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Agro Mato Grosso

Imea e Senar MT divulgam custos de produção de algodão, soja e milho em MT

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O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar MT) divulgaram os dados de janeiro de 2026 do Projeto Custo de Produção Agropecuário (CPA), com estimativas para a safra 2026/27. O levantamento acompanha as culturas de algodão, soja e milho, e aponta movimentos distintos nos custos, influenciados sobretudo pelos preços e ajustes de uso de insumos, como fertilizantes.

A análise considera dois indicadores, o Custo Operacional Efetivo (COE), que reúne o custeio da atividade e as despesas com manutenção, impostos, taxas e outros desembolsos diretos. E o Custo Operacional Total (COT), que incorpora itens como depreciação e pró-labore. Em conjunto, os parâmetros são utilizados para apoiar o planejamento da safra e a avaliação de resultados das atividades agrícolas em Mato Grosso.

Custos algodão

O algodão manteve-se como a cultura de maior custo de produção entre as principais lavouras do estado. Em janeiro de 2026, o custeio foi estimado em R$ 10.295,48 por hectare, queda de 1,39% no mês.

Os defensivos seguiram como principal componente do custeio, com R$ 4.588,79/ha, apesar da retração de 3,09%. Em seguida, aparecem os fertilizantes, estimados em R$ 3.291,47/ha, com alta de 0,41%.

Custos soja

Para a soja transgênica, o custeio foi estimado em R$ 4.156,03 por hectare em janeiro de 2026, redução de 1,8% na comparação com dezembro de 2025. O movimento foi puxado, principalmente, pela retração dos gastos com defensivos (-5,69%) e sementes (-2,94%).

Mesmo assim, os fertilizantes seguiram como o maior componente do custeio, somando R$ 1.582,92/ha, com alta mensal de 2,62%. Na sequência, aparecem defensivos (R$ 1.309,64/ha) e sementes (R$ 498,11/ha).

Custos milho

Para o milho, o custeio foi projetado em R$ 3.558,08 por hectare, aumento de 7,19%. Segundo o levantamento, o avanço foi influenciado pela incorporação de novos painéis de custo de produção, com reflexo direto em componentes do custeio. Também houve incremento na quantidade aplicada de corretivo de solo, contribuindo para a elevação dos custos. Além disso, o estudo registra substituição de produtos, especialmente na classe de defensivos, associada à busca do produtor por maior efetividade no manejo.

Entre os itens, o grupo de defensivos foi estimado em R$ 875,29/ha, com alta de 18,64%. A mão de obra avançou 21,17%, para R$ 235,70/ha. Já o grupo de sementes alcançou R$ 826,94/ha, aumento de 6,36%.

Realizado mensalmente, o Projeto CPA reúne indicadores técnicos e econômicos para apoiar o planejamento e a gestão das atividades agropecuárias em Mato Grosso. O coordenador de Inteligência de Mercado Agropecuário do Imea, Rodrigo Silva, afirma que o trabalho amplia a base de informações disponível ao produtor e contribui para decisões mais alinhadas à realidade do campo.

“O projeto, com realização Senar MT e Imea, conta com a participação crescente dos produtores, o que nos permite acompanhar com mais precisão a realidade do campo e, assim, devolver para o produtor informações de qualidade para auxiliar na tomada de decisão”, finaliza.

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Agro Mato Grosso

MT tem previsão de chuvas fortes acompanhadas de ventania até sexta-feira

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A instabilidade climática segue predominando em toda o Mato Grosso nesta semana. O calor, a alta umidade e o padrão de ventos em altitude mantêm condições favoráveis à formação de chuvas moderadas a fortes, acompanhadas de descargas atmosféricas, principalmente a partir da tarde — período de maior aquecimento do dia.

As rajadas de vento devem variar entre 35 km/h e 60 km/h, podendo ocorrer de forma isolada. As temperaturas permanecem elevadas e, em Cuiabá, as máximas ficam entre 31°C e 33°C.

“Esse comportamento atmosférico deve persistir em todas as regionais pelo menos até quinta-feira, mantendo o cenário de atenção para ocorrências relacionadas ao clima”, disse Ana Paula, a meteorologista do Grupo Storm.

Na sexta-feira (27), a instabilidade continua sobre boa parte do estado, embora com tendência de redução na intensidade das chuvas nas regiões de Cáceres, Metropolitana e Rondonópolis. Nas demais áreas, seguem previstas chuvas moderadas a fortes, com possibilidade de descargas atmosféricas e rajadas de vento entre 30 km/h e 60 km/h. As temperaturas devem permanecer estáveis.

Em caso de temporais a recomendação é:

– Não se abrigar debaixo de árvores, postes, coberturas metálicas, fiação e torres de transmissão, pelo risco de queda e descargas elétricas;

– Evitar trafegar em áreas de inundação ou em ruas sujeitas a alagamentos;

– Evitar locais abertos como campos de futebol;

– Não estacionar automóveis próximos a torres de transmissão e placas de propaganda;

– Desligar aparelhos eletrônicos e tirá-los da tomada durante as tempestades;

– Não tomar banho em rios, lagoas ou cachoeiras durante temporais intensos;

– Não jogar lixo ou entulho em lotes baldios, bueiros, quintais, em córregos ou ruas;

– Se houver cabos elétrico rompidos, afaste-se e entre em contato com a Energisa.

Já em casos de transtornos envolvendo acidentes e riscos de vida, a recomendação é entrar em contato com a própria Defesa Civil ou com o Corpo de Bombeiros.

Em caso de fios caídos ou qualquer situação de risco, a recomendação é não se aproximar e acionar imediatamente os canais oficiais de atendimento da concessionária.

 

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Soja disponível em MT sobe e média fica acima dos R$ 100, aponta IMEA

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A saca de soja disponível no Estado teve valorização de 0,42% semana passada e fechou, na última sexta-feira, a R$ 101,71/saca, informou, há pouco, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA).

O indicador paridade março exibiu elevação de 0,73% na última semana, encerrando o período na média de R$ 101,39/saca.

O óleo de soja encerrou o período com valorização de 1,47% no comparativo semanal a 57,97 Dólares a tonelada, com o otimismo do mercado em relação às metas RVO e à valorização do petróleo Brent.

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Colheita da soja avança para 65,75% em Mato Grosso

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A colheita da soja 2025/26 em Mato Grosso atingiu 65,75% da área prevista. O avanço semanal chegou a 14,74 pontos percentuais. A semeadura do milho alcançou 66,33% da área estimada. O plantio do algodão atingiu 99,45% da área projetada. Os números são do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na soja, a redução das chuvas favoreceu o ritmo das operações após semanas de lentidão. Mesmo com o avanço, o índice segue 0,41 ponto percentual abaixo do registrado no mesmo período da safra 24/25. Chuvas intensas no Norte e ao longo da BR-163 elevaram a umidade dos grãos e a incidência de avarias. O cenário pode gerar descontos na comercialização.

A região Médio-Norte lidera a colheita, com 90,55% da área concluída. O Noroeste alcançou 79,02%. O Sudeste registra 37,38% e mantém o ritmo mais lento, impactado por excesso de chuvas e semeadura tardia. A produtividade média estimada subiu para 64,73 sc/ha. A produção projetada soma 50,52 milhões de toneladas.

No milho 25/26, os trabalhos avançaram 20,26 pontos percentuais na semana. O clima firme contribuiu para o progresso. Ainda assim, o ritmo ficou 0,82 ponto percentual abaixo do ciclo anterior. O Sudeste atingiu 42,00% da área semeada. O Nordeste alcançou 56,82%. O plantio tardio da soja retardou a colheita e encurtou a janela do cereal nessas regiões.

No algodão 25/26, a semeadura entrou na reta final e atingiu 99,45% da área até 20 de fevereiro. O avanço semanal chegou a 1,42 ponto percentual. Em 31 de janeiro, fim da janela ideal, 67,75% da área já estava semeada, 14,27 pontos percentuais acima do ciclo 24/25.

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