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16 de setembro de 2026

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Embrapa decifra genoma de fungo que devastou produção de planta ornamental em Holambra

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Foto: André May/Embrapa

Pesquisadores da Embrapa realizaram, pela primeira vez no Brasil, o sequenciamento completo do genoma do fungo Fusarium oxysporum f. sp. cyclaminis, causador da murcha do ciclâmen, uma planta ornamental muito popular.

O avanço científico fortalece as estratégias de controle da doença, que, em 2023, comprometeu mais de 70% da produção de Cyclamen persicum em estufas de Holambra, no estado de São Paulo, um dos principais polos de flores e plantas ornamentais das Américas.

O ciclâmen está entre as plantas ornamentais mais cultivadas no país. Valorizada pelas flores coloridas e pelo longo período de floração, a espécie é amplamente utilizada em jardins e ambientes internos, o que reforça a importância econômica da cultura.

O surto registrado em 2023 foi determinante para a identificação do patógeno como agente causal da doença.

A partir desse episódio, os pesquisadores realizaram o sequenciamento genômico completo da cepa CMAA 1919, atualmente depositada na Coleção de Culturas de Microrganismos de Importância Ambiental e Agrícola da Embrapa Meio Ambiente, em São Paulo.

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Além dos prejuízos econômicos, o fungo passou a representar uma ameaça à continuidade da produção dessa cultura ornamental de alto valor.

Segundo o pesquisador Bernardo Halfeld-Vieira, este é o primeiro sequenciamento genômico de um isolado representativo do patógeno no Brasil.

“A sequência genética permite fornecer informações fundamentais sobre sua biologia, patogenicidade e história evolutiva. Na prática, esse progresso abre caminho para o desenvolvimento de estratégias mais precisas de identificação, monitoramento e controle da doença nas áreas de produção”, conta.

Impacto no setor de flores ornamentais

No Brasil, a produção de flores em vasos responde por cerca de 40% do faturamento do setor, que movimenta aproximadamente US$ 3,5 bilhões por ano.

Holambra e municípios vizinhos concentram produtores altamente tecnificados e respondem por uma parcela expressiva desse mercado.

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O surto de 2023 trouxe prejuízos significativos. Mais de quatro mil plantas apresentaram sintomas como amarelecimento e murcha das folhas, descoloração vascular e morte dos bulbos.

As perdas elevaram os custos de produção e exigiram a intensificação dos tratamentos fitossanitários nas estufas.

Para o pesquisador André May, o sequenciamento do genoma representa um marco no enfrentamento da murcha de Fusarium em ciclâmen.

“Além de identificar o patógeno com precisão, a análise genômica amplia a compreensão sobre genes associados à virulência, à especificidade do hospedeiro e à adaptação ambiental. Isso permite direcionar melhor as estratégias de manejo e acelerar o desenvolvimento de soluções mais eficazes para o setor”, afirma.

Halfeld-Vieira ressalta que os dados obtidos são fundamentais para estratégias sustentáveis de controle.

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Entre elas estão o desenvolvimento de variedades resistentes, a definição de fungicidas mais específicos e o aprimoramento das técnicas de monitoramento e diagnóstico precoce da doença.

Experiências anteriores com outras cepas de Fusarium oxysporum, como a responsável pelo mal-do-Panamá na bananicultura, já demonstraram o potencial do sequenciamento genômico.

Esses estudos permitiram identificar genes-chave e impulsionaram o desenvolvimento de variedades resistentes e métodos de controle mais eficientes.
A expectativa é que avanços semelhantes sejam aplicados no manejo da murcha do ciclâmen.

A pesquisadora Kátia Nechet lembra que, embora a murcha do ciclâmen tenha sido relatada no Brasil desde a década de 1970, a identificação do agente causal se baseava apenas em sintomas visuais e testes de patogenicidade.

“A descrição genômica da cepa CMAA 1919 não apenas confirma a presença do patógeno, mas também estabelece um ponto de partida para pesquisas colaborativas voltadas à compreensão da epidemiologia da doença e dos fatores que influenciam sua disseminação”, destaca.

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Impactos futuros no mercado brasileiro

Com o mercado de plantas ornamentais projetado para crescer cerca de 7% nos próximos anos, a sustentabilidade da produção ganha relevância estratégica.
O acesso a dados genômicos detalhados amplia a capacidade de resposta a novos surtos e pode acelerar o desenvolvimento de ferramentas como sondas moleculares para diagnóstico rápido, programas de melhoramento genético e estratégias de manejo mais direcionadas.

A descrição completa do genoma da cepa CMAA 1919 estabelece uma base científica sólida para pesquisas futuras e para a formulação de políticas de prevenção e controle.
Ao integrar biotecnologia e práticas sustentáveis, o setor passa a contar com instrumentos mais eficientes para reduzir perdas, aumentar a produtividade e fortalecer sua competitividade nos mercados nacional e internacional.

A cooperação entre instituições de pesquisa e produtores também se consolida como elemento-chave.

Essa articulação permite antecipar riscos sanitários e mitigar impactos econômicos e ambientais, contribuindo para a resiliência da floricultura brasileira.

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Conab fará leilões para comprar até 224 mil toneladas de milho

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Duas operações de compra de milho em grãos preveem a aquisição de até 224 mil toneladas para formação de estoques públicos. Os leilões eletrônicos serão realizados na sexta-feira (18) e na segunda-feira (21), às 9h, com recebimento do produto em unidades armazenadoras de oito unidades da Federação. A medida também prevê oferta posterior por meio do Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume de até 224 mil toneladas corresponde ao total das duas operações. O segundo leilão ofertará apenas os lotes que não forem negociados no primeiro certame, sem que a compra total ultrapasse esse limite.

A operação da sexta-feira (18), referente ao Aviso nº 64/2026, será exclusiva para a agricultura familiar. Poderão participar produtores rurais familiares, cooperativas de produtores rurais familiares e associações da agricultura familiar com Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ou Declaração de Aptidão ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (DAP) válida.

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Já o leilão da segunda-feira (21), Aviso nº 65/2026, será em ampla concorrência. O certame admite a participação de produtores rurais, cooperativas e comerciantes, desde que atendam às exigências de cadastramento, habilitação jurídica e regularidade fiscal previstas no aviso.

O milho será recebido em unidades armazenadoras localizadas na Bahia, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rio Grande do Sul. As operações serão realizadas pela Conab no Sistema de Comercialização Eletrônica da Companhia (Siscoe), em Brasília.

Os participantes precisam estar cadastrados na bolsa por meio da qual apresentarão propostas e em situação regular no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores (Sicaf), no Cadastro Informativo de Créditos não Quitados do Setor Público Federal (Cadin) e no Sistema de Cadastro Nacional de Produtores Rurais e Demais Agentes (Sican).

O produto deverá seguir os padrões de classificação estabelecidos nos avisos e vir acompanhado de certificado emitido por entidade credenciada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O preço máximo de compra será divulgado com pelo menos dois dias úteis de antecedência. Os arrematantes deverão apresentar garantia de 5% do valor da operação e organizar o cronograma de entrega com a unidade regional responsável pelo recebimento.

Após a aprovação do milho entregue, o pagamento aos fornecedores deverá ocorrer em até dez dias úteis. Caso todo o volume seja negociado na operação exclusiva para a agricultura familiar, não haverá lotes remanescentes para a disputa em ampla concorrência.

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Fonte: gov.br

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Prefeitura abre chamada pública para compra de alimentos com investimento de R$ 324,8 mil

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MDA

A Prefeitura de Sorriso (MT) abriu uma chamada pública para agricultores familiares interessados em fornecer alimentos ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

O programa permite que o poder público compre alimentos produzidos por agricultores familiares e destine esses produtos a pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade social, por meio de programas e serviços públicos de segurança alimentar.

Em Sorriso, serão investidos R$ 324.899,20 na compra de alimentos da agricultura familiar. Entre os produtos previstos estão frutas, verduras, legumes, mandioca, farinha, mel, ovos, frango caipira, queijo, pães e bolachas caseiras, entre outros.

A chamada pública é destinada a agricultores familiares individuais que moram em Sorriso e possuem o Cadastro Nacional da Agricultura Familiar (CAF) ativo.

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Os interessados deverão preparar um Projeto de Venda, informando os alimentos que produzem e pretendem fornecer ao programa, além de apresentar a documentação exigida no edital.

Como participar?

Os documentos e o Projeto de Venda deverão ser entregues presencialmente na SEMASA, entre os dias 17 e 30 de setembro de 2026, das 7h às 12h, de segunda a sexta-feira.

Entre os documentos necessários estão CPF, RG ou CNH, extrato do CAF, comprovante de endereço, Projeto de Venda e Declaração de Produção Própria. Quando for o caso, também deverá ser apresentado o CadÚnico atualizado.

Após o prazo de inscrição, a equipe técnica responsável pelo PAA fará a análise dos projetos. Os agricultores habilitados poderão ser chamados para realizar as entregas, conforme a demanda dos programas atendidos e a disponibilidade de recursos.

Local: Rua Marechal Cândido Rondon, nº 2311, Jardim Bela Vista
Prazo: 17 a 30 de setembro
Horário: 7h às 12h
Entrega: presencialmente

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Critérios

O PAA possui critérios de priorização para ampliar a participação de públicos específicos da agricultura familiar, como mulheres, agricultores inscritos no CadÚnico, assentados da reforma agrária, jovens de 18 a 29 anos, pescadores, indígenas, quilombolas, negros e integrantes de povos e comunidades tradicionais.

O edital também estabelece a participação mínima de 50% de mulheres e 60% de fornecedores inscritos no CadÚnico. As compras estão previstas para ocorrer de novembro de 2026 a julho de 2027, ou até que os recursos disponíveis sejam utilizados. O limite de comercialização é de até R$ 15 mil por agricultor, por CAF, em cada ano civil, conforme as regras do programa.

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Soja e milho exigem cuidado antes da semeadura para evitar falhas na lavoura

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Foto: Reprodução/Aprosoja Mato Grosso

Falhas na implantação podem começar antes mesmo da semeadura da soja e do milho. Em Mato Grosso, a qualidade das sementes, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos estão entre os fatores que precisam ser observados nesta etapa da safra.

No caso das sementes, os índices de germinação e vigor precisam ser conferidos antes da semeadura, assim como a procedência do produto adquirido. A avaliação ganha importância porque a qualidade da semente está diretamente ligada ao estabelecimento das plantas. O produtor também precisa considerar as condições da área e o momento de colocar o material no solo.

Para o vice-presidente Oeste da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), Gilson Antunes de Melo, a atenção começa na compra. “O ideal é que o produtor compre uma semente de boa qualidade, de empresas idôneas que estão a tempo no mercado”, afirma.

Ele também orienta que o produtor confira os índices de germinação e vigor do material antes do plantio. A avaliação pode apontar a necessidade de cuidados adicionais antes da semeadura.

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Umidade do solo entra na decisão

O que chega à fazenda também precisa ser avaliado antes de ir para a lavoura. Quando há dúvida sobre a qualidade, a orientação é solicitar a coleta de uma amostra e encaminhá-la para análise. As sementes adquiridas pelos produtores passam por coleta e análise para verificar os índices de qualidade. No Semente Forte, da Aprosoja MT, as amostras são coletadas por técnicos habilitados pelo Registro Nacional de Sementes e Mudas (RENASEM) e encaminhadas a laboratórios credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

“Na hora que a semente chega na fazenda, o ideal é que chame o supervisor da Aprosoja MT da região para que colete essa semente. Se tiver dúvidas, mande para o laboratório antes de realizar o plantio”, diz Gilson.

O resultado da análise ajuda a definir o tratamento das sementes. A decisão sobre quando semear também passa pela condição encontrada no solo, principalmente pela presença de umidade.

“Com o resultado de qualidade em mãos, o produtor pode tomar decisão em relação ao tratamento do material, e também, decidir qual o melhor momento para plantar levando em consideração a umidade do solo, fator que contribui para uma boa germinação”, completa.

A preparação não termina na semente, conforme a entidade. A regulagem dos equipamentos de plantio também faz parte dos cuidados previstos para a semeadura. A Aprosoja MT orienta que o produtor planeje as etapas do plantio, considerando a qualidade das sementes, o tratamento do material, a umidade do solo e a regulagem dos equipamentos.

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