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25 de julho de 2026

Sustentabilidade

Agro dos EUA acumula quatro anos no vermelho com alta de custos e queda de preços – MAIS SOJA

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Hélio Sirimarco, vice-presidente da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), comenta sobre as quatro safras no prejuízo nos EUA. Confira!

Entre economistas do setor agrícola norte-americano, circula uma avaliação direta que resume o momento atual: o país caminha para o quarto ano consecutivo de resultados negativos na economia rural. A afirmação foi feita por Faith Parum, economista da American Farm Bureau Federation (AFBF), em entrevista à National Public Radio (NPR), no dia 1º de abril.

A análise não tem viés político e nem tom alarmista. Trata-se da leitura técnica de quem acompanha os dados financeiros de milhões de propriedades distribuídas pelo Meio-Oeste, Sul e planícies do Norte dos Estados Unidos. O cenário indica uma sequência inédita de safras operando no vermelho.

Retrospectiva

Para compreender esse quadro é preciso retornar a 2022, quando o setor registrava lucros recordes, impulsionados por preços elevados das commodities e forte demanda global no pós-pandemia. Soja, milho e trigo estavam valorizados, permitindo investimentos, renovação de máquinas e redução de dívidas.

Desde então, houve uma mudança brusca. Os preços das commodities recuaram significativamente. A soja, por exemplo, caiu cerca de 40% em relação ao pico de meados de 2022, passando de US$ 16,40 por bushel para, aproximadamente, US$ 11,00 em 2025/26. Ao mesmo tempo, os custos de produção seguiram em alta, pressionados pela inflação pós-pandemia, pelos impactos da guerra na Ucrânia sobre fertilizantes e combustíveis, e ainda pelas tarifas da política comercial de Donald Trump.

O resultado é um desequilíbrio crescente entre receitas e despesas. Dados da Farm Bureau mostram aumentos expressivos nos custos por acre (1 acre equivale a 0,4 hectare) desde 2021, quando juros de empréstimos subiram 71%, mão de obra 47%, fertilizantes 37%, combustíveis e lubrificantes 32%, manutenção de equipamentos 27% e defensivos agrícolas 25%.

Projeção do USDA

Mesmo em anos de produção elevada, os preços de mercado não são suficientes para cobrir esses custos. O USDA projeta que a renda líquida agrícola em 2026 será cerca de US$ 30 bilhões inferior ao recorde de 2022, passando de US$ 182 bilhões para US$ 153,4 bilhões.

Acúmulo de perdas

Um levantamento da Farm Bureau publicado em janeiro deste ano aponta que, mesmo com seguros rurais e auxílios emergenciais, os produtores acumularam perdas próximas de US$ 50 bilhões nos últimos três anos. Considerando nove culturas principais: milho, soja, trigo, algodão, arroz, cevada, aveia, amendoim e sorgo, os resultados negativos anuais chegaram a US$ 20,2 bilhões, US$ 34,8 bilhões e US$ 34,6 bilhões antes de qualquer compensação pública.

Aumento do uso de crédito

Na prática, isso se traduz em produtores adiando investimentos, recorrendo à compra de equipamentos usados e ampliando o uso de crédito. Em 2025, o valor médio dos empréstimos operacionais cresceu 30% em relação ao ano anterior, com prazos mais longos. Dados do Federal Reserve de Kansas City mostram que o volume de contratos de crédito agrícola aumentou quase 40% no quarto trimestre de 2025.

Redução na venda de máquinas agrícolas

Outro indicador da crise é a queda nas vendas de máquinas agrícolas. Segundo a Association of Equipment Manufacturers, as vendas de tratores de grande porte e colheitadeiras recuaram entre 35% e 45% em 2025. A John Deere registrou queda de 12% na receita anual e redução de 29% no lucro líquido, além de demitir cerca de 1.800 funcionários em Iowa. A empresa projeta nova retração entre 15% e 20% nas vendas em 2026, impactada também por tarifas sobre aço e alumínio, que devem gerar custo adicional de US$ 1,2 bilhão.

Aumento das falências

O aumento das falências agrícolas reforça o cenário. Em 2025, os pedidos de recuperação judicial pelo Chapter 12 cresceram 46%, totalizando 315 casos. Estados como Montana, Pennsylvania e Georgia registraram altas expressivas. Apesar de representarem pequena parcela das 1,9 milhão de fazendas do país, esses números indicam dificuldades estruturais. Muitos produtores sequer entram nas estatísticas por dependerem de renda externa, o que os desqualifica do mecanismo legal.

Desequilíbrio estrutural

Desde 2017, mais de 160 mil fazendas deixaram de existir nos EUA. Embora o governo tenha destinado mais de US$ 30 bilhões em auxílio direto desde 2025, incluindo US$ 12 bilhões para compensar impactos de tarifas, especialistas apontam que os recursos não resolvem o desequilíbrio estrutural. Uma pesquisa da Universidade de Purdue indica que grande parte desse dinheiro é usada para pagar dívidas antigas, sem gerar novos investimentos.

Conflito com o Irã

O conflito com o Irã, neste ano, agravou a situação. O fechamento do Estreito de Ormuz afetou o fornecimento de fertilizantes nitrogenados, elevando preços. O diesel também encareceu com a alta do petróleo. Com isso, produtores que não haviam antecipado compras enfrentaram aumento de custos às vésperas do plantio.

Menor safra de milho desde 1919

As consequências já aparecem nas do USDA, que prevê a menor safra de trigo desde 1919 e redução superior a 3 milhões de acres na área plantada de milho. O sentimento no campo é de preocupação crescente, como relatado por Mark Mueller, produtor de Iowa, que afirmou estar mais apreensivo do que em qualquer momento de suas três décadas na atividade.

Desdobramentos políticos e sociais

Além do impacto econômico, a crise tem desdobramentos políticos e sociais. Tradicionalmente base eleitoral de Donald Trump, os agricultores começam a demonstrar insatisfação com a falta de avanços concretos em acordos comerciais. Ao mesmo tempo, o Brasil amplia sua presença no mercado global, com exportações agropecuárias recordes de US$ 169,2 bilhões em 2025, sendo US$ 55,3 bilhões destinados à China.

Brasil

No Brasil, o cenário também preocupa. O deputado Pedro Lupion destacou que fatores geopolíticos, juros elevados e custos crescentes têm pressionado os produtores. Segundo ele, taxas próximas de 20% inviabilizam investimentos.

Diante disso, a Frente Parlamentar da Agropecuária articula a tramitação do Projeto de Lei 5.122/2023, que propõe a renegociação ampla de dívidas rurais com recursos do Fundo Social do Pré-sal. A proposta já foi aprovada na Câmara e aguarda análise no Senado.

Autor/Fonte: SNA – Por Larissa Machado / larissamachado@sna.agr.br
Com informações de National Public Radio (NPR), USDA e Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA)
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Agro Mato Grosso

FMC lança fungicida Onsuva® para citros na Coopercitrus Expo 2026

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Empresa leva soluções para cana-de-açúcar e cereais à maior feira da cooperativa e apresenta oficialmente o Onsuva®, novo fungicida para o manejo de doenças dos citros

A FMC, empresa global de ciências para agricultura, participa da Coopercitrus Expo 2026, realizada entre 27 e 31 de julho, em Bebedouro (SP), reforçando uma parceria construída ao longo de muitos anos com a Coopercitrus e apresentando tecnologias para a cana-de-açúcar, citros e cereais. Entre os destaques da participação está o lançamento do fungicida Onsuva® para citricultura, novidade que amplia o portfólio da companhia com mais tecnologia e inovação.

Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC

“A Coopercitrus Expo é um momento importante para reforçarmos uma parceria sólida, construída ao longo de muitos anos, e estarmos próximos dos cooperados. Levaremos um portfólio robusto para diferentes culturas e apresentaremos, em primeira mão na feira, o Onsuva® para citros, ampliando nossas soluções para o manejo de doenças nessa cultura tão importante para a cooperativa e seus produtores”, destaca Leonardo Brusantin, gerente da cultura de cana-de-açúcar da FMC.
Com formulação exclusiva à base da molécula fluindapir, o fungicida já é referência no manejo das principais doenças da soja, milho e algodão e agora passa a integrar o portfólio destinado à citricultura. O produto oferece controle eficiente do complexo de manchas dos citros, incluindo pinta preta (Phyllosticta citricarpa), Alternaria spp.Cercospora spp. e antracnose, protegendo folhas e frutos e contribuindo para ganhos de produtividade e qualidade.
“O Onsuva® chega para compor o nosso portfólio que já é muito completo e robusto para citricultura. Esse novo fungicida tem como a proposta agregar ao manejo de doenças e elevar ainda mais o padrão de proteção dos pomares, oferecendo mais eficiência para o controle das principais doenças dos citros e contribuindo para a produtividade e a qualidade da produção”, ressalta Brusantin.
A FMC ainda apresenta um portfólio completo para a cana-de-açúcar, uma das principais culturas de investimento da companhia. Entre os destaques está o Boral® Full, herbicida que combina duas moléculas em uma única formulação para ampliar o controle de plantas daninhas de folhas largas e estreitas, oferecendo maior seletividade, flexibilidade de aplicação e segurança no manejo da cana-de-açúcar.
Outro destaque é o Reator®, herbicida pré-emergente seletivo e desenvolvido com tecnologia exclusiva de microencapsulação. O produto proporciona liberação gradual do ingrediente ativo conforme a disponibilidade de umidade no solo, mantendo elevado desempenho no manejo de plantas daninhas como capim-pé-de-galinha (Eleusine indica) e picão-preto (Bidens pilosa), tanto em períodos úmidos quanto em condições mais secas.
A companhia também evidencia o Verimark®, inseticida à base de diamidas antranílicas indicado para o controle de importantes pragas, como Sphenophorus levis, cigarrinha-das-raízes (Mahanarva fimbriolata) e broca-da-cana (Diatraea saccharalis). Sua alta sistemicidade garante proteção prolongada das plantas, enquanto sua seletividade contribui para a preservação dos inimigos naturais e para o equilíbrio do sistema produtivo.
A participação na Coopercitrus Expo inclui ainda o Premio® Star, com amplo espectro de controle e atuação simultânea sobre diferentes pragas, e o Malathion®, que oferece efeito de choque e rápida ação, sendo fundamental em estratégias de manejo integrado para melhoria da qualidade da colheita.
No portfólio de biológicos, o destaque é o Sofero™ Fall, tecnologia baseada em feromônio que atua na interrupção do ciclo reprodutivo da Spodoptera frugiperda, reduzindo a formação de novas gerações da praga de forma altamente seletiva e compatível com programas de manejo integrado de pragas. Sua formulação microencapsulada favorece a estabilidade e amplia a permanência no campo, aumentando a eficiência do manejo em momentos críticos das culturas.

 

Campanha exclusiva com o programa Bônus Mais

Durante a Coopercitrus Expo, a FMC também promove uma campanha em parceria com a Coopercitrus por meio do programa Bônus Mais.
Os produtores que adquiriremBoral®, Boral® Full e Stone® durante a feira terão acesso a condições comerciais diferenciadas dentro do programa, reforçando a estratégia conjunta de oferecer tecnologias inovadoras e, também, vantagens exclusivas aos cooperados.
Além disso, a companhia lança uma campanha promocional voltada aos produtores rurais. Na compra dos inseticidas Benevia®, Dimexion® e Verimark®, os clientes poderão ser premiados conforme o volume adquirido.
Os produtores que atingirem os volumes mínimos de 200 litros de Benevia®, 500 litros de Dimexion® ou 80 litros de Verimark® serão contemplados com uma Mini Starlink, ampliando a conectividade no campo. Já aqueles que alcançarem 2.000 litros de Benevia®, 5.000 litros de Dimexion® ou 800 litros de Verimark® receberão um iPhone 17 Pro.
“Nossa parceria com a Coopercitrus vai muito além da participação na feira. Trabalhamos juntos para levar inovação, tecnologia e benefícios concretos aos cooperados, contribuindo para uma agricultura cada vez mais produtiva e sustentável”, conclui o gerente.

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Sustentabilidade

Mercado de soja tem preços firmes, mas retenção dos produtores limita os negócios

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O mercado brasileiro de soja voltou a registrar cotações firmes, impulsionadas pela alta da Bolsa de Chicago e pelos prêmios, que seguem em patamares elevados. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, os portos chegaram a testar a faixa de R$ 150,00 por saca no mercado spot, enquanto as ofertas para outubro ficaram entre R$ 155,00 e R$ 157,00, com prazos de pagamento mais longos.

Silveira destaca que o mercado interno também segue indicando cotações elevadas, sustentadas pelo basis positivo e pela demanda compradora. Segundo ele, as ofertas continuam escassas, com menor volume disponível de soja e algumas regiões mais pressionadas.

O analista acrescenta que os produtores seguem retendo a soja, o que limitou o volume de negócios ao longo da sessão. Apesar disso, ele ressalta que a semana foi marcada por preços significativamente altos e que, mesmo com negociações moderadas, as cotações representam excelentes oportunidades neste momento.

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Confira como ficaram as cotações de soja no Brasil:

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 142,00 para R$ 144,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 143,00 para R$ 145,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 136,00 para R$ 138,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 130,00 para R$ 132,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,50 para R$ 130,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 131,00 para R$ 133,00
  • Paranaguá (PR): avançou de R$ 147,00 para R$ 149,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 148,00 para R$ 150,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), ampliando os ganhos acumulados na semana. Após um movimento de realização de lucros durante a manhã, os fundamentos voltaram a prevalecer e levaram os preços aos melhores patamares em cerca de três anos. A posição novembro acumulou valorização de 4,2% na semana.

Os agentes seguem atentos às condições climáticas nos Estados Unidos. As previsões indicam temperaturas elevadas e pouca chuva, cenário que pode comprometer o potencial produtivo da safra norte-americana.

Outro fator de sustentação para a oleaginosa é a demanda aquecida nos Estados Unidos. O mercado continua repercutindo os acordos firmados entre Pequim e Washington, que impulsionaram as compras por parte dos asiáticos e deram suporte adicional às cotações.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com alta de 10,50 centavos de dólar, ou 0,84%, a US$ 12,48 por bushel. A posição novembro encerrou cotada a US$ 12,53 1/2 por bushel, com valorização de 9,75 centavos de dólar, ou 0,78%.

Nos subprodutos, o farelo para setembro subiu US$ 2,00, ou 0,60%, para US$ 330,80 por tonelada. Já o óleo de soja, com vencimento em setembro, fechou a 73,47 centavos de dólar por libra-peso, com queda de 1,22 centavo, ou 1,63%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,03%, cotado a R$ 5,0803 para venda e R$ 5,0783 para compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0498 e a máxima de R$ 5,0903. Na semana, a divisa acumulou queda de 0,58%.

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Sustentabilidade

Publicada portaria que regulamenta a equalização de juros das operações do Plano Safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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Foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira (23) a portaria que estabelece os critérios, limites, normas operacionais e procedimentos para o pagamento da equalização das taxas de juros pelo Tesouro Nacional às instituições financeiras que operam financiamentos rurais no âmbito do Plano Safra 2026/2027.

A norma aplica-se aos financiamentos rurais concedidos no ano agrícola compreendido entre 1º de julho de 2026 e 30 de junho de 2027, bem como às operações de capital de giro contratadas até 30 de dezembro de 2026 destinadas a cooperativas agropecuárias no âmbito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) e do Programa de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro).

Os recursos contemplam diversas linhas de crédito rural, entre elas Custeio Empresarial, Custeio Pronamp, Inovagro, Moderfrota, PCA, Prodecoop, Proirriga, RenovAgro, Procap-Agro e linhas voltadas à produção sustentável.

Ao todo, 26 instituições financeiras, entre bancos, cooperativas de crédito e agências de fomento, estão autorizadas a operacionalizar as linhas de crédito com equalização de juros.

Os recursos estão divididos entre R$ 97,5 bilhões destinados aos médios e grandes produtores e R$ 44,3 bilhões destinados à agricultura familiar.

Fonte: MAPA



 

FONTE

Autor:MAPA

Site: MAPA

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