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16 de setembro de 2026

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Café solúvel brasileiro segue atrás de México e Colômbia mesmo com redução tarifária

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Foto: Pixabay

A tarifa para a exportação de café solúvel brasileiro aos Estados Unidos teve redução de 50% para 15%, de acordo com as novas diretrizes do governo de Donald Trump, pressionado pela derrubada das cobranças adicionais pela Suprema Corte do país.

Ao mesmo tempo, os cafés verdes, torrados e torrados e moídos seguem isentos de taxação, conforme recuo norte-americano de novembro de 2025. O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) divulgou nota em que comemora o atual cenário, mas ainda enxerga que a questão do solúvel demanda atenção.

Segundo a entidade, apesar dos 15% ser a mesma tarifa imposta à maioria dos outros concorrentes, trata-se de patamar superior ao do México, principal fornecedor do produto ao mercado dos Estados Unidos e que possui taxa zero por acordo bilateral.

“Entendemos, devido a isso, que se faz necessário o Brasil buscar acordo comercial bilateral com os Estados Unidos para eliminar a taxa imposta sobre o produto nacional, permitindo que tenha condições de igualdade com o México e possa recompor sua participação de mercado”, destaca a nota.

Já a Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) avalia com otimismo e cautela a aplicação das tarifas de importações globais de 15% aos Estados Unidos. “A medida restaura parte da competitividade do produto nacional no mercado norte-americano, após a imposição de uma tarifa de 50%, em vigor desde julho de 2025, que resultou em queda de cerca de 50% no volume exportado nos últimos seis meses”, diz, também em nota.

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Há mais de 60 anos o mercado norte-americano adquire o produto brasileiro, respondendo por cerca de 20% da fatia embarcada, com compras anuais superiores a US$ 220 milhões. Ainda que a redução tarifária traga um respiro ao setor, a Abics lembra que, além de México, o Brasil também fica atrás da Colômbia, que paga tarifa de 10% para vender aos estadunidenses.

Falta de previsibilidade

O Cecafé destaca que, no contexto geral, é preciso ter cautela, uma vez que as constantes mudanças nas tarifas dos produtos do mundo para o mercado norte-americano impedem que o mercado opere de forma eficiente pela falta de previsibilidade das operações no presente e no futuro nas bolsas globais.

“O Brasil ainda necessita encontrar meios para firmar acordos bilaterais e manter bom relacionamento governamental com os Estados Unidos, o que pode acontecer no encontro presencial entre os presidentes Lula e Trump, previsto para março”, ressalta o texto.

O Conselho enxerga que tal aproximação e o bom relacionamento são fundamentais por conta da investigação que os Estados Unidos move contra o Brasil, a Seção 301 no âmbito da United States Trade Representative (USTR), para apuração de supostas práticas desleais de comércio relacionadas a desmatamento e desrespeito a questões sociais. A tendência é que essas apurações sejam concluídas entre maio e junho deste ano.

“Em setembro do ano passado, em Washington, o Cecafé e a National CoƯee Association (NCA), em audiência pública, fizeram uma grande defesa, com dados científicos e comprováveis sobre os cafés do Brasil. Isso é muito importante para tentarmos retirar a impressão equivocada de que nossos cafés são produzidos com desrespeito a questões sociais e ambientais e para que nosso país não sofra com tarifas adicionais e elevadas que poderão ser impostas caso a decisão aponte práticas desleais de comércio”, destaca a nota.

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A Abics, por sua vez, enxerga no momento “apreensão, atenção e esperança”. A entidade reforça a necessidade de retomar o protagonismo do café solúvel brasileiro nos Estados Unidos, o maior e mais tradicional cliente, preservando o papel fundamental que aquele mercado exerce na cadeia de valor nacional.

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Soja e milho exigem cuidado antes da semeadura para evitar falhas na lavoura

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Foto: Reprodução/Aprosoja Mato Grosso

Falhas na implantação podem começar antes mesmo da semeadura da soja e do milho. Em Mato Grosso, a qualidade das sementes, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos estão entre os fatores que precisam ser observados nesta etapa da safra.

No caso das sementes, os índices de germinação e vigor precisam ser conferidos antes da semeadura, assim como a procedência do produto adquirido. A avaliação ganha importância porque a qualidade da semente está diretamente ligada ao estabelecimento das plantas. O produtor também precisa considerar as condições da área e o momento de colocar o material no solo.

Para o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, a atenção começa na compra. “O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado”, afirma.

Ele também orienta que o produtor confira os índices de germinação e vigor do material antes do plantio. A avaliação pode apontar a necessidade de cuidados adicionais antes da semeadura.

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Umidade do solo entra na decisão

O que chega à fazenda também precisa ser avaliado antes de ir para a lavoura. Quando há dúvida sobre a qualidade, a orientação é solicitar a coleta de uma amostra e encaminhá-la para análise. As sementes adquiridas pelos produtores passam por coleta e análise para verificar os índices de qualidade. No Semente Forte, da Aprosoja MT, as amostras são coletadas por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) e encaminhadas a laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio”, diz Gilson.

O resultado da análise ajuda a definir o tratamento das sementes. A decisão sobre quando semear também passa pela condição encontrada no solo, principalmente pela presença de umidade.

“Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completa.

A preparação não termina na semente, conforme a entidade. A regulagem dos equipamentos de plantio também faz parte dos cuidados previstos para a semeadura. A Aprosoja MT orienta que o produtor planeje as etapas do plantio, considerando a qualidade das sementes, o tratamento do material, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos.

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Disputa por arroz aumenta e saca chega perto de R$ 90 no RS

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Foto: Paulo Lanzetta

A concorrência entre os mercados interno e externo tem sustentado os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), negócios destinados à exportação foram realizados nos últimos dias a valores próximos de R$ 90 pela saca de 50 quilos no Porto do Rio Grande.

As negociações estiveram relacionadas ao fechamento de cargas para navios e estimularam produtores a ampliar a oferta do cereal, principalmente nas regiões mais próximas ao terminal portuário.

Ao mesmo tempo, parte das indústrias voltadas ao mercado doméstico reduziu a atuação nas negociações diante da dificuldade para acompanhar os preços pagos nas operações destinadas à exportação.

Exportação disputa arroz com indústrias

Segundo o Cepea, a concorrência pelo produto ocorre em um momento de maior demanda das indústrias por matéria-prima, reforçando a sustentação das cotações.

O movimento também é acompanhado pela expectativa de compras governamentais, outro fator que mantém os agentes atentos e contribui para a firmeza dos preços do arroz em casca no estado.

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Beneficiamento de arroz avança no Rio Grande do Sul

A maior procura por matéria-prima ocorre após o beneficiamento de arroz avançar no Rio Grande do Sul em agosto.

Além da movimentação no campo e nas indústrias, os preços ao consumidor também registraram alta no período, segundo o Cepea.

Com exportadores e indústrias domésticas disputando o cereal e a expectativa de atuação do governo no mercado, as cotações do arroz em casca permanecem firmes no estado.

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Safra 2026/27 de grãos pode atingir recorde de 366,6 milhões de toneladas

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou nesta terça-feira (15) produção recorde de 366,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2026/27. Se confirmada, a colheita ficará 4,9 milhões de toneladas acima das 361,7 milhões de toneladas estimadas para 2025/26, avanço de 1,4% entre os ciclos. Os números foram apresentados no evento “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2026/27”, realizado em parceria com o Banco do Brasil.

Segundo a Conab, o crescimento da safra será sustentado pela expansão da área cultivada, apesar da previsão de queda na produtividade média nacional. A área plantada com grãos deve avançar 2,3%, de 83,45 milhões para 85,35 milhões de hectares. Já o rendimento médio deve recuar 0,9%, de 4.335 para 4.296 quilos por hectare.

Na soja, a estatal prevê novo recorde de produção, com 181,64 milhões de toneladas em 2026/27, alta de 0,7% ante as 180,41 milhões de toneladas estimadas para 2025/26. A área deve crescer 1,4%, para 49,31 milhões de hectares, enquanto a produtividade média é projetada em 3.683 quilos por hectare, queda de 0,8%.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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Para o milho, considerando as três safras, a produção deve subir 2,8%, de 144,01 milhões para 148,0 milhões de toneladas. A área cultivada tende a crescer 4,9%, para 23,70 milhões de hectares, compensando a queda de 2,0% na produtividade média, estimada em 6.244 quilos por hectare. A Conab avalia que o consumo doméstico é impulsionado principalmente pela indústria de etanol de milho, enquanto as exportações devem permanecer em patamar elevado.

No algodão em pluma, a estimativa é de 4,16 milhões de toneladas, aumento de 0,3%. A área deve avançar 3,7%, para 2,09 milhões de hectares, e a produtividade é projetada em 1.986 quilos por hectare, recuo de 3,2%. A Conab indica a demanda externa como principal sustentação da cadeia.

Entre as culturas com retração, o arroz deve somar 10,76 milhões de toneladas, queda de 2,9%, e o feijão, 2,93 milhões de toneladas, recuo de 0,7%.

Nas estimativas da Conab, a safra 2026/27 combina expansão de área e redução de rendimento médio. O movimento mantém a perspectiva de recorde para os grãos, com avanço em soja, milho e algodão, enquanto arroz e feijão devem registrar recuo na produção.

Fonte: Estadão Conteúdo

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