Agro Mato Grosso
Colheita da soja avança para 65,75% em Mato Grosso

A colheita da soja 2025/26 em Mato Grosso atingiu 65,75% da área prevista. O avanço semanal chegou a 14,74 pontos percentuais. A semeadura do milho alcançou 66,33% da área estimada. O plantio do algodão atingiu 99,45% da área projetada. Os números são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
Na soja, a redução das chuvas favoreceu o ritmo das operações após semanas de lentidão. Mesmo com o avanço, o índice segue 0,41 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período da safra 24/25. Chuvas intensas no Norte e ao longo da BR-163 elevaram a umidade dos grãos e a incidência de avarias. O cenário pode gerar descontos na comercialização.
A região Médio-Norte lidera a colheita, com 90,55% da área concluída. O Noroeste alcançou 79,02%. O Sudeste registra 37,38% e mantém o ritmo mais lento, impactado por excesso de chuvas e semeadura tardia. A produtividade média estimada subiu para 64,73 sc/ha. A produção projetada soma 50,52 milhões de toneladas.
No milho 25/26, os trabalhos avançaram 20,26 pontos percentuais na semana. O clima firme contribuiu para o progresso. Ainda assim, o ritmo ficou 0,82 ponto percentual abaixo do ciclo anterior. O Sudeste atingiu 42,00% da área semeada. O Nordeste alcançou 56,82%. O plantio tardio da soja retardou a colheita e encurtou a janela do cereal nessas regiões.
No algodão 25/26, a semeadura entrou na reta final e atingiu 99,45% da área até 20 de fevereiro. O avanço semanal chegou a 1,42 ponto percentual. Em 31 de janeiro, fim da janela ideal, 67,75% da área já estava semeada, 14,27 pontos percentuais acima do ciclo 24/25.
Agro Mato Grosso
Safra de algodão em Mato Grosso avança e preço sobe 4%

A comercialização da pluma para a safra 2024/25 atingiu 92,10% da produção do ciclo, avanço de 5,04 pontos percentuais ante fevereiro. O preço médio negociado, mês passado, foi de R$ 121,61/@, alta de 4,27% frente ao mês anterior. Para a safra 25/26 foi observado um avanço de 7,03 pontos percentuais, alcançando 65,60% da produção comercializada, a preço médio mensal de R$ 128,54/@, valorização mensal de 5,50%.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) também informou que o movimento nas safras foi sustentado pela alta dos contratos na bolsa de Nova Yorque e pelo cenário geopolítico, com o conflito no Oriente Médio elevando o petróleo e favorecendo a competitividade da pluma frente às fibras sintéticas.
Por fim, a dinâmica dos preços será crucial para definir o ritmo dos negócios nos próximos meses, considerando que o cotonicultor tem se planejado cada vez mais diante do estreitamento de suas margens de rentabilidade.
Agro Mato Grosso
Avanço de daninhas em sistema com soja acende alerta no campo

O avanço das plantas daninhas nas lavouras brasileiras tem acendido um alerta entre técnicos, cooperativas e pesquisadores. Nas últimas safras, o problema tem se intensificado, impulsionado tanto por falhas no manejo quanto por fatores climáticos e biológicos que favorecem a rápida disseminação dessas espécies. A temática foi debatida ontem, 13 de abril, durante a ExpoLondrina, no painel “Plantas Daninhas de difícil controle – desafios no manejo”, promovido pela Embrapa Soja, com as cooperativas Cocamar, Coamo e Integrada.
O pesquisador Rafael Romero Mendes, da Embrapa Soja, contextualizou o aumento da infestação de caruru-roxo, nas últimas quatro safras, destacando que essa espécie apresenta crescimento rápido, alta agressividade e grande capacidade de dispersão. Como prevenção, o pesquisador recomenda algumas práticas integradas como a limpeza de equipamentos e a manutenção de palhada no solo, assim como o uso de cultivares com novas biotecnologias e ainda o uso de herbicidas pré-emergentes, especialmente em áreas com resistência ao glifosato. “No entanto, o uso desses produtos exige observação quanto ao solo, o clima e a cultivar utilizada. Esse cuidado pode evitar o risco de fitotoxicidade, que causa danos como falhas na população de plantas e também emergência irregular”, ressalta.
A percepção de Rafael Furlanetto, da Cocamar, é de que muitos produtores ainda deixam a decisão de controle de plantas daninhas para o último momento, o que compromete a eficiência das estratégias adotadas. A recomendação é antecipar o manejo e diversificar as práticas, incluindo maior cobertura do solo, uso de herbicidas pré-emergentes e aplicação de pós-emergentes no momento adequado. “Além disso, o controle deve ser contínuo, abrangendo tanto as culturas de verão quanto as de inverno”, lembra Furlanetto.
Para Lucas Pastre Dill, da cooperativa Integrada, parte dos desafios relaciona-se ao abandono de práticas tradicionais após a adoção de tecnologias como as cultivares tolerantes ao glifosato. A facilidade proporcionada por esse sistema levou muitos produtores a reduzirem o uso de estratégias como rotação de culturas, alternância de mecanismos de ação de herbicidas e controle cultural e mecânico. O cenário se agrava com a presença de plantas daninhas de crescimento acelerado e alta capacidade reprodutiva, especialmente em condições tropicais. “Nesse contexto, práticas como formação de palhada, por exemplo, ganham importância para reduzir a germinação dessas invasoras”, ressalta Dill.
As cooperativas têm intensificado também ações de orientação técnica para enfrentar o problema. Segundo Bruno Lopes Paes, da cooperativa Coamo, treinamentos e capacitações vêm sendo realizados com equipes e produtores, com foco no uso correto de herbicidas, manejo integrado e atenção especial às plantas daninhas quarentenárias, que têm se tornado uma ameaça crescente. “O objetivo é promover um processo educativo que aumente a conscientização e melhore a tomada de decisão no campo!, diz Paes.
O pesquisador Dionísio Gazziero aponta que o Brasil já dispõe de conhecimento e tecnologias suficientes para controlar grande parte das infestações, mas a adoção dessas práticas ainda é insuficiente. Além disso, fatores climáticos podem interferir diretamente na dinâmica das plantas daninhas, favorecendo, por exemplo, períodos mais longos de emergência em determinadas condições. “A principal recomendação é encarar o controle de plantas daninhas como parte de um sistema de produção contínuo, com ações ao longo de todo o ano”, diz. “A rotação de culturas, especialmente no inverno, é essencial, assim como o manejo do banco de sementes no solo. Sem esse cuidado, a tendência é de que as infestações se tornem cada vez mais severas, elevando os custos e reduzindo a produtividade”, conclui Gazziero.
Agro Mato Grosso
MT terá circuito Fazenda Rosa durante a GreenFarm 2026

O Circuito Fazenda Rosa inicia sua agenda de 2026 no próximo dia 9 de maio, em Lucas do Rio Verde (MT), marcando o começo de uma série de encontros em dezenas de municípios mato-grossenses este ano. A iniciativa, que faz parte da feira GreenFarm 2026, tem como foco levar informação qualificada, promover conexões e fortalecer o protagonismo das mulheres que atuam no agronegócio do estado.
Com caráter itinerante, o circuito passará por cidades estratégicas do estado até o mês de outubro, de norte a sul de Mato Grosso, incluindo Lucas do Rio Verde, Vera, Nova Ubiratã, Cláudia, Matupá, Nova Canaã do Norte, União do Sul, Juara, Santa Carmem, Rondonópolis, Nova Santa Helena, Feliz Natal, Itanhangá, Nova Maringá, Sorriso, Sinop, Campo Verde, Rosário Oeste e Mirassol D’Oeste.
Em Cuiabá, no dia 30 de maio, durante a feira GreenFarm, o projeto ganha ainda mais destaque com a abertura oficial e presença confirmada de autoridades do executivo e legislativo estadual e municipal. A capital também vai sediar um grande encontro com representantes de nove Câmaras de Comércio Internacionais. De acordo com Pamera Lima, especialista em negócios internacionais, estão confirmadas as participações das Câmaras de Angola, China, Emirados Árabes, Estados Unidos, África, Américas e Caribe, França, Coreia, Peru e Bahamas.
A programação do Fazenda Rosa reúne produtoras, gestoras, lideranças e profissionais ligadas ao campo em encontros que valorizam a troca de experiências e o desenvolvimento pessoal e profissional. Os conteúdos abordam temas como gestão, sucessão familiar, liderança e desafios do setor, além de promover integração entre as participantes.
“A mulher conquistou seu espaço com muito trabalho e comprometimento. Realizar um projeto que percorre mais de 20 municípios de Mato Grosso e tem como foco as mulheres é uma alegria imensa. É um sinal de que Mato Grosso tem o olhar dedicado às mulheres do campo”, destaca a idealizadora do Circuito, Randala Lopes.
Locais em evidência
O primeiro evento, em Lucas do Rio Verde, contará com a presença da vereadora Nadir Santana, anfitriã do Circuito Fazenda Rosa no município, por ter abraçado o propósito do evento e garantido o apoio institucional à iniciativa realizada na cidade.
Ainda em Lucas do Rio Verde, as embaixadoras convidadas do Circuito são mulheres com trajetória consolidada no agro e atuação direta em grupos femininos, como Tânia Vendrúsculo, Simone Botan, Adriana Dantas, Denise Hasse e Sandra Barzotto. Mulheres que representam liderança, gestão e legado no campo.
Além dos apoios locais, o Circuito Fazenda Rosa conta com o entendimento e compromisso do Governo do Estado e do deputado Dilmar Dal Bosco.
Co-fundadora e organizadora do projeto Fazenda Rosa, Vanice Marques destaca o alcance da iniciativa. “Estamos levando o Circuito Fazenda Rosa para diferentes regiões de Mato Grosso, conectando mulheres e fortalecendo redes locais. É uma construção coletiva, que valoriza quem está no campo e contribui para o desenvolvimento do agro de forma mais inclusiva, porque muitas mulheres que serão impactadas nessa rodada de palestras não têm oportunidade de participar de eventos semelhantes fora das cidades em que moram”, afirma Vanice.
Ao longo de 2026, o circuito se consolida como uma plataforma de desenvolvimento e valorização da mulher no agro mato-grossense, com presença ativa nas principais regiões produtoras do estado. Informações: www.circuitofazendarosa.com.br
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