Sustentabilidade
Soja/MT: Colheita da safra 25/26 alcança 65,75% da área total semeada – MAIS SOJA

No mês de fev/26, o Projeto CPA-MT, realização Senar-MT em parceria com o Imea, divulgou o custo de produção da safra de soja 26/27, com custeio estimado em R$ 4.156,03/ha, retração de 1,08% em relação ao relatório de jan/26.
Esse recuo é reflexo, principalmente, da redução nos preços dos defensivos agrícolas, que registraram queda de 5,69% frente ao mês anterior, movimento influenciado pela desvalorização da moeda norte-americana no primeiro mês do ano. Diante da queda nos custos de produção para a safra 26/27, o Ponto de Equilíbrio (P.E.) também apresentou recuo.
Com a comercialização antecipada da safra de soja 26/27 atingindo 1,46%, em jan/26, da produção estimada em MT e a produtividade média de 64,73 sc/ha, o P.E. indica que, para cobrir as despesas do Custo Operacional Efetivo (COE), cuja projeção é de R$ 5.827,81/ha, o produtor precisará vender a soja por, no mínimo, R$ 90,04/sc, valor 7,42% abaixo do registrado no mês anterior, cenário que amplia a margem de segurança do sojicultor para a próxima safra.
Confira os principais destaques do boletim
- ALTA: com o otimismo do mercado em relação às metas RVO e à valorização do petróleo Brent, o óleo de soja encerrou o período com valorização de 1,47% no comparativo semanal.
- AUMENTO: o indicador paridade mar/26 exibiu elevação de 0,73% na última semana, encerrando o período na média de R$ 101,39/sc.
- POSITIVO: refletindo a cautela com o cenário internacional e otimismo dos juros americanos, a moeda norte-americana registrou valorização de 0,48% frente à semana passada.
A colheita de soja da safra 25/26 em MT atingiu 65,75% da área prevista, com avanço semanal de 14,74 p.p.
A redução das chuvas na última semana favoreceu o progresso das operações após um período de lentidão nas semanas anteriores, mas o ritmo da colheita da oleaginosa está 0,41 p.p. abaixo do registrado no mesmo período da safra 24/25.
Apesar do avanço, as chuvas intensas nas semanas anteriores, principalmente no Norte e ao longo da BR-163, elevaram a umidade e a incidência de grãos avariados, podendo gerar descontos na comercialização.
A região mais adiantada foi a MédioNorte (90,55%) seguida pelo Noroeste (79,02%). Já na região Oeste, o progresso é influenciado por municípios como Sapezal e Campo Novo do Parecis, uma vez que no Vale do Guaporé o percentual colhido é menor. Já nas áreas tardias, o Sudeste segue mais atrasado, com 37,38%, reflexo do excesso de chuvas e da semeadura tardia. Por fim, mesmo com a safra ainda em aberto, a produtividade do estado segue com boas perspectivas, mantendo o cenário de produção elevada para a temporada.
Fonte: IMEA

Sustentabilidade
Algodão/MT: Semeadura entra na reta final – MAIS SOJA

Em fev/26, o projeto CPA-MT¹ publicou a segunda projeção do custo de produção do algodão para a safra 26/27 em MT. De acordo com o relatório, o custeio foi estimado em R$ 10.295,48/ha, redução de 1,39% ante a projeção anterior.
Parte desse recuo está ligado à queda de 3,09% nas despesas com defensivos em relação à primeira estimativa. No que tange ao custo operacional efetivo (COE), este ficou projetado em R$ 14.900,07/ha, redução de 1,05% no comparativo mensal. Já o custo total (CT) ficou estimado em R$ 18.401,99/ha, 0,91% menor comparado ao do mês anterior.
Apesar das reduções nas estimativas de custos em relação ao mês anterior, o cenário ainda demanda cautela, sobretudo diante da necessidade de acompanhar a evolução dos preços de insumos e demais componentes do custeio ao longo do ciclo. Assim, o contexto reforça a importância de um planejamento criterioso para a safra 26/27.
Confira os principais destaques do boletim
- ALTA: o contrato jul/26 da Ice NY elevou 0,35% no comparativo semanal, após a decisão da Suprema Corte dos EUA de suspender as tarifas impostas por Donald Trump, elevando a volatilidade externa.
- BAIXA: o preço pluma Imea apresentou queda de 0,19% em relação à semana passada, refletindo o ritmo mais lento nas negociações, especialmente a menor demanda por parte dos compradores.
- QUEDA: a torta de algodão registrou variação negativa de 0,11% em relação à última semana, sendo negociada à R$ 929,25/t.
A semeadura do algodão para a safra 25/26 em Mato Grosso se aproxima da reta final.
Apesar do início contido, esse movimento não se prolongou, se intensificando a partir da terceira semana de janeiro. Nesse mesmo período, a safra 25/26 passou a figurar como a segunda mais avançada no comparativo com as últimas cinco safras, ficando atrás apenas do ciclo 23/24. No dia 31 de janeiro, que marcou o fim da janela ideal de semeadora do algodão no estado, cerca de 67,75% da área projetada já havia sido semeada, estando 14,27 p.p. acima do mesmo período do ciclo 24/25.
Assim, até a última sexta-feira (20/02), a semeadura do algodão em Mato Grosso alcançou 99,45%, avanço de 1,42 p.p. quando comparada à semana anterior. Nas áreas de segunda safra, o ritmo de conclusão ainda acompanha o andamento da colheita da soja, que tem sido dificultada devido às condições climáticas desfavoráveis em algumas regiões. Ainda assim, a expectativa é de que os trabalhos sejam finalizados nos próximos dias, considerando que diversos municípios do estado já encerraram a semeadura.
Fonte: Imea

Sustentabilidade
Até quando estender as aplicações na soja? – MAIS SOJA

A intensificação das adversidades climáticas e ambientais, aliada à elevada pressão de pragas, doenças e plantas daninhas, tem tornado o manejo fitossanitário e nutricional da soja cada vez mais complexo, exigindo estratégias técnicas altamente eficientes para a sustentação de elevadas produtividades.
Nesse contexto, destacam-se as aplicações de herbicidas, fungicidas e inseticidas, bem como de fertilizantes foliares e bioestimulantes capazes de mitigar estresses, reduzir a interferência de fatores bióticos e potencializar a formação dos componentes de rendimento da cultura. Contudo, embora muitos desses produtos apresentem benefícios cientificamente comprovados, sua aplicação não garante, por si só, incrementos produtivos.
Além da formulação e da natureza do insumo, a eficácia de produtos foliares, sejam bioestimulantes, fertilizantes ou defensivos agrícolas, está diretamente condicionada ao momento de aplicação e à interação com o estádio fenológico da soja, fatores determinantes para a expressão dos resultados agronômicos.
Dessa forma, até que momento as aplicações podem resultar em benefícios à soja é uma questão recorrente e com impacto direto sobre o custo de produção. Para responder a essa indagação, é fundamental compreender a fenologia da cultura e os limites fisiológicos de resposta da planta.
Conforme a escala fenológica da soja, o estádio R6, denominado “grão cheio”, caracteriza-se pela presença de grãos verdes preenchendo completamente as cavidades dos legumes situados em um dos quatro últimos nós da haste principal, com as folhas ainda totalmente desenvolvidas (Zanon et al., 2018).
Na sequência, o estádio R7 marca o início da maturação fisiológica, fase em que os grãos atingem o máximo acúmulo de matéria seca e a planta praticamente interrompe a absorção de água e nutrientes, logo, não há ligação entre grãos e a planta-mãe. Em termos práticos, o R7 é identificado pela presença de pelo menos um legume com coloração madura na haste principal (Tagliapietra et al., 2022).
Figura 1. Início da maturação. Uma vagem com coloração de madura na haste principal.

Em termos práticos, embora exista uma ampla gama de produtos passíveis de aplicação foliar na cultura da soja, em diferentes estádios fenológicos e conforme as recomendações dos fabricantes e os objetivos da aplicação, é importante ressaltar que pulverizações realizadas a partir de R7 não promovem incrementos na produção de grãos ou sementes. Isso ocorre porque, nesse estádio, há a interrupção da ligação fisiológica entre a planta-mãe e os grãos/sementes (Zanon et al., 2018). Dessa forma, qualquer produto aplicado após R7 não resultará em efeito produtivo, uma vez que o enchimento e o acúmulo de matéria seca nos grãos já foram finalizados.
Uma exceção importante refere-se à dessecação pré-colheita da soja. Quando realizada de forma criteriosa no subperíodo R7.3, essa prática pode aumentar a uniformidade da lavoura para a colheita, contribuindo indiretamente para a redução de danos mecânicos às sementes e para a manutenção da qualidade fisiológica e sanitária dos grãos, além de possibilitar a antecipação da colheita em até quatro dias (França-Neto et al., 2016).
Ainda assim, de maneira geral, após o estádio R7, a aplicação de defensivos, bioestimulantes e/ou fertilizantes na cultura da soja não resulta em incremento de produtividade, uma vez que o acúmulo de matéria seca nos grãos já foi finalizado.
Referências:
FRANÇA-NETO, J. B. et al. TECNOLOGIA DA PRODUÇÃO DE SEMENTES DE SOJA DE ALTA QUALIDADE. Embrapa, Documentos, n. 380, 2016. Disponível em: < https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/151223/1/Documentos-380-OL1.pdf >, acesso em: 24/02/2026.
OLIVEIRA JUNIOR, A. et al. ESTÁDIOS FENOLÓGICOS E MARCHA DE ABSORÇÃO DE NUTRIENTES DA SOJA. Fortgreen; Embrapa Soja, 2016. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1047123 >, acesso em: 24/02/2026.
TAGLIAPIETRA, E. L. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 2, 2022.
ZANON, A. J. et al. ECOFISIOLOGIA DA SOJA: VISANDO ALTAS PRODUTIVIDADES. Santa Maria, ed. 1, 2018.

Sustentabilidade
Cinco pessoas ficam feridas após explosão em silo; caso levanta alerta sobre armazenagem de grãos

Uma explosão em um silo de grãos da Coopermota deixou cinco pessoas feridas na manhã do último domingo (22), em Cândido Mota. O acidente ocorreu em uma área subterrânea da estrutura e as causas ainda serão investigadas. Segundo o Corpo de Bombeiros, o impacto foi intenso e pôde ser ouvido em diferentes pontos da cidade.
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Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um caminhão descarregava grãos quando ocorre a explosão, acompanhada de um barulho muito forte. O teto do silo ficou destruído e parte dos destroços foi lançada sobre a Avenida João Alves dos Santos, nas proximidades do local.
Duas pessoas ficaram gravemente feridas e foram encaminhadas ao Hospital Regional de Assis. Uma mulher sofreu queimaduras entre 70% e 90% do corpo e permanece entubada. Um jovem de 18 anos teve cerca de 40% do corpo atingido por queimaduras. Outras três pessoas sofreram ferimentos leves e foram atendidas no hospital de Cândido Mota. Todos os feridos são funcionários da cooperativa e as identidades não foram divulgadas.
Em nota, a Prefeitura informou que equipes do Corpo de Bombeiros, com apoio de unidades de Assis, ambulâncias municipais e Defesa Civil, foram mobilizadas imediatamente. A cooperativa declarou que presta assistência aos trabalhadores e apura as causas do acidente.
O que causa explosões em silos?
Mas, afinal, o que torna ambientes como esse tão vulneráveis? Para Leandro Ducioni, especialista em Áreas Classificadas da Schmersal, episódios como esse seguem um padrão técnico conhecido. “Primeiramente, é preciso ter o combustível, que é a poeira orgânica fina gerada na manipulação de trigo, soja, arroz, entre outros grãos. Essa poeira é o combustível da explosão. Ela precisa estar suspensa no ar, em forma de nuvem, com presença do oxidante, que é o ar. Quando está em ambiente confinado e encontra uma superfície quente, uma fagulha, um choque elétrico ou qualquer faísca, pode ocorrer a explosão”, explica.
Em correias transportadoras o cenário pode ser ainda mais crítico, devido às fontes de ignição: atrito lateral, motores trabalhando além do limite com aquecimento excessivo e mancais superaquecidos por falta de manutenção ou lubrificação. “O calor emanado desses dispositivos pode ser o ignitor.”
Segundo ele, a prevenção passa por tecnologia e conformidade normativa. “Hoje existem vários sensores e alternativas: sensores para medir temperatura de mancal, sensores de desalinhamento de correia e até sistemas de visão térmica. A ideia é sempre trabalhar na prevenção tanto da fonte de ignição quanto do controle da poeira.” A detecção envolve monitoramento contínuo de aquecimento, desalinhamento e acúmulo de material.
Além disso, é fundamental evitar o acúmulo de poeira por meio de limpeza adequada e supervisão constante, já que camadas depositadas podem formar nuvens explosivas. O período de safra agrava o risco: jornadas prolongadas, operação acima do limite das máquinas, superaquecimento de motores, desgaste excessivo de peças e maior volume de grãos e, consequentemente, mais poeira, elevam a probabilidade de acidentes, especialmente em locais de difícil acesso.
No Brasil, esses ambientes devem seguir normas específicas para atmosferas explosivas, como a série ABNT NBR IEC 60079, incluindo a 60079-10-2, que trata da classificação de áreas. Todos os dispositivos elétricos, eletrônicos e eletromecânicos instalados em áreas classificadas precisam ter certificação conforme exigências do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia, respeitando os tipos de proteção previstos em norma.
Proteção no trabalho
Além da engenharia, a prevenção depende de capacitação. Para Alex Sandro da Silva, supervisor de Segurança do Trabalho do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural, o uso correto de EPIs é essencial. “Os equipamentos variam de acordo com o nível de risco. Para atividades gerais em silos, são indicados capacete com jugular, óculos de proteção, protetores auriculares, luvas, botas com solado antiderrapante e respiradores PFF2 ou PFF3. Em espaços confinados, é obrigatório o uso de cinto tipo paraquedista com talabarte, dispositivos de ancoragem, detectores de gases e até respiradores autônomos”, afirma.
Entre os principais riscos em silos estão o engolfamento (soterramento por grãos), atmosferas tóxicas ou com deficiência de oxigênio, explosões de poeira e quedas de altura, todos exigindo protocolos rigorosos, equipamentos certificados pelo Inmetro e cumprimento das normas NR-31.13 e NR-20.
Ele também ressalta a importância do Sistema de Permissão de Trabalho para entrada em espaços confinados, plano de resgate, tripés com guincho, iluminação anti-explosão, linhas de vida e sinalização adequada. Mesmo com equipamentos disponíveis, o desafio é cultural: muitos trabalhadores resistem ao uso de EPIs por desconforto ou por subestimarem os riscos. Por isso, o Senar aposta em treinamentos práticos, simulações e apresentação de casos reais para fortalecer a cultura de prevenção.
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