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Colheita de soja chega a 32,3% no Brasil, aponta levantamento da Conab

A colheita de soja atingiu 32,3% da área no Brasil, conforme o mais recente levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período do ano passado, o índice era de 36,4%, o que indica que o desempenho atual está 4,1 pontos percentuais abaixo na comparação anual. Em relação à média dos últimos cinco anos, de 36,6% para esta época, o ritmo também é inferior, com diferença de 4,3 pontos percentuais.
Colheita de soja por estado
Entre os estados, o avanço mais acelerado é registrado em Mato Grosso, com 71,2% da área colhida, seguido por Tocantins, com 45%, e Paraná, com 30%. Na sequência aparecem Minas Gerais, com 27%, Goiás, com 22%, e Bahia e Mato Grosso do Sul, ambos com 18%. Maranhão, Piauí e São Paulo registram 5% cada, enquanto Santa Catarina soma 4%. No Rio Grande do Sul, a colheita ainda não foi iniciada.
Agro Mato Grosso
Safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%

A comercialização da pluma para a safra 2024/25 atingiu 92,10% da produção do ciclo, avanço de 5,04 pontos percentuais ante fevereiro. O preço médio negociado, mês passado, foi de R$ 121,61/@, alta de 4,27% frente ao mês anterior. Para a safra 25/26 foi observado um avanço de 7,03 pontos percentuais, alcançando 65,60% da produção comercializada, a preço médio mensal de R$ 128,54/@, valorização mensal de 5,50%.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou que o movimento nas safras foi sustentado pela alta dos contratos na bolsa de Nova Yorque e pelo cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e favorecendo a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.
Por fim, a dinâmica dos preços será crucial para definir o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando que o cotonicultor tem se planejado cada vez mais diante do estreitamento de suas margens de rentabilidade.
Business
VBP da agropecuária deve atingir R$ 1,385 trilhão este ano, prevê Mapa

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária neste ano deve atingir R$ 1,385 trilhão, conforme previsão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O número é superior ao R$ 1,351 trilhão estimados pela pasta no mês passado.
Em relação ao ano anterior, a previsão é de queda de 3,9%. Para 2025, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,410 trilhão para R$ 1,440 trilhão.
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A perspectiva de queda pode ser explicada pelo menor preço esperado para as commodities agrícolas neste ano e pela desaceleração da produtividade das lavouras. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério.
Os dados foram compilados pelo Broadcast Agro, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado. O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o país.
Do total previsto para 2026, R$ 890,03 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 64% do total e recuo estimado de 4,8% ante 2025.
Outros R$ 494,54 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 36% do total e queda de 2,1% em comparação com o ano passado. Para 2025, o ministério prevê alta de 10,6% no valor bruto da produção da agricultura, para R$ 935,156 bilhões, e alta de 17,6% no faturamento da pecuária, para R$ 505,176 bilhões.
Na agricultura, é esperado crescimento neste ano apenas para o VBP das lavouras de banana, feijão, mandioca e soja.
Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 0,5% maior, para R$ 332,442 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 159,394 bilhões, recuo anual de 4,5%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 8,394 bilhões, queda anual de 19,7%.
Para as lavouras de café, a projeção é de VBP de R$ 111,55 bilhões, queda de 3,1% frente a 2025. O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 7,2%, estima o ministério, para R$ 108,914 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve ceder 36,6%, para R$ 15,491 bilhões. O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 30,191 bilhões, baixa anual de 15,6%. As previsões apontam ainda para recuo de 52% do VBP do cacau, para R$ 5,570 bilhões.
Já o VBP das lavouras de arroz deve diminuir 31,1%, para um faturamento bruto neste ano estimado em R$ 14,385 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 13,467 bilhões, aumento de 14,2%.
Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 7,4%, para um VBP projetado em R$ 237,478 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária.
O valor bruto da cadeia de suínos deve recuar 12,8%, para R$ 56,081 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 10% abaixo do ano anterior, para R$ 103,722 bilhões.
A receita bruta obtida com a produção de leite deve cair 5,8%, para R$ 70,501 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 9,8% menor, para R$ 26,764 bilhões.
O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 17 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.
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Senado aprova regra para chocolate com mínimo de cacau; veja o que muda

O Senado Federal aprovou nesta quarta-feira (15), em regime de urgência, o projeto de lei que estabelece regras para a produção e rotulagem de chocolates e derivados de cacau no Brasil. A proposta, já aprovada pela Câmara, segue agora para sanção presidencial e cria critérios mínimos para a composição desses produtos.
A nova legislação define parâmetros técnicos para produtos à base de cacau e determina que os rótulos informem de forma clara o percentual total de cacau. A exigência vale para produtos nacionais e importados, incluindo também embalagens e peças publicitárias.
O que muda na prática
A principal mudança é a fixação de um teor mínimo de cacau em diferentes produtos. A medida busca padronizar o mercado e dar mais transparência ao consumidor sobre o que está sendo comprado.
Entre os principais pontos:
- Chocolate em pó: mínimo de 32% de sólidos de cacau
- Chocolate ao leite: pelo menos 25% de cacau e 14% de leite
- Chocolate branco: mínimo de 20% de manteiga de cacau
- Achocolatados e produtos similares: mínimo de 15% de cacau ou manteiga de cacau
- Cacau em pó: mínimo de 10% de manteiga de cacau
Além disso, o texto mantém a exigência de que chocolates tenham ao menos 35% de sólidos totais de cacau em algumas categorias, sendo parte composta por manteiga de cacau. Também foi estabelecido limite de até 5% para adição de outras gorduras vegetais autorizadas.
Outro ponto importante é a padronização dos conceitos técnicos, diferenciando, por exemplo, massa de cacau, manteiga de cacau e sólidos totais, o que impacta diretamente a formulação dos produtos.
Rotulagem passa a ser obrigatória
A nova regra também exige que o percentual de cacau esteja visível nos rótulos, o que tende a facilitar a comparação entre produtos e aumentar a transparência para o consumidor.
As empresas que não cumprirem as exigências poderão ser penalizadas com base no Código de Defesa do Consumidor e na legislação sanitária.
Após a sanção presidencial, as novas regras entram em vigor em até 360 dias. Esse período será destinado à adequação da indústria e à regulamentação técnica por parte do Poder Executivo.
Impacto no setor
Durante a tramitação, parlamentares destacaram que a medida pode fortalecer a cadeia produtiva do cacau no Brasil, especialmente em estados como Bahia e Pará, responsáveis por mais de 90% da produção nacional.
Segundo dados apresentados no debate, o Brasil é o sexto maior produtor mundial de cacau, enquanto o consumo de chocolate no país também cresce: a presença do produto nos lares passou de 85,5% em 2020 para 92,9% em 2024.
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