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24 de julho de 2026

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Produtor fora do jogo? Soja tem dia travado no Brasil; confira os preços

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Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de soja registrou uma terça-feira (10) de preços predominantemente mais baixos. Segundo o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o dia foi marcado por um mercado apenas nominal, com várias tradings fora de atividade e sem apresentar ofertas consistentes de preços.

“Foi um dia marcado por negócios da mão para a boca, poucos players no mercado. O produtor ficou de fora, querendo spreads melhores. Mas com a situação de aversão ao risco, o mercado seguiu travado”, comentou Silveira.

De acordo com ele, a Bolsa de Chicago teve volatilidade limitada, com as atenções voltadas para o relatório de oferta e demanda de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos. O dólar e os prêmios registraram apenas pequenas alterações e não tiveram impacto relevante no mercado físico brasileiro.

Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): desceu de R$ 127,00 para R$ 124,50
  • Santa Rosa (RS): desceu de R$ 128,00 para R$ 125,50
  • Cascavel (PR): desceu de R$ 121,50 para R$ 120,00
  • Rondonópolis (MT): desceu de R$ 110,00 para R$ 109,00
  • Dourados (MS): permaneceu em R$ 110,00
  • Rio Verde (GO): subiu de R$ 110,00 para R$ 111,00
  • Paranaguá (PR): desceu de R$ 132,50 para R$ 131,00
  • Rio Grande (RS): desceu de R$ 133,00 para R$ 130,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago fecharam a terça-feira com alta para o grão e o farelo, enquanto o óleo recuou. A sessão foi marcada por forte volatilidade, com o mercado oscilando entre altas e baixas dentro de margens reduzidas.

Os investidores repercutiram o relatório de março do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que reduziu em 1 milhão de toneladas a estimativa de produção mundial de soja para a safra 2025/26.

Ao final da sessão, prevaleceu a expectativa de novas compras de soja norte americana por parte da China, diante da possibilidade de encontro entre representantes dos dois países no próximo final de semana, segundo informações da Dow Jones. A queda significativa do dólar frente a outras moedas também deu suporte às cotações.

USDA

O USDA projetou a safra mundial de soja em 2025/26 em 427,18 milhões de toneladas. Em fevereiro, a estimativa era de 428,18 milhões.

Para o Brasil, a projeção foi mantida em 180 milhões de toneladas para 2025/26, enquanto o mercado esperava 179,3 milhões. Para 2024/25, a estimativa permanece em 171,5 milhões de toneladas. Já a produção da Argentina em 2025/26 foi projetada em 48 milhões de toneladas, abaixo dos 48,5 milhões estimados em fevereiro. O mercado apostava em 48,1 milhões.

Nos Estados Unidos, a safra de soja em 2025/26 foi indicada em 4,262 bilhões de bushels, o equivalente a 116 milhões de toneladas, com produtividade de 53 bushels por acre, repetindo as projeções do relatório anterior.

Os estoques finais foram projetados em 350 milhões de bushels, ou 9,53 milhões de toneladas, também sem alterações. O mercado esperava 343 milhões de bushels, ou 9,33 milhões de toneladas.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em maio de 2026 fecharam a US$ 12,01 3/4 por bushel, alta de 5,50 centavos de dólar, avanço de 0,45%. A posição julho de 2026 encerrou a US$ 12,15 por bushel, ganho de 6,00 centavos ou 0,49%.

Nos subprodutos, o farelo para maio de 2026 fechou a US$ 314,50 por tonelada, alta de US$ 1,00 ou 0,31%. Já o óleo para maio terminou cotado a 65,62 centavos de dólar por libra peso, recuo de 0,48 centavo ou 0,72%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,15%, cotado a R$ 5,1572 para venda e R$ 5,1552 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,1328 e a máxima de R$ 5,1848.

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Tornado, calorão de 40°C e mais de 200 mm de chuva: Brasil entra em semana de extremos; confira

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Foto: USDA

A semana será marcada por calor intenso e pouca chuva nas regiões produtoras de soja do Norte do país. A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) perde força sobre a região, reduzindo a ocorrência de precipitações mais expressivas.

Os maiores volumes de chuva devem se concentrar no norte do Amapá e em Roraima, com acumulados de aproximadamente 50 milímetros nos próximos cinco dias. Entre o fim de julho e o início de agosto, a tendência é de ausência de chuvas volumosas na maior parte do país.

Esse cenário também deve prevalecer na primeira semana de agosto. Algumas pancadas de chuva podem avançar sobre Rondônia, mas de forma mal distribuída e com baixos volumes, que não devem ultrapassar entre 10 e 15 milímetros no período.

Em contrapartida, as temperaturas seguem em elevação, principalmente em Rondônia, no sul do Pará e no Tocantins. Ao longo da próxima quinzena, as máximas podem atingir os 40°C em diversas áreas. Com o tempo mais quente e seco, cresce também o risco de focos de incêndio, que tendem a se espalhar por diferentes áreas da região Norte.

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O que vem por aí?

Quando o cenário é ampliado para todo o Brasil, a previsão indica continuidade dos temporais, principalmente entre sexta-feira e sábado, no Sudeste, norte do Paraná e Mato Grosso do Sul. Há possibilidade de formação de tornados, microexplosões, queda de granizo e rajadas de vento superiores a 100 km/h;

Outra região que segue em alerta é o Rio Grande do Sul. A partir de domingo (26), uma nova frente fria avança associada a uma área de cavado. Além do risco de ventos fortes e granizo, a chuva volta a ganhar intensidade no estado e deve persistir por cerca de dez dias, avançando até a virada do mês.

Os acumulados podem superar entre 150 e 200 milímetros em áreas onde o solo já está saturado, aumentando novamente o risco de transbordamento de rios e novos transtornos.

A chuva não deve avançar com a mesma intensidade sobre Paraná e Santa Catarina. Já em Mato Grosso do Sul, a previsão indica um pulso de chuva com acumulados de pelo menos 50 milímetros nos próximos cinco dias.

De forma geral, além das regiões Norte e Nordeste, o Centro-Oeste também enfrentará temperaturas elevadas nos próximos dez dias. Em Cuiabá (MT), os termômetros podem ultrapassar os 40°C, reforçando o cenário de calor extremo previsto para o período.

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Porco-espinho “escala” árvore de 5 metros e mobiliza Bombeiros no Centro de Alta Floresta

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Animal foi capturado na manhã desta sexta (24) sem ferimentos e devolvido em segurança ao seu habitat natural

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) realizou, na madrugada desta sexta-feira (24.7), o desencarceramento de uma vítima fatal após uma colisão frontal entre um carro de passeio e uma carreta na BR-364, em Alto Araguaia (a 421 km de Cuiabá).

A equipe do 1º Núcleo Bombeiro Militar (1º NBM) foi acionada pela Polícia Militar por volta das 1h58 para atender a ocorrência. No local, os bombeiros constataram que o condutor do veículo de passeio estava preso às ferragens e já sem sinais vitais.

Para realizar o desencarceramento, a equipe empregou técnicas e equipamentos específicos de salvamento veicular, possibilitando a retirada segura do corpo. Após o resgate, a vítima foi entregue à Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), responsável pelos procedimentos legais.

Já o motorista da carreta não sofreu ferimentos. Ele estava consciente e orientado, foi avaliado pela equipe que prestava atendimento no local, mas recusou encaminhamento para uma unidade de saúde.

Não há informações sobre as causas do acidente.

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Cesta básica segue em queda e registra forte redução no preço em Mato Grosso

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A cesta básica em Cuiabá vem registrando queda no preço e, desta vez, a redução observada foi de 2,04% na quarta semana de julho, em relação à semana anterior. O levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) mostrou que a cesta atingiu o valor médio de R$ 848,96, ainda permanecendo 4,27% acima dos R$ 814,16 registrados no mesmo período de 2025.

Conforme boletim do IPF-MT, a retração observada nas últimas semanas, apesar de reduzir a diferença no comparativo anual, indica que a acomodação dos preços ainda não reverteu completamente as altas acumuladas em 2025.

No entanto, o levantamento revelou, ainda, que houve queda no preço da maioria dos itens da cesta básica. Para o presidente da Fecomércio-MT, Sebastião Gonçalves (Tião da Zaeli), esse cenário contribui para a melhora do poder de compra de grande parte das famílias da capital.

“As variações negativas, observadas em mais da metade dos itens da cesta básica, demonstram que a desaceleração dos preços deixou de se concentrar em poucos produtos e passou a abranger uma parcela significativa do conjunto, contribuindo para uma queda mais consistente do indicador”, disse.

Entre os itens em destaque nesta semana, a batata apresentou a maior retração semanal, com queda de 16,10% em relação ao período anterior, fazendo com que o preço médio chegasse a R$ 6,68/kg. Ainda assim, o valor atual permanece 86,13% acima do registrado no mesmo período do ano passado.

De acordo com a análise do IPF-MT, a retração registrada pela quinta semana consecutiva pode estar associada ao avanço da colheita da safra atual, o que aumentou a oferta do produto e contribuiu para a redução dos preços ao consumidor.

O mesmo cenário é observado no tomate. A boa produtividade nas principais regiões produtoras, aliada à demanda enfraquecida, pode ter contribuído para a queda registrada. Com preço médio de R$ 6,69/kg, o fruto apresentou nova redução semanal de 12,50%.

Outro item em destaque foi o açúcar, que registrou queda de 1,97%, reduzindo o preço médio para R$ 1,66/kg. O elevado nível de oferta e dos estoques também pode ter contribuído para essa redução.

O tomate e o açúcar acumulam preços inferiores aos registrados no mesmo período de 2025, com variações de -21,35% e -54,75%, respectivamente.

Sebastião Gonçalves reforçou que “o avanço das colheitas e a maior oferta de hortifrutigranjeiros continuam favorecendo o processo de acomodação dos preços, compensando as altas pontuais registradas em outros produtos da cesta básica”.

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