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29 de maio de 2026

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Operação apreende 82 mil quilos de produtos irregulares ligados ao café torrado

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Uma operação integrada de fiscalização apreendeu mais de 82 mil quilos de produtos com indícios de irregularidades relacionados à produção de café torrado no país. A ação foi realizada entre domingo (25) e quarta-feira (28) em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Goiás, Paraná, Espírito Santo e no Distrito Federal. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), foram feitas 84 ações de fiscalização, com interdição de 19 estabelecimentos.

De acordo com o Mapa, a operação foi conduzida em conjunto com a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, e com órgãos estaduais e municipais de defesa do consumidor. A iniciativa integrou as ações de fiscalização de produtos de origem vegetal já executadas pelo ministério e as inspeções de rotina dos Procons.

Do volume total apreendido, 5.944 quilos correspondem a café torrado e moído, enquanto 76.070 quilos eram matérias-primas utilizadas na produção de café. O ministério informou ainda que 32,8% dos locais inspecionados foram interditados, equivalente a 19 estabelecimentos.

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Nas frentes conduzidas pelos Procons, houve inspeções em supermercados do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e do Espírito Santo, com foco na retirada de circulação de produtos com indícios de adulteração e na proteção dos direitos do consumidor.

Segundo o Mapa, a operação teve origem em trabalho de monitoramento de mercado, com apoio técnico e informações da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), além de denúncias registradas na plataforma Fala.BR. O material divulgado não detalha, até o momento, quais irregularidades foram confirmadas em cada estabelecimento nem a identificação das marcas ou lotes envolvidos.

Do ponto de vista setorial, a fiscalização incide sobre uma cadeia de alto valor para o agronegócio brasileiro. A retirada de produtos irregulares busca conter distorções concorrenciais na indústria e no varejo, além de reduzir risco comercial para empresas que operam dentro das normas.

O Mapa informou que os produtos apreendidos não representam o café brasileiro regular, reconhecido pela qualidade no mercado interno e externo. Sem detalhamento adicional sobre autuações, destino dos lotes ou eventuais processos administrativos, o alcance final da operação dependerá da conclusão das análises e dos desdobramentos regulatórios.

Fonte: gov.br

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Safra de citros é aberta no Rio Grande do Sul em Montenegro

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A 26ª Abertura Oficial da Safra Estadual de Citros foi realizada nesta sexta-feira (29), na localidade de Fortaleza, no interior de Montenegro, no Vale do Caí. O evento ocorreu na propriedade da família Kehl e reuniu produtores, técnicos, lideranças do setor e autoridades estaduais no início da colheita de 2026. A expectativa apresentada no encontro é repetir o desempenho registrado na safra de 2025.

Segundo dados apresentados durante a abertura, o Rio Grande do Sul ocupa a sexta posição nacional na produção de laranjas e a terceira na produção de bergamotas. A citricultura gaúcha soma mais de 37 mil hectares cultivados e mantém peso relevante na agricultura familiar e na economia regional.

Na safra de 2025, as laranjas lideraram em área plantada, com 22,7 mil hectares, produção de 354 mil toneladas e participação de 8.024 produtores. As bergamotas vieram na sequência, com 12,8 mil hectares e produção de 197 mil toneladas. Os limões ocuparam 1,6 mil hectares, com volume de 20 mil toneladas.

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O valor econômico da atividade também foi destacado. De acordo com as informações divulgadas no evento, o Valor Bruto da Produção da citricultura gaúcha superou R$ 1 bilhão na safra de 2024. Além da produção no campo, a cadeia movimenta comércio, serviços e processamento, com reflexos sobre emprego e renda em regiões produtoras.

Durante a cerimônia, o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, Márcio Madalena, afirmou que uma das prioridades do estado é impedir a entrada do greening nos pomares gaúchos. Segundo ele, a atuação envolve o Departamento de Defesa Vegetal e parceria com a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater). Ainda de acordo com o secretário, mais de R$ 2 milhões serão destinados em 2026 à assistência técnica aos produtores.

O foco sanitário é um dos pontos centrais para a cadeia, porque a manutenção dos pomares sem ocorrência da doença influencia produtividade, longevidade das plantas e regularidade da oferta.

Com a colheita iniciada, o desempenho da safra dependerá do comportamento produtivo dos pomares e da manutenção das ações de defesa vegetal e assistência técnica. Não foram detalhadas, no conteúdo disponível, estimativas oficiais consolidadas para o volume total da safra de 2026.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Programa de subsídios à indústria de fertilizantes retorna ao Senado

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Foto: Lula Marques/Agência Brasil

O Projeto de Lei 699/2023, que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert) e destina até R$ 10 bilhões em subsídios para o setor, terá suas modificações feitas pela Câmara dos Deputados votadas pelo Senado.

De autoria do senador Laércio Oliveira (PP-SE), o projeto tem a intenção de conceder isenção de tributos federais para a expansão e construção de novas fábricas de produção de nitrogenados no Brasil.

As empresas beneficiárias do Profert poderão adquirir máquinas, aparelhos, instrumentos e equipamentos novos, além de materiais de construção para usar ou incorporar no programa sem a cobrança de PIS/Pasep, Cofins, IPI e imposto de importação.

Entre outras alterações, o texto do Senado atribui ao Poder Executivo a definição de quais projetos serão aprovados para o Programa e limita a concessão de subsídios para R$ 1,5 bilhão anuais por cinco anos.

No texto do projeto de lei, o senador destaca que o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que usa, dependência que pode comprometer a segurança alimentar do país por conta de futuros conflitos geopolíticos envolvendo os principais fornecedores globais.

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“Estamos reduzindo a taxação do setor para atrair os investimentos necessários e mitigar essa dependência, pois resolvê-la é uma necessidade estratégica para o Brasil, que tem no agronegócio um dos esteios de sua riqueza”, ressalta. Se aprovado, o Profert terá validade de 2027 a 2031.

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AgroBrasília destaca pesquisa, qualidade e mercado para o café brasileiro

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A cafeicultura ganhou espaço na AgroBrasília 2026 com duas palestras realizadas nesta sexta-feira (22), no estande da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). As apresentações abordaram qualidade, inovação, agregação de valor e a inserção do café brasileiro em mercados especializados. À tarde, um estudo sobre a produção no Distrito Federal detalhou a concentração da área plantada e abriu discussão técnica sobre a formação de um possível terroir regional.

Na programação da manhã, a chefe de Inovação e Negócios da Embrapa Café, Renata Silva, afirmou que o café deve ser tratado como alimento em todas as etapas da cadeia. Segundo ela, práticas adequadas de manejo, pós-colheita e armazenamento influenciam diretamente a qualidade da bebida e podem reduzir riscos ligados à presença de fungos e toxinas.

A pesquisadora também destacou estratégias de agregação de valor, como fermentações controladas, valorização da origem e comercialização dentro da propriedade. Em um dos exemplos apresentados, a cafeicultura de Rondônia saiu de produtividade média de 7 sacas por hectare para cerca de 60 sacas por hectare em 20 anos, segundo dados citados pela Embrapa Café.

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Na segunda palestra, a barista Juliana Morgado, representante do Brasil no World Brewers Cup 2026, em Bruxelas, entre 25 e 27 de junho, destacou que competições internacionais ajudam a difundir a diversidade sensorial dos cafés brasileiros e podem ampliar a conexão entre produtores e consumidores. De acordo com ela, o ambiente exige domínio técnico sobre origem, processamento, composição da água e métodos de extração.

À tarde, a Universidade de Brasília (UnB) apresentou resultados do projeto de diagnóstico da qualidade química e sensorial de cafés produzidos no Distrito Federal. Segundo a pesquisadora Lívia Lacerda, os seis maiores produtores respondem por cerca de 95% da produção reportada, enquanto Paranoá, Planaltina, Sobradinho II e Gama concentram aproximadamente 85% da área plantada.

O estudo reúne análises de solo, dados climáticos, avaliações físicas, químicas e sensoriais, além de percepção do consumidor. A base técnica, segundo a pesquisa, pode orientar assistência técnica, manejo, posicionamento comercial e futuras ações para diferenciação de origem no mercado.

As próximas etapas do projeto devem aprofundar a avaliação de regiões produtoras, safras e materiais genéticos para medir com maior controle o efeito do território sobre a qualidade do café no Distrito Federal. Até a consolidação desses resultados, a discussão sobre terroir local segue em fase técnica de validação.

Fonte: embrapa.br

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