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16 de setembro de 2026

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Passaporte Verde é debatido na ALMT e levanta alerta sobre adaptação de pequenos pecuaristas

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A implantação do Passaporte Verde, programa que prevê o monitoramento socioambiental do rebanho bovino e bubalino em Mato Grosso, foi tema de audiência pública realizada nesta segunda-feira (23), na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O debate reuniu representantes do governo, do setor produtivo e lideranças municipais, com foco na inclusão de pequenos pecuaristas e nas exigências para acesso ao mercado formal.

Sancionado pelo governador Mauro Mendes no fim de 2025, por meio da Lei 13.153/2025, o programa estabelece critérios como Cadastro Ambiental Rural (CAR) ativo, ausência de desmatamento ilegal após julho de 2008 e inexistência de embargos ambientais. A proposta é garantir a rastreabilidade do rebanho e comprovar a sustentabilidade da carne produzida no estado.

Presidente do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Caio Penido afirmou durante a audiência que o objetivo é reintegrar produtores com pendências ambientais ao mercado.

“Atualmente, o mercado exclui os produtores que estão com alguma irregularidade ambiental e o objetivo do Passaporte Verde é justamente incluir esses pecuaristas e ajudá-los na regularização para voltarem ao mercado formal, beneficiando toda a cadeia”, disse.

Conforme o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec-MT), César Miranda, programa busca atender exigências comerciais e reforçar a imagem da pecuária estadual. “Esse projeto foi discutido por quase quatro anos para que garantíssemos ao mercado que a nossa carne é sustentável. Se não fizéssemos essa política, eles fariam por nós. Por isso aprovamos o projeto, mas não há nada que não possa ser melhorado”.

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Regularização e desafios para pequenos produtores

Uma das ferramentas previstas é o Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem), que permite a regularização ambiental e o retorno à comercialização. Para o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Luís Fernando Conte, a iniciativa pode ampliar o acesso ao mercado.

audiência passaporte verde na ALMT foto ALMT
Foto: ALMT

“A grande relevância do Passaporte Verde, no meu ponto de vista, é o Programa de Reinserção e Monitoramento (Prem). Porque ele vai retirar da marginalidade grande parte dos produtores do estado. É uma ferramenta impressionante para colocar dentro do mercado pecuário quem tem alguma irregularidade ambiental”, ressaltou.

A secretária adjunta de Gestão da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema-MT), Luciane Bertinatto, pontuou que a legislação não cria novas obrigações além das já existentes no Código Florestal. “O Passaporte Verde e o Prem vêm para ajudar os produtores a ter regularidade ambiental e ter acesso a mercado”, declarou.

Durante o debate, parlamentares destacaram a necessidade de garantir que pequenos pecuaristas consigam se adaptar às novas exigências. O deputado estadual Gilberto Cattani salientou que a legislação foi aprovada com foco na proteção do setor.

“A Assembleia Legislativa aprovou uma lei porque entendeu que estava protegendo os produtores. Mas, é necessário que as pessoas possam compreender essa lei e levar para a sociedade. A Assembleia está fazendo o possível para proteger o nosso produtor rural, porque nós conhecemos e o nosso produtor rural protege o meio ambiente”, disse durante a audiência.

Articulação busca garantir adaptação dos pequenos produtores

Em reunião com o Imac, o deputado estadual Eduardo Botelho defendeu políticas específicas para pequenos produtores. “O pequeno produtor não pode ser tratado de forma igual ao grande, porque as condições são diferentes. Precisamos de um trabalho diferenciado, com apoio técnico e soluções viáveis para que ele consiga se adequar às exigências sem ser prejudicado”, afirmou.

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De acordo com Caio Penido, a implantação será gradual e alinhada ao plano nacional de identificação individual do rebanho. “Existe um Plano Nacional de Rastreabilidade e Identificação Individual e o que fizemos foi adequar os prazos do estado a esse plano. O Passaporte Verde passa a ser o plano de Mato Grosso, praticamente o mapeamento do rebanho do Estado”, explicou no encontro.

Ele acrescentou que o programa terá fase inicial voluntária e uso de novas tecnologias para facilitar a adesão. “Estamos acompanhando quantas propriedades de pequenos produtores estão irregulares e o potencial de regularização. Inicialmente haverá adesão voluntária e, depois, a obrigatoriedade. A expectativa é que, nesses quatro anos, a tecnologia avance e surjam soluções que reduzam a complexidade para o pequeno produtor, como a biometria do focinho dos animais para identificação individual”, afirmou.

Botelho também destacou a necessidade de maior transparência na relação com frigoríficos. “O produtor é o elo mais fraco da cadeia. Ele entrega o gado e não consegue acompanhar a pesagem e o rendimento. Os pequenos são os mais prejudicados, porque os grandes têm maior poder de negociação. Por isso, esse debate precisa avançar”, disse no encontro.

O parlamentar também frisou que a meta é manter a competitividade do setor sem excluir os pequenos produtores. “Nosso objetivo é garantir que Mato Grosso continue líder na produção de carne com qualidade e sustentabilidade, sem deixar o pequeno produtor para trás. Vamos acompanhar de perto a implantação do Passaporte Verde e cobrar soluções adequadas, como a criação e o fortalecimento de cooperativas para atender à realidade dos pequenos produtores”.

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Soja e milho exigem cuidado antes da semeadura para evitar falhas na lavoura

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Foto: Reprodução/Aprosoja Mato Grosso

Falhas na implantação podem começar antes mesmo da semeadura da soja e do milho. Em Mato Grosso, a qualidade das sementes, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos estão entre os fatores que precisam ser observados nesta etapa da safra.

No caso das sementes, os índices de germinação e vigor precisam ser conferidos antes da semeadura, assim como a procedência do produto adquirido. A avaliação ganha importância porque a qualidade da semente está diretamente ligada ao estabelecimento das plantas. O produtor também precisa considerar as condições da área e o momento de colocar o material no solo.

Para o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, a atenção começa na compra. “O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado”, afirma.

Ele também orienta que o produtor confira os índices de germinação e vigor do material antes do plantio. A avaliação pode apontar a necessidade de cuidados adicionais antes da semeadura.

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Umidade do solo entra na decisão

O que chega à fazenda também precisa ser avaliado antes de ir para a lavoura. Quando há dúvida sobre a qualidade, a orientação é solicitar a coleta de uma amostra e encaminhá-la para análise. As sementes adquiridas pelos produtores passam por coleta e análise para verificar os índices de qualidade. No Semente Forte, da Aprosoja MT, as amostras são coletadas por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) e encaminhadas a laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio”, diz Gilson.

O resultado da análise ajuda a definir o tratamento das sementes. A decisão sobre quando semear também passa pela condição encontrada no solo, principalmente pela presença de umidade.

“Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completa.

A preparação não termina na semente, conforme a entidade. A regulagem dos equipamentos de plantio também faz parte dos cuidados previstos para a semeadura. A Aprosoja MT orienta que o produtor planeje as etapas do plantio, considerando a qualidade das sementes, o tratamento do material, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos.

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Disputa por arroz aumenta e saca chega perto de R$ 90 no RS

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Foto: Paulo Lanzetta

A concorrência entre os mercados interno e externo tem sustentado os preços do arroz em casca no Rio Grande do Sul. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), negócios destinados à exportação foram realizados nos últimos dias a valores próximos de R$ 90 pela saca de 50 quilos no Porto do Rio Grande.

As negociações estiveram relacionadas ao fechamento de cargas para navios e estimularam produtores a ampliar a oferta do cereal, principalmente nas regiões mais próximas ao terminal portuário.

Ao mesmo tempo, parte das indústrias voltadas ao mercado doméstico reduziu a atuação nas negociações diante da dificuldade para acompanhar os preços pagos nas operações destinadas à exportação.

Exportação disputa arroz com indústrias

Segundo o Cepea, a concorrência pelo produto ocorre em um momento de maior demanda das indústrias por matéria-prima, reforçando a sustentação das cotações.

O movimento também é acompanhado pela expectativa de compras governamentais, outro fator que mantém os agentes atentos e contribui para a firmeza dos preços do arroz em casca no estado.

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Beneficiamento de arroz avança no Rio Grande do Sul

A maior procura por matéria-prima ocorre após o beneficiamento de arroz avançar no Rio Grande do Sul em agosto.

Além da movimentação no campo e nas indústrias, os preços ao consumidor também registraram alta no período, segundo o Cepea.

Com exportadores e indústrias domésticas disputando o cereal e a expectativa de atuação do governo no mercado, as cotações do arroz em casca permanecem firmes no estado.

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Safra 2026/27 de grãos pode atingir recorde de 366,6 milhões de toneladas

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou nesta terça-feira (15) produção recorde de 366,6 milhões de toneladas de grãos na safra 2026/27. Se confirmada, a colheita ficará 4,9 milhões de toneladas acima das 361,7 milhões de toneladas estimadas para 2025/26, avanço de 1,4% entre os ciclos. Os números foram apresentados no evento “Perspectivas para a Agropecuária Safra 2026/27”, realizado em parceria com o Banco do Brasil.

Segundo a Conab, o crescimento da safra será sustentado pela expansão da área cultivada, apesar da previsão de queda na produtividade média nacional. A área plantada com grãos deve avançar 2,3%, de 83,45 milhões para 85,35 milhões de hectares. Já o rendimento médio deve recuar 0,9%, de 4.335 para 4.296 quilos por hectare.

Na soja, a estatal prevê novo recorde de produção, com 181,64 milhões de toneladas em 2026/27, alta de 0,7% ante as 180,41 milhões de toneladas estimadas para 2025/26. A área deve crescer 1,4%, para 49,31 milhões de hectares, enquanto a produtividade média é projetada em 3.683 quilos por hectare, queda de 0,8%.

Acompanhe os preços das principais commodities do agro, como soja, milho e boi, com atualização direta das principais praças do Brasil: acesse a página de cotações do Canal Rural!

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Para o milho, considerando as três safras, a produção deve subir 2,8%, de 144,01 milhões para 148,0 milhões de toneladas. A área cultivada tende a crescer 4,9%, para 23,70 milhões de hectares, compensando a queda de 2,0% na produtividade média, estimada em 6.244 quilos por hectare. A Conab avalia que o consumo doméstico é impulsionado principalmente pela indústria de etanol de milho, enquanto as exportações devem permanecer em patamar elevado.

No algodão em pluma, a estimativa é de 4,16 milhões de toneladas, aumento de 0,3%. A área deve avançar 3,7%, para 2,09 milhões de hectares, e a produtividade é projetada em 1.986 quilos por hectare, recuo de 3,2%. A Conab indica a demanda externa como principal sustentação da cadeia.

Entre as culturas com retração, o arroz deve somar 10,76 milhões de toneladas, queda de 2,9%, e o feijão, 2,93 milhões de toneladas, recuo de 0,7%.

Nas estimativas da Conab, a safra 2026/27 combina expansão de área e redução de rendimento médio. O movimento mantém a perspectiva de recorde para os grãos, com avanço em soja, milho e algodão, enquanto arroz e feijão devem registrar recuo na produção.

Fonte: Estadão Conteúdo

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