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9 de junho de 2026

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Fim da escala 6×1 pode gerar custo adicional de R$ 1,4 bilhão mensal no comércio e serviços em MT

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O possível fim da escala de trabalho 6×1, em discussão no Congresso Nacional, pode gerar um custo adicional de até R$ 1,4 bilhão por mês para os setores de comércio e serviços em Mato Grosso. O impacto faz parte de um levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), que também aponta desafios como a falta de mão de obra disponível no mercado e possíveis reflexos sobre preços e contratações.

A proposta em debate prevê a redução da jornada máxima semanal para 36 horas, por meio da PEC nº 221/2019 e da PEC nº 8/2025. Embora a medida tenha como objetivo melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores celetistas, o estudo aponta que a mudança pode provocar efeitos distintos na economia, como o aumento de custos para empresas e o incentivo à informalidade como forma de complementar a renda familiar.

Segundo o levantamento do IPF-MT, elaborado com base em dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) de 2024, a mudança impactaria 784,3 mil trabalhadores em Mato Grosso que atualmente atuam acima de 40 horas semanais – o equivalente a 65% do total de celetistas no estado.

Nos setores de comércio e serviços, a dependência de jornadas superiores a 40 horas semanais é ainda maior. No comércio, 91% dos trabalhadores atuam nesse regime, enquanto nos serviços o percentual chega a 74%.

Os dados indicam que, para manter o mesmo nível de atividade econômica com a nova jornada, as empresas precisariam contratar novos trabalhadores ou considerar a contratação de horas remanescentes, sendo este ineficiente para o setor terciário. Nesse cenário, o custo mensal apenas para o comércio deve ser de até R$ 669,8 milhões e serviços de R$759,4 milhões.

Quando considerados todos os setores produtivos da economia mato-grossense, o impacto pode alcançar R$ 2,2 bilhões por mês para reposição e possibilidade da escala de trabalho da empresa. De acordo com o estudo, mais de 60% desse custo adicional recairia sobre os setores de comércio e serviços, responsáveis por grande parte das vagas formais no estado.

O presidente da Fecomércio-MT, Wenceslau Júnior, explica que o aumento de despesas não representa expansão da economia, mas sim um custo necessário para manter o atual nível de produção.

“A redução compulsória da jornada semanal representa uma mudança estrutural com impactos econômicos relevantes para Mato Grosso. A estimativa de custo adicional não corresponde a crescimento econômico, mas à manutenção da capacidade produtiva existente sob nova restrição institucional. Trata-se de uma realocação de recursos com efeitos sobre margens, preços e dinâmica empresarial.”

Substituição de trabalho por capital

Com a possível mudança na jornada, empresas teriam de reorganizar sua estrutura de funcionamento, o que pode gerar custos diretos e indiretos, como pagamento de horas extras, contratação de novos funcionários, adaptações administrativas e impactos fiscais.

Uma das alternativas que tende a ganhar força nesse cenário é a substituição parcial da mão de obra por tecnologia. Segundo o levantamento do IPF-MT, empresas podem acelerar investimentos em automação, digitalização e racionalização de processos, com o objetivo de reduzir a dependência de trabalho intensivo.

Esse movimento, porém, também pode provocar efeitos colaterais no mercado de trabalho, como redução na geração de empregos formais e aumento da informalidade.

Falta de mão de obra no mercado

Outro desafio apontado pelo estudo é a disponibilidade de trabalhadores. Mato Grosso já apresenta uma das menores taxas de desocupação do país. No quarto trimestre de 2025, a taxa de desemprego no estado foi de apenas 2,4%, o que representa aproximadamente 50 mil pessoas, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Nesse contexto, para adaptar o mercado à jornada semanal de 36 horas e com escala de 4×3, seria necessário contratar 66,4 mil novos trabalhadores no comércio e 55,7 mil no setor de serviços apenas para compensar a redução das horas e dias trabalhados.

Além da pressão sobre o mercado de trabalho, a mudança também pode impactar os preços ao consumidor.

Um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) analisou o chamado “efeito-preço” da alteração na jornada de trabalho. Baseado no estudo da CNC, caso 40% dos trabalhadores que atualmente atuam acima de 40 horas semanais migrem para o novo regime – o equivalente a 313,7 mil profissionais – o aumento de custos pode gerar um choque de preços de até 24% no comércio em Mato Grosso.

Quando considerado apenas o custo da reposição de horas trabalhadas, o impacto anual ficaria entre R$ 53 milhões e R$ 153,8 milhões, o que representaria um aumento de cerca de 1,1% nos preços ao consumidor. Apesar de ser um cenário menos problemático, esse formato pode não atender às necessidades de atendimento ao público e não se encaixaria nos padrões de contratações formais em vigência.

Para Wenceslau Júnior, os efeitos da medida podem atingir diferentes níveis da economia. “Essa alteração gera um choque macroeconômico, alterando preços e nível produtivo, além de impactar a microeconomia nas margens de lucro, na sustentabilidade dos negócios e nos incentivos a investimentos.”

Segundo ele, a mudança também pode estimular novos formatos de contratação. “Essa decisão pode favorecer a informalidade ou estimular contratações em outros regimes de trabalho.”

Respeito às atividades econômicas

Na avaliação da Fecomércio-MT, qualquer alteração na legislação trabalhista precisa considerar as diferentes realidades produtivas que compõem o setor de comércio e serviços.

Segundo a entidade, o segmento reúne desde micro e pequenos negócios até grandes redes empresariais, o que exige cuidado para evitar impactos desproporcionais na competitividade das empresas, na continuidade das operações e na geração de empregos.

O presidente da federação ressalta que eventuais mudanças devem priorizar o diálogo entre empregadores e trabalhadores. “Qualquer alteração na jornada de trabalho deve ser fruto de negociação coletiva, por meio de acordos e convenções que considerem as particularidades das atividades econômicas e garantam segurança jurídica para empregadores e trabalhadores.”

Ele também destaca que a CNC tem defendido cautela na condução do tema.

Outra proposta em análise no Congresso, a PEC nº 40/2025, prevê a possibilidade de o trabalhador optar entre o regime celetista tradicional e um modelo mais flexível baseado na contabilização de horas trabalhadas.

Para a entidade, propostas desse tipo podem ampliar alternativas no mercado de trabalho, desde que respeitem os instrumentos de negociação coletiva.

“Propostas que ampliem alternativas e estimulem a modernização das relações de trabalho precisam priorizar a negociação coletiva como instrumento legítimo para ajustar regras à realidade de cada setor”, finalizou Wenceslau Júnior.



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Roubos de veículos caem 20% neste ano; redução acumulada chega a 70% desde 2019

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: Balanço dos cinco primeiros meses de 2026 aponta apenas 170 ocorrências. Secretária credita avanço ao programa Vigia Mais e aumento do policiamento nas ruas

Nos primeiros cinco meses de 2026, entre janeiro e maio, Mato Grosso alcançou redução de 20% no índice de roubos de veículos, conforme comparação com o mesmo período de 2025. De 212 ocorrências registradas ano passado, caiu para 170, este ano.

As estatísticas dos mesmos períodos dos três anos anteriores, janeiro a maio de 2023, 2024 e 2025, mostram que desde 2019 essa modalidade de crime contra o patrimônio está em queda  no estado.

Nos primeiros cinco meses de 2023, por exemplo, 504 veículos foram roubados em todo o estado de Mato Grosso, um índice que, na comparação a 2026, com 170 registros, mostra que este ano a queda foi de 66%. Já em 2024, com 370 roubos veículos, ocorreu uma redução de 54%, comparado às 170 ocorrências de 2026.

Dados anuais

A análise dos índices anuais de roubos de veículos (janeiro a dezembro) mostra que há sete anos, desde 2019, o estado de Mato Grosso apresenta redução nos índices de roubos de veículos. De 2019 para 2025, por exemplo, ocorreu uma queda de 70%. De 1.837 roubos, em 2019, caiu para 504, em 2025, conforme o monitoramento do Observatório de Segurança Pública (OBS/Sesp-MT).

No primeiro ano, 2019 para 2020, os índices já começaram a cair. De 1.837 roubos, em 2019, caiu para 1.322, em 2020, o que representa 28%, ou 515 carros a menos. Esse número de roubos prevenidos é maior que o número de veículos roubados em todo o ano de 2025, cujos registros apontaram 504 crimes dessa natureza.

“Essa redução dos índices de roubo de veículos é um importante indicador da melhoria dos serviços de segurança pública ao longo desses sete anos. Com certeza, é uma resposta aos investimentos feitos pelo Governo do Estado e do trabalho que as forças policiais estão levando à população em todos os municípios de Mato Grosso”, analisa a secretária de Segurança Pública, coronel PM Susane Tamanho.

“Além de investir em infraestrutura e modernização, com aquisição de armamento moderno, radiocomunicação digital, criação do Vigia Mais, programa de videomonitoramento que está levando câmeras para todos os municípios, o Governo do Estado aumentou o número de policiais nas ruas”, observa Susane Tamanho.

Na análise da secretária, coronel Susane Tamanho, os dados mostram o quanto as forças policiais avançaram em capacidade técnico-científica, investigação qualificada e no policiamento ostensivo de prevenção e repressão à criminalidade levados às ruas.

Com Assessoria 

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Polícia descobre laboratório de facção chefiado por ‘Vovózona’ e apreende 20 kg de cocaína pura

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A Polícia Civil localizou, na tarde dessa segunda-feira (8.6), uma residência no bairro Jardim Nova Era, em Rondonópolis, que funcionava como laboratório do tráfico de drogas de uma facção criminosa.

A ação, realizada pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com apoio da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis, desarticulou o laboratório.

As investigações apontaram que o local era utilizado para o preparo e a adulteração de cocaína, por meio da mistura da droga com substâncias como cafeína e tetracaína, prática destinada a aumentar o volume do entorpecente e ampliar os lucros da facção criminosa.

O local foi descoberto durante investigações realizadas em continuidade à Operação Imperium, deflagrada em fevereiro de 2026, no decorrer do levantamento patrimonial do crime organizado. O laboratório funcionava sob a liderança do alvo “Vovózona”, principal investigado da operação.

No local, foram apreendidos aproximadamente 20kg de cocaína pura, diversos insumos usados na mistura e refino da droga, instrumentos, maquinários, R$ 3.674 em espécie e um veículo VW Voyage cinza.

Um homem, de 37 anos, que estava no local foi preso em flagrante por promover ou constituir organização criminosa, tráfico ilícito de drogas e associação para tráfico ilícito de drogas.

 

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Colisão entre dois veículos deixa um morto preso às ferragens e dois feridos em MT

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Acidente ocorreu na noite de segunda (8), na região de Nossa Senhora do Livramento. Bombeiros precisaram cortar o veículo para retirar o corpo

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na noite de segunda-feira (8.6), o desencarceramento de uma vítima fatal e prestou atendimento a outras duas vítimas de um acidente de trânsito registrado na BR-070, no km 548,9, na região do município de Nossa Senhora do Livramento.

A equipe do 2º Batalhão de Bombeiros Militar (2º BBM) foi acionada pelo Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) por volta das 19h30 para atender a uma ocorrência de colisão envolvendo dois veículos. O acidente resultou em três vítimas.

No local, os bombeiros constataram que uma das vítimas permanecia presa às ferragens e já estava em óbito. Após a adoção das medidas de segurança necessárias, a equipe realizou o desencarceramento do corpo. Em seguida, a vítima foi entregue aos cuidados da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec).

As outras duas vítimas receberam atendimento pré-hospitalar conforme os protocolos operacionais vigentes. A ocorrência contou com o apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Não há informações sobre as circunstâncias do acidente.

Com Assessoria

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