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10 de junho de 2026

Aprosoja MT

Agricultor de Lucas do Rio Verde supera desafios iniciais e se orgulha da trajetória em MT

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Cláudio Luís Schon conta história de persistência na agricultura

Mato-grossense de coração, o gaúcho Cláudio Luís Schons encontrou em Lucas do Rio Verde uma oportunidade de continuar exercendo o ofício repassado pelo pai. Em 1988, com 11 anos, ele chegou ao estado e a família deu início à vida na agricultura com a fabricação de farinha de mandioca e erva-mate. Após alguns anos, migraram para o cultivo da soja e do milho. Associado à Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Schons ressaltou a importância da agricultura para o mundo e destacou o orgulho em ser produtor rural.

No início, Mato Grosso foi marcado por resistência dos que vieram buscar novos horizontes para trabalhar. Com Cláudio Schons não foi diferente, ele destacou algumas das principais dificuldades enfrentadas naquela época.

“Na mudança do Rio Grande do Sul para cá, a maior dificuldade que encontramos foi que não tinha energia elétrica no interior, lá no sul já era um advento comum. Além disso, onde eu morava, eu podia escolher duas ou três escolas, morava bem no entroncamento, podia escolher as escolas e aqui em Mato Grosso teve essa dificuldade da educação”, relembrou.

O produtor rural administrou uma propriedade com o pai e a irmã, por 22 anos, mas em 2020 que surgiu uma oportunidade de gerenciar uma fazenda com a esposa, Lucimeire Mattos Schons.

“De 2020, devido à pandemia, nós repensamos e resolvemos tocar a carreira solo. Então, desde 2020, minha esposa, que era concursada na prefeitura, largou o concurso e veio me ajudar na parte fiscal da fazenda e eu fiquei com a parte prática aqui do dia a dia. E conseguimos interagir com os filhos, trazendo os filhos junto”, contou.

Mesmo com a mudança, a família Schons seguiu contribuindo com o crescimento local através da agricultura. Ao olhar para toda a sua trajetória na agricultura, Cláudio destacou o orgulho de estar contribuindo com o desenvolvimento de Mato Grosso e também de estar fornecendo alimentação ao mundo.

Após a “carreira solo” na agricultura, Cláudio começou a introduzir mais os filhos nos cuidados com a propriedade, ele explicou que o filho mais novo, Vitor de Mattos Schons, vai herdar os cuidados com a lavoura, já que a filha mais velha, Maria Eduarda Mattos Schons, seguiu carreira na área da Saúde.

Durante a conversa, Cláudio também falou sobre a importância da Aprosoja MT em divulgar de forma responsável as informações aos produtores rurais. A associação colabora com a prevenção de problemas, ajudando a superar possíveis obstáculos.

“A Aprosoja MT com esses eventos anuais, reuniões, passa um conhecimento amplo do que acontece no estado ou algum problema que tenha que a gente pode estar prevenindo. Então, foi bom se associar porque foi um ponto positivo que é trazer a notícia mais rápido”, destacou.

Histórias como a de Cláudio Luís Schons fazem com que a Aprosoja MT siga acreditando na força da produção rural do estado e busque fortalecer ainda mais o setor.

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Agro Mato Grosso

Agricultores de MT unem produção de alimentos e conservação do meio ambiente

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Aprosoja MT destaca ações de preservação ambiental adotada por produtores no Dia Mundial do Meio Ambiente

O produtor rural tem um papel importante na sociedade. Além de assegurar a produção de alimentos, ele também é um agente fundamental na preservação do meio ambiente e dos recursos naturais. Neste Dia Mundial do Meio Ambiente, celebrado em 5 de junho, a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) ressalta a relevância das ações e dos cuidados adotados pelos agricultores para garantir um futuro melhor às novas gerações.

Garantir recursos naturais para as próximas gerações depende das ações tomadas no presente e, para isso, é necessário que toda a sociedade contribua para a preservação dos recursos que sustentam a vida na Terra. Um dos principais projetos incentivados pela Aprosoja MT entre os associados é o Sistema Campo Limpo (SCL). O programa busca promover a preservação ambiental por meio da devolução de embalagens vazias de defensivos agrícolas, como explicou o diretor financeiro Aprosoja MT, Nathan Belusso.

“Hoje, mais de 90% das embalagens de defensivos agrícolas utilizadas no campo são recicladas. O produtor tem que fazer a destinação correta dessas embalagens, realizar o armazenamento, a lavagem e a limpeza, e depois encaminhá-las aos centros de coleta, que serão responsáveis pela reciclagem e reutilização para fins específicos, principalmente na fabricação de tubos utilizados em sistemas de esgoto. São toneladas de embalagens recicladas todos os anos que poderiam estar na natureza. Com esse projeto de destinação correta, essas embalagens são reutilizadas e recicladas, ajudando não somente o meio ambiente, mas também a economia do nosso estado e, consequentemente, do nosso país”, explicou.

Em 2025, mais de 75 mil toneladas de embalagens foram recolhidas e, desse total, 92% foram recicladas. Segundo dados do Sistema Campo Limpo e do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), desde a criação do programa, em 2002, mais de 900 mil toneladas de embalagens vazias receberam destinação adequada.

Mato Grosso é o estado que mais utiliza o Sistema Campo Limpo, representando cerca de 30% do volume devolvido em 2025, o equivalente a 22 mil toneladas de embalagens vazias. Após a limpeza, coleta e separação, essas embalagens são transformadas em tubulações de esgoto, dutos, conduítes e outros 35 produtos. O destaque do estado na reciclagem de embalagens é resultado da adesão dos produtores rurais, como explicou o delegado coordenador do núcleo de Nova Ubiratã, Edgard Gomes. Ele relatou que realiza a separação e a limpeza das embalagens e, pelo menos duas vezes por ano, encaminha o material aos centros de coleta.

“Duas vezes por ano eu faço o agendamento, uma entrega ocorre em dezembro e a outra em abril, após metade do uso dos produtos na soja e depois de todos os produtos utilizados no milho. O principal benefício é não ter embalagens acumuladas na fazenda. A gente promove a tríplice lavagem, garante que tudo seja reciclado e evita a poluição do meio ambiente”, disse.

Edgard também relata que, além do Sistema Campo Limpo, outras medidas são adotadas em sua propriedade para preservar o meio ambiente, como a adesão ao programa Guardião das Águas, que mapeia e incentiva a preservação das nascentes dentro das propriedades rurais. Ele explica que um dos períodos mais desafiadores é a seca, quando, além de cuidar da lavoura, precisa proteger as áreas de vegetação nativa, realizando aceiros para reduzir o risco de incêndios.

As medidas visam conciliar produção e preservação, assegurando qualidade de vida para quem virá depois. Por isso, o delegado coordenador do núcleo de Itanhangá, Ivam Franceschet, afirma que, além de preservar a propriedade, também busca transmitir esse legado aos filhos.

“Hoje, o produtor rural é um dos principais defensores do meio ambiente e tem um papel muito importante na preservação dos mananciais, lençóis freáticos, reservas legais, áreas de preservação permanente, da fauna e da flora. Com ações de combate aos incêndios e outras iniciativas adotadas no dia a dia, colaboramos para a preservação ambiental. Esse é um legado de compromisso e cuidado com o meio ambiente que quero deixar para os meus filhos. Mais do que deixar um ambiente preservado, quero transmitir a responsabilidade que nós, produtores rurais, temos de manter e proteger esses recursos”, afirmou.

No Dia Mundial do Meio Ambiente, exemplos como esses mostram que a preservação ambiental também faz parte da rotina do campo. Por meio de ações concretas, os produtores rurais contribuem para garantir a produção de alimentos sem abrir mão da conservação dos recursos naturais.

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Agro Mato Grosso

Aprosoja MT participa da Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra em Querência

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Evento reuniu lideranças do agro, produtores rurais e autoridades para debater os desafios, oportunidades e perspectivas da produção de milho no Brasil

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) marcou presença na Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra, realizada nesta quarta-feira (03.06), na Estância VN, em Querência. O evento reuniu autoridades, lideranças do agronegócio e produtores rurais para discutir os desafios e as oportunidades de uma das safras mais estratégicas para a economia brasileira.

Parceira da iniciativa, a Aprosoja Mato Grosso teve participação de destaque no evento. O vice-presidente Norte da entidade, Ilson Redivo, integrou o painel “Tecnologia e Resiliência no Campo”, enquanto o vice-presidente Oeste, Gilson Antunes de Melo, participou ao vivo com contribuições sobre o cenário do setor. Representando a região Leste, o vice-presidente Lauri Pedro Jantsch participou do painel “Desafios do Agro Brasileiro: Crédito, custos e competitividade no campo”, que debateu temas ligados ao cenário econômico, acesso ao crédito, custos de produção e perspectivas para a safra de milho em Mato Grosso e no Brasil.

Durante sua participação, Lauri Jantsch comentou sobre as expectativas para a safra de milho no estado, marcada por desafios climáticos desde o início do plantio, com períodos de estiagem seguidos por excesso de chuvas em algumas regiões produtoras, impactando diretamente o desenvolvimento das lavouras.

“A 10ª edição deste evento simboliza todo o trabalho e planejamento do produtor rural ao longo da safra. Tivemos um início de ciclo bastante desafiador, com excesso de chuvas, o que atrasou a colheita da soja e, consequentemente, o plantio do milho. Apesar dessas dificuldades, as condições climáticas evoluíram de forma favorável ao longo da safra, contribuindo para o bom desenvolvimento das lavouras. Hoje, o sentimento é de gratidão e satisfação. É um dia de celebração. É o momento de comemorar o resultado de todo o planejamento, do trabalho e dos investimentos realizados ao longo da safra. A abertura da colheita representa a consolidação de um ciclo que foi construído com muito esforço e dedicação pelo produtor rural”, comentou Lauri.

O anfitrião do evento e produtor rural do núcleo de Querência, Irio José Guisolphi, a abertura da colheita representa não apenas um momento de celebração da produção agrícola, mas também uma oportunidade de mostrar a importância do produtor rural para a economia e para a segurança alimentar.

“Para mim, é motivo de muito orgulho. É uma satisfação poder representar os produtores de Querência, do Mato Grosso e também do Brasil neste evento tão importante. Receber a Abertura Nacional da Colheita do Milho em nossa fazenda é uma grande honra e demonstra a relevância do trabalho que vem sendo desenvolvido pelos produtores da nossa região. Além de evidenciar a força do agronegócio, este evento reforça algo muito importante: a união dos produtores. A cultura do milho tem sido fundamental para a sustentabilidade econômica da atividade agrícola em Mato Grosso. Hoje, a soja trabalha com margens cada vez mais apertadas, e o milho tem sido um dos principais responsáveis por garantir rentabilidade e permitir que muitos produtores continuem investindo e produzindo. Eventos como este fortalecem o diálogo, aproximam os produtores e mostram a importância de trabalharmos unidos para enfrentar desafios e buscar soluções para o setor. Esse é um momento de celebração, mas também de reconhecimento da força e da resiliência do produtor rural brasileiro”, destacou Irio.

Presente no evento, o governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, também acompanhou as discussões sobre o cenário da segunda safra e a importância do agronegócio para a economia mato-grossense e nacional.

“Falar da agricultura de Mato Grosso é falar de uma verdadeira maravilha sobre a terra. Nosso estado possui um ecossistema privilegiado, formado pelo Cerrado, com sol e chuva em períodos bem definidos, o que permite um sistema produtivo extremamente eficiente. Aqui, iniciamos o plantio da primeira safra em setembro, começamos a colheita em janeiro e, logo na sequência, já damos início à segunda safra. Esse ciclo produtivo faz de Mato Grosso referência mundial em eficiência agrícola. Por isso, falar do agronegócio mato-grossense é falar de um dos sistemas de produção mais eficientes do mundo”, salientou o governador.

Para o delegado do núcleo de Querência, Marcelo da Cunha Marinho, eventos como a abertura da colheita fortalecem o diálogo entre produtores, entidades e autoridades, além de aproximarem o setor produtivo das principais pautas ligadas ao desenvolvimento da agricultura.

“Eventos como este promovem uma aproximação muito importante. Neste momento, por exemplo, estamos reunindo representantes do Poder Executivo, tanto municipal quanto estadual, do Poder Legislativo e do setor produtivo, todos dialogando em pé de igualdade sobre os desafios e as oportunidades do agronegócio. Um evento dessa magnitude cria um ambiente favorável para a construção de soluções conjuntas, fortalecendo a relação entre o setor produtivo e as lideranças responsáveis pela formulação de políticas e pela tomada de decisões. Além disso, contamos com a presença das principais empresas do agronegócio, que participam ativamente dessas discussões. Não se trata apenas de debater problemas, mas também de apresentar alternativas, inovações e soluções que contribuam para o desenvolvimento e a competitividade do setor”, afirmou Marcelo.

A participação da Aprosoja MT na Abertura Nacional da Colheita da Segunda Safra reforça o compromisso da entidade com a representatividade do produtor rural e com a promoção de debates voltados ao fortalecimento de um agronegócio cada vez mais sustentável, competitivo e preparado para os desafios futuros no campo.

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Agro Mato Grosso

STF destrava Ferrogrão após quase 6 anos e recoloca nos trilhos projeto estratégico para a logística MT

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Projeto ferroviário é considerado fundamental para reduzir custos logísticos, ampliar competitividade, fortalecer o Arco Norte e diminuir impactos ambientais no transporte de cargas

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que validou a constitucionalidade da lei relacionada à Ferrogrão encerra quase seis anos de insegurança jurídica e recoloca nos trilhos um dos empreendimentos logísticos mais importantes do Brasil.

Na prática, o STF validou a Lei nº 13.452/2017, que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, permitindo a regularização da faixa de domínio da BR-163 e o avanço da Ferrogrão.

A ferrovia ligará Sinop (MT) ao distrito de Miritituba (PA), em um corredor de aproximadamente mil quilômetros de extensão, acompanhando grande parte da BR-163, rota fundamental para o escoamento da produção agropecuária mato-grossense em direção aos portos do Arco Norte.

Para o presidente da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Lucas Costa Beber, a construção da ferrovia representa um avanço econômico, logístico e ambiental para Mato Grosso e para o Brasil.

“A construção da Ferrogrão significa mais competitividade e eficiência para o produtor de Mato Grosso. Estima-se uma economia de mais de R$ 8 bilhões por ano, podendo ainda, haver redução no valor do frete no estado”, destacou.

Segundo ele, além da redução dos custos logísticos, os recursos economizados tendem a permanecer circulando na economia estadual, estimulando investimentos, geração de empregos e aumento da arrecadação.

Outro benefício apontado é a melhora no fluxo da BR-163, que atualmente transporta mais de 17 milhões de toneladas de grãos e enfrenta graves gargalos, congestionamentos, acidentes e elevado custo operacional. Com parte da carga migrando para o modal ferroviário, a expectativa é reduzir acidentes, melhorar o tráfego e aumentar a eficiência do escoamento por esse importante corredor logístico de Mato Grosso.

Além dos impactos econômicos, a Ferrogrão também é apontada como uma alternativa mais sustentável para o transporte de cargas. A estimativa é de redução de até 40% nas emissões de CO₂ no transporte de grãos.

“A redução das emissões de carbono pode chegar a aproximadamente 3,4 milhões de toneladas por ano”, afirmou Lucas Costa Beber.

O projeto também foi desenvolvido para minimizar impactos ambientais e sociais. No trecho relacionado ao Parque Nacional do Jamanxim, a área desafetada para viabilização da obra corresponde a 862 hectares, cerca de 0,054% da unidade de conservação, com previsão de compensação ambiental.

“A ferrovia utilizará majoritariamente o corredor já existente da BR-163. A área desafetada será compensada posteriormente, podendo inclusive superar a extensão utilizada, garantindo segurança ambiental, social e econômica ao projeto”, explicou.

Com a decisão do STF, a expectativa do setor produtivo é que os órgãos responsáveis avancem com celeridade nos próximos passos para viabilizar o empreendimento. A Aprosoja MT defende que Ministério dos Transportes, Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Tribunal de Contas da União (TCU), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (FUNAI) atuem de forma coordenada para garantir o andamento do projeto, a realização do leilão e o início das obras.

Assim como fez desde o início das discussões sobre a Ferrogrão, a Aprosoja MT seguirá empenhada na defesa do projeto e na busca por soluções que ampliem a competitividade do agronegócio brasileiro, promovendo desenvolvimento econômico, eficiência logística e sustentabilidade para Mato Grosso e para todo o país.

Raiane Florentino

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Agro MT