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16 de setembro de 2026

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Entre a lavoura e o mercado, a cautela prevalece no milho em Mato Grosso

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Foto: Canal Rural Mato Grosso

A comercialização do milho segunda safra em Mato Grosso segue em ritmo mais lento que o habitual, refletindo um cenário de preços pressionados e incertezas ainda presentes no campo. Até o momento, cerca de 32% da produção prevista para o ciclo 2025/26 foi negociada, percentual abaixo da média histórica para este período de 37,39%.

Mesmo com o avanço em relação ao ano passado, o comportamento do mercado indica maior cautela por parte dos produtores. A estimativa é que o Estado produza 51,7 milhões de toneladas, volume quase 7% inferior ao registrado na safra anterior, o que também influencia as decisões de venda.

De acordo com o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), Cleiton Gauer, o ritmo atual ainda supera o observado no mesmo momento do ciclo passado, mas permanece abaixo do padrão histórico. “Comparado com o mesmo momento, nós somos hoje 5% à frente da safra anterior, mas ainda assim 5% abaixo da média histórica no mesmo período”.

Segundo ele, o ambiente de preços mais apertados e custos elevados tem exigido mais cautela e planejamento por parte do produtor. “Esse momento com pressão dos preços, preços mais apertados e o produtor com um ajuste e uma necessidade de composição da próxima safra com preços mais caros, pressiona o produtor a tomar melhores decisões com mais cautela, organização e estrutura”, pontua ao projeto Mais Milho.

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colheita milho foto canal rural mato grosso
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Preços em queda influenciam decisões

O recuo nas cotações é um dos principais fatores por trás da desaceleração nas negociações. O milho disponível, colhido na safra passada, apresenta preço cerca de 25% menor em comparação ao mesmo período do ano anterior. Já o milho futuro registra desvalorização ainda maior, de aproximadamente 27%.

Conforme Gauer, os preços vêm acumulando quedas nos últimos meses, influenciados principalmente pelo enfraquecimento da demanda e pelo impacto do câmbio sobre as exportações. “Nós temos observado uma queda sequencial dos preços aqui no interior do Estado e também no Brasil de maneira geral”, salienta ao Canal Rural Mato Grosso.

O dólar mais fraco reduz a competitividade do milho brasileiro no mercado externo e contribui para pressionar os preços internos, somado ao aumento da oferta disponível.

milho foto canal rural mato grosso
Foto: Canal Rural Mato Grosso

Incertezas mantêm produtor cauteloso

Além do mercado, fatores ligados ao desenvolvimento da safra também pesam na decisão de venda. O produtor ainda acompanha o avanço do plantio, a regularidade das chuvas e a confirmação do potencial produtivo antes de intensificar as negociações.

Segundo o superintendente do Imea, esse cenário deve manter o ritmo mais lento no curto prazo. “Nós devemos ter um arrefecimento da comercialização nesses próximos meses até que isso se consolide e os produtores voltem a comercializar com um pouco mais certeza”.

A tendência, frisa Gauer, é que o avanço das vendas ocorra gradualmente, conforme a safra se consolide e surjam necessidades como formação de caixa e liberação de espaço nos armazéns, fatores que tradicionalmente impulsionam a comercialização ao longo do ciclo.

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Leilão de compra de arroz da Conab adquire apenas 5% do ofertado

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Foto: Paulo Lanzetta

O primeiro leilão de compra de arroz para formação de estoques públicos realizado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta quarta-feira (16) não obteve o sucesso esperado.

A expectativa do governo era adquirir até 127,3 mil toneladas do cereal a granel da safra 2025/26, classe longo-fino em casca, Tipo 1, a fim de mitigar os possíveis impactos associados ao fenômeno climático El Niño e, assim, assegurar o abastecimento no país.

No entanto, o pregão eletrônico realizado pelo Sistema de Comercialização Eletrônica da entidade (Siscoe), resultou na compra de apenas 4,05 mil toneladas, ou 5,1% do total ofertado.

Segundo o analista da consultoria Safras & Mercado Evandro Oliveira, o leilão ocorreu em um momento inoportuno, sem qualquer pedido de ajuda por parte dos produtores, e ofereceu preços pouco atrativos, até mesmo abaixo das referências do mercado físico, dependendo da região.

De acordo com ele, já se esperava baixa adesão diante dos preços máximos oferecidos pelo leilão, entre R$ 80 a R$ 82 reais por saca, valores semelhantes aos praticados hoje no mercado físico. “Então, os preços não foram suficientemente atrativos para movimentar volumes significativos nesse leilão”, pontuou.

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No Rio Grande do Sul, nas praças de produção e comercialização de Pelotas e ainda no litoral, o arroz está sendo negociado na faixa de R$ 80,00 a R$ 85,00 por saca, chegando a R$ 90 no porto.

“Logo, os valores oferecidos pelo leilão ficaram bem abaixo do necessário para atrair uma demanda significativa, o que explica o fracasso da operação”, salientou o analista.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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Prefeitura abre chamada pública para compra de alimentos com investimento de R$ 324,8 mil

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MDA

A Prefeitura de Sorriso (MT) abriu uma chamada pública para agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O programa permite que o poder público compre alimentos produzidos por agricultores familiares e destine esses produtos a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas e serviços públicos de segurança alimentar.

Em Sorriso, serão investidos R$ 324.899,20 na compra de alimentos da agricultura familiar. Entre os produtos previstos estão frutas, verduras, legumes, mandioca, farinha, mel, ovos, frango caipira, queijo, pães e bolachas caseiras, entre outros.

A chamada pública é destinada a agricultores familiares individuais que moram em Sorriso e possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo.

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Os interessados deverão preparar um Projeto de Venda, informando os alimentos que produzem e pretendem fornecer ao programa, além de apresentar a documentação exigida no edital.

Como participar?

Os documentos e o Projeto de Venda deverão ser entregues presencialmente na SEMASA, entre os dias 17 e 30 de setembro de 2026, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira.

Entre os documentos necessários estão CPF, RG ou CNH, extrato do CAF, comprovante de endereço, Projeto de Venda e Declaração de Produção Própria. Quando for o caso, também deverá ser apresentado o CadÚnico atualizado.

Após o prazo de inscrição, a equipe técnica responsável pelo PAA fará a análise dos projetos. Os agricultores habilitados poderão ser chamados para realizar as entregas, conforme a demanda dos programas atendidos e a disponibilidade de recursos.

Local: Rua Marechal Cândido Rondon, nº 2311, Jardim Bela Vista
Prazo: 17 a 30 de setembro
Horário: 7h às 12h
Entrega: presencialmente

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Critérios

O PAA possui critérios de priorização para ampliar a participação de públicos específicos da agricultura familiar, como mulheres, agricultores inscritos no CadÚnico, assentados da reforma agrária, jovens de 18 a 29 anos, pescadores, indígenas, quilombolas, negros e integrantes de povos e comunidades tradicionais.

O edital também estabelece a participação mínima de 50% de mulheres e 60% de fornecedores inscritos no CadÚnico. As compras estão previstas para ocorrer de novembro de 2026 a julho de 2027, ou até que os recursos disponíveis sejam utilizados. O limite de comercialização é de até R$ 15 mil por agricultor, por CAF, em cada ano civil, conforme as regras do programa.

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