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Direito de propriedade entra nas prioridades da CNA no Congresso

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Foto: Reprodução Canal Rural

Segurança jurídica, estabilidade do ambiente de negócios e garantia do direito de propriedade no campo. Esses são alguns dos projetos considerados prioritários pelo setor agropecuário neste ano, segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

A proposta da entidade é acompanhar a tramitação de medidas que impactam diretamente a atividade agropecuária, incluindo temas como regularização fundiária, relações trabalhistas, tributação, meio ambiente e infraestrutura.

A Agenda Legislativa do Agro 2026 também destaca a necessidade de regras claras para ampliar investimentos e dar previsibilidade ao produtor rural.

Segurança jurídica e direito de propriedade

Entre os principais pontos defendidos pela CNA estão projetos voltados ao fortalecimento do direito de propriedade e à redução de conflitos fundiários.

A entidade acompanha propostas relacionadas à regularização de áreas rurais, critérios para demarcação de terras indígenas e medidas para coibir invasões de propriedades. Também estão na lista projetos que tratam de indenização em casos de ocupação irregular de terras e mudanças em programas de reforma agrária.

Segundo a CNA, o objetivo é criar um ambiente mais estável para a produção agropecuária.

Meio ambiente e licenciamento

Outro eixo da agenda é o marco regulatório ambiental, especialmente temas ligados ao licenciamento ambiental e à aplicação de sanções.

A entidade defende ajustes em normas que tratam de embargos de propriedades rurais, regras de fiscalização e critérios ambientais ligados à função social da terra. A avaliação é de que maior clareza regulatória pode reduzir insegurança jurídica e acelerar investimentos no campo.

Relações trabalhistas no campo

A agenda também inclui propostas relacionadas às relações de trabalho no meio rural.

Entre os projetos acompanhados estão iniciativas que tratam do contrato de trabalho safrista, regras para parcerias agrícolas e normas sobre condições de trabalho em períodos de calor.

De acordo com a CNA, as mudanças buscam adequar a legislação à realidade da atividade agropecuária, marcada por sazonalidade e variações climáticas.

Tributação e ambiente de negócios

A pauta legislativa ainda contempla medidas voltadas ao sistema tributário e ao ambiente econômico do setor.

Entre os temas monitorados estão projetos que tratam de alterações no Imposto Territorial Rural (ITR) e propostas relacionadas à arrecadação e fiscalização do tributo.

Para a CNA, o avanço dessas discussões pode contribuir para maior previsibilidade tributária e estímulo à produção agropecuária.

Outras prioridades da agenda

Além dos temas destacados, a agenda da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil também acompanha projetos relacionados a:

  • Regularização fundiária;
  • Defesa sanitária agropecuária;
  • Seguro rural e gestão de riscos climáticos;
  • Infraestrutura logística e transporte da produção;
  • Política de irrigação;
  • Conectividade no campo;
  • Inovação e tecnologia para o agro.

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‘Meia dúzia quer ganhar uma fortuna com o diesel’, diz produtor com 700 ha para colher

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Foto: Reprodução

O produtor rural Diemerson Borghardt, de Victor Graeff, norte do Rio Grande do Sul, está com 700 hectares de soja para colher e sem estoque de diesel para abastecer suas máquinas.

Em sua opinião, o exponencial aumento do combustível observado em diversos municípios brasileiros por conta da guerra no Oriente Médio é fruto de especulação de mercado.

“A guerra ‘estourou’ do outro lado [do globo], mas um navio para vir de lá [no Oriente Médio] até aqui demora de 30 a 40 dias, mas em questão de dois a três dias o mercado veio dizer que não tinha mais diesel. Isso a gente entende como uma mera especulação de uma meia dúzia querendo ganhar uma fortuna de dinheiro”, considera.

Segundo ele, a atual crise somada à questão das dívidas rurais e aos royalties que precisam ser pagos a empresas de biotecnologia farão a “agricultura cair por terra”.

Entidades do agro, como a Federação dos Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz) e a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Sistema Faep), afirmam que produtores relatam escassez de combustível em alguns postos e aumento de até R$ 2 o litro em centrais de distribuição.

O depoimento de Diemerson Borghardt foi colhido pela repórter do Canal Rural RS Eliza Maliszewski, durante a Expodireto Cotrijal 2026, em Não-Me-Toque, no Planalto Médio gaúcho.

Monitoramento governamental

O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou nesta quarta-feira que criou uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar, diariamente, as condições do mercado nacional e internacional de combustíveis em articulação com órgãos reguladores e com os principais agentes do setor nos elos de fornecimento primário e distribuição.

Segundo o governo, a iniciativa intensifica o monitoramento das cadeias de suprimento globais de derivados de petróleo, da logística nacional do abastecimento de combustíveis e dos preços dos principais produtos, em razão do Conflito no Oriente Médio – maior região exportadora de petróleo do mundo, com cerca de 60% das reservas globais.

“A pasta também ampliou, nos últimos dias, as interlocuções junto à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e a agentes de preços e de mercado que atuam na produção, na importação e na distribuição de combustíveis no país”, diz nota do ministério.

*Com informações da Agência Brasil

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Feira do Vale do Arinos é lançada em Cuiabá e aposta em potencial produtivo do noroeste de MT

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Foto: Arinos Show Agro

A primeira edição da Arinos Show Agro foi lançada oficialmente nesta segunda-feira (9), em Cuiabá, com o objetivo de posicionar o Vale do Arinos como um dos principais eixos de desenvolvimento do agronegócio em Mato Grosso. O evento, que ocorre entre 6 e 9 de maio em Juara, pretende conectar produtores de sete municípios a investidores e novas tecnologias, aproveitando o acelerado crescimento produtivo registrado pela região na última década.

Os indicadores econômicos apresentados durante o lançamento revelam a velocidade dessa transição. A área destinada à soja cresceu 61% nos últimos dez anos, com projeção de atingir 1,1 milhão de hectares na safra 2025/26. Já o cultivo de milho registrou um avanço ainda mais expressivo, com alta de 103% no mesmo período, alcançando 714 mil hectares ocupados.

Mesmo com o avanço das lavouras, a pecuária mantém sua relevância histórica na região, com um rebanho que ultrapassa 2,49 milhões de cabeças de gado. “A Arinos Show Agro nasce para integrar produtores, atrair investimentos e mostrar ao Estado e ao país a força produtiva do Vale do Arinos, uma região que cresce de forma consistente”, afirmou o presidente da Associação dos Produtores do Vale do Arinos (Acrivale), Ricardo Bianchin.

Arinos Show Agro Foto Divulgação
Foto: Arinos Show Agro

Integração tecnológica e logística

O foco da feira em maio será a consolidação do modelo de integração entre lavoura e pecuária, permitindo que o crescimento da agricultura ocorra de forma complementar à pecuária de corte.

Na avaliação do segundo vice-presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Olímpio Risso de Brito, o evento marca um amadurecimento técnico do noroeste mato-grossense. “O avanço da tecnologia e do conhecimento transformou o agro mato-grossense. A Arinos Show Agro mostra que a região está construindo algo duradouro”, pontuou.

O diretor de Relações Institucionais da Famato, Ronaldo Vinha, ressaltou que a feira já nasce com relevância dentro do cenário estadual ao destacar o potencial misto da região. “A região tem uma pecuária de excelência e uma agricultura em expansão. A Arinos Show Agro surge como uma grande vitrine desse potencial. A Famato está ao lado do produtor e apoia essa iniciativa”, destacou.

A viabilidade desse novo polo depende de investimentos em infraestrutura que acompanhem o ritmo do campo. Durante o lançamento, o secretário de Segurança Pública, coronel César Roveri, pontuou obras estratégicas como a pavimentação da pista do aeroporto de Juara.

Para o diretor-executivo do Fórum Agro Mato Grosso, Xisto Bueno, a iniciativa coloca a região definitivamente na rota dos grandes investimentos. “O pioneirismo da região sempre se destaca. A Arinos Show Agro coloca o Vale do Arinos no mapa das grandes feiras do agronegócio de Mato Grosso”, avaliou.

A organização espera que a feira funcione como uma vitrine para atrair indústrias de processamento e novos expositores nacionais para os municípios vizinhos. Segundo o presidente do Sindicato Rural de Juara, Jorge Mariano de Souza, o evento representa um passo importante para o fortalecimento do setor produtivo regional.

“A Arinos Show Agro demonstra maturidade e visão estratégica. O evento aproxima os produtores das novas tecnologias, fortalece parcerias e abre espaço para novos investimentos na região”, concluiu.


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Comercialização de milho avança, mas segue atrasada ante a média em Mato Grosso

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Foto: Imea/Reprodução

As negociações da safra 2025/26 de milho, que ainda é semeada em Mato Grosso, avançaram 3,41 pontos percentuais e alcançaram em fevereiro 35,41% da produção prevista de 51,72 milhões de toneladas. Contudo, ao se olhar a média das últimas cinco safras, o volume vendido está abaixo dos 40,95% observados para o período.

Os números constam no relatório de comercialização do cereal divulgado nesta semana pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). Segundo o levantamento, no comparativo com as vendas da temporada 2024/25 no período analisado, as da safra atual estão 2,96 pontos percentuais à frente.

“O aumento nas vendas [variação mensal] ocorreu, pois os preços futuros do milho estão mais valorizados, incentivando os produtores a fechar negociações de longo prazo”, explica o Instituto.

Em fevereiro a saca de 60 quilos de milho referente a safra 2025/26 em Mato Grosso foi comercializada a R$ 45,46, alta de 2,64% em relação ao mês anterior.

Em relação ao ciclo 2026/27, as negociações alcançaram 0,62% da produção prevista, estando 0,10 ponto percentual à frente da temporada 2025/26, porém atrasada em comparação a média das últimas cinco safras de 4,39%. O cereal foi comercializado ao preço médio de R$ 42,74 a saca.


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