Connect with us
9 de setembro de 2026

Business

Nematoides desafiam produtividade de soja, milho e algodão e exigem manejo desde a semente

Published

on


Foto: Canal Rural Mato Grosso

A produtividade das lavouras começa pelas raízes. E é justamente abaixo do solo que está uma das ameaças mais difíceis de identificar e controlar na agricultura brasileira: os nematoides. Presentes em praticamente todo o território nacional, eles atacam culturas como soja, milho e algodão, comprometem o desenvolvimento das plantas e podem causar perdas significativas de produtividade.

O problema costuma aparecer quando os danos já estão instalados. As plantas apresentam falhas de desenvolvimento, áreas desuniformes e reboleiras nas lavouras. Mas, segundo o gerente sênior de tratamento de sementes da BASF, Nilson Caldas, o manejo precisa começar muito antes dos primeiros sintomas aparecerem.

Nilson explica que os nematoides são vermes microscópicos que vivem no solo e se alojam nas raízes das plantas. “Acaba sugando ali o alimento da planta que ocorre pela raiz e causando uma série de danos em relação à produtividade, deixando as raízes expostas para a entrada de fungos, que também têm uma relação com algumas doenças de solo”.

Conforme ele, o problema é transversal e atinge diferentes culturas importantes para o agro brasileiro. “Ela está presente na soja, mas também ela está no milho, no algodão. Trazendo os grandes números aqui, a cada 10 safras de soja, por exemplo, o produtor perde uma safra para esse problema de nematoide”.

Advertisement
Nematoides Foto Canal Rural Mato Grosso1
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Diagnóstico começa no solo

A identificação dos nematoides é um dos principais desafios enfrentados pelos produtores. Como a praga fica abaixo do solo, os sintomas nem sempre são percebidos no início do desenvolvimento das plantas.

De acordo com Nilson Caldas, o primeiro passo é investir em um diagnóstico correto da área. “Existem técnicas que estão disponíveis no mercado que passam por uma análise de solo bem feita, uma coleta de solo bem feita, envio para laboratórios especializados para fazer um diagnóstico de quais são os nematoides que estão naquela área e a população”, diz em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso.

A partir desse levantamento, o produtor e a equipe técnica conseguem definir quais estratégias de manejo serão adotadas ao longo do cultivo. O executivo reforça que ignorar o problema pode ampliar ainda mais os prejuízos ao longo das safras.

“Nós costumamos falar aqui na Basf que um problema na raiz pode ser raiz de muitos problemas. É a porta aberta para entrada de doença, o aumento da população dos nematoides ao longo do tempo, porque a taxa de reprodução é altíssima”.

Ele destaca ainda que algumas espécies conseguem permanecer no sistema produtivo e afetar culturas posteriores. “Dependendo da espécie do nematoide, ela pode postergar para a cultura posterior. Quando você tem um Pratylenchus, você pode ter o problema na soja, no algodão ou mesmo no milho safrinha”.

Manejo integrado reduz impactos

O manejo preventivo aparece como uma das principais ferramentas para reduzir os impactos dos nematoides nas lavouras. Segundo Nilson, esperar os sintomas aparecerem pode comprometer boa parte do potencial produtivo.

Advertisement

“É muito importante começar o manejo antes, porque se você não fizer nada, você vai ser surpreendido pela presença através das raízes. Você vai detectar que a planta não está se desenvolvendo bem, vão aparecer as reboleiras”.

Entre as estratégias recomendadas estão o uso de sementes de alta qualidade e o tratamento específico de sementes. Conforme o gerente da BASF, a combinação de soluções químicas e biológicas ajuda no controle da praga. “O uso de soluções químicas e biológicas juntos potencializa esse controle para você conviver com o problema”.

O manejo também envolve planejamento do sistema produtivo e atenção às culturas implantadas na sequência da safra principal. “Você vai ter que utilizar outras técnicas, olhar, por exemplo, todo o seu sistema de cultivo, o que vai ser a cultura subsequente ali se for um caso de safrinha e você também nessa próxima cultura vai ter que usar o tratamento de semente ao seu favor”.

Nematoides Foto Canal Rural Mato Grosso
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Solo estruturado fortalece a lavoura

Além do tratamento de sementes, práticas integradas de manejo do solo ajudam a reduzir a pressão dos nematoides nas áreas agrícolas.

Nilson cita o uso de culturas de cobertura como uma alternativa importante dentro do sistema produtivo. “O uso de cultura de cobertura, por exemplo, como a crotalária e outras culturas de cobertura pode ajudar nesse manejo”.

Segundo ele, construir um perfil de solo mais profundo e estruturado também favorece o desenvolvimento das plantas e aumenta a capacidade da lavoura de conviver com o problema.

Advertisement

“Sempre observando uma construção do perfil do solo em camadas mais profundas, por exemplo, 50 centímetros, 60 centímetros. Isso vai te ajudar também porque no final do dia você vai ter um solo mais estruturado”.

A nutrição equilibrada das plantas e o uso de tecnologias genéticas também entram no pacote de manejo recomendado. “Você tem também os traits nativos que ajudam no manejo dos nematoides. Então são uma série de técnicas que juntas vão ajudar o produtor a conviver com esse problema”.

Ao final, o especialista reforça que o potencial produtivo começa a ser definido abaixo da superfície. “A produtividade é construída pela raiz da planta. Começa pela raiz”.


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Nematoides desafiam produtividade de soja, milho e algodão e exigem manejo desde a semente apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Advertisement
Continue Reading
Advertisement

Business

Cota chinesa e sobretaxa de 55% fazem exportações de carne de MT recuarem 11,75%

Published

on


Foto: Sistema Famato/Reprodução

A redução das compras chinesas mudou o ritmo das exportações de carne bovina de Mato Grosso em agosto. Os embarques do estado somaram 72,30 mil toneladas equivalente carcaça (TEC), volume 11,75% menor que o registrado em julho, em um cenário marcado pelo atingimento da cota chinesa e pela cobrança de uma sobretaxa de 55% sobre os volumes excedentes.

A China é o principal destino da carne bovina mato-grossense e foi justamente o mercado que apresentou a maior retração no período. Em agosto, os embarques para o país totalizaram 8,04 mil TEC, uma queda de 75,56% em relação ao mês anterior.

Com a entrada dos volumes excedentes na faixa sujeita à sobretaxa, o produto brasileiro perde competitividade no mercado chinês. O efeito aparece diretamente nos números de agosto e reduz a participação do país nas exportações mato-grossenses.

O recuo, porém, não ocorre de forma generalizada entre os compradores. Os demais destinos avançaram 31,11% ante julho, movimento que ajuda a limitar o impacto provocado pela queda das vendas para a China.

Advertisement

Rússia, Filipinas e EUA ampliam compras

Entre os mercados que aumentaram os embarques, a Rússia aparece com a maior expansão, de 80,62% em agosto ante julho. As Filipinas também registram crescimento expressivo, de 57,11%, enquanto os Estados Unidos ampliam as compras em 55,23%.

O avanço desses destinos, conforme análise do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), ganha importância justamente no momento em que o principal mercado da carne bovina mato-grossense reduz os volumes adquiridos. A movimentação ajuda a redistribuir parte dos embarques e diminui o efeito da retração chinesa sobre o resultado total do estado.

Para os próximos meses, entretanto, o cenário ainda exige atenção, ressalta o Instituto. A suspensão das compras pela União Europeia acrescenta outro fator de preocupação para o setor, especialmente pela importância do bloco na diversificação dos destinos e pela melhor remuneração proporcionada por esse mercado.

Na direção oposta, os Estados Unidos podem assumir uma participação maior nas exportações. A ampliação temporária da cota de carne bovina isenta da tarifa adicional abre espaço para o país absorver parte dos embarques nacionais.

O movimento dos mercados nos próximos meses, portanto, deve ser acompanhado de perto pelo setor. Com restrições na China e a suspensão das compras pela União Europeia, o avanço de destinos como Rússia, Filipinas e Estados Unidos passa a ter peso maior na composição das exportações de carne bovina de Mato Grosso.

Advertisement

Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Cota chinesa e sobretaxa de 55% fazem exportações de carne de MT recuarem 11,75% apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading

Business

Cesb aposta em tecnologia e altas produtividades para elevar rentabilidade da soja

Published

on


Foto: Pixabay

O desafio de alcançar altas produtividades de soja tem sido uma das principais frentes de atuação do Comitê Estratégico da Soja Brasil (Cesb), entidade sem fins lucrativos que há mais de 20 anos trabalha para difundir tecnologias e estimular produtores brasileiros a buscarem novos patamares de rendimento.

Segundo Daniel Glat, presidente do Cesb e produtor rural, o trabalho da entidade parte de um desafio direto aos agricultores. “Nós temos uma régua de corte. Este ano foi de 100 sacas por hectare. Então falamos assim, produtor, se você acha que vai dar mais do que 100 sacas por hectare, nos chame para a colheita”, explica.

A metodologia prevê que, caso a produtividade supere as 100 sacas por hectare, o próprio Cesb arque com os custos da colheita auditada. Se o resultado ficar abaixo desse patamar, a despesa fica a cargo do produtor ou da empresa patrocinadora da participação.

Para Glat, os resultados acumulados ao longo dos anos mostram que o desafio tem contribuído para elevar o nível tecnológico das lavouras. “Há 10 anos, por exemplo, os 10 maiores produtores do Cesb colhiam cerca de 100 sacas por hectare. Este ano, já colheram 130 e tantas”, destaca.

Advertisement

A evolução também aparece no recorde nacional registrado pelo programa. De acordo com o presidente do Cesb, em 2025 foi alcançada a marca de 154 sacas por hectare, resultado que reforça a possibilidade de novos avanços.

“Esse é o caminho do CESB, difundir tecnologia e desafiar os produtores”, afirma Glat. Para ele, ainda não é possível dizer que o limite de produtividade da soja tenha sido alcançado. “Muita gente me pergunta, já chegamos ao limite? Eu acho que não”, comenta.

Em busca por alta produtividade

Além de estimular os produtores, o Cesb utiliza as áreas auditadas para reunir informações detalhadas sobre os sistemas de produção. A entidade mantém um banco de dados com informações agronômicas que permitem comparar diferentes estratégias de manejo e identificar fatores associados aos melhores resultados.

“Nós coletamos todas as informações agronômicas daqueles produtores que a gente colhe. O Cesb hoje tem um banco de dados muito rico, com informações de manejo químico, biológico, fertilidade do solo, chuva e radiação de cada área que foi auditada”, explica Glat.

Segundo ele, essas informações são utilizadas para transformar os resultados obtidos pelos produtores de alta performance em conhecimento que possa chegar a outras propriedades.

Advertisement

“Esse é um grande banco de dados com informações que usamos para fazer a difusão de tecnologia, divulgando para outros produtores e incentivando que eles cheguem próximos daqueles campeões, desses produtores pioneiros que estão na frente”, diz.

A proposta, portanto, não se limita a premiar ou reconhecer os maiores rendimentos. A intenção é compreender o que está por trás dos resultados e transformar essas experiências em referências para o restante da cadeia produtiva.

Parceria Cesb

Na avaliação de Glat, a aproximação entre o Cesb e o programa Soja Brasil, do Canal Rural, tem potencial para ampliar a disseminação dessas informações entre os produtores.

“Eu acho que os dois têm o mesmo objetivo, que é a difusão da tecnologia na cultura da soja. O Soja Brasil já é um programa consagrado do Canal Rural e eu acho que o Cesb vai poder entrar com muito conteúdo”, afirma.

Para o presidente da entidade, a combinação entre o conhecimento acumulado pelo CESB e a abrangência do Canal Rural pode resultar em uma parceria estratégica para levar informação técnica a um número ainda maior de agricultores.

Advertisement

“O CESB tem muito conteúdo, o Canal Rural tem muita abrangência, e ambos são direcionados à cultura da soja. Então eu acho que vai ser uma parceria muito promissora”, comenta.

Produtividade e rentabilidade caminham juntas

Outro ponto destacado por Glat é a relação entre produtividade e rentabilidade. Após 18 anos de trabalho, segundo ele, o CESB chegou a uma conclusão que considera clara. Lavouras mais produtivas tendem também a apresentar maior retorno econômico.

“O que nós sabemos é que o que o CESB aprendeu nesses 18 anos é que as altas produtividades estão ligadas às altas rentabilidades. Isso é inconteste”, afirma.

O presidente cita ainda um estudo realizado pelo ex-pesquisador da Embrapa Décio Gazzoni, em conjunto com engenheiros agrônomos ligados ao Cesb, que reforçaria essa relação entre produtividade e resultado financeiro.

“Quanto mais alta a produtividade, maior a rentabilidade”, resume Glat.

Advertisement

Manejo segue como estratégia

Para a próxima safra, o produtor rural reconhece que o cenário pode exigir atenção aos custos e aos diferentes componentes do manejo. Ainda assim, defende que o produtor mantenha o foco na qualidade da lavoura e faça ajustes de maneira criteriosa.

“Eu vou fazer o melhor que eu posso e vou torcer, acreditando que, mesmo em condições desfavoráveis, lavouras mais bem tratadas se saem melhores do que lavouras mais maltratadas”, afirma.

Na visão de Glat, o momento exige equilíbrio entre eficiência e controle de despesas, sem abandonar práticas que contribuem para o potencial produtivo da cultura.

“A mensagem é, vamos continuar fazendo o que nós sempre fizemos, talvez com alguma parcimônia em uma ou outra forma de manejo em que a gente possa economizar. Mas, de um modo geral, é acreditar e fazer como nós sempre fizemos”, conclui.

O post Cesb aposta em tecnologia e altas produtividades para elevar rentabilidade da soja apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Safra 26/27: novos híbridos de milho buscam mais produtividade e rentabilidade no Cerrado

Published

on


Foto: Reprodução/Bayer

A escolha do híbrido de milho para a safra 2026/27 passa cada vez mais pela capacidade de adequar a genética às condições da lavoura. Com custos elevados e maior pressão de pragas e doenças, o produtor precisa considerar não apenas o potencial produtivo, mas também o ambiente, o manejo e o nível de investimento disponível.

Para o agricultor Ivan de Araújo Inácio, a renovação das opções de genética é importante para acompanhar os desafios enfrentados no campo. A produtividade, segundo ele, depende também da evolução das sementes e da capacidade de combinar o conhecimento de quem está na lavoura com o trabalho desenvolvido pela pesquisa.

“Nós fazemos o nosso lado, mas tem que vir o pessoal da pesquisa da semente com variedades novas, híbridos novos para a gente conseguir fechar um trabalho, produzir mais e tentar rentabilizar a cultura”

A definição do material utilizado também está relacionada ao objetivo de produção. Características do solo, época de plantio, condições climáticas e capacidade de investimento podem influenciar a resposta de uma mesma genética em diferentes propriedades.

Advertisement

Nesse cenário, o desempenho das diferentes genéticas passa a ser avaliado de acordo com as condições encontradas no campo. Em Goiás e no Noroeste de Minas Gerais, materiais com características distintas são testados em diferentes ambientes de produção, considerando fatores como época de plantio, nível de investimento e potencial de cada área.

O representante de vendas da Agroceres, Tiago Ferreira, explica que os dois híbridos têm propostas diferentes. O AG 8909 é voltado a áreas de maior potencial produtivo, enquanto o AG 8450 apresenta uma faixa de adaptação mais ampla, inclusive com possibilidade de utilização para silagem. “O AG 8909 é um híbrido de altíssimo teto produtivo”, pontua.

Na avaliação de Ferreira, o AG 8450 também pode alcançar resultados elevados quando encontra um ambiente preparado para receber a genética. “O agricultor vai ter a estabilidade de produção”, afirma.

milho híbridos agroceres foto bayer
Foto: Reprodução/Bayer

Quatro anos de pesquisa antes da chegada ao mercado

Os resultados apresentados agora são consequência de um processo de avaliação que começou antes da comercialização. Os dois híbridos passaram por testes em diferentes regiões de Goiás, épocas de plantio e níveis de investimento, permitindo comparar o comportamento das plantas em ambientes distintos.

O gerente da Agroceres em Goiás, Danilo Pereira, explica que os materiais estão inseridos nos programas de pesquisa da empresa há pelo menos quatro anos. “Eles estão sendo avaliados em diferentes regiões e em diferentes épocas, em diferentes níveis de investimentos”, frisa ao projeto Mais Milho.

A partir das informações acumuladas durante os testes, os híbridos chegaram a uma condição comercial na safra de verão 2025/26. A etapa permitiu observar o comportamento das genéticas diretamente nas propriedades, além dos experimentos conduzidos pela pesquisa.

Advertisement

Para Pereira, os resultados obtidos junto aos agricultores ajudam a ampliar o conhecimento sobre o comportamento dos materiais em condições comerciais. A avaliação é importante principalmente porque o desempenho observado em ensaios precisa ser confrontado com as condições reais de produção.

Esse tipo de pesquisa também permite identificar em quais situações uma determinada genética apresenta melhor resposta. Na prática, o posicionamento do híbrido precisa considerar as características de cada ambiente e o sistema de produção adotado na propriedade.

milho híbridos agroceres foto bayer 2
Foto: Reprodução/Bayer

Sanidade ganha peso na escolha da genética

O potencial produtivo, porém, pode ser comprometido quando a lavoura enfrenta problemas fitossanitários. Por isso, características relacionadas à sanidade também estão entre os critérios considerados no desenvolvimento e na avaliação dos novos híbridos.

Os testes realizados pela empresa consideraram características relacionadas à qualidade de colmo, doenças e pragas. Os resultados ajudam a entender o comportamento dos materiais diante de diferentes condições encontradas nas áreas produtoras.

De acordo com o gerente técnico de Desenvolvimento de Mercado da Bayer, Max Leite, os materiais apresentaram resultados positivos nos ambientes avaliados pela empresa. No caso do AG 8909, ele cita índice de vitória superior a 80% nos ambientes de alto potencial.

Para o AG 8450, o índice informado também supera 80% nos ambientes em que o material foi avaliado. Os números, porém, precisam ser considerados dentro das condições em que os testes foram realizados e não substituem a análise específica de cada propriedade.

Advertisement

O manejo continua sendo necessário mesmo com o avanço da genética. Leite chama atenção para o aumento da pressão de patógenos e pragas e avalia que um cenário de temperaturas mais elevadas pode ampliar esse desafio.

Por isso, a escolha do híbrido passa a fazer parte de uma estratégia mais ampla, que envolve planejamento de plantio e manejo ao longo do ciclo. A genética é um dos componentes do sistema produtivo e precisa estar adequada às condições encontradas no campo.

milho híbridos agroceres foto bayer1
Foto: Reprodução/Bayer

Custo de produção coloca eficiência no centro da decisão

A pressão sobre os custos é outro fator que interfere diretamente na escolha do produtor. Em um cenário de margens mais apertadas, alcançar uma produtividade elevada não necessariamente significa maior rentabilidade se o investimento necessário para chegar a esse resultado não for compatível com a realidade da propriedade.

Para Luiz Márcio Bernardes, diretor-geral do Centro de Milho Agroceres Bayer, o cenário econômico exige atenção do setor. “O cenário de custos desafia o mercado agrícola”, pontua ao Canal Rural Mato Grosso.

A questão passa, portanto, por encontrar alternativas que permitam ao produtor trabalhar dentro das condições financeiras de cada propriedade. O nível de tecnologia empregado precisa estar relacionado ao potencial da área e à capacidade de investimento.

O desenvolvimento de novas genéticas é uma das frentes utilizadas pela indústria para responder a esse cenário. Bernardes ressalta que os investimentos em pesquisa buscam gerar novas opções para os sistemas de produção.

Advertisement

Mas a decisão final continua sendo do produtor, que precisa avaliar as características da própria lavoura antes de definir o material que será utilizado. Potencial produtivo, estabilidade, sanidade, época de plantio e custo fazem parte dessa equação.

É essa combinação que determina se uma tecnologia consegue, de fato, contribuir para o resultado econômico da atividade. A chegada de novas opções de genética para a safra 2026/27 amplia as possibilidades de escolha, mas mantém como desafio encontrar o material que melhor se encaixa nas condições de cada lavoura.

MAIS MILHO - SITE MARCAS

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no site do Canal Rural

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no YouTube


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

O post Safra 26/27: novos híbridos de milho buscam mais produtividade e rentabilidade no Cerrado apareceu primeiro em Canal Rural Mato Grosso.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT