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24 de julho de 2026

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Fim da escala 6×1 pode gerar custo adicional de R$ 1,4 bilhão mensal no comércio e serviços em MT

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O possível fim da escala de trabalho 6×1, em discussão no Congresso Nacional, pode gerar um custo adicional de até R$ 1,4 bilhão por mês para os setores de comércio e serviços em Mato Grosso. O impacto faz parte de um levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), que também aponta desafios como a falta de mão de obra disponível no mercado e possíveis reflexos sobre preços e contratações.

A proposta em debate prevê a redução da jornada máxima semanal para 36 horas, por meio da PEC nº 221/2019 e da PEC nº 8/2025. Embora a medida tenha como objetivo melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores celetistas, o estudo aponta que a mudança pode provocar efeitos distintos na economia, como o aumento de custos para empresas e o incentivo à informalidade como forma de complementar a renda familiar.

Segundo o levantamento do IPF-MT, elaborado com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024, a mudança impactaria 784,3 mil trabalhadores em Mato Grosso que atualmente atuam acima de 40 horas semanais – o equivalente a 65% do total de celetistas no estado.

Nos setores de comércio e serviços, a dependência de jornadas superiores a 40 horas semanais é ainda maior. No comércio, 91% dos trabalhadores atuam nesse regime, enquanto nos serviços o percentual chega a 74%.

Os dados indicam que, para manter o mesmo nível de atividade econômica com a nova jornada, as empresas precisariam contratar novos trabalhadores ou considerar a contratação de horas remanescentes, sendo este ineficiente para o setor terciário. Nesse cenário, o custo mensal apenas para o comércio deve ser de até R$ 669,8 milhões e serviços de R$759,4 milhões.

Quando considerados todos os setores produtivos da economia mato-grossense, o impacto pode alcançar R$ 2,2 bilhões por mês para reposição e possibilidade da escala de trabalho da empresa. De acordo com o estudo, mais de 60% desse custo adicional recairia sobre os setores de comércio e serviços, responsáveis por grande parte das vagas formais no estado.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, explica que o aumento de despesas não representa expansão da economia, mas sim um custo necessário para manter o atual nível de produção.

“A redução compulsória da jornada semanal representa uma mudança estrutural com impactos econômicos relevantes para Mato Grosso. A estimativa de custo adicional não corresponde a crescimento econômico, mas à manutenção da capacidade produtiva existente sob nova restrição institucional. Trata-se de uma realocação de recursos com efeitos sobre margens, preços e dinâmica empresarial.”

Substituição de trabalho por capital

Com a possível mudança na jornada, empresas teriam de reorganizar sua estrutura de funcionamento, o que pode gerar custos diretos e indiretos, como pagamento de horas extras, contratação de novos funcionários, adaptações administrativas e impactos fiscais.

Uma das alternativas que tende a ganhar força nesse cenário é a substituição parcial da mão de obra por tecnologia. Segundo o levantamento do IPF-MT, empresas podem acelerar investimentos em automação, digitalização e racionalização de processos, com o objetivo de reduzir a dependência de trabalho intensivo.

Esse movimento, porém, também pode provocar efeitos colaterais no mercado de trabalho, como redução na geração de empregos formais e aumento da informalidade.

Falta de mão de obra no mercado

Outro desafio apontado pelo estudo é a disponibilidade de trabalhadores. Mato Grosso já apresenta uma das menores taxas de desocupação do país. No quarto trimestre de 2025, a taxa de desemprego no estado foi de apenas 2,4%, o que representa aproximadamente 50 mil pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesse contexto, para adaptar o mercado à jornada semanal de 36 horas e com escala de 4×3, seria necessário contratar 66,4 mil novos trabalhadores no comércio e 55,7 mil no setor de serviços apenas para compensar a redução das horas e dias trabalhados.

Além da pressão sobre o mercado de trabalho, a mudança também pode impactar os preços ao consumidor.

Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) analisou o chamado “efeito-preço” da alteração na jornada de trabalho. Baseado no estudo da CNC, caso 40% dos trabalhadores que atualmente atuam acima de 40 horas semanais migrem para o novo regime – o equivalente a 313,7 mil profissionais – o aumento de custos pode gerar um choque de preços de até 24% no comércio em Mato Grosso.

Quando considerado apenas o custo da reposição de horas trabalhadas, o impacto anual ficaria entre R$ 53 milhões e R$ 153,8 milhões, o que representaria um aumento de cerca de 1,1% nos preços ao consumidor. Apesar de ser um cenário menos problemático, esse formato pode não atender às necessidades de atendimento ao público e não se encaixaria nos padrões de contratações formais em vigência.

Para Wenceslau Júnior, os efeitos da medida podem atingir diferentes níveis da economia. “Essa alteração gera um choque macroeconômico, alterando preços e nível produtivo, além de impactar a microeconomia nas margens de lucro, na sustentabilidade dos negócios e nos incentivos a investimentos.”

Segundo ele, a mudança também pode estimular novos formatos de contratação. “Essa decisão pode favorecer a informalidade ou estimular contratações em outros regimes de trabalho.”

Respeito às atividades econômicas

Na avaliação da Fecomércio-MT, qualquer alteração na legislação trabalhista precisa considerar as diferentes realidades produtivas que compõem o setor de comércio e serviços.

Segundo a entidade, o segmento reúne desde micro e pequenos negócios até grandes redes empresariais, o que exige cuidado para evitar impactos desproporcionais na competitividade das empresas, na continuidade das operações e na geração de empregos.

O presidente da federação ressalta que eventuais mudanças devem priorizar o diálogo entre empregadores e trabalhadores. “Qualquer alteração na jornada de trabalho deve ser fruto de negociação coletiva, por meio de acordos e convenções que considerem as particularidades das atividades econômicas e garantam segurança jurídica para empregadores e trabalhadores.”

Ele também destaca que a CNC tem defendido cautela na condução do tema.

Outra proposta em análise no Congresso, a PEC nº 40/2025, prevê a possibilidade de o trabalhador optar entre o regime celetista tradicional e um modelo mais flexível baseado na contabilização de horas trabalhadas.

Para a entidade, propostas desse tipo podem ampliar alternativas no mercado de trabalho, desde que respeitem os instrumentos de negociação coletiva.

“Propostas que ampliem alternativas e estimulem a modernização das relações de trabalho precisam priorizar a negociação coletiva como instrumento legítimo para ajustar regras à realidade de cada setor”, finalizou Wenceslau Júnior.



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Pré-candidatura confirmada! Nilson Leitão reúne mais de mil pessoas em Sinop e recebe apoio das principais lideranças de MT

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Evento do PP marcou o lançamento da pré-candidatura à Câmara Federal e contou com discursos de Pivetta, Mauro Mendes, Jayme Campos e Dilma

O Partido Progressistas (PP) reuniu cerca de mil pessoas na noite desta quinta-feira (23), no CTG Estância da Amizade, em Sinop, durante o lançamento da pré-candidatura de Nilson Leitão a deputado federal. O encontro foi marcado pela presença de lideranças políticas estaduais, que reforçaram o apoio ao retorno de Leitão à Câmara Federal.

O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (União Brasil) foi o primeiro a falar, destacando que a amizade entre ambos nasceu antes mesmo da carreira pública. Ele relembrou a época em que Nilson Leitão era atleta de basquete da equipe Farrapus e foi escolhido para ser candidato a vereador, dando início a uma trajetória política exitosa na qual sempre caminharam juntos.

O senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil), teceu elogios à trajetória e ao preparo de Leitão.

“Nilson Leitão é um dos maiores e melhores políticos que conheci na história contemporânea de Mato Grosso e por que não dizer do Brasil. Fiz questão, Nilson, de vir aqui como seu amigo particular hipotecar também o meu apoio à sua pessoa, na certeza que Mato Grosso será muito bem representado com sua presença lá no Congresso Nacional. E o preparo de Nilson Leitão, eu não tenho dúvida alguma que o povo mato-grossense, e de uma forma especial e particular, o povo de Sinop e da Região Norte que sempre o apoiaram, vai ficar orgulhoso de ter o Nilson sempre lutando pelas boas causas do povo brasileiro, mas sobretudo do povo mato-grossense”, declarou Jayme Campos.

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos), pré-candidato à reeleição, também relembrou a trajetória construída em conjunto desde o ano 2000.

“Nilson é um amigo que fiz na política. Quando me reelegi em 2000, no segundo mandato em Lucas do Rio Verde, você, menino, se elegia prefeito de Sinop junto com meu irmão, de 27 anos em Nova Mutum, e nós fizemos uma trajetória juntos, fizemos muita coisa boa juntos e haveremos de fazer muito mais. Se vocês quiserem”, afirmou Pivetta.

Já o ex-governador e pré-candidato ao Senado, Mauro Mendes (União Brasil), destacou as qualidades de Leitão como representante do estado.

“Tenho certeza que eu e todos nós que aqui estamos, de alguma forma conhece bem a sua trajetória, a sua história e tudo aquilo que você fez e estamos aqui não só por gratidão, mas acima de tudo por acreditar que você pode ainda fazer muito por nosso Mato Grosso. Tenho convicção de que todas as qualidades que você demonstrou ao longo de sua história em Sinop, como representante desta região, lá em Cuiabá como representante de Mato Grosso e em Brasília são predicados e qualidades para ajudar Mato Grosso fazendo a boa política. Fazer política com seriedade. Fazer política dando resultado”, pontuou Mendes.

Ao falar para o público, Nilson Leitão explicou o processo de decisão para sua volta à disputa eleitoral.

“Quando decidimos voltar, a decisão passou pela minha família, a decisão passou pelos meus amigos, a decisão passou por escolhas e hoje nós estamos aqui depois de uma caminhada de quase 90 dias para dar o pontapé inicial de um retorno”, disse Leitão.

Ele emocionou os presentes ao relatar a resposta que deu ao seu filho sobre o motivo de retornar à vida pública.

“Filho, a essência da vida é servir. Uns servem a igreja, outros servem uma entidade, outro um clube de serviço e outros servem a associação de bairro, mas a política é a soma de tudo isso. Ela é capaz de fazer tudo isso junto e fazer uma transformação. Filho, eu estou voltando pela minha vocação, pela minha utilidade, eu sou apaixonado em fazer isso”, finalizou.

O evento contou ainda com a participação dos deputados estaduais Chico Guarnieri (PSDB) e Paulo Araújo (Republicanos), do ex-senador Cidinho Santos, ex-senadora e pré-candidata ao Senado Margareth Buzetti (PP), prefeito de Lucas do Rio Verde, Miguel Vaz, além de diversos pré-candidatos a deputado estadual e federal.

Nilson Leitão segue a agenda de articulações em visitas a vários municípios nos próximos dias e participará, na quinta-feira (30), da convenção do partido em Cuiabá.

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Grupo MC Empreendimentos abre 41 vagas de emprego em MT e outros três estados

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O Grupo MC Empreendimentos, por meio de União Agroindustrial, está com 41 vagas de emprego abertas em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e Goiás e as oportunidades abrangem diferentes níveis de escolaridade e experiência, com vagas para áreas operacionais, técnicas, administrativas, comerciais e de liderança. A maior concentração de postos de trabalho está em Mato Grosso, onde a empresa mantém operações industriais e amplia sua estrutura de produção.

Em Nova Marilândia, a empresa busca profissionais para cargos como engenheiro civil, técnicos em manutenção mecânica, refrigeração, eletromecânica e eletrotécnica, além de analistas, inspetores de qualidade, encarregados, auxiliares, operadores de máquinas e profissionais para as áreas de administração de pessoal, planejamento e controle de manutenção (PCM), almoxarifado e utilidades. As vagas acompanham o crescimento da unidade avícola instalada no município.

Na região metropolitana de Cuiabá, há vagas para analista comercial, auxiliar de serviços gerais e vendedor externo. A empresa também está recrutando profissionais da área comercial para atuação em Sinop, Rondonópolis e Tangará da Serra, além de representantes comerciais para Cuiabá e Várzea Grande. Em Campo Grande (MS), o processo seletivo inclui uma vaga para vendedor externo voltada ao segmento agropecuário.

Em São Paulo, as oportunidades estão concentradas nas unidades de Guariba e Charqueada. Em Guariba, a empresa procura eletricista, operador de caldeira, encarregado de produção, líder e auxiliar de higienização, agente de portaria, inspetor de qualidade, mecânico industrial, operador de empilhadeira e auxiliar de produção. Já em Charqueada, estão abertas vagas para assistente de Recursos Humanos, auxiliar de serviços gerais e agente de portaria. No estado de Goiás, a seleção contempla uma vaga para supervisor comercial em Goiânia.

Além da remuneração compatível com cada função, a União Agroindustrial oferece benefícios que variam conforme o cargo, incluindo plano de saúde, vale-alimentação, seguro de vida, cesta básica, veículo corporativo para funções comerciais, comissão, convênio com o Sesc e descontos em produtos da empresa. Algumas vagas também são elegíveis para pessoas com deficiência (PCD) e há processos seletivos afirmativos para públicos específicos como pessoas negras ou profissionais acima dos 40 anos.

Os interessados podem consultar os requisitos, atribuições e benefícios de cada vaga e realizar a inscrição por meio da plataforma oficial de recrutamento do Grupo MC Empreendimentos no https://grupomcempreendimentos.vagas.solides.com.br/?page=1

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Colisão entre carro e carreta deixa vítima presa às ferragens na BR-364

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Equipe do 1º NBM foi acionada de madrugada. Após a retirada segura, o corpo foi entregue aos cuidados da Politec para os procedimentos legais

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na madrugada desta sexta-feira (24.7), o desencarceramento de uma vítima fatal após uma colisão frontal entre um carro de passeio e uma carreta na BR-364, em Alto Araguaia (a 421 km de Cuiabá).

A equipe do 1º Núcleo Bombeiro Militar (1º NBM) foi acionada pela Polícia Militar por volta das 1h58 para atender a ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o condutor do veículo de passeio estava preso às ferragens e já sem sinais vitais.

Para realizar o desencarceramento, a equipe empregou técnicas e equipamentos específicos de salvamento veicular, possibilitando a retirada segura do corpo. Após o resgate, a vítima foi entregue à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável pelos procedimentos legais.

Já o motorista da carreta não sofreu ferimentos. Ele estava consciente e orientado, foi avaliado pela equipe que prestava atendimento no local, mas recusou encaminhamento para uma unidade de saúde.

Não há informações sobre as causas do acidente.

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