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29 de maio de 2026

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AgroBrasília destaca pesquisa, qualidade e mercado para o café brasileiro

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A cafeicultura ganhou espaço na AgroBrasília 2026 com duas palestras realizadas nesta sexta-feira (22), no estande da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). As apresentações abordaram qualidade, inovação, agregação de valor e a inserção do café brasileiro em mercados especializados. À tarde, um estudo sobre a produção no Distrito Federal detalhou a concentração da área plantada e abriu discussão técnica sobre a formação de um possível terroir regional.

Na programação da manhã, a chefe de Inovação e Negócios da Embrapa Café, Renata Silva, afirmou que o café deve ser tratado como alimento em todas as etapas da cadeia. Segundo ela, práticas adequadas de manejo, pós-colheita e armazenamento influenciam diretamente a qualidade da bebida e podem reduzir riscos ligados à presença de fungos e toxinas.

A pesquisadora também destacou estratégias de agregação de valor, como fermentações controladas, valorização da origem e comercialização dentro da propriedade. Em um dos exemplos apresentados, a cafeicultura de Rondônia saiu de produtividade média de 7 sacas por hectare para cerca de 60 sacas por hectare em 20 anos, segundo dados citados pela Embrapa Café.

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Na segunda palestra, a barista Juliana Morgado, representante do Brasil no World Brewers Cup 2026, em Bruxelas, entre 25 e 27 de junho, destacou que competições internacionais ajudam a difundir a diversidade sensorial dos cafés brasileiros e podem ampliar a conexão entre produtores e consumidores. De acordo com ela, o ambiente exige domínio técnico sobre origem, processamento, composição da água e métodos de extração.

À tarde, a Universidade de Brasília (UnB) apresentou resultados do projeto de diagnóstico da qualidade química e sensorial de cafés produzidos no Distrito Federal. Segundo a pesquisadora Lívia Lacerda, os seis maiores produtores respondem por cerca de 95% da produção reportada, enquanto Paranoá, Planaltina, Sobradinho II e Gama concentram aproximadamente 85% da área plantada.

O estudo reúne análises de solo, dados climáticos, avaliações físicas, químicas e sensoriais, além de percepção do consumidor. A base técnica, segundo a pesquisa, pode orientar assistência técnica, manejo, posicionamento comercial e futuras ações para diferenciação de origem no mercado.

As próximas etapas do projeto devem aprofundar a avaliação de regiões produtoras, safras e materiais genéticos para medir com maior controle o efeito do território sobre a qualidade do café no Distrito Federal. Até a consolidação desses resultados, a discussão sobre terroir local segue em fase técnica de validação.

Fonte: embrapa.br

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Nematoides desafiam produtividade de soja, milho e algodão e exigem manejo desde a semente

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

A produtividade das lavouras começa pelas raízes. E é justamente abaixo do solo que está uma das ameaças mais difíceis de identificar e controlar na agricultura brasileira: os nematoides. Presentes em praticamente todo o território nacional, eles atacam culturas como soja, milho e algodão, comprometem o desenvolvimento das plantas e podem causar perdas significativas de produtividade.

O problema costuma aparecer quando os danos já estão instalados. As plantas apresentam falhas de desenvolvimento, áreas desuniformes e reboleiras nas lavouras. Mas, segundo o gerente sênior de tratamento de sementes da BASF, Nilson Caldas, o manejo precisa começar muito antes dos primeiros sintomas aparecerem.

Nilson explica que os nematoides são vermes microscópicos que vivem no solo e se alojam nas raízes das plantas. “Acaba sugando ali o alimento da planta que ocorre pela raiz e causando uma série de danos em relação à produtividade, deixando as raízes expostas para a entrada de fungos, que também têm uma relação com algumas doenças de solo”.

Conforme ele, o problema é transversal e atinge diferentes culturas importantes para o agro brasileiro. “Ela está presente na soja, mas também ela está no milho, no algodão. Trazendo os grandes números aqui, a cada 10 safras de soja, por exemplo, o produtor perde uma safra para esse problema de nematoide”.

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

Diagnóstico começa no solo

A identificação dos nematoides é um dos principais desafios enfrentados pelos produtores. Como a praga fica abaixo do solo, os sintomas nem sempre são percebidos no início do desenvolvimento das plantas.

De acordo com Nilson Caldas, o primeiro passo é investir em um diagnóstico correto da área. “Existem técnicas que estão disponíveis no mercado que passam por uma análise de solo bem feita, uma coleta de solo bem feita, envio para laboratórios especializados para fazer um diagnóstico de quais são os nematoides que estão naquela área e a população”, diz em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

A partir desse levantamento, o produtor e a equipe técnica conseguem definir quais estratégias de manejo serão adotadas ao longo do cultivo. O executivo reforça que ignorar o problema pode ampliar ainda mais os prejuízos ao longo das safras.

“Nós costumamos falar aqui na Basf que um problema na raiz pode ser raiz de muitos problemas. É a porta aberta para entrada de doença, o aumento da população dos nematoides ao longo do tempo, porque a taxa de reprodução é altíssima”.

Ele destaca ainda que algumas espécies conseguem permanecer no sistema produtivo e afetar culturas posteriores. “Dependendo da espécie do nematoide, ela pode postergar para a cultura posterior. Quando você tem um Pratylenchus, você pode ter o problema na soja, no algodão ou mesmo no milho safrinha”.

Manejo integrado reduz impactos

O manejo preventivo aparece como uma das principais ferramentas para reduzir os impactos dos nematoides nas lavouras. Segundo Nilson, esperar os sintomas aparecerem pode comprometer boa parte do potencial produtivo.

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“É muito importante começar o manejo antes, porque se você não fizer nada, você vai ser surpreendido pela presença através das raízes. Você vai detectar que a planta não está se desenvolvendo bem, vão aparecer as reboleiras”.

Entre as estratégias recomendadas estão o uso de sementes de alta qualidade e o tratamento específico de sementes. Conforme o gerente da BASF, a combinação de soluções químicas e biológicas ajuda no controle da praga. “O uso de soluções químicas e biológicas juntos potencializa esse controle para você conviver com o problema”.

O manejo também envolve planejamento do sistema produtivo e atenção às culturas implantadas na sequência da safra principal. “Você vai ter que utilizar outras técnicas, olhar, por exemplo, todo o seu sistema de cultivo, o que vai ser a cultura subsequente ali se for um caso de safrinha e você também nessa próxima cultura vai ter que usar o tratamento de semente ao seu favor”.

Nematoides Foto Canal Rural Mato Grosso
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Solo estruturado fortalece a lavoura

Além do tratamento de sementes, práticas integradas de manejo do solo ajudam a reduzir a pressão dos nematoides nas áreas agrícolas.

Nilson cita o uso de culturas de cobertura como uma alternativa importante dentro do sistema produtivo. “O uso de cultura de cobertura, por exemplo, como a crotalária e outras culturas de cobertura pode ajudar nesse manejo”.

Segundo ele, construir um perfil de solo mais profundo e estruturado também favorece o desenvolvimento das plantas e aumenta a capacidade da lavoura de conviver com o problema.

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“Sempre observando uma construção do perfil do solo em camadas mais profundas, por exemplo, 50 centímetros, 60 centímetros. Isso vai te ajudar também porque no final do dia você vai ter um solo mais estruturado”.

A nutrição equilibrada das plantas e o uso de tecnologias genéticas também entram no pacote de manejo recomendado. “Você tem também os traits nativos que ajudam no manejo dos nematoides. Então são uma série de técnicas que juntas vão ajudar o produtor a conviver com esse problema”.

Ao final, o especialista reforça que o potencial produtivo começa a ser definido abaixo da superfície. “A produtividade é construída pela raiz da planta. Começa pela raiz”.


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Operação apreende mais de 82 mil quilos de produtos irregulares ligados ao café

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Uma operação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública e de Procons estaduais e municipais apreendeu mais de 82 mil quilos de produtos irregulares ligados à produção de café torrado entre domingo (25) e quarta-feira (28). As ações ocorreram em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal, com foco no combate à distribuição e comercialização de produtos com indícios de irregularidades e adulteração.

Segundo nota oficial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram realizadas 84 fiscalizações no período. Desse total, 19 estabelecimentos foram interditados, o equivalente a 32,8% dos locais inspecionados.

A operação resultou na apreensão de 5.944 quilos de café torrado e moído e de outros 76.070 quilos de matérias-primas utilizadas na produção de café. As inspeções atingiram indústrias do setor cafeeiro e também o varejo. Nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, os Procons fiscalizaram supermercados para retirar de circulação produtos suspeitos.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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De acordo com o ministério, a ação foi baseada em monitoramento de mercado, denúncias registradas na plataforma Fala.BR e informações técnicas fornecidas pela Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).

O caso tem repercussão direta para a cadeia do café porque envolve controle de qualidade, conformidade industrial e rastreabilidade de insumos. A identificação de produtos com indícios de adulteração atinge o segmento de café torrado e moído e amplia a atenção sobre práticas de processamento, mistura e comercialização.

Na avaliação do Mapa, os itens apreendidos não representam o café brasileiro. A pasta afirmou que se trata de produtos irregulares que podem causar prejuízos aos consumidores e comprometer a competitividade e a credibilidade da cadeia produtiva, tanto no mercado interno quanto na imagem do setor.

Até o momento, o material divulgado não detalha quais empresas foram autuadas nem a natureza laboratorial de cada irregularidade identificada. O desdobramento técnico da operação dependerá da conclusão dos processos de fiscalização e das medidas administrativas aplicadas pelos órgãos responsáveis.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Área de milho na primeira safra cresce 31% no Paraná, e segunda safra caminha para recorde

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A área cultivada com milho na primeira safra do Paraná cresceu 31% em 2025/26, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (29) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A cultura ocupou 364,9 mil hectares, ante 278,3 mil hectares no ciclo anterior. Na segunda safra, o estado soma 2,9 milhões de hectares, maior área da série histórica.

De acordo com o Deral, o avanço do milho na primeira safra foi sustentado pela maior estabilidade de preços do cereal em comparação com a soja. Segundo o agrônomo Edmar Gervásio, do departamento, o cenário de comercialização menos favorável para a oleaginosa influenciou a decisão do produtor. Na primeira safra, a produção de milho superou 4 milhões de toneladas.

Para a segunda safra, a área plantada chegou a 2,9 milhões de hectares, alta de 7% sobre a temporada passada. Parte desse crescimento ocorreu sobre áreas antes destinadas ao trigo. Se não houver adversidades climáticas relevantes, o Paraná poderá colher mais de 17,5 milhões de toneladas nesta etapa. Somadas, as duas safras de milho devem superar 21 milhões de toneladas.

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O relatório também informa que as geadas recentes causaram problemas pontuais no Sul do estado, sem relevância ampla para o milho até o momento. A definição do potencial produtivo, no entanto, ainda depende do comportamento do clima nos próximos 15 dias, período considerado decisivo para parte das lavouras.

Na soja, a colheita foi estimada em 21,7 milhões de toneladas, entre as três maiores do estado. Já o trigo tinha mais de 61% da área plantada até o levantamento, com previsão de invadir 722 mil hectares e produzir 2,4 milhões de toneladas. A avaliação técnica do Deral indica que um inverno com menos frio e mais chuvas, associado à previsão de El Niño no segundo semestre, pode favorecer o desenvolvimento da cultura.

Os dados indicam mudança no planejamento agrícola paranaense, com maior espaço para o milho diante da relação de preços com outras culturas. Para o desempenho final da segunda safra, a variável mais relevante segue sendo o clima, especialmente o risco de geadas nas próximas semanas, segundo a avaliação técnica do Deral.

Fonte: agricultura.pr.gov.br

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