Agro Mato Grosso
Etanol de milho: FS e AMAGGI anunciam acordo estratégico I agro.mt

A FS e a AMAGGI acabam de assinar um acordo que unirá uma das líderes em produção de etanol no Brasil e a maior empresa brasileira de grãos e fibras. A transação, por meio da qual a AMAGGI adquire uma participação de 40% do capital social da FS, foi protocolada nesta data junto ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e sua conclusão está sujeita à aprovação das autoridades concorrenciais brasileiras.
Com raízes no estado de Mato Grosso, tanto a FS quanto a AMAGGI compartilham uma trajetória marcada por inovação, crescimento sustentável e protagonismo na cadeia agrícola. Fundada com foco na produção de biocombustíveis e nutrição animal a partir do milho, a FS foi pioneira na produção de etanol de milho no Brasil e foi protagonista no desenvolvimento do setor, além de se consolidar como referência em eficiência, inovação e sustentabilidade.
A AMAGGI, que completa 50 anos no próximo ano, se tornou a maior expoente de capital totalmente nacional na cadeia da soja, milho e algodão. Atua na produção, exportação, industrialização, logística, geração e comercialização de energia, produtos e serviços financeiros, insumos, produção de biodiesel, dentre várias outras atividades do agronegócio. A companhia também é referência em sustentabilidade, com diversos reconhecimentos internacionais e posição de liderança em rankings globais sobre o tema.

CONVERGÊNCIA
A transação também simboliza a convergência entre importantes acionistas, unindo a experiência do grupo americano Summit Agricultural Group e a AMAGGI, que tem sua origem ligada à família Maggi, uma das grandes pioneiras da agricultura em Mato Grosso. O acordo reforça o alinhamento estratégico e o compromisso de longo prazo com o desenvolvimento do agronegócio brasileiro.
“Estou confiante no que estamos construindo juntos, especialmente no alinhamento de valores, na visão de longo prazo e na capacidade de execução que fundamentam este negócio. Que esta seja a primeira de muitas conquistas que ainda virão”, comentou Blairo Maggi, acionista e um dos fundadores da AMAGGI.
Segundo Bruce Rastetter, acionista e fundador da Summit Agricultural Group, a parceria reúne duas empresas com fortes sinergias na forma como atuam. “A Summit sempre buscou ser líder em combustíveis renováveis tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil. Com a entrada da AMAGGI, como parceira da FS, estamos unindo forças complementares e visão de negócios compartilhados. Estamos entusiasmados em trabalhar com toda a equipe da AMAGGI para dar continuidade ao enorme sucesso que alcançamos na FS.”
Justin Kirchhoff, CEO da Summit, acrescentou: “Trouxemos a melhor tecnologia do mundo para o Brasil e construímos, em escala, o produtor de combustível de menor intensidade de carbono do mundo. Estamos ansiosos para trabalhar em parceria com a AMAGGI para levar a FS ao próximo nível.”
VERTICALIZAÇÃO
A parceria tem como foco apoiar o crescimento da FS e capturar sinergias relevantes em áreas estratégicas, incluindo originação de milho, otimização logística e exportações, fortalecendo ainda mais a competitividade das duas organizações. Para a AMAGGI, trata-se de uma continuidade na estratégia de industrialização e verticalização de suas operações, contribuindo para a crescente diversificação do seu portifólio de negócios.
“A chegada da AMAGGI marca um momento muito importante para a FS, diante das oportunidades de expansão dessa indústria no Brasil e da necessidade de descarbonização de grandes setores globais de transporte. Unir a nossa experiência e capacidade de inovação, voltada à redução da intensidade em carbono, com a robusta presença e estrutura da AMAGGI nesta cadeia produtiva fortalecerá significativamente nossa competitividade”, afirma Rafael Abud, CEO da FS.
“Estudamos nossa entrada nesse setor há alguns anos e a escolha pela parceria com a FS reforça nosso compromisso com a inovação, com o desenvolvimento sustentável do setor agrícola e com as metas de descarbonização da companhia. Temos ampliado nossa atuação na cadeia de grãos, em diversas frentes, por meio de investimentos próprios e investimentos em parcerias, então acredito que esse investimento em etanol de milho trará também excelentes resultados”, destaca Judiney Carvalho, CEO da AMAGGI.
Sobre a FS – A FS foi a primeira empresa a produzir etanol exclusivamente a partir de milho no Brasil e sua visão de negócio é ser a maior companhia de combustível carbono negativo do mundo. Desde o início da atividade em 2017, o negócio cresceu mais de 10 vezes e vive um novo ciclo de expansão. A receita líquida da companhia alcançou R$ 12,8 bilhões no acumulado de 12 meses até dezembro de 2025, terceiro trimestre do ano safra 2025/2026.
A companhia processa atualmente mais de 6 milhões de toneladas de milho por ano safra e produz 2,6 bilhões de litros de etanol e 2,2 milhões de toneladas de DDG (proteína de milho para nutrição animal). O etanol de milho produzido pela FS possui a menor pegada de carbono do mundo.
Sobre a AMAGGI – Fundada em 1977, a AMAGGI é a maior empresa brasileira de grãos e fibras. Presente em diversas etapas da cadeia do agronegócio, a companhia atua na produção agrícola de grãos, fibras e sementes, originação, processamento e comercialização de grãos e insumos, além de transporte fluvial e rodoviário, operações portuárias e geração e comercialização de energia elétrica renovável.
Com sede em Cuiabá (MT), a AMAGGI está presente em todas as regiões do Brasil, com fazendas, armazéns, escritórios, fábricas, frota fluvial e rodoviária, terminais portuários e centrais hidroelétricas. No exterior, possui unidades e escritórios na Argentina, China, Holanda, Noruega, Suíça, Singapura e Panamá.
A empresa comercializa 24,7 milhões de toneladas de grãos e fibras em todo o mundo, das quais 1,7 milhão de toneladas são produzidos em suas próprias fazendas, além de manter relacionamento comercial com aproximadamente 5,6 mil produtores rurais.
Agro Mato Grosso
Valtra lança Semana Amarela com descontos na Argentina

Ação vai de 7 a 14 de setembro e inclui condições para máquinas e descontos de até 30% em peças
A Valtra realiza, de 7 a 14 de setembro, uma nova edição da Semana Amarela na Argentina. A campanha reúne condições comerciais para compra de tratores e pulverizadores, além de descontos em peças, filtros, lubrificantes e outros itens de manutenção nos concessionários oficiais da marca.
A oferta de máquinas contempla os tratores Série A2, nos modelos A750 e A990; Série A4, com A114, A124 e A134; e todos os modelos da Série S. A pulverizadora Série R também participa da ação.
Na pós-venda, a fabricante oferece desconto de 30% na compra de peças, com pagamento em 30, 60 e 90 dias. Os filtros recebem desconto de 20%, com os mesmos prazos. Refrigerantes, Opti Diesel e lubrificantes têm redução de 10%.
Segundo Rodrigo Fernández, gerente comercial da Valtra para a Hispanoamérica, a campanha busca apoiar produtores e prestadores de serviços nas decisões de investimento, renovação de máquinas e manutenção dos equipamentos.
A empresa também destaca a participação de sua rede de concessionários em diferentes regiões produtivas da Argentina. A Valtra integra o grupo AGCO e mantém produção e montagem de equipamentos na unidade industrial de General Rodríguez, próxima a Buenos Aires.
Agro Mato Grosso
Com colheita acima de 97%, ritmo do algodão em MT supera média dos últimos cinco anos

A colheita do algodão em Mato Grosso chegou a 97,30% da área plantada até 4 de setembro, em um ritmo superior à média dos últimos cinco anos (95,24%) e ao registrado na safra passada (92,23%). Em apenas uma semana, o avanço foi de 8,64 pontos percentuais, impulsionado pela conclusão dos trabalhos em diversas propriedades do Estado.
O Noroeste e o Médio-Norte apresentam os melhores índices de produtividade nesta reta final, de acordo com o levantamento de campo do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt), ligado à Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea. O desempenho dessas duas regiões contribuiu para sustentar os bons resultados estaduais, apesar das diferenças observadas entre os polos produtores.
Nas usinas, o beneficiamento da fibra também avança em ritmo acelerado. O algodão processado mantém padrão comercial competitivo, sem grandes prejuízos à qualidade, embora tenham sido registrados casos pontuais de pluma manchada.
Com a colheita na fase final, a Ampa orienta os produtores a concentrarem os esforços no manejo de pós-colheita. Entre as prioridades estão a retirada dos fardos das lavouras, a eliminação das soqueiras para reduzir a presença do bicudo-do-algodoeiro e o preparo do solo para a próxima safra.
Agro Mato Grosso
MT supera Argentina em produtividade de milho, aponta o Imea

Mesmo com área de plantio menor, o Estado alcançou produtividade recorde de 130,11 sacas por hectare
Se a disputa entre Brasil e Argentina costuma parar no campo de futebol, no milho o Estado de Mato Grosso resolveu jogar outro campeonato. Com uma área de plantio menor que a dos argentinos, o Estado alcançou produtividade superior e já produz quase o mesmo volume de cereal que o país vizinho inteiro.
Levantamento feito pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) mostra que, na safra 2025/26, o Estado alcançou produtividade recorde de 130,11 sacas por hectare, acima das 127,01 sacas por hectare projetadas para a Argentina. Mesmo tendo uma área plantada 13% inferior, Mato Grosso chegou a 58,04 milhões de toneladas, volume equivalente a 90,7% da produção argentina, estimada em 64 milhões de toneladas.
Ainda segundo o instituto, enquanto as lavouras mato-grossenses cultivaram 7,43 milhões de hectares na temporada, os argentinos semearam aproximadamente 8,40 milhões de hectares. Ou seja, mesmo com 970 mil hectares a menos, o Estado conseguiu superar o rendimento médio projetado para o país vizinho.
Para o analista de milho do Imea, Gabriel Brandão, o resultado evidencia o ganho de eficiência alcançado pela produção mato-grossense ao longo dos últimos anos. A combinação entre tecnologia, manejo, investimento e adaptação das lavouras às condições do Estado contribuiu para elevar o potencial produtivo do cereal.
“A produção de milho em nosso Estado vem passando por uma transformação importante. A cultura deixou de ser vista apenas como uma segunda opção depois da soja e passou a ocupar um papel estratégico dentro do sistema produtivo”, avalia.

Segunda safra impulsiona o avanço
O avanço do milho em Mato Grosso está diretamente ligado à consolidação da segunda safra. Plantado, em grande parte, após a colheita da soja, o cereal passou a integrar de forma cada vez mais intensa o planejamento das propriedades, permitindo maior aproveitamento da área durante todo o ano.
De acordo com o Imea, esse processo veio acompanhado da adoção de tecnologias, como sementes de maior potencial produtivo, biotecnologia, manejo mais eficiente da fertilidade do solo, adubação e estratégias para posicionar a lavoura dentro da melhor janela possível.
Para o analista Gabriel, o resultado dessa produção estadual não está relacionado a um único fator, mas à evolução de todo o sistema de produção.
“O produtor mato-grossense vem aprimorando continuamente o manejo e buscando extrair mais produtividade da área disponível. Quando olhamos para esses números, fica evidente que eficiência produtiva é um dos grandes diferenciais do Estado”, explica.
Na safra 2025/26, as condições climáticas em Mato Grosso também tiveram papel importante. O prolongamento das chuvas nas principais regiões produtoras contribuiu para o desenvolvimento das lavouras e para o enchimento dos grãos, favorecendo a produtividade.
Aumento na produção
Dados do Imea mostram uma consolidação de 130,11 sacas por hectare nesta temporada, uma alta de 2,23% em relação às 127,27 sacas por hectare registradas na safra 2024/25. A área também avançou, passando de 7,26 milhões para 7,43 milhões de hectares. Com isso, a produção cresceu 4,69%, de 55,43 milhões para 58,04 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde.
Na Argentina, embora as chuvas também tenham contribuído para o potencial produtivo das lavouras, o excesso de umidade passou a dificultar o avanço da colheita. Até 3 de setembro, segundo os dados utilizados na comparação, 92,5% da área apta havia sido colhida, enquanto Mato Grosso já havia encerrado a colheita.
Para Gabriel Brandão, a comparação mostra como o crescimento da produção mato-grossense mudou a dimensão do Estado dentro do mercado de milho.
“Mato Grosso já tem uma produção que, em termos de volume, se aproxima da de grandes países produtores. Isso mostra a dimensão que o milho alcançou dentro da agricultura estadual e também reforça a importância de acompanhar não apenas a expansão da área, mas os ganhos de produtividade”, afirma.
Como será a próxima safra?
Apesar do recorde alcançado em 2025/26, o cenário para a próxima temporada indica mais cautela. Na primeira estimativa do Imea para a safra 2026/27, a área de milho deve crescer moderadamente, para 7,48 milhões de hectares, alta de 0,59%.
Por outro lado, a produtividade está projetada inicialmente em 119,64 sacas por hectare, uma redução de 8,05% em relação ao recorde da temporada atual. Com isso, a produção estimada é de 53,68 milhões de toneladas (queda de 7,50%).
Entre os fatores de atenção está a possibilidade de influência do fenômeno El Niño, que pode atrasar o plantio da soja e, consequentemente, reduzir a janela disponível para a semeadura do milho segunda safra. Segundo o Imea, o encerramento antecipado das chuvas e temperaturas elevadas também podem aumentar o risco de estresse hídrico.
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