviabilizam investimentos.

Diante disso, a Frente Parlamentar da Agropecuária articula a tramitação do Projeto de Lei 5.122/2023, que propõe a renegociação ampla de dívidas rurais com recursos do Fundo Social do Pré-sal. A proposta já foi aprovada na Câmara e aguarda análise no Senado.

Autor/Fonte: SNA – Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Com informações de National Public Radio (NPR), USDA e Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)
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Sustentabilidade

Saiba como as cotações de soja encerraram a semana; estabilidade nos preços definem o dia

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Foto: Wenderson Araujo-Trilux/CNA

O mercado brasileiro de soja encerrou a semana sem grandes movimentações, com preços praticamente estáveis na maior parte das regiões produtoras e dos portos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, algumas oportunidades surgiram ao longo do dia, mas sem volumes expressivos de negócios.

A sessão foi marcada por pouca variação nos principais formadores de preços. Enquanto os contratos futuros da soja recuaram na Bolsa de Chicago, o dólar registrou leve valorização frente ao real. Apesar disso, os movimentos não foram suficientes para provocar alterações relevantes nas referências do mercado físico brasileiro.

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De acordo com Silveira, não houve fatores capazes de impactar de forma significativa a formação dos preços. O analista também destacou que, apesar do ritmo mais lento observado nesta sexta-feira, os produtores apresentaram movimentações mais firmes ao longo da semana, com bons volumes de comercialização.

Preços da soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 126,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 127,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 121,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 110,00
  • Dourados (MS): manteve em R$ 115,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 113,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 132,00
  • Rio Grande (RS): manteve em R$ 132,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja encerraram a sexta-feira em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando as perdas acumuladas tanto na semana quanto no mês de maio. O movimento foi atribuído principalmente à realização de lucros pelos investidores e ao reposicionamento das carteiras.

No acumulado de maio, a soja registrou queda de 0,73%, enquanto na semana a retração foi de 0,77%. A desvalorização do petróleo, diante das perspectivas de um acordo entre Irã e Estados Unidos para reduzir as tensões no Oriente Médio, e as condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento das lavouras norte-americanas contribuíram para o movimento de correção dos preços.

O mercado também segue atento à demanda chinesa. Os agentes aguardam sinais de retomada das compras por parte da China, que poderiam ocorrer dentro dos entendimentos firmados entre Washington e Pequim durante visita do presidente Donald Trump ao país asiático.

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USDA

As vendas externas dos Estados Unidos também estiveram no radar. Exportadores privados reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a comercialização de 192 mil toneladas de soja para destinos não revelados. Desse total, 60 mil toneladas serão entregues na safra 2025/26 e 132 mil toneladas na temporada 2026/27.

Além disso, as exportações líquidas norte-americanas de soja somaram 299,9 mil toneladas para a safra 2025/26 na semana encerrada em 21 de maio. Para a temporada 2026/27, foram registradas mais 137,7 mil toneladas. O resultado ficou dentro das expectativas do mercado, que projetava embarques entre 150 mil e 400 mil toneladas considerando as duas safras.

Contratos futuros de soja

Entre os contratos futuros, a posição julho fechou a US$ 11,86 3/4 por bushel, com queda de 7,75 centavos de dólar ou 0,64%. Já o vencimento agosto encerrou a US$ 11,90 1/4 por bushel, recuando 5,75 centavos de dólar ou 0,48%.

Nos subprodutos, o farelo de soja para julho caiu US$ 4,30, ou 1,28%, para US$ 329,80 por tonelada. O óleo de soja, por sua vez, avançou 1,02 centavo de dólar, ou 1,32%, encerrando a sessão em 77,72 centavos de dólar por libra-peso.

Dólar

O dólar comercial encerrou o dia com valorização de 0,26%, cotado a R$ 5,0450 para venda e R$ 5,0431 para compra. Durante a sessão, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0351 e a máxima de R$ 5,0711.

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No acumulado da semana, a moeda avançou 0,33%. Em maio, a valorização chegou a 1,87%.

Com informações da Safras & Mercado.

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Sustentabilidade

Descompasso entre produtor, indústria e varejo amplia fragilidade do mercado de arroz – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de arroz encerra o mês de maio operando sob ambiente extremamente defensivo, com baixa fluidez comercial, negociações lentas e dificuldade crescente de construção de preço em praticamente toda a cadeia. A avaliação é do analista e consultor de Safras & Mercado, Evandro Oliveira.

No mercado físico, os negócios seguem ocorrendo de forma bastante pontual, sem intensidade compradora relevante, enquanto as referências continuam majoritariamente abaixo de R$ 60 por saca de 50 quilos FOB Rio Grande do Sul. Em Santa Catarina, as indicações trabalham predominantemente entre R$ 52 e R$ 56/saca, reforçando o viés pressionado observado no Sul do país.

“O cenário atual mostra um mercado cada vez mais fragmentado entre os diferentes elos da cadeia”, relata Oliveira. “Enquanto produtores tentam limitar novas concessões diante das margens extremamente comprimidas, indústrias operam com forte cautela comercial e o varejo continua pressionando preços de reposição mesmo sem aumento consistente das compras”, exemplifica.

Na prática, o fluxo entre campo, beneficiamento e supermercados perdeu sincronia, criando um ambiente de travamento operacional e baixa previsibilidade comercial. “O produto beneficiado voltou a ser citado com frequência crescente como um dos principais gargalos do mercado neste momento”, frisa o consultor.

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A ponta varejista segue relatando vendas fracas, menor giro nas gôndolas e aumento da seletividade do consumidor. “Grandes redes continuam reduzindo ofertas de compra, alegando desaceleração relevante nas vendas de itens básicos em diversas regiões do país”, afirma o analista.

Apesar disso, o mercado começa a observar alguns contrapontos mais construtivos fora do ambiente doméstico. “Parte do setor já enxerga fundamentos internacionais relativamente mais positivos, principalmente diante das dificuldades competitivas dos Estados Unidos, da alta recente dos preços asiáticos e dos riscos climáticos globais”, enumera.

Em relação aos preços, a média da saca de arroz no Rio Grande do Sul (58/62% de grãos inteiros, pagamento à vista) encerrou o dia 28 cotada a R$ 59,49, queda de 0,13% em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período do mês passado, o recuo foi de 6,61%, enquanto, em relação a 2025, a desvalorização atingiu 18,87%.

Autor/Fonte: Rodrigo Ramos/ Agência Safras News

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Sustentabilidade

Janela de aplicação: Estratégia fundamental para o manejo da resistência de doenças na soja – MAIS SOJA

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Embora diferentes estratégias integradas possam ser adotadas no manejo de doenças em culturas agrícolas como a soja, o uso de fungicidas químicos ainda representa o principal método de controle em escala comercial, constituindo um dos pilares fitossanitários das lavouras. Contudo, mesmo com moléculas de elevada eficiência e eficácia, o uso inadequado e repetitivo de fungicidas com o mesmo princípio ativo e/ou mecanismo de ação tem favorecido a seleção de biótipos de fungos resistentes, contribuindo para o aumento dos casos de resistência a esses defensivos agrícolas.

Como estratégias para reduzir o avanço da resistência de fungos aos fungicidas, o  FRAC-BR destaca a importância da rotação de moléculas dentro de diferentes grupos químicos, da associação entre fungicidas multissítios e sítio-específicos e da adoção de boas práticas agronômicas, como evitar semeaduras tardias, priorizar cultivares de ciclo precoce, respeitar o vazio sanitário e eliminar plantas voluntárias.

Considerando que doenças de elevado impacto econômico na soja, como a ferrugem-asiática causada por Phakopsora pachyrhizi, já apresentam diferentes níveis de sensibilidade e resistência a fungicidas com ingrediente ativo único (Figura 1), torna-se fundamental adotar estratégias de manejo que maximizem a eficiência de controle sem intensificar a pressão de seleção de indivíduos resistentes, contribuindo para a preservação da eficácia dos fungicidas ao longo do tempo.

Figura 1. Média da porcentagem de controle da ferrugem-asiática com os fungicidas tebuconazol (TBZ), ciproconazol (CPZ), tetraconazol (TTZ), protioconazol (PTZ), azoxistrobina (AZ), picoxistrobina (PCX) e metominostrobina (MTM) nos experimentos (n) cooperativos nas safras: 2003/2004 (n=11), 2004/2005 (n=20), 2005/2006 (n=15), 2006/2007 (n=10), 2007/2008 (n=7), 2008/2009 (n=23), 2009/2010 (n=15), 2010/2011 (n=11), 2011/2012 (n=11), 2012/2013 (n=21), 2013/2014 (n=16), 2014/2015 (n=21), 2015/2016 (n=23), 2016/2017 (n=32), 2017/2018 (n=26), 2018/2019 (n=25), 2019/2020 (n=14), 2020/2021 (n=19), 2021/2022 (n=19), 2022/2023 (n=18) e 2023/2024 (n=12) em diferentes regiões produtoras de soja no Brasil (Godoy et al., 2024).
Fonte: Godoy et al. (2024)

Estratégicamente, uma das principais medidas associadas à aplicação de fungicidas que contribuem para o manejo da resistência de doenças é o adequado planejamento e posicionamento das pulverizações, tendo a janela de aplicação como ferramenta fundamental. A janela de aplicação (Figura 2) organiza o uso dos fungicidas ao longo do ciclo da cultura, reduzindo a pressão de seleção exercida sobre os patógenos. Seu princípio baseia-se em limitar aplicações consecutivas de fungicidas com o mesmo modo de ação, concentrando seu uso em períodos específicos do desenvolvimento da cultura. Dessa forma, reduz-se a exposição repetitiva do patógeno a um mesmo grupo químico ou ingrediente ativo, retardando a seleção de indivíduos resistentes e contribuindo para a manutenção da eficácia dos fungicidas (FRAC-BR, 2026).

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Figura 2. Como funciona a janela de aplicação de fungicidas em soja.
Fonte: FRAC-BR (2026)

Vale destacar que, para que a adoção de janelas de aplicação proporcione resultados efetivos no manejo da resistência, sua definição deve considerar fatores como o estádio de desenvolvimento da cultura, a suscetibilidade às doenças em cada fase do ciclo, a epidemiologia dos patógenos e o risco de resistência aos fungicidas. Além disso, diversos estudos demonstram que a associação de fungicidas multissítios/protetores a fungicidas sítio-específicos, independentemente do momento de aplicação, aumenta a eficiência no controle das doenças e contribui significativamente para o manejo da resistência. Nesse contexto, também é fundamental promover a rotação de ingredientes ativos e mecanismos de ação ao longo do programa fitossanitário, independentemente do intervalo entre as janelas de aplicação.



Referências:

FRAC. NOVAS RECOMENDAÇÕES PARA O MANEJO DE DOENÇAS EM SOJA. FRAC-Brasil, s.d. Disponível em: < https://3f2c8573-584c-4b16-985f-14dc48f9ab81.filesusr.com/ugd/6c1e70_f591d8b1a2934a109259af440b049052.pdf >, acesso em: 29/05/2026.

FRAC-BR. JANELA DE APLICAÇÃO. Comitê de Ação a Resistênica a Fungicidas, 2026. Disponível em: < https://www.frac-br.org/post/janela-de-aplicacao >, acesso em: 29/05/2026.

GODOY, C. V. et al. EFICIÊNCIA DE FUNGICIDAS PARA O CONTROLE DA FERRUGEMASIÁTICA DA SOJA, Phakopsora pachyrhizi, NA SAFRA 2023/2024: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS ENSAIOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica n. 206, 2024. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1165843/1/CT-206-Claudia-Godoy.pdf >, acesso em: 29/05/2026.

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