Sustentabilidade
Valtra destaca o futuro do campo no Dia Internacional da Agricultura Familiar – MAIS SOJA

No dia 25 de julho é comemorado o Dia Internacional da Agricultura Familiar, data que reconhece a dedicação dos produtores que representam a base da produção de alimentos no Brasil. A Valtra, marca do grupo AGCO reconhecida por sua inovação e por soluções voltadas ao produtor rural, aproveita a ocasião para homenagear essas famílias, destacando que a transformação digital e a inovação no campo não devem ficar restritas aos grandes produtores, mas ser uma realidade acessível e transformadora para os pequenos também.
Para as pequenas e médias propriedades, a modernização vai além do aumento de produtividade: ela também pode ser o elo que viabiliza a sucessão familiar. Ao transformar a rotina no campo, a tecnologia contribui para a transferência de saberes entre as gerações e abre espaço para que os novos membros da família vejam o negócio como uma atividade moderna, viável e atrativa a longo prazo.
“A agricultura familiar é feita de tradição, mas sua continuidade depende de evolução. Para que as famílias permaneçam e prosperem na terra, o setor precisa oferecer ferramentas que facilitem o trabalho diário, transformando a lavoura em um negócio sustentável, eficiente e menos desgastante fisicamente”, ressalta Claudio Esteves, Diretor Comercial da Valtra.
A Valtra atua para democratizar o acesso à tecnologia, superando a ideia de que a agricultura de precisão está restrita aos grandes produtores. Soluções como o sistema de orientação Valtra Guide e a telemetria do Valtra Connect são cruciais para automatizar tarefas simples, evitar o desperdício de insumos e economizar combustível. Na prática, a tecnologia permite ao operador monitorar a saúde da operação em tempo real e com mais facilidade, transformando quem executa a tarefa em um verdadeiro gestor de inteligência no campo.
Para os produtores que buscam o máximo aproveitamento de sua janela de cultivo, a Série A4S, por exemplo, destaca-se por uma eficiência operacional que permite trabalhar 5% a mais de hectares por hora. Outra grande vantagem técnica é a economia de 15% no consumo de combustível, proporcionada pelo Motor AGCO Power combinado ao sistema de gerenciamento eletrônico de combustível. Além de demandar pouca manutenção, é uma linha altamente robusta que pode alcançar até 12% mais de vida útil do que outras opções de mercado. A tecnologia de alta precisão se torna totalmente acessível na Série A4, já que o produtor pode optar pela inclusão do piloto automático Valtra Guide, by Trimble, que gera economias na ordem de 15% na aplicação de insumos a lanço, eliminando desperdícios de fertilizantes e defensivos.
Como a rotina na agricultura familiar muitas vezes envolve longas jornadas, a saúde e o conforto do operador tornam-se prioridades. O investimento em ergonomia, como tratores equipados com cabines de fábrica confortáveis, comandos intuitivos e isolamento acústico, reduz a fadiga e protege a integridade física do trabalhador.
“Entendemos que a máquina deve ser uma extensão do trabalhador. Por isso, sob a estratégia global Farmer First, desenvolvemos soluções que colocam as necessidades operacionais e o bem-estar do operador sempre em primeiro lugar. Homenagear a agricultura familiar é entregar a elas ferramentas que valorizem sua saúde, melhorem sua rentabilidade e garantam o futuro do negócio”, finaliza Esteves.
Valtra
A linha de produtos Valtra inclui tratores de 57 a 425 cavalos, colheitadeiras, plantadeiras e pulverizadores. No Brasil desde 1960, foi a primeira empresa do setor a se instalar no País. A Valtra conta hoje com uma rede de mais de 220 pontos de venda e assistência técnica na América Latina, dos quais 156 estão no Brasil. A Valtra é uma das principais marcas pertencentes ao grupo AGCO. Para saber mais sobre a Valtra: visite o site.
Sobre a AGCO
A AGCO (NYSE: AGCO) é líder global em máquinas agrícolas e tecnologias de agricultura de precisão. Guiada por uma estratégia que prioriza o agricultor, a AGCO entrega valor por meio de suas marcas líderes e diferenciadas, como Fendt™, Massey Ferguson™, PTx™ e Valtra™. Seus equipamentos de alto desempenho e soluções inteligentes para o campo — incluindo tecnologias de retrofit independentes de marca e ofertas autônomas — capacitam os produtores a aumentar a produtividade, enquanto alimentam o mundo de forma sustentável. Para mais informações, visite www.agcocorp.com.
Fonte: Assessoria de imprensa
Sustentabilidade
Plantas de cobertura reduzem emissões de gases de efeito estufa e tornam lavouras mais resilientes – MAIS SOJA

As plantas de cobertura, um dos pilares do Sistema Plantio Direto (SPD), podem ser uma das principais aliadas da agricultura brasileira no enfrentamento às mudanças climáticas. Além de protegerem o solo, elas ajudam a armazenar carbono, reduzem emissões de gases de efeito estufa (GEEs) e aumentam a resiliência das lavouras aos riscos climáticos.
Esses resultados foram apresentados pela pesquisadora Arminda Moreira de Carvalho, durante a visita à Embrapa Cerrados como parte da programação do 20º Encontro Nacional do Sistema Plantio Direto (ENSPD) e 3º Encontro Mundial do SPD, realizado em Brasília. A palestra, que contou com a participação das bolsistas Raíssa Dantas e Fabiana Ribeiro, reuniu resultados de um experimento de longa duração iniciado em 2005, onde é acompanhado o desempenho de diferentes plantas de cobertura em sucessão ao milho em transição, mais recentemente, à soja.
Arminda Carvalho lembrou que participou de seu primeiro encontro sobre plantio direto em 1995 e que deu continuidade aos estudos desenvolvidos por pesquisadores pioneiros da área. Segundo a pesquisadora, o uso de plantas de cobertura ganhou uma nova dimensão diante da necessidade de tornar a agricultura mais sustentável e resiliente. “Hoje existe uma cobrança muito grande para que a agricultura contribua com soluções para as mudanças climáticas”, observou.
Muito além da conservação do solo
As plantas leguminosas usadas em cobertura favorecem a fixação biológica de nitrogênio e as diversas espécies estimulam a atividade dos microrganismos, melhoram a ciclagem de nutrientes e aumentam a infiltração e o armazenamento de água. “Podemos reduzir nossa dependência de fertilizantes quando utilizamos essa tecnologia. Tudo isso aumenta a resiliência dos sistemas agrícolas”, destacou.
Um dos principais resultados apresentados refere-se ao carbono armazenado no solo e mitigação das emissões de GEE. As avaliações realizadas periodicamente no experimento de longa duração da Embrapa Cerrados (DF) mostram que determinadas plantas de cobertura conseguem reduzir as perdas de carbono após a introdução da soja na sucessão de culturas. Entre elas, gramíneas como sorgo e trigo apresentaram melhor desempenho por produzirem maior quantidade de biomassa e resíduos com menor relação de carbono e nitrogênio, o que provoca uma decomposição mais lenta.
A pesquisadora informou ainda que o uso de misturas de espécies (mix de plantas de cobertura) representa um caminho promissor justamente porque combina plantas com diferentes velocidades de decomposição, contribuindo para ciclagem mais eficaz de nutrientes e estabilizar os estoques de carbono ao longo do tempo.
Menor emissão de gases de efeito estufa
Outro destaque foi a redução das emissões de óxido nitroso (N₂O), um gás cujo potencial de aquecimento global é cerca de 300 vezes superior ao do dióxido de carbono. Sua principal fonte é o uso de fertilizantes nitrogenados e a decomposição dos resíduos vegetais.
Durante quatro anos, a equipe da Embrapa Cerrados monitorou as emissões em áreas cultivadas com milho utilizando diferentes plantas de cobertura. Os resultados mostraram que algumas espécies conseguem reduzir significativamente essas emissões, com destaque para o guandu, que apresentou um comportamento mitigador graças às suas características de composição química, que influenciam a velocidade de decomposição da matéria orgânica.
Para realizar essas medições, a equipe adaptou um sistema de câmaras estáticas de baixo custo, capaz de coletar gases para quantificar simultaneamente dióxido de carbono, metano e óxido nitroso diretamente no solo. Essa avaliação amplia a capacidade de geração de dados nacionais sobre emissões do setor agropecuário com custos relativamente baixos dessas pesquisas.
Os estudos com uso das plantas de cobertura em SPD também mostraram que o nitrogênio absorvido pelo milho vem, principalmente da decomposição da palhada e não do fertilizante aplicado. “A maior parte do nitrogênio acumulado pelo milho vem da mineralização dos resíduos vegetais”, explicou a pesquisadora, destacando a braquiária como uma das espécies mais eficientes na reciclagem desse nutriente.
Segundo Arminda, os resultados reforçam que o plantio direto, praticado como Sistema — com rotação de culturas, cobertura permanente do solo e ausência de revolvimento do solo — é um dos caminhos mais promissores para uma agricultura resiliente, inclusive às mudanças climáticas.
A necessidade de ampliar essa adoção do sistema foi reforçada por Rafael Fuentes, diretor da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto (FEBRAPDP). Segundo ele, embora cerca de 45 milhões dos 70 milhões de hectares de culturas temporárias do Brasil utilizem a semeadura direta, apenas 6,4 milhões de hectares adotam efetivamente os três princípios do Sistema Plantio Direto. “Existe uma diferença entre a melhor tecnologia disponível e o nível de adoção pelos produtores”, afirmou.
Para Fuentes, o desafio já não é apenas produzir conhecimento, mas transformar esse conhecimento em prática no campo. “A cobertura permanente do solo e a biodiversidade por meio da rotação de culturas e uso de plantas de cobertura ainda estão muito longe dos níveis ideais de adoção. Nossa luta, junto com a Embrapa, universidades e demais instituições nacionais e estaduais de pesquisa e extensão, é preencher esse espaço”.
Na avaliação do dirigente, muitos agricultores permanecem no plantio direto simplificado por questões econômicas e operacionais, já que a adoção do sistema aumenta a complexidade do manejo da lavoura e da gestão do negócio, além de o mercado ainda oferecer pouca diferenciação por esse esforço. Para ele, mecanismos de remuneração pelos serviços ambientais podem acelerar essa transformação: “Acreditamos que pelo bolso podemos atrair os produtores. Se houver reconhecimento pelo carbono sequestrado e pelos serviços ecossistêmicos prestados, isso pode mudar a intenção das pessoas”.
O zoneamento agrícola de risco climático (Zarc), conforme destacado pelo pesquisador Fernando Macena, com a incorporação dos níveis de manejo contemplando a rotação de culturas e as plantas de cobertura é uma ferramenta que deverá incentivar o produtor na adoção do Sistema Plantio Direto em sua plenitude.
Fuentes destacou ainda que pesquisas como as desenvolvidas pela Embrapa Cerrados são fundamentais para esse avanço. “Esse trabalho da pesquisadora Arminda demonstra os benefícios das plantas de cobertura. É um dos componentes dessa mudança”.
Premiações e participações da Embrapa Cerrados
Além de Arminda Carvalho, outros pesquisadores da Embrapa Cerrados apresentaram seus estudos na programação técnica do 20º ENSPD: Ieda Mendes, sobre “Enzimas no Solo: o papel do BioAS na avaliação da regeneração biológica e na saúde do solo”; Lourival Vilela, sobre “Solo, planta e animal — a aliança regenerativa no Sistema Plantio Direto nos trópicos”.
Vilela e Ieda, juntamente com o pesquisador Luiz Adriano, receberam o certificado de mérito “O Conservacionista”, da Federação Brasileira do Sistema Plantio Direto, como reconhecimento à sua contribuição e dedicação ao progresso da agricultura sustentável do Brasil.
Sustentabilidade
Milho dispara em Chicago com demanda por etanol e preocupações climáticas nos EUA – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com forte alta nos preços. O mercado buscou suporte nos sinais de boa demanda voltada a produção de etanol nos Estados Unidos, assim como nas preocupações com o clima quente e seco previsto para o cinturão produtor do país.
A alta nos preços do petróleo, diante da tensão Oriente Médio envolvendo o conflito entre Estados Unidos e Irã, também contribuiu para os ganhos na Bolsa de Chicago.
A produção de etanol de milho dos Estados Unidos avançou 5,19% na semana encerrada em 17 de julho, atingindo 1,094 milhão de barris diários (*), ante 1,040 milhão de barris na semana anterior (10), segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia).
Já os estoques de etanol dos Estados Unidos passaram de 24,4 milhões de barris para 24,5 milhões no mesmo período comparativo, alta de 0,40%. O país exportou ainda 158 mil barris de etanol nessa última semana, ante 81 mil, alta de 95,06%. (*) Cada barril equivale a 159 litros.
Os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,62, com avanço de 9,25 centavos, ou 2,04% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,84 3/4 por bushel, com alta de 9,50 centavos, ou 1,99% em relação ao fechamento anterior.
Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)
Sustentabilidade
Atualização corrige dados do Zarc para a cultura do milho no Rio Grande do Sul – MAIS SOJA

OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que foram atualizados os dados do Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) para a cultura do milho 1ª safra no Rio Grande do Sul.
Após a publicação das portarias referentes ao zoneamento, foram recebidas manifestações do setor produtivo sobre o calendário de semeadura em municípios da região noroeste do estado. As demandas foram encaminhadas para reavaliação pelo grupo de trabalho responsável pelo Zarc do milho.
Na revisão, a equipe técnica da Embrapa identificou um equívoco na programação de pós-processamento dos dados relativos ao mês de agosto, referente aos decêndios críticos para ocorrência de geada. Na configuração utilizada, foram considerados como críticos os decêndios da semeadura, quando o correto era considerar os decêndios da fase de pós-emergência da cultura. Como consequência, o risco de geada em alguns municípios foi superestimado, impactando as janelas indicadas para semeadura.
Os dados foram corrigidos e já estão disponíveis no Painel de Indicação de Riscos.
Com a atualização, os resultados passaram a refletir a metodologia adotada para o zoneamento da cultura, mantendo diferenças em relação à safra anterior em razão das alterações metodológicas incorporadas nesta versão.
Entre as mudanças implementadas no Zarc para a cultura do milho estão a atualização da base de dados meteorológicos, com utilização da série histórica de 1992 a 2022 e ampliação do número de estações meteorológicas consideradas, além da adoção do modelo de classificação de solos em seis níveis de água disponível (AD). A classificação considera a proporção de areia, silte e argila no solo, substituindo o modelo anterior, que utilizava três classes de solo (arenoso, médio e argiloso).
Autor/Fonte: MAPA
Autor:MAPA
Site: MAPA
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